The hybridization crisis: people analytics as an actor in the resignification of human resource management in the brazilian pharmaceutical industry
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | eng |
| Instituição de defesa: |
Universidade Presbiteriana Mackenzie
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://dspace.mackenzie.br/handle/10899/41684 |
Resumo: | A Gestão de Recursos Humanos (GRH) contemporânea atravessa um ponto de inflexão crítico impulsionado pela era da hibridização, que consiste na inserção de ferramentas algorítmicas em seu cotidiano (Böhmer & Schinnenburg, 2023). Esta pesquisa avança o argumento central de que People Analytics (PA), impulsionado pela atual inevitabilidade algorítmica, transcende seu papel de mera ferramenta para se consolidar como um complexo ator sociomaterial organizacional, capaz de (re)construir ativamente a realidade da GRH. Pautado em uma desafiante arquitetura teórica dual, que articula a Teoria da Construção Social da Realidade (SCRT) (Berger & Luckmann, 1966); e a Teoria Ator-Rede (ANT) (Callon, 1986; Latour, 2003, 2005), em um estudo qualitativo e interpretativo analisou as perspectivas dos Diretores e Business Partners de Recursos Humanos da Indústria Farmacêutica Brasileira (IFB) em entrevistas semiestruturadas e em profundidade (Flick, 2022), utilizando-se da Análise Temática Reflexiva (Braun & Clarke, 2020). A pesquisa buscou especificamente compreender como o PA e a IA são experienciados e significados, analisar as mudanças nos processos da GRH e explorar as (im)possibilidades de adoção do PA/IA, considerando o protagonismo de atores humanos e não-humanos em um processo de co-construção. A análise da dinâmica investigada revela que a introdução do PA na GRH da IFB se manifesta como um complexo processo de Tradução da Realidade, que, partindo das incertezas e da necessidade de construção de credibilidade (problematização), o PA se posiciona como um ator protagonista capaz de redefinir o diálogo estratégico da GRH com o negócio expandindo sua capacidade analítica (Ferrar & Green, 2021).Este processo complexo envolve a busca contínua por sinergias e a inscrição do PA com ferramentas materiais (sistemas, algoritmos e dashboards) que atuam como mediadores, reconfigurando práticas e percepções na GRH. Adicionalmente, o estudo identificou que a objetividade buscada pelo PA não é inerente aos dados, mas sim social e materialmente construída e validada, exigindo a institucionalização dessa nova ordem analítica. O protagonismo algorítmico é evidenciado com a análise aprofundada de sua capacidade mediadora, revelando que o PA atua de quatro formas distintas: no desvio de metas, na composição de novas metas, na delegação reversível de competências e na modificação mútua de atributos entre humanos e não-humanos. Essas mediações reconfiguram os processos diários da GRH, exigindo constante validação e atribuição de valor para sua legitimação. Os achados culminam na proposição de uma Crise da Hibridização, como sendo uma sexta fase evolucionária no modelo de crises de Larry Greiner (1998). Esta crise, desencadeada pela algoritmização massiva e profunda, remodela fundamentalmente os desafios da gestão contemporânea, manifestando-se na complexa governança de redes homem-máquina, na dialética da tomada de decisão e na reconfiguração da identidade profissional. Consequentes dessa crise, são evidenciados por; um estado de estupor organizacional e um paradoxo antropomórfico. Sendo o primeiro, uma letargia diante da complexidade e exponencial evolução algorítmica, e o segundo, o processo de humanização da IA, que pode aumentar aceitação, também mascara sua natureza algorítmica, puramente estatística e matemática, assim como pode obscurecer potenciais riscos de objetificação e desumanização do e no trabalho. Esses achados, habilitam uma lente para a navegação prática para esta nova realidade sociomaterial, destacando a necessidade de uma alfabetização analítica crítica e um compromisso humanístico crítico, ético e empático, que requer manutenção contínua do protagonismo humano na e para a GRH. |
