A morte como analogia do fazer poético em Agrestes de João Cabral de Melo Neto

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Estupiña, Henrique Castilho [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/312710
https://lattes.cnpq.br/9868540208262293
Resumo: Esta pesquisa pretende verificar uma possibilidade de leitura metapoética para a obra Agrestes (1985), de João Cabral de Melo Neto. Na seção derradeira do livro, intitulada “A ‘indesejada das gentes’”, estão presentes quatorze poemas sobre a morte, friamente perscrutada pelos eus-poéticos. Eles não a sentem ou temem, mas, antes, indagam-na. Em resumo, a seção trata sobre as diversas possibilidades de reação frente às diversas formas de findar a própria vida. Com efeito, o distanciamento analítico da vozes dos poemas corrobora a formulação de métodos de avaliação de sistemas poéticos. Não só, mas o próprio título da seção estabelece um intertexto com um verso de Bandeira, que, no poema “Consoada”, da obra Opus 10 (1952), tematiza a morte sob o nome de “a indesejada das gentes”. Sendo a morte, de saída, um ente textual, somado ao fato de que os textos da seção estão, muitas vezes, inçados de vocabulário metalinguístico, verificamos haver uma possibilidade de leitura metapoética, em que os tipos de morte figurados funcionam como metáforas do fazer poético.
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spelling A morte como analogia do fazer poético em Agrestes de João Cabral de Melo NetoDeath as an analogy of the poetic making in Agrestes by João Cabral de Melo NetoPoesiaAgrestesAnalogiaJoão Cabral de Melo NetoMorteAnalogyMetapoetryDeathEsta pesquisa pretende verificar uma possibilidade de leitura metapoética para a obra Agrestes (1985), de João Cabral de Melo Neto. Na seção derradeira do livro, intitulada “A ‘indesejada das gentes’”, estão presentes quatorze poemas sobre a morte, friamente perscrutada pelos eus-poéticos. Eles não a sentem ou temem, mas, antes, indagam-na. Em resumo, a seção trata sobre as diversas possibilidades de reação frente às diversas formas de findar a própria vida. Com efeito, o distanciamento analítico da vozes dos poemas corrobora a formulação de métodos de avaliação de sistemas poéticos. Não só, mas o próprio título da seção estabelece um intertexto com um verso de Bandeira, que, no poema “Consoada”, da obra Opus 10 (1952), tematiza a morte sob o nome de “a indesejada das gentes”. Sendo a morte, de saída, um ente textual, somado ao fato de que os textos da seção estão, muitas vezes, inçados de vocabulário metalinguístico, verificamos haver uma possibilidade de leitura metapoética, em que os tipos de morte figurados funcionam como metáforas do fazer poético.This research aims to explore the possibility of a metapoetic reading of the work Agrestes (1985), by João Cabral de Melo Neto. In the last section of the book, titled “A ‘indesejada das gentes’”, there are fourteen poems about death, severely scrutinized by the poetic voices. They neither feel nor fear it, but rather question it. In short, the section addresses the various possible reactions to the different ways of ending one’s own life. Indeed, the analytical detachment of the poetic voices supports the development of methods for evaluating poetic systems. Moreover, the very title of the section establishes an intertextual link with a verse by Manuel Bandeira, who, in the poem “Consoada”, from the collection Opus 10 (1952), thematizes death under the name “A indesejada das gentes”. Since death is, from the outset, a textual entity, and given that the texts in this section are often saturated with metalinguistic vocabulary, we find a possible metapoetic reading in which the types of death depicted function as metaphors for the poetic process.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001Universidade Estadual Paulista (Unesp)Borsato, Fabiane Renata [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Estupiña, Henrique Castilho [UNESP]2025-08-05T23:33:21Z2025-05-30info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfESTUPIÑA, Henrique Castilho. A morte como analogia do fazer poético em Agrestes de João Cabral de Melo Neto. 2025. 122 p. Dissertação (Mestrado em Estudos Literários) - Faculdade de Ciências e Letras, Universidade Estadual Paulista, Araraquara, 2025.https://hdl.handle.net/11449/31271033004030016P0https://lattes.cnpq.br/9868540208262293porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-08-06T05:00:08Zoai:repositorio.unesp.br:11449/312710Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-08-06T05:00:08Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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