Beckett e Kant : nos silêncios da razão pura

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Candido, Fernando Cesarino de
Orientador(a): Rosenfield, Kathrin Holzermayr Lerrer
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/277341
Resumo: Essa dissertação de mestrado propõe uma conexão entre o filósofo Immanuel Kant e o autor irlandês Samuel Beckett. Ela tem como foco as obras Molloy, Crítica da razão pura, Crítica da faculdade de julgar. Dentro da Crítica da razão pura se trabalharam os conceitos da estética transcendental: tempo e espaço; os conhecimentos da analítica transcendental: apercepção, categorias, conhecimentos, princípios da faculdade de julgar. Para a interpretação desses conceitos para com a obra literária beckettiana se recorreu ao estudo anterior do americano Gleen Stewart (2017) que delimitou bem essa interação dos dois autores em relação à primeira crítica. Na minha interpretação mais direta recorri ao conceito de autocancelamento de Fábio de Andrade (2002) como nexo geral de explicação das escolhas estéticas feitas por Beckett dentro do romance Molloy. Na conexão entre as duas críticas analisei como a ideia de silêncio é recorrente nas temáticas trazidas no texto beckettiano e sua possível ligação com aquilo que Kant vislumbra nos limites da experiência e no sublime. Já em relação a terceira crítica, primeiro foi feita uma contextualização geral do que estava em jogo para Kant, explicando os conceitos de gosto, de belo, de bela arte, de gênio e de ideia estética e depois se deu um foco especial no conceito de sublime e como na sua interpretação possível dentro da forma de escrever de Samuel Beckett. Para essa conexão se utilizou de referência o brasileiro Gerson Luís Trombetta (2016) e o norueguês Bjørn Kåre Myskja (2002).
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