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Assi, Ilton LuizVieira, Almir Martins2026-01-15T13:16:40Z2025-08-14https://dspace.mackenzie.br/handle/10899/41684A Gestão de Recursos Humanos (GRH) contemporânea atravessa um ponto de inflexão crítico impulsionado pela era da hibridização, que consiste na inserção de ferramentas algorítmicas em seu cotidiano (Böhmer & Schinnenburg, 2023). Esta pesquisa avança o argumento central de que People Analytics (PA), impulsionado pela atual inevitabilidade algorítmica, transcende seu papel de mera ferramenta para se consolidar como um complexo ator sociomaterial organizacional, capaz de (re)construir ativamente a realidade da GRH. Pautado em uma desafiante arquitetura teórica dual, que articula a Teoria da Construção Social da Realidade (SCRT) (Berger & Luckmann, 1966); e a Teoria Ator-Rede (ANT) (Callon, 1986; Latour, 2003, 2005), em um estudo qualitativo e interpretativo analisou as perspectivas dos Diretores e Business Partners de Recursos Humanos da Indústria Farmacêutica Brasileira (IFB) em entrevistas semiestruturadas e em profundidade (Flick, 2022), utilizando-se da Análise Temática Reflexiva (Braun & Clarke, 2020). A pesquisa buscou especificamente compreender como o PA e a IA são experienciados e significados, analisar as mudanças nos processos da GRH e explorar as (im)possibilidades de adoção do PA/IA, considerando o protagonismo de atores humanos e não-humanos em um processo de co-construção. A análise da dinâmica investigada revela que a introdução do PA na GRH da IFB se manifesta como um complexo processo de Tradução da Realidade, que, partindo das incertezas e da necessidade de construção de credibilidade (problematização), o PA se posiciona como um ator protagonista capaz de redefinir o diálogo estratégico da GRH com o negócio expandindo sua capacidade analítica (Ferrar & Green, 2021).Este processo complexo envolve a busca contínua por sinergias e a inscrição do PA com ferramentas materiais (sistemas, algoritmos e dashboards) que atuam como mediadores, reconfigurando práticas e percepções na GRH. Adicionalmente, o estudo identificou que a objetividade buscada pelo PA não é inerente aos dados, mas sim social e materialmente construída e validada, exigindo a institucionalização dessa nova ordem analítica. O protagonismo algorítmico é evidenciado com a análise aprofundada de sua capacidade mediadora, revelando que o PA atua de quatro formas distintas: no desvio de metas, na composição de novas metas, na delegação reversível de competências e na modificação mútua de atributos entre humanos e não-humanos. Essas mediações reconfiguram os processos diários da GRH, exigindo constante validação e atribuição de valor para sua legitimação. Os achados culminam na proposição de uma Crise da Hibridização, como sendo uma sexta fase evolucionária no modelo de crises de Larry Greiner (1998). Esta crise, desencadeada pela algoritmização massiva e profunda, remodela fundamentalmente os desafios da gestão contemporânea, manifestando-se na complexa governança de redes homem-máquina, na dialética da tomada de decisão e na