Representações do feminino em vídeos infantis no youtube: a construção social de gênero na infância
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Universidade Presbiteriana Mackenzie
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://dspace.mackenzie.br/handle/10899/41522 |
Resumo: | Esta dissertação investiga as representações do feminino no canal de YouTube “Valentina Pontes ofc”, com o objetivo de compreender como tais representações contribuem para a construção social de gênero na infância. A pesquisa se ancora nos Estudos Culturais, especialmente no conceito de representação de Stuart Hal (2016) articulando-os às teorias de gênero (Connell, 1987; Butler, 2018). A metodologia utilizada foi o estudo de caso com análise de conteúdo temática, apoiada pelo software ATLAS.ti (versão 25.0.1), considerando cinco vídeos com maior número de visualizações, que somam, juntos, mais de 1 bilhão de acessos. A análise dos vídeos incluiu a codificação de trechos visuais e verbais a partir de categorias construídas com base nas recorrências observadas no corpus, agrupadas em dois eixos principais: Estereótipos Tradicionais do Feminino e Adultização Precoce da Menina. Como parte do objetivo da pesquisa, buscou-se identificar possíveis rupturas e resistências aos estereótipos de gênero, no entanto, não foram encontradas ocorrências significativas de práticas que contrariassem ou desestabilizassem os modelos normativos de feminilidade. Ao contrário, os dados apontam uma forte recorrência de discursos associados à maternidade simbólica, à estética rosa e ao consumo infantil segmentado por gênero. A análise de coocorrência entre os rótulos evidenciou a centralidade de elementos como cuidado com bonecas, valorização da estética feminina tradicional e atribuições simbólicas e materiais de consumo. O ambiente doméstico e a performance de youtuber mirim constroem um modelo de feminilidade infantil voltado à docilidade, à empatia e ao engajamento midiático. As representações observadas contribuem para a naturalização de papéis historicamente atribuídos às mulheres, reforçando desigualdades de gênero desde os primeiros anos de vida. A pesquisa também destaca a força simbólica das imagens, que, mesmo sem verbalizações explícitas, transmitem significados culturais por meio de objetos, cores e gestos performáticos. As conclusões apontam para a necessidade de discutir criticamente a produção de conteúdo midiático direcionado às crianças e seus efeitos na formação de subjetividades de gênero, além de indicar o potencial da análise de coocorrência como ferramenta metodológica ainda pouco explorada em pesquisas educacionais |
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Blessa, CamilaCoutinho, Suzana Ramos2025-10-31T18:10:49Z2025-08-21https://dspace.mackenzie.br/handle/10899/41522Esta dissertação investiga as representações do feminino no canal de YouTube “Valentina Pontes ofc”, com o objetivo de compreender como tais representações contribuem para a construção social de gênero na infância. A pesquisa se ancora nos Estudos Culturais, especialmente no conceito de representação de Stuart Hal (2016) articulando-os às teorias de gênero (Connell, 1987; Butler, 2018). A metodologia utilizada foi o estudo de caso com análise de conteúdo temática, apoiada pelo software ATLAS.ti (versão 25.0.1), considerando cinco vídeos com maior número de visualizações, que somam, juntos, mais de 1 bilhão de acessos. A análise dos vídeos incluiu a codificação de trechos visuais e verbais a partir de categorias construídas com base nas recorrências observadas no corpus, agrupadas em dois eixos principais: Estereótipos Tradicionais do Feminino e Adultização Precoce da Menina. Como parte do objetivo da pesquisa, buscou-se identificar possíveis rupturas e resistências aos estereótipos de gênero, no entanto, não foram encontradas ocorrências significativas de práticas que contrariassem ou desestabilizassem os modelos normativos de feminilidade. Ao contrário, os dados apontam uma forte recorrência de discursos associados à maternidade simbólica, à estética rosa e ao consumo infantil segmentado por gênero. A análise de coocorrência entre os rótulos evidenciou a centralidade de elementos como cuidado com bonecas, valorização da estética feminina tradicional e atribuições simbólicas e materiais de consumo. O ambiente doméstico e a performance de youtuber mirim constroem