Avaliação do micobioma intestinal em diferentes fases da doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Perlin, Cássio Marques
Orientador(a): Álvares-da-Silva, Mário Reis
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/296781
Resumo: Introdução: A disbiose do microbioma intestinal (GM) está associada ao desenvolvimento e progressão da doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD) e da esteato-hepatite (MASH). O GM humano contém bactérias, fungos, archaea e vírus. O micobioma intestinal (GMyco), ou seja os fungos, é ainda pouco estudado em indivíduos com MASLD. Objetivos: Investigar o GMyco em diferentes fases da MASLD. Métodos: Foram recrutados 28 indivíduos: controles, n=6; MASH, n=6; cirrose, n=7; e carcinoma hepatocelular (CHC), n=5. As amostras de fezes foram colhidas e armazenadas num congelador a -80°C para extração de DNA e sequenciamento com amplificação da região 18S. As variantes de sequência única obtidas foram comparadas com a base de dados SILVA. Resultados: 77,9% eram mulheres, IMC médio de 31,4 kg/m2 (obesidade grau I), consumo diário de álcool (<30 g em homens ou <20 g em mulheres) em 17,4%, antibióticos nos últimos 6 meses em 30,4%. Os indivíduos com MASH apresentavam uma maior diversidade de GMyco alfa (p<0,05 - MASH vs controle). O grupo controle apresentou uma maior abundância do filo Ascomycota, e os indivíduos com MASH uma maior abundância de Basidiomycota. Em termos de taxonomia familiar, os controles apresentaram maior abundância de Aspergillaceae, enquanto os cirróticos apresentaram maior abundância de Malasseziaceae e Sporidiobolaceae, e os indivíduos com CHC apresentaram maior abundância de Saccharomycetacea. Na análise da abundância relativa entre os grupos, apenas uma variante de sequência única (ASV), gênero Naganishia, estava homogeneamente distribuída nos indivíduos MASH e ausente nos controles. Conclusão: O perfil do GMyco varia nos diferentes estratos da MASLD. Os basidiomicetos, que eram mais elevados na MASH, foram previamente descritos em indivíduos obesos. Os resultados sugerem que os fungos podem ser um potencial marcador biológico no espetro da MASLD.
id URGS_5dfa440d5d0f617d2d4f100e25c1b3ba
oai_identifier_str oai:www.lume.ufrgs.br:10183/296781
network_acronym_str URGS
network_name_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
repository_id_str
spelling Perlin, Cássio MarquesÁlvares-da-Silva, Mário Reis2025-09-16T07:58:43Z2025http://hdl.handle.net/10183/296781001293394Introdução: A disbiose do microbioma intestinal (GM) está associada ao desenvolvimento e progressão da doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD) e da esteato-hepatite (MASH). O GM humano contém bactérias, fungos, archaea e vírus. O micobioma intestinal (GMyco), ou seja os fungos, é ainda pouco estudado em indivíduos com MASLD. Objetivos: Investigar o GMyco em diferentes fases da MASLD. Métodos: Foram recrutados 28 indivíduos: controles, n=6; MASH, n=6; cirrose, n=7; e carcinoma hepatocelular (CHC), n=5. As amostras de fezes foram colhidas e armazenadas num congelador a -80°C para extração de DNA e sequenciamento com amplificação da região 18S. As variantes de sequência única obtidas foram comparadas com a base de dados SILVA. Resultados: 77,9% eram mulheres, IMC médio de 31,4 kg/m2 (obesidade grau I), consumo diário de álcool (<30 g em homens ou <20 g em mulheres) em 17,4%, antibióticos nos últimos 6 meses em 30,4%. Os indivíduos com MASH apresentavam uma maior diversidade de GMyco alfa (p<0,05 - MASH vs controle). O grupo controle apresentou uma maior abundância do filo Ascomycota, e os indivíduos com MASH uma maior abundância de Basidiomycota. Em termos de taxonomia familiar, os controles apresentaram maior abundância de Aspergillaceae, enquanto os cirróticos apresentaram maior abundância de Malasseziaceae e Sporidiobolaceae, e os indivíduos com CHC apresentaram maior abundância de Saccharomycetacea. Na análise da abundância relativa entre os grupos, apenas uma variante de sequência única (ASV), gênero Naganishia, estava homogeneamente distribuída nos indivíduos MASH e ausente nos controles. Conclusão: O perfil do GMyco varia nos diferentes estratos da MASLD. Os basidiomicetos, que eram mais elevados na MASH, foram previamente descritos em indivíduos obesos. Os resultados sugerem que os fungos podem ser um potencial marcador biológico no espetro da MASLD.Introduction: Dysbiosis of the gut microbiome (GM) is associated with the development and progression of metabolic dysfunction-associated steatotic liver disease (MASLD) and steatohepatitis (MASH). Human GM contains bacteria, fungi, archaea and viruses. Intestinal mycobiome (GMyco), i.e. fungi, is still poorly studied in individuals with MASLD. Objectives: To investigate GMyco in different stages of MASLD. Methods: 28 individuals were recruited: controls, n=6; MASH, n=6; cirrhosis, n=7; and