reconfiguração da identidade profissional. Consequentes dessa crise, são evidenciados por; um estado de estupor organizacional e um paradoxo antropomórfico. Sendo o primeiro, uma letargia diante da complexidade e exponencial evolução algorítmica, e o segundo, o processo de humanização da IA, que pode aumentar aceitação, também mascara sua natureza algorítmica, puramente estatística e matemática, assim como pode obscurecer potenciais riscos de objetificação e desumanização do e no trabalho. Esses achados, habilitam uma lente para a navegação prática para esta nova realidade sociomaterial, destacando a necessidade de uma alfabetização analítica crítica e um compromisso humanístico crítico, ético e empático, que requer manutenção contínua do protagonismo humano na e para a GRH.CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de NívelUniversidade Presbiteriana Mackenzieanálise de pessoasconstrução social da realidadesociomaterialidadecrise da hibridizaçãoalgoritmizaçãoThe hybridization crisis: people analytics as an actor in the resignification of human resource management in the brazilian pharmaceutical industryinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisengreponame:Repositório Digital do Mackenzieinstname:Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE)instacron:MACKENZIEinfo:eu-repo/semantics/openAccesshttp://lattes.cnpq.br/4298642111341453http://orcid.org/0000-0002-0523-3976http://lattes.cnpq.br/4310260828146089https://orcid.org/0000-0002-7849-0316Teixeira, Maria Luisa Mendeshttp://lattes.cnpq.br/2179893747302901https://orcid.org/0000-0002-0606-1723Kubo, Edson Keyso de Mirandahttp://lattes.cnpq.br/7102839820358192https://orcid.org/0000-0001-9017-2487Pedrosa, Isabel Maria MendesPerez, Gilbertohttp://lattes.cnpq.br/8699394703578756https://orcid.org/0000-0002-6624-0643Contemporary Human Resource Management (HRM) is at a critical inflection point driven by the era of hybridization, which consists of the integration of algorithmic tools into its daily operations (Böhmer & Schinnenburg, 2023). This research advances the central argument that People Analytics (PA), propelled by the current algorithmic inevitability, transcends its role as a mere tool to establish itself as a complex organizational sociomaterial actor, capable of actively (re)constructing the reality of HRM. Guided by a challenging dual theoretical framework that articulates the Social Construction of Reality Theory (SCRT) (Berger & Luckmann, 1966) and Actor-Network Theory (ANT) (Callon, 1986; Latour, 2003, 2005), this qualitative, interpretive study analyzed the perspectives of Human Resources Directors and Business Partners from the Brazilian Pharmaceutical Industry (BPI) through semi-structured, in-depth interviews (Flick, 2022), employing Reflective Thematic Analysis (Braun & Clarke, 2020).The research specifically sought to understand how PA and AI are experienced and given meaning, to analyze the changes in HRM processes, and to explore the (im)possibilities of PA/AI adoption, considering the agency of human and non-human actors in a co construction process. The analysis of the investigated dynamics reveals that the introduction of PA into the HRM of the BPI manifests as a complex process of the Translation of Reality. Stemming from uncertainties and the need to build credibility (problematization), PA positions itself as a key actor capable of redefining the strategic dialogue between HRM and the business, thereby expanding its analytical capacity (Ferrar & Green, 2021).This complex process involves a continuous search for synergies and the inscription of PA with