Isolamento social e dignidade nas representações sociais de home office
| Ano de defesa: | 2022 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por eng |
| Instituição de defesa: |
Universidade Presbiteriana Mackenzie
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://dspace.mackenzie.br/handle/10899/31886 |
Resumo: | O teletrabalho é um objeto de estudos de interesse entre os pesquisadores das Ciências Humanas, o que se intensificou em tempos da pandemia da Covid-19. A matéria está sob os holofotes de estudos internacionais, trazendo à luz sua trajetória, modelo e consequências suscitadas em seu processo. No entanto, no Brasil ainda há poucos estudos sobre o tema que relacionem os efeitos decorridos do teletrabalho e suas implicações, afetando diretamente os trabalhadores brasileiros. Isto implica a importância e relevância no avanço de estudos organizacionais e seus encadeamentos, em busca de articular meios que proporcionem bemestar ao (tele)trabalhador e preservação da organização. O isolamento social é uma das causas que contribui para o surgimento de danos que, imbricado com outros males, fomenta a violação da dignidade do trabalhador. A dignidade, por sua vez, é intrínseca ao ser humano e firmada por meio da sua racionalidade. Entretanto, é no uso da autonomia do trabalhador que sua dignidade é aferida, promovida e respeitada, por tratar-se de um valor incomparável, que não tem preço e está acima de qualquer valor ou algo equivalente. O objetivo deste estudo foi compreender de que maneira o isolamento social e a dignidade participam nas representações sociais de home office de trabalhadores administrativos que foram direcionados para trabalhar remotamente durante a pandemia da COVID-19. Para tanto, a construção de dados se deu por meio de entrevistas com vinte participantes, trabalhadores da área administrativa, que compartilharam suas experiências e percepções durante o trabalho remoto. A análise dos dados foi feita por meio da semiótica, utilizando o Percurso Gerativo do Sentido, enfocando o “nível narrativo” – que trata da relação do sujeito com o objeto. Nos resultados deste estudo foram depreendidas quatro representações sociais de home office, denominadas como: Multifuncionalidade; Trabalho quase análogo ao de escravo; Prisão; e Liberdade. O isolamento social participa dessas representações por meio de suas implicações, em que a vigilância por parte do empregador é a principal. A vigilância por sua vez afeta a autonomia do empregado e, por consequência, viola a sua dignidade. A dignidade participa em sua forma violada em decorrência das condições de trabalho e da vigilância. |
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Reis, Rosana Juçara de SouzaTeixeira, Maria Luisa Mendes2023-03-22T18:01:07Z2023-03-22T18:01:07Z2022-05-12https://dspace.mackenzie.br/handle/10899/31886O teletrabalho é um objeto de estudos de interesse entre os pesquisadores das Ciências Humanas, o que se intensificou em tempos da pandemia da Covid-19. A matéria está sob os holofotes de estudos internacionais, trazendo à luz sua trajetória, modelo e consequências suscitadas em seu processo. No entanto, no Brasil ainda há poucos estudos sobre o tema que relacionem os efeitos decorridos do teletrabalho e suas implicações, afetando diretamente os trabalhadores brasileiros. Isto implica a importância e relevância no avanço de estudos organizacionais e seus encadeamentos, em busca de articular meios que proporcionem bemestar ao (tele)trabalhador e preservação da organização. O isolamento social é uma das causas que contribui para o surgimento de danos que, imbricado com outros males, fomenta a violação da dignidade do trabalhador. A dignidade, por sua vez, é intrínseca ao ser humano e firmada por meio da sua racionalidade. Entretanto, é no uso da autonomia do trabalhador que sua dignidade é aferida, promovida e respeitada, por tratar-se de um valor incomparável, que não tem preço e está acima de qualquer valor ou algo equivalente. O objetivo deste estudo foi compreender de que maneira o isolamento social e a dignidade participam nas representações sociais de home office de trabalhadores administrativos que foram direcionados para trabalhar remotamente durante a pandemia da COVID-19. Para tanto, a construção de dados se deu por meio de entrevistas com vinte participantes, trabalhadores da área administrativa, que compartilharam suas experiências