Uso de telas por mães e crianças de 3 a 6 anos: associação com autoeficácia parental
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://dspace.mackenzie.br/handle/10899/41336 |
Resumo: | A exposição precoce e elevada a telas na primeira infância tem sido associada a prejuízos em sono, linguagem, atenção e funções executivas, sendo fortemente influenciada pelas práticas parentais no contexto familiar. Entre os correlatos parentais, a autoeficácia destaca-se como um fator-chave para estabelecer limites e mediar o uso de mídias digitais. Este estudo teve como objetivo examinar os padrões de uso de telas por mães e por crianças de 3 a 6 anos, bem como testar a associação entre o uso de telas infantil e a autoeficácia materna. Participaram 833 mães brasileiras de crianças nessa faixa etária, em sua maioria entre 30 e 40 anos e com ensino superior completo; 60,9% relataram possuir rede de apoio, 77,9% afirmaram que seu trabalho envolve telas e 81,3% consideraram seu uso pessoal de telas excessivo. Foram utilizados três instrumentos: o ScreenQ-15, para avaliar o uso de telas pelas crianças; a Parenting Sense of Competence Scale (PSOC), para mensurar a autoeficácia materna em seus fatores de Eficácia e Satisfação; e um questionário sociodemográfico e de contexto digital. A coleta de dados foi realizada online, por meio da plataforma REDCap, entre abril e maio de 2025, com divulgação em redes sociais e em um podcast, mediante consentimento livre e esclarecido. Os resultados indicaram que 75,9% das crianças iniciaram o uso de telas antes dos 18 meses e que o consumo foi predominantemente voltado ao entretenimento (67,8%), ocorrendo majoritariamente sem supervisão direta (71,4% assistem televisão sozinhas e 86,4% utilizam aplicativos ou jogos de forma independente). A percepção de autoeficácia materna variou de moderada a alta, e foi observada uma correlação negativa moderada entre o escore total do ScreenQ e o da PSOC (r = −0,40), sendo essa associação mais forte com o fator Eficácia (r = −0,41) do que com o fator Satisfação (r = −0,33). Conclui-se que o uso de telas na infância está intimamente associado à autoeficácia materna, uma vez que mães que se percebem mais eficazes tendem a ter filhos com menor tempo de exposição às telas. Esses achados reforçam a importância de intervenções psicoeducativas que integrem a educação digital no ambiente familiar ao fortalecimento da autoeficácia parental |
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Anijar, Alana da Silva LuizMacedo, Elizeu Coutinho de2025-09-22T22:51:32Z2025-08-11https://dspace.mackenzie.br/handle/10899/41336A exposição precoce e elevada a telas na primeira infância tem sido associada a prejuízos em sono, linguagem, atenção e funções executivas, sendo fortemente influenciada pelas práticas parentais no contexto familiar. Entre os correlatos parentais, a autoeficácia destaca-se como um fator-chave para estabelecer limites e mediar o uso de mídias digitais. Este estudo teve como objetivo examinar os padrões de uso de telas por mães e por crianças de 3 a 6 anos, bem como testar a associação entre o uso de telas infantil e a autoeficácia materna. Participaram 833 mães brasileiras de crianças nessa faixa etária, em sua maioria entre 30 e 40 anos e com ensino superior completo; 60,9% relataram possuir rede de apoio, 77,9% afirmaram que seu trabalho envolve telas e 81,3% consideraram seu uso pessoal de telas excessivo. Foram utilizados três instrumentos: o ScreenQ-15, para avaliar o uso de telas pelas crianças; a Parenting Sense of Competence Scale (PSOC), para mensurar a autoeficácia materna em seus fatores de Eficácia e Satisfação; e um questionário sociodemográfico e de contexto digital. A coleta de dados foi realizada online, por meio da plataforma REDCap, entre abril e maio de 2025, com divulgação em redes sociais e em um podcast, mediante consentimento livre e esclarecido. Os resultados indicaram que 75,9% das crianças iniciaram o uso de telas antes dos 18 meses e que o consumo foi predominantemente voltado ao entretenimento (67,8%), ocorrendo majoritariamente sem supervisão direta (71,4% assistem televisão sozinhas e 86,4% utilizam aplicativos ou jogos de forma independente). A percepção de autoeficácia materna variou de moderada