material tools (systems, algorithms, and dashboards) that act as mediators, reconfiguring practices and perceptions within HRM. Additionally, the study identified that the objectivity sought by PA is not inherent in the data but is socially and materially constructed and validated, requiring the institutionalization of this new analytical order. The agency of algorithms is evidenced by the in-depth analysis of their mediating capacity, revealing that PA acts in four distinct ways: in the deviation of goals, in the composition of new goals, in the reversible delegation of competencies, and in the mutual modification of attributes between humans and non-humans. These mediations reconfigure the daily processes of HRM, demanding constant validation and value attribution for their legitimization. The findings culminate in the proposition of a Hybridization Crisis as a sixth evolutionary phase in Larry Greiner's (1998) model of growth crises. This crisis, triggered by massive and profound algorithmization, fundamentally reshapes the challenges of contemporary management. It manifests in the complex governance of human-machine networks, in the dialectics of decision-making, and in the reconfiguration of professional identity. Consequent to this crisis, two phenomena are evidenced: an organizational stupor and an anthropomorphic paradox. The former is a lethargy in the face of algorithmic complexity and exponential evolution. The latter is the process of humanizing AI which, while potentially increasing acceptance, also masks its purely statistical and mathematical algorithmic nature, and may obscure potential risks of objectification and dehumanization of and in the workplace. These findings provide a lens for practical navigation in this new sociomaterial reality, highlighting the need for critical analytical literacy and a critical, ethical, and empathetic humanistic commitment, which requires the continuous maintenance of human agency in and for HRM.people analyticssocial construction of realitysociomaterialityhybridization crisisalgorithmizationBrasilCentro de Ciências Sociais e Aplicadas (CCSA)UPMAdministração de EmpresasCIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ADMINISTRACAO::ADMINISTRACAO DE EMPRESAS::ADMINISTRACAO DE RECURSOS HUMANOSLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82207https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/5a4dec9f-2d9b-4b76-85f6-087767376fe7/downloada092685f5fe02015fe6064807ee8feefMD51falseAnonymousREADORIGINALILTON LUIZ ASSI.pdfILTON LUIZ ASSI.pdfapplication/pdf7122114https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/b2733629-9611-4675-a49e-87f3b48ecd93/downloadf0910ae6f06d1474f5254298a27cf1cbMD52trueAnonymousREADTEXTILTON LUIZ ASSI.pdf.txtILTON LUIZ ASSI.pdf.txtExtracted texttext/plain100451https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/639aa62d-f4be-4620-83ef-f1bb95c8d900/downloadec45c87380607994b4ff42aa961dffd6MD53falseAnonymousREADTHUMBNAILILTON LUIZ ASSI.pdf.jpgILTON LUIZ ASSI.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2406https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/3a546d3b-e963-4a54-a116-30a25357d3dc/download0d54e8ff72783a310760089566f9be7cMD54falseAnonymousREAD10899/416842026-01-16T06:00:52.279627Zopen.accessoai:dspace.mackenzie.br:10899/41684https://dspace.mackenzie.