Detecção e avaliação de anticorpos para Leishmania spp., em doadores de sangue de Hemonúcleo de área endêmica para a leishmaniose visceral no estado da Paraíba, Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Berbigier, Lucienne Formiga Feitosa [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/202545
Resumo: Em função do risco de transmissão da leishmaniose visceral (LV) por meio de transfusão sanguínea, particularmente em áreas endêmicas para a doença, e pelo fato de a doença não se encontrar listada naquelas pesquisadas antes da doação de componentes sanguíneos, no presente o objetivo foi pesquisar a presença de anticorpos para Leishmania spp., pela técnica de ELISA, em doadores de sangue de um Hemonúcleo situado em área endêmica para LV no Nordeste do Brasil. Entre os 300 indivíduos avaliados, 145 (48,33%) foram considerados infectados por Leishmania spp. Destes, 99 (68,27%) eram do sexo masculino,46 (31,729%) do sexo feminino, 11 (7,58%) possuíam entre 18 e 19 anos, 130 (89,65%) entre 20 e 59 anos e 4(2,75%) tinham mais de 60 anos. Quanto à área de residência, 108 (74,48%) eram provenientes da zona urbana e 37 (25,51%) da rural. Assim, não foi observada associação estatisticamente significante entre a presença de anticorpos para Leishmania spp. e o sexo (p=0,61), faixa etária (p= 0,82) ou local de residência (p= 0,85). A análise destes dados não permitiu confirmar a ocorrência de transmissão transfusional de LV, uma vez que a simples sorologia positiva não implica a presença das leishmanias viáveis no sangue periférico. Porém, também não é possível anular este risco potencial. Testes de rotina devem ser implementados nos hemocentros, para excluir doadores soropositivos para Leishmania spp., aumentando a segurança dos pacientes que recebem este sangue.
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