a alta, e foi observada uma correlação negativa moderada entre o escore total do ScreenQ e o da PSOC (r = −0,40), sendo essa associação mais forte com o fator Eficácia (r = −0,41) do que com o fator Satisfação (r = −0,33). Conclui-se que o uso de telas na infância está intimamente associado à autoeficácia materna, uma vez que mães que se percebem mais eficazes tendem a ter filhos com menor tempo de exposição às telas. Esses achados reforçam a importância de intervenções psicoeducativas que integrem a educação digital no ambiente familiar ao fortalecimento da autoeficácia parentalporenguso de telas na infânciauso de telas maternoautoeficácia maternacompetência parentalUso de telas por mães e crianças de 3 a 6 anos: associação com autoeficácia parentalinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Repositório Digital do Mackenzieinstname:Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE)instacron:MACKENZIEinfo:eu-repo/semantics/openAccesshttp://lattes.cnpq.br/0683719309513445https://orcid.org/0000-0003-1412-3450http://lattes.cnpq.br/6874781533971768Rêgo, Gabriel Gaudêncio dohttp://lattes.cnpq.br/6963794372410513https://orcid.org/0000-0003-3304-4723Silva, Patrícia Botelho dahttp://lattes.cnpq.br/7449960229468286Early and excessive screen exposure in early childhood has been associated with impairments in sleep, language, attention, and executive functions, and is strongly influenced by parenting practices within the family context. Among parental correlates, self-efficacy emerges as a key factor in establishing limits and mediating digital media use. This study aimed to examine screen use patterns among mothers and their children aged 3 to 6 years, as well as to test the association between children’s screen use and maternal self-efficacy. A total of 833 Brazilian mothers participated, most of them aged between 30 and 40 years and with higher education; 60.9% reported having a support network, 77.9% reported work involving screen use, and 81.3% considered their personal use of screens excessive. Three instruments were applied: the ScreenQ-15 to assess children’s screen use; the Parenting Sense of Competence Scale (PSOC) to measure maternal self-efficacy in the factors Efficacy and Satisfaction; and a sociodemographic and digital context questionnaire. Data collection was conducted online through the REDCap platform between April and May 2025, disseminated via social media and a podcast, with informed consent and ethics committee approval. Results indicated that 75.9% of children started using screens before 18 months of age, and most content was for entertainment purposes (67.8%), with little direct parental supervision (71.4% watched television alone and 86.4% used apps or games independently). Maternal self-efficacy ranged from moderate to high, and a moderate negative correlation was found between ScreenQ and PSOC total scores (r = −0.40), with a stronger association for the Efficacy factor (r = −0.41) than for Satisfaction (r = −0.33). In conclusion, children’s screen use is closely related to maternal self-efficacy, as mothers who perceive themselves as more effective tend to have children with lower screen exposure. These findings highlight the importance of psychoeducational interventions that combine family digital education with the strengthening of maternal self-efficacy, while also considering limitations related to the cross-sectional design, convenience sampling, and reliance on self-report measures.children's screen usematernal screen usematernal self-efficacyparental competenceCentro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS)Ciências do Desenvolvimento HumanoCIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA::PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO HUMANOORIGINALAlana Anijar....pdfAlana Anijar....pdfapplication/pdf770106https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/aa0b9cbc-cc2e-4cfb-b5e6-c6b263f5e595/download2475766c8fd26117f3b6f932ecf5e72bMD51trueAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82207https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/ef2c0b1a-8c74-4cc4-b788-afbbaf3d741e/downloada092685f5fe02015fe6064807ee8feefMD52falseAnonymousREADTEXTAlana Anijar....pdf.txtAlana Anijar....pdf.txtExtracted texttext/plain68025https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/59dedce9-afaa-4166-8cf4-768a1f98ae92/download2621d27021141c1c262de250bc2367d0MD53falseAnonymousREADTHUMBNAILAlana Anijar....pdf.jpgAlana Anijar....pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2571https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/b8f2c320-c6dd-468e-8a6d-40a39ebc3b81/download977aeaac665ab5964293d2efbececd33MD54falseAnonymousREAD10899/413362025-09-23T06:01:04.336488Zopen.accessoai:dspace.mackenzie.br:10899/41336https://dspace.mackenzie.