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede.mackenzie.br/jspui/PRIhttps://adelpha-api.mackenzie.br/server/oai/repositorio@mackenzie.br||paola.damato@mackenzie.bropendoar:102772026-01-16T06:00:52Repositório Digital do Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE)falseTElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBvIGFjZWl0ZSBkZXN0YSBsaWNlbsOnYSwgdm9jw6ogKG8gYXV0b3IgKGVzKSBvdSBvIHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yKSBjb25jZWRlIMOgIFVuaXZlcnNpZGFkZSBQcmVzYml0ZXJpYW5hIE1hY2tlbnppZSBvIGRpcmVpdG8gbsOjby1leGNsdXNpdm8gZGUgcmVwcm9kdXppciwgdHJhZHV6aXIgKGNvbmZvcm1lIGRlZmluaWRvIGFiYWl4byksIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBzZXUgdHJhYmFsaG8gKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3VtbykgcG9yIHRvZG8gbyBtdW5kbyBubyBmb3JtYXRvIGltcHJlc3NvIGUgZWxldHLDtG5pY28gZSBlbSBxdWFscXVlciBtZWlvLCBpbmNsdWluZG8gb3MgZm9ybWF0b3Mgw6F1ZGlvIG91IHbDrWRlby4KQWNlaXRhbmRvIGVzc2EgbGljZW7Dp2Egdm9jw6ogY29uY29yZGEgcXVlIGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIFByZXNiaXRlcmlhbmEgTWFja2VuemllIHBvZGUsIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gY29udGXDumRvLCB0cmFuc3BvciBvIHNldSB0cmFiYWxobyBwYXJhIHF1YWxxdWVyIG1laW8gb3UgZm9ybWF0byBlIG1hbnRlciBtYWlzIGRlIHVtYSBjw7NwaWEgZG8gc2V1IHRyYWJhbGhvIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrLXVwIGUgcHJlc2VydmHDp8Ojby4KQ29uY29yZGFyw6EgcXVlIHNldSB0cmFiYWxobyB0YW1iw6ltIHNlcsOhIHJlZ2lkbyBwZWxhIENyZWF0aXZlIENvbW1vbnMgcXVlIE7Dg08gcGVybWl0ZSBvIHVzbyBjb21lcmNpYWwgb3UgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28gZGEgb2JyYSBwb3IgdGVyY2Vpcm9zIGNvbmZvcm1lIGRlc2NyaXRvIGVtIDxhIGhyZWY9Imh0dHBzOi8vY3JlYXRpdmVjb21tb25zLm9yZy9saWNlbnNlcy9ieS1uYy1uZC80LjAvIiB0YXJnZXQ9Il9ibGFuayI+aHR0cHM6Ly9jcmVhdGl2ZWNvbW1vbnMub3JnL2xpY2Vuc2VzL2J5LW5jLW5kLzQuMC88L2E+LgpWb2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSBzZXUgdHJhYmFsaG8gw6kgb3JpZ2luYWwgZSBxdWUgdm9jw6ogdGVtIG8gcG9kZXIgZGUgY29uY2VkZXIgb3MgZGlyZWl0b3MgY29udGlkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EuIERlY2xhcmEgdGFtYsOpbSBxdWUgbyBkZXDDs3NpdG8gZG8gc2V1IHRyYWJhbGhvIG7Do28sIHF1ZSBzZWphIGRlIHNldSBjb25oZWNpbWVudG8sIGluZnJpbmdlIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIG5pbmd1w6ltLgpDYXNvIG8gc2V1IHRyYWJhbGhvIGNvbnRlbmhhIG1hdGVyaWFsIHF1ZSB2b2PDqiBuw6NvIHBvc3N1aSBhIHRpdHVsYXJpZGFkZSBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMsIHZvY8OqIGRlY2xhcmEgcXVlIG9idGV2ZSBhIHBlcm1pc3PDo28gaXJyZXN0cml0YSBkbyBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgcGFyYSBjb25jZWRlciDDoCBVbml2ZXJzaWRhZGUgUHJlc2JpdGVyaWFuYSBNYWNrZW56aWUgb3MgZGlyZWl0b3MgYXByZXNlbnRhZG9zIG5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBlIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGRlIHByb3ByaWVkYWRlIGRlIHRlcmNlaXJvcyBlc3TDoSBjbGFyYW1lbnRlIGlkZW50aWZpY2FkbyBlIHJlY29uaGVjaWRvIG5vIHRleHRvIG91IG5vIGNvbnRlw7pkbyBkbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gb3JhIGRlcG9zaXRhZG8uCkNBU08gTyBUUkFCQUxITyBPUkEgREVQT1NJVEFETyBURU5IQSBTSURPIFJFU1VMVEFETyBERSBVTSBQQVRST0PDjU5JTyBPVSBBUE9JTyBERSBVTUEgQUfDik5DSUEgREUgRk9NRU5UTyBPVSBPVVRSTyBPUkdBTklTTU8gUVVFIE7Dg08gU0VKQSBBIFVOSVZFUlNJREFERSBQUkVTQklURVJJQU5BIE1BQ0tFTlpJRSwgVk9Dw4ogREVDTEFSQSBRVUUgUkVTUEVJVE9VIFRPRE9TIEUgUVVBSVNRVUVSIERJUkVJVE9TIERFIFJFVklTw4NPIENPTU8gVEFNQsOJTSBBUyBERU1BSVMgT0JSSUdBw4fDlUVTIEVYSUdJREFTIFBPUiBDT05UUkFUTyBPVSBBQ09SRE8uCkEgVW5pdmVyc2lkYWRlIFByZXNiaXRlcmlhbmEgTWFja2VuemllIHNlIGNvbXByb21ldGUgYSBpZGVudGlmaWNhciBjbGFyYW1lbnRlIG8gc2V1IG5vbWUgKHMpIG91IG8ocykgbm9tZShzKSBkbyhzKSBkZXRlbnRvcihlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRvIHNldSB0cmFiYWxobywgZSBuw6NvIGZhcsOhIHF1YWxxdWVyIGFsdGVyYcOnw6NvLCBhbMOpbSBkYXF1ZWxhcyBjb25jZWRpZGFzIHBvciBlc3RhIGxpY2Vuw6dhLgo= |