um modelo de feminilidade infantil voltado à docilidade, à empatia e ao engajamento midiático. As representações observadas contribuem para a naturalização de papéis historicamente atribuídos às mulheres, reforçando desigualdades de gênero desde os primeiros anos de vida. A pesquisa também destaca a força simbólica das imagens, que, mesmo sem verbalizações explícitas, transmitem significados culturais por meio de objetos, cores e gestos performáticos. As conclusões apontam para a necessidade de discutir criticamente a produção de conteúdo midiático direcionado às crianças e seus efeitos na formação de subjetividades de gênero, além de indicar o potencial da análise de coocorrência como ferramenta metodológica ainda pouco explorada em pesquisas educacionaisCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de NívelUniversidade Presbiteriana Mackenzierepresentações do femininogênero e infânciayoutubers mirinsestudos culturaisanálise de conteúdointerdisciplinaridadeRepresentações do feminino em vídeos infantis no youtube: a construção social de gênero na infânciainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisporreponame:Repositório Digital do Mackenzieinstname:Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE)instacron:MACKENZIEinfo:eu-repo/semantics/openAccesshttp://lattes.cnpq.br/5740289479298880https://orcid.org/0000-0002-5629-1914http://lattes.cnpq.br/9131029528679309Martins, Mirian Celeste Ferreira Diashttp://lattes.cnpq.br/7167254305943668https://orcid.org/0000-0002-3418-0471Caetano, Sheila Cristina Silva Aragãohttp://lattes.cnpq.br/7598786817782412https://orcid.org/0000-0001-6000-4378This dissertation investigates the representations of femininity on the YouTube channel “Valentina Pontes ofc,” aiming to understand how such representations contribute to the social construction of gender in childhood. The research is grounded in Cultural Studies, especially Stuart Hall’s (2016) concept of representation, in articulation with gender theories (Connell, 1987; Butler, 2018). The methodology employed was a case study with thematic content analysis, supported by the ATLAS.ti software (version 25.0.1), focusing on the five most viewed videos, which together exceed one billion views. The analysis included the coding of visual and verbal segments based on categories constructed from patterns observed in the corpus, grouped into two main axes: Traditional Gender Stereotypes and the Early Adultification of Girls. As part of the study’s aim, the research sought to identify possible ruptures and resistances to gender stereotypes; however, no significant occurrences of practices that challenged or destabilized normative models of femininity were found. On the contrary, the data revealed a strong recurrence of discourses associated with symbolic motherhood, pink aesthetics, and gender-segmented childhood consumption. The co-occurrence analysis highlighted the centrality of elements such as doll care, the valorization of traditional feminine aesthetics, and both symbolic and material attributions of consumption. The domestic setting and the child influencer performance construct a model of girlhood centered on docility, empathy, and media engagement. The representations observed contribute to the naturalization of roles historically assigned to women, reinforcing gender inequalities from early childhood. The study also emphasizes the symbolic power of images, which, even without explicit verbalization, convey cultural meanings through objects, colors, and performative gestures. The conclusions point to the need for a critical discussion about media content aimed at children and its effects on the formation of gendered subjectivities, as well as the potential of co-occurrence analysis as a methodological tool still underexplored in educational researchrepresentations of femininitygender and childhoodchild youtuberscultural studiescontent analysisinterdisciplinarityBrasilCentro de Educação, Filosofia e Teologia (CEFT)UPMEducação, Arte e História da CulturaCIENCIAS HUMANASORIGINALCAMILA BLESSA....pdfCAMILA BLESSA....pdfapplication/pdf3530660https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/9744d67a-e934-4f5f-9458-2b7496e64992/download6f903290d7465321dd1cafe4088f95e3MD51trueAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82207https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/74b95ed0-e0ea-4ba1-93ed-a345a0d60c72/downloada092685f5fe02015fe6064807ee8feefMD52falseAnonymousREADTEXTCAMILA