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede.mackenzie.br/jspui/PRIhttps://adelpha-api.mackenzie.br/server/oai/repositorio@mackenzie.br||paola.damato@mackenzie.bropendoar:102772025-09-23T06:01:04Repositório Digital do Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE)falseTElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBvIGFjZWl0ZSBkZXN0YSBsaWNlbsOnYSwgdm9jw6ogKG8gYXV0b3IgKGVzKSBvdSBvIHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yKSBjb25jZWRlIMOgIFVuaXZlcnNpZGFkZSBQcmVzYml0ZXJpYW5hIE1hY2tlbnppZSBvIGRpcmVpdG8gbsOjby1leGNsdXNpdm8gZGUgcmVwcm9kdXppciwgdHJhZHV6aXIgKGNvbmZvcm1lIGRlZmluaWRvIGFiYWl4byksIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBzZXUgdHJhYmFsaG8gKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3VtbykgcG9yIHRvZG8gbyBtdW5kbyBubyBmb3JtYXRvIGltcHJlc3NvIGUgZWxldHLDtG5pY28gZSBlbSBxdWFscXVlciBtZWlvLCBpbmNsdWluZG8gb3MgZm9ybWF0b3Mgw6F1ZGlvIG91IHbDrWRlby4KQWNlaXRhbmRvIGVzc2EgbGljZW7Dp2Egdm9jw6ogY29uY29yZGEgcXVlIGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIFByZXNiaXRlcmlhbmEgTWFja2VuemllIHBvZGUsIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gY29udGXDumRvLCB0cmFuc3BvciBvIHNldSB0cmFiYWxobyBwYXJhIHF1YWxxdWVyIG1laW8gb3UgZm9ybWF0byBlIG1hbnRlciBtYWlzIGRlIHVtYSBjw7NwaWEgZG8gc2V1IHRyYWJhbGhvIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrLXVwIGUgcHJlc2VydmHDp8Ojby4KQ29uY29yZGFyw6EgcXVlIHNldSB0cmFiYWxobyB0YW1iw6ltIHNlcsOhIHJlZ2lkbyBwZWxhIENyZWF0aXZlIENvbW1vbnMgcXVlIE7Dg08gcGVybWl0ZSBvIHVzbyBjb21lcmNpYWwgb3UgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28gZGEgb2JyYSBwb3IgdGVyY2Vpcm9zIGNvbmZvcm1lIGRlc2NyaXRvIGVtIDxhIGhyZWY9Imh0dHBzOi8vY3JlYXRpdmVjb21tb25zLm9yZy9saWNlbnNlcy9ieS1uYy1uZC80LjAvIiB0YXJnZXQ9Il9ibGFuayI+aHR0cHM6Ly9jcmVhdGl2ZWNvbW1vbnMub3JnL2xpY2Vuc2VzL2J5LW5jLW5kLzQuMC88L2E+LgpWb2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSBzZXUgdHJhYmFsaG8gw6kgb3JpZ2luYWwgZSBxdWUgdm9jw6ogdGVtIG8gcG9kZXIgZGUgY29uY2VkZXIgb3MgZGlyZWl0b3MgY29udGlkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EuIERlY2xhcmEgdGFtYsOpbSBxdWUgbyBkZXDDs3NpdG8gZG8gc2V1IHRyYWJhbGhvIG7Do28sIHF1ZSBzZWphIGRlIHNldSBjb25oZWNpbWVudG8sIGluZnJpbmdlIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIG5pbmd1w6ltLgpDYXNvIG8gc2V1IHRyYWJhbGhvIGNvbnRlbmhhIG1hdGVyaWFsIHF1ZSB2b2PDqiBuw6NvIHBvc3N1aSBhIHRpdHVsYXJpZGFkZSBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMsIHZvY8OqIGRlY2xhcmEgcXVlIG9idGV2ZSBhIHBlcm1pc3PDo28gaXJyZXN0cml0YSBkbyBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgcGFyYSBjb25jZWRlciDDoCBVbml2ZXJzaWRhZGUgUHJlc2JpdGVyaWFuYSBNYWNrZW56aWUgb3MgZGlyZWl0b3MgYXByZXNlbnRhZG9zIG5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBlIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGRlIHByb3ByaWVkYWRlIGRlIHRlcmNlaXJvcyBlc3TDoSBjbGFyYW1lbnRlIGlkZW50aWZpY2FkbyBlIHJlY29uaGVjaWRvIG5vIHRleHRvIG91IG5vIGNvbnRlw7pkbyBkbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gb3JhIGRlcG9zaXRhZG8uCkNBU08gTyBUUkFCQUxITyBPUkEgREVQT1NJVEFETyBURU5IQSBTSURPIFJFU1VMVEFETyBERSBVTSBQQVRST0PDjU5JTyBPVSBBUE9JTyBERSBVTUEgQUfDik5DSUEgREUgRk9NRU5UTyBPVSBPVVRSTyBPUkdBTklTTU8gUVVFIE7Dg08gU0VKQSBBIFVOSVZFUlNJREFERSBQUkVTQklURVJJQU5BIE1BQ0tFTlpJRSwgVk9Dw4ogREVDTEFSQSBRVUUgUkVTUEVJVE9VIFRPRE9TIEUgUVVBSVNRVUVSIERJUkVJVE9TIERFIFJFVklTw4NPIENPTU8gVEFNQsOJTSBBUyBERU1BSVMgT0JSSUdBw4fDlUVTIEVYSUdJREFTIFBPUiBDT05UUkFUTyBPVSBBQ09SRE8uCkEgVW5pdmVyc2lkYWRlIFByZXNiaXRlcmlhbmEgTWFja2VuemllIHNlIGNvbXByb21ldGUgYSBpZGVudGlmaWNhciBjbGFyYW1lbnRlIG8gc2V1IG5vbWUgKHMpIG91IG8ocykgbm9tZShzKSBkbyhzKSBkZXRlbnRvcihlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRvIHNldSB0cmFiYWxobywgZSBuw6NvIGZhcsOhIHF1YWxxdWVyIGFsdGVyYcOnw6NvLCBhbMOpbSBkYXF1ZWxhcyBjb25jZWRpZGFzIHBvciBlc3RhIGxpY2Vuw6dhLgo= |
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