Trombocitose como indicador prognóstico de neoplasias em cães

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Souto, Letícia Gondim [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/260938
Resumo: As plaquetas são classicamente associadas a hemostasia e trombose, entretanto estudos na medicina humana evidenciam outra função relacionada a contribuição na progressão do câncer. A trombocitose em pacientes humanos com câncer é amplamente reconhecida como um fator de mau prognóstico, entretanto, esta associação na medicina veterinária é raramente documentada ou pode estar potencialmente subnotificada. Foram selecionados 166 prontuários da espécie canina do Hospital Veterinário (HV) da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia – UNESP/Botucatu, nos períodos de 2014 a 2023, que apresentavam trombocitose, diagnóstico de neoplasia e informações de tempo sobrevida. Nosso estudo demonstrou que a intensidade da trombocitose pode representar um indicador prognóstico em neoplasias malignas, com tempo de sobrevida menor ou igual à 15 meses (p=0,045), demonstrando que quanto maior a contagem plaquetária menor era a sobrevida (r = -0,18; p=0,025). Quando avaliado diagnósticos isolados, os cães com mastocitoma que apresentavam trombocitose discreta (430-500.000/μL) tiveram menor chance de evoluir à óbito em tempo menor ou igual à 4 meses (OR = 0,07; p=0,041) e os pacientes com hemangiossarcoma com o tempo de sobrevida menor ou igual à 15 meses, apresentaram maior contagem plaquetária 638.000/μL) (540.000 a 742.000/μL) (p=0,016). A intensidade da trombocitose representa um importante indicador prognóstico em cães com neoplasias malignas, principalmente no mastocitoma e no hemangiossarcoma, portanto, promovendo novas perspectivas prognósticas na medicina veterinária.
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