BLESSA....pdf.txtCAMILA BLESSA....pdf.txtExtracted texttext/plain103448https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/9cf225d9-c51c-4b18-8050-b033c5d43d49/download01fdab6a1600cddd0f770658711023f2MD53falseAnonymousREADTHUMBNAILCAMILA BLESSA....pdf.jpgCAMILA BLESSA....pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2472https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/3f384129-8b4b-4a8f-bd20-1624751e8007/download394c12e0d16ee5b0577a3f9e82ef2682MD54falseAnonymousREAD10899/415222025-11-01T06:01:48.267563Zopen.accessoai:dspace.mackenzie.br:10899/41522https://dspace.mackenzie.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede.mackenzie.br/jspui/PRIhttps://adelpha-api.mackenzie.br/server/oai/repositorio@mackenzie.br||paola.damato@mackenzie.bropendoar:102772025-11-01T06:01:48Repositório Digital do Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE)falseTElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBvIGFjZWl0ZSBkZXN0YSBsaWNlbsOnYSwgdm9jw6ogKG8gYXV0b3IgKGVzKSBvdSBvIHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yKSBjb25jZWRlIMOgIFVuaXZlcnNpZGFkZSBQcmVzYml0ZXJpYW5hIE1hY2tlbnppZSBvIGRpcmVpdG8gbsOjby1leGNsdXNpdm8gZGUgcmVwcm9kdXppciwgdHJhZHV6aXIgKGNvbmZvcm1lIGRlZmluaWRvIGFiYWl4byksIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBzZXUgdHJhYmFsaG8gKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3VtbykgcG9yIHRvZG8gbyBtdW5kbyBubyBmb3JtYXRvIGltcHJlc3NvIGUgZWxldHLDtG5pY28gZSBlbSBxdWFscXVlciBtZWlvLCBpbmNsdWluZG8gb3MgZm9ybWF0b3Mgw6F1ZGlvIG91IHbDrWRlby4KQWNlaXRhbmRvIGVzc2EgbGljZW7Dp2Egdm9jw6ogY29uY29yZGEgcXVlIGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIFByZXNiaXRlcmlhbmEgTWFja2VuemllIHBvZGUsIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gY29udGXDumRvLCB0cmFuc3BvciBvIHNldSB0cmFiYWxobyBwYXJhIHF1YWxxdWVyIG1laW8gb3UgZm9ybWF0byBlIG1hbnRlciBtYWlzIGRlIHVtYSBjw7NwaWEgZG8gc2V1IHRyYWJhbGhvIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrLXVwIGUgcHJlc2VydmHDp8Ojby4KQ29uY29yZGFyw6EgcXVlIHNldSB0cmFiYWxobyB0YW1iw6ltIHNlcsOhIHJlZ2lkbyBwZWxhIENyZWF0aXZlIENvbW1vbnMgcXVlIE7Dg08gcGVybWl0ZSBvIHVzbyBjb21lcmNpYWwgb3UgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28gZGEgb2JyYSBwb3IgdGVyY2Vpcm9zIGNvbmZvcm1lIGRlc2NyaXRvIGVtIDxhIGhyZWY9Imh0dHBzOi8vY3JlYXRpdmVjb21tb25zLm9yZy9saWNlbnNlcy9ieS1uYy1uZC80LjAvIiB0YXJnZXQ9Il9ibGFuayI+aHR0cHM6Ly9jcmVhdGl2ZWNvbW1vbnMub3JnL2xpY2Vuc2VzL2J5LW5jLW5kLzQuMC88L2E+LgpWb2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSBzZXUgdHJhYmFsaG8gw6kgb3JpZ2luYWwgZSBxdWUgdm9jw6ogdGVtIG8gcG9kZXIgZGUgY29uY2VkZXIgb3MgZGlyZWl0b3MgY29udGlkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EuIERlY2xhcmEgdGFtYsOpbSBxdWUgbyBkZXDDs3NpdG8gZG8gc2V1IHRyYWJhbGhvIG7Do28sIHF1ZSBzZWphIGRlIHNldSBjb25oZWNpbWVudG8sIGluZnJpbmdlIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIG5pbmd1w6ltLgpDYXNvIG8gc2V1IHRyYWJhbGhvIGNvbnRlbmhhIG1hdGVyaWFsIHF1ZSB2b2PDqiBuw6NvIHBvc3N1aSBhIHRpdHVsYXJpZGFkZSBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMsIHZvY8OqIGRlY2xhcmEgcXVlIG9idGV2ZSBhIHBlcm1pc3PDo28gaXJyZXN0cml0YSBkbyBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgcGFyYSBjb25jZWRlciDDoCBVbml2ZXJzaWRhZGUgUHJlc2JpdGVyaWFuYSBNYWNrZW56aWUgb3MgZGlyZWl0b3MgYXByZXNlbnRhZG9zIG5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBlIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGRlIHByb3ByaWVkYWRlIGRlIHRlcmNlaXJvcyBlc3TDoSBjbGFyYW1lbnRlIGlkZW50aWZpY2FkbyBlIHJlY29uaGVjaWRvIG5vIHRleHRvIG91IG5vIGNvbnRlw7pkbyBkbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gb3JhIGRlcG9zaXRhZG8uCkNBU08gTyBUUkFCQUxITyBPUkEgREVQT1NJVEFETyBURU5IQSBTSURPIFJFU1VMVEFETyBERSBVTSBQQVRST0PDjU5JTyBPVSBBUE9JTyBERSBVTUEgQUfDik5DSUEgREUgRk9NRU5UTyBPVSBPVVRSTyBPUkdBTklTTU8gUVVFIE7Dg08gU0VKQSBBIFVOSVZFUlNJREFERSBQUkVTQklURVJJQU5BIE1BQ0tFTlpJRSwgVk9Dw4ogREVDTEFSQSBRVUUgUkVTUEVJVE9VIFRPRE9TIEUgUVVBSVNRVUVSIERJUkVJVE9TIERFIFJFVklTw4NPIENPTU8gVEFNQsOJTSBBUyBERU1BSVMgT0JSSUdBw4fDlUVTIEVYSUdJREFTIFBPUiBDT05UUkFUTyBPVSBBQ09SRE8uCkEgVW5pdmVyc2lkYWRlIFByZXNiaXRlcmlhbmEgTWFja2VuemllIHNlIGNvbXByb21ldGUgYSBpZGVudGlmaWNhciBjbGFyYW1lbnRlIG8gc2V1IG5vbWUgKHMpIG91IG8ocykgbm9tZShzKSBkbyhzKSBkZXRlbnRvcihlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRvIHNldSB0cmFiYWxobywgZSBuw6NvIGZhcsOhIHF1YWxxdWVyIGFsdGVyYcOnw6NvLCBhbMOpbSBkYXF1ZWxhcyBjb25jZWRpZGFzIHBvciBlc3RhIGxpY2Vuw6dhLgo= |
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