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A Gestão de Recursos Humanos (GRH) contemporânea atravessa um ponto de inflexão crítico impulsionado pela era da hibridização, que consiste na inserção de ferramentas algorítmicas em seu cotidiano (Böhmer & Schinnenburg, 2023). Esta pesquisa avança o argumento central de que People Analytics (PA), impulsionado pela atual inevitabilidade algorítmica, transcende seu papel de mera ferramenta para se consolidar como um complexo ator sociomaterial organizacional, capaz de (re)construir ativamente a realidade da GRH. Pautado em uma desafiante arquitetura teórica dual, que articula a Teoria da Construção Social da Realidade (SCRT) (Berger & Luckmann, 1966); e a Teoria Ator-Rede (ANT) (Callon, 1986; Latour, 2003, 2005), em um estudo qualitativo e interpretativo analisou as perspectivas dos Diretores e Business Partners de Recursos Humanos da Indústria Farmacêutica Brasileira (IFB) em entrevistas semiestruturadas e em profundidade (Flick, 2022), utilizando-se da Análise Temática Reflexiva (Braun & Clarke, 2020). A pesquisa buscou especificamente compreender como o PA e a IA são experienciados e significados, analisar as mudanças nos processos da GRH e explorar as (im)possibilidades de adoção do PA/IA, considerando o protagonismo de atores humanos e não-humanos em um processo de co-construção. A análise da dinâmica investigada revela que a introdução do PA na GRH da IFB se manifesta como um complexo processo de Tradução da Realidade, que, partindo das incertezas e da necessidade de construção de credibilidade (problematização), o PA se posiciona como um ator protagonista capaz de redefinir o diálogo estratégico da GRH com o negócio expandindo sua capacidade analítica (Ferrar & Green, 2021).Este processo complexo envolve a busca contínua por sinergias e a inscrição do PA com ferramentas materiais (sistemas, algoritmos e dashboards) que atuam como mediadores, reconfigurando práticas e percepções na GRH. Adicionalmente, o estudo identificou que a objetividade buscada pelo PA não é inerente aos dados, mas sim social e materialmente construída e validada, exigindo a institucionalização dessa nova ordem analítica. O protagonismo algorítmico é evidenciado com a análise aprofundada de sua capacidade mediadora, revelando que o PA atua de quatro formas distintas: no desvio de metas, na composição de novas metas, na delegação reversível de competências e na modificação mútua de atributos entre humanos e não-humanos. Essas mediações reconfiguram os processos diários da GRH, exigindo constante validação e atribuição de valor para sua legitimação. Os achados culminam na proposição de uma Crise da Hibridização, como sendo uma sexta fase evolucionária no modelo de crises de Larry Greiner (1998). Esta crise, desencadeada pela algoritmização massiva e profunda, remodela fundamentalmente os desafios da gestão contemporânea, manifestando-se na complexa governança de redes homem-máquina, na dialética da tomada de decisão e na reconfiguração da identidade profissional. Consequentes dessa crise, são evidenciados por; um estado de estupor organizacional e um paradoxo antropomórfico. Sendo o primeiro, uma letargia diante da complexidade e exponencial evolução algorítmica, e o segundo, o processo de humanização da IA, que pode aumentar aceitação, também mascara sua natureza algorítmica, puramente estatística e matemática, assim como pode obscurecer potenciais riscos de objetificação e desumanização do e no trabalho. Esses achados, habilitam uma lente para a navegação prática para esta nova realidade sociomaterial, destacando a necessidade de uma alfabetização analítica crítica e um compromisso humanístico crítico, ético e empático, que requer manutenção contínua do protagonismo humano na e para a GRH. |
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