e percepções durante o trabalho remoto. A análise dos dados foi feita por meio da semiótica, utilizando o Percurso Gerativo do Sentido, enfocando o “nível narrativo” – que trata da relação do sujeito com o objeto. Nos resultados deste estudo foram depreendidas quatro representações sociais de home office, denominadas como: Multifuncionalidade; Trabalho quase análogo ao de escravo; Prisão; e Liberdade. O isolamento social participa dessas representações por meio de suas implicações, em que a vigilância por parte do empregador é a principal. A vigilância por sua vez afeta a autonomia do empregado e, por consequência, viola a sua dignidade. A dignidade participa em sua forma violada em decorrência das condições de trabalho e da vigilância.CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de NívelporengUniversidade Presbiteriana MackenzieUPMBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessrepresentações sociaisteletrabalhodignidadeisolamento socialIsolamento social e dignidade nas representações sociais de home officeinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisreponame:Repositório Digital do Mackenzieinstname:Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE)instacron:MACKENZIEhttp://lattes.cnpq.br/2179893747302901https://orcid.org/0000-0002-0606-1723http://lattes.cnpq.br/1941243183801544https://orcid.org/0000-0003-1668-4331Hanashiro, Darcy Mitiko Morihttp://lattes.cnpq.br/8193396073610884https://orcid.org/0000-0003-2305-4186Almeida, Cleverson Pereira deBarros, Diana Luz Pessoa dehttp://lattes.cnpq.br/4742321400577426https://orcid.org/0000-0001-5182-6767Telework is an object of study of interest among researchers in the Human Sciences, which has intensified in times of the Covid-19 pandemic. The subject is under the spotlight of international studies, bringing to light its trajectory, model and consequences raised in its process. However, in Brazil there are still few studies on the subject that relate the effects of telework and its implications, directly affecting Brazilian workers. This implies the importance and relevance in the advancement of organizational studies and their linkages, searching to articulate means that provide well-being to the teleworker and preservation of the organization. Social isolation is one of the causes that contributes to the emergence of damage that, intertwined with other evils, promotes the violation of the worker's dignity. Dignity, in turn, is intrinsic to the human being and is established through his rationality. However, it is in the use of the worker's autonomy that his dignity is measured, promoted, and respected, because it is an incomparable value, priceless and above any value or equivalent. The purpose of this study was to understand how social isolation and dignity participate in the social representations of home office of administrative workers who were put to work remotely during the COVID-19 pandemic. To this end, data construction took place through interviews with twenty participants, administrative workers, who shared their experiences and perceptions during remote work. The data analysis was done through semiotics, using the Generative Path of Meaning, focusing on the "narrative level" - which deals with the relationship of the subject with the object. The results of this study identified that, from the consequences experienced by the teleworker, four social representations of home office were deduced, denominated as: Multifunctionality; Work almost analogous to slavery; Prison; and Freedom. Social isolation participates in these representations through its implications, in which the employer's vigilance is the main one. Surveillance in turn affects the employee's autonomy and, consequently, violates his dignity. Dignity participates in its violated form as a result of working conditions and vigilance.social representationsteleworkdignitysocial isolationCentro de Ciências Sociais e Aplicadas (CCSA)Administração de EmpresasCNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADASORIGINALROSANA JUÇARA DE SOUZA REIS.pdfROSANA JUÇARA DE SOUZA REIS.pdfRosana Juçara de Souza Reisapplication/pdf2936660https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/64acdb1a-127c-4ae3-9829-e68238c75916/download0f7b98c0fb822415bfc3e53a7921db61MD51trueAnonymousREADCC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8811https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/296fe8b9-11d6-4df9-a711-0bba3465186b/downloade39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34MD52falseAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81997https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/d9bacabc-b9e1-4b17-81de-366cd57b6e01/downloadfb735e1a8fa1feda568f1b61905f8d57MD53falseAnonymousREADTEXTROSANA JUÇARA DE SOUZA REIS.pdf.txtROSANA JUÇARA DE SOUZA REIS.pdf.txtExtracted texttext/plain588137https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/ea2c88a1-2dfd-4d13-8a99-84d44fe0a9d9/download45734a261603fca555e6df7cdf4d0968MD54falseAnonymousREADTHUMBNAILROSANA JUÇARA DE SOUZA REIS.pdf.jpgROSANA JUÇARA DE SOUZA REIS.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1181https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/069ece34-9159-41a3-a2fa-976ede897445/downloadae83f2f7c6631d3a8ee0e93625a20c58MD55falseAnonymousREAD10899/318862023-03-23T06:03:50.164Zhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilopen.accessoai:dspace.mackenzie.br:10899/31886https://dspace.mackenzie.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede.mackenzie.br/jspui/PRIhttps://adelpha-api.mackenzie.br/server/oai/repositorio@mackenzie.br||paola.damato@mackenzie.bropendoar:102772023-03-23T06:03:50Repositório Digital do Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE)falseTElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCB2b2PDqiAobyBhdXRvciAoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIFByZXNiaXRlcmlhbmEgTWFja2VuemllIG8gZGlyZWl0byBuw6NvLWV4Y2x1c2l2byBkZSByZXByb2R1emlyLCAgdHJhZHV6aXIgKGNvbmZvcm1lIGRlZmluaWRvIGFiYWl4byksIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBzZXUgdHJhYmFsaG8gKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3VtbykgcG9yIHRvZG8gbyBtdW5kbyBubyBmb3JtYXRvIGltcHJlc3NvIGUgZWxldHLDtG5pY28gZSBlbSBxdWFscXVlciBtZWlvLCBpbmNsdWluZG8gb3MgZm9ybWF0b3Mgw6F1ZGlvIG91IHbDrWRlby4KClZvY8OqIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBQcmVzYml0ZXJpYW5hIE1hY2tlbnppZSBwb2RlLCBzZW0gYWx0ZXJhciBvIGNvbnRlw7pkbywgdHJhbnNwb3IgbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gcGFyYSBxdWFscXVlciBtZWlvIG91IGZvcm1hdG8gcGFyYSBmaW5zIGRlIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiB0YW1iw6ltIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBQcmVzYml0ZXJpYW5hIE1hY2tlbnppZSBwb2RlIG1hbnRlciBtYWlzIGRlIHVtYSBjw7NwaWEgZG8gc2V1IHRyYWJhbGhvIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrLXVwIGUgcHJlc2VydmHDp8Ojby4KClZvY8OqIGRlY2xhcmEgcXVlIHNldSB0cmFiYWxobyDDqSBvcmlnaW5hbCBlIHF1ZSB2b2PDqiB0ZW0gbyBwb2RlciBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4gVm9jw6ogdGFtYsOpbSBkZWNsYXJhIHF1ZSBvIGRlcMOzc2l0byBkbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gbsOjbywgcXVlIHNlamEgZGUgc2V1IGNvbmhlY2ltZW50bywgaW5mcmluZ2UgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGUgbmluZ3XDqW0uCgpDYXNvIGEgc2V1IHRyYWJhbGhvIGNvbnRlbmhhIG1hdGVyaWFsIHF1ZSB2b2PDqiBuw6NvIHBvc3N1aSBhIHRpdHVsYXJpZGFkZSBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMsIHZvY8OqIGRlY2xhcmFyIHF1ZSBvYnRldmUgYSBwZXJtaXNzw6NvIGlycmVzdHJpdGEgZG8gZGV0ZW50b3IgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIHBhcmEgY29uY2VkZXIgw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIFByZXNiaXRlcmlhbmEgTWFja2VuemllIG9zIGRpcmVpdG9zIGFwcmVzZW50YWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYSwgZSBxdWUgZXNzZSBtYXRlcmlhbCBkZSBwcm9wcmllZGFkZSBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbyBubyB0ZXh0byBvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZG8gc2V1IHRyYWJhbGhvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRvLgoKQ0FTTyBPIFRSQUJBTEhPIE9SQSBERVBPU0lUQURPIFRFTkhBIFNJRE8gUkVTVUxUQURPIERFIFVNIFBBVFJPQ8ONTklPIE9VIEFQT0lPIERFIFVNQSBBR8OKTkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VIE9VVFJPIE9SR0FOSVNNTyBRVUUgTsODTyBTRUpBIEEgVU5JVkVSU0lEQURFIFBSRVNCSVRFUklBTkEgTUFDS0VOWklFLCBWT0PDiiBERUNMQVJBIFFVRSBSRVNQRUlUT1UgVE9ET1MgRSBRVUFJU1FVRVIgRElSRUlUT1MgREUgUkVWSVPDg08gQ09NTyBUQU1Cw4lNIEFTIERFTUFJUyBPQlJJR0HDh8OVRVMgRVhJR0lEQVMgUE9SIENPTlRSQVRPIE9VIEFDT1JETy4KCkEgVW5pdmVyc2lkYWRlIFByZXNiaXRlcmlhbmEgTWFja2VuemllIHNlIGNvbXByb21ldGUgYSBpZGVudGlmaWNhciBjbGFyYW1lbnRlIG8gc2V1IG5vbWUgKHMpIG91IG8ocykgbm9tZShzKSBkbyhzKSBkZXRlbnRvcihlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRvIHNldSB0cmFiYWxobywgZSBuw6NvIGZhcsOhIHF1YWxxdWVyIGFsdGVyYcOnw6NvLCBhbMOpbSBkYXF1ZWxhcyBjb25jZWRpZGFzIHBvciBlc3RhIGxpY2Vuw6dhLgo= |
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