hepatocellular carcinoma (CHC), n=5. Stool samples were collected and stored in a freezer at -80°C for DNA extraction and sequencing with amplification of the 18S region. The single sequence variants obtained were compared with the SILVA database. Results: 77.9% were women, average BMI of 31.4 kg/m2 (grade I obesity), daily alcohol consumption (<30 g in men or <20 g in women) in 17.4%, antibiotics in the last 6 months in 30.4%. Individuals with MASH had a greater diversity of GMyco alpha (p<0.05 - MASH vs control). The control group had a higher abundance of the phylum Ascomycota, and the MASH patients had a higher abundance of Basidiomycota. In terms of family taxonomy, controls had a higher abundance of Aspergillaceae, while cirrhotic patients had a higher abundance of Malasseziaceae and Sporidiobolaceae, and individuals with CHC had a higher abundance of Saccharomycetacea. In the analysis of relative abundance between the groups, only one unique sequence variant (ASV), genus Naganishia, was homogeneously distributed in the MASH individuals and absent in the controls. Conclusion: The GMyco profile varies in the different strata of the MASLD. Basidiomycetes, which were higher in MASH, have previously been described in obese patients. The results suggest that fungi may be a potential biological marker in the MASLD spectrum.application/pdfporMicrobioma gastrointestinalMicobiomaHepatopatia gordurosa não alcoólicaMetagenômicaDoenças metabólicasGut mycobiomeMetabolic-dysfunction associated steatotic liver diseaseMetagenomeMASLDAvaliação do micobioma intestinal em diferentes fases da doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólicainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de MedicinaPrograma de Pós-Graduação em Ciências em Gastroenterologia e HepatologiaPorto Alegre, BR-RS2025doutoradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001293394.pdf.txt001293394.pdf.txtExtracted Texttext/plain134125http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/296781/2/001293394.pdf.txtde2ec966528b164f1f99aea13b976fa2MD52ORIGINAL001293394.pdfTexto parcialapplication/pdf3013211http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/296781/1/001293394.pdff497d2357e3ba4def56a29b3e49ef247MD5110183/2967812025-09-17 06:58:01.510087oai:www.lume.ufrgs.br:10183/296781Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532025-09-17T09:58:01Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
dc.title.pt_BR.fl_str_mv Avaliação do micobioma intestinal em diferentes fases da doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica
title Avaliação do micobioma intestinal em diferentes fases da doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica
spellingShingle Avaliação do micobioma intestinal em diferentes fases da doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica
Perlin, Cássio Marques
Microbioma gastrointestinal
Micobioma
Hepatopatia gordurosa não alcoólica
Metagenômica
Doenças metabólicas
Gut mycobiome
Metabolic-dysfunction associated steatotic liver disease
Metagenome
MASLD
title_short Avaliação do micobioma intestinal em diferentes fases da doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica
title_full Avaliação do micobioma intestinal em diferentes fases da doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica
title_fullStr Avaliação do micobioma intestinal em diferentes fases da doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica
title_full_unstemmed Avaliação do micobioma intestinal em diferentes fases da doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica
title_sort Avaliação do micobioma intestinal em diferentes fases da doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica
author Perlin, Cássio Marques
author_facet Perlin, Cássio Marques
author_role author
dc.contributor.author.fl_str_mv Perlin, Cássio Marques
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Álvares-da-Silva, Mário Reis
contributor_str_mv Álvares-da-Silva, Mário Reis
dc.subject.por.fl_str_mv Microbioma gastrointestinal
Micobioma
Hepatopatia gordurosa não alcoólica
Metagenômica
Doenças metabólicas
topic Microbioma gastrointestinal
Micobioma
Hepatopatia gordurosa não alcoólica
Metagenômica
Doenças metabólicas
Gut mycobiome
Metabolic-dysfunction associated steatotic liver disease
Metagenome
MASLD
dc.subject.eng.fl_str_mv Gut mycobiome
Metabolic-dysfunction associated steatotic liver disease
Metagenome
MASLD
description Introdução: A disbiose do microbioma intestinal (GM) está associada ao desenvolvimento e progressão da doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD) e da esteato-hepatite (MASH). O GM humano contém bactérias, fungos, archaea e vírus. O micobioma intestinal (GMyco), ou seja os fungos, é ainda pouco estudado em indivíduos com MASLD. Objetivos: Investigar o GMyco em diferentes fases da MASLD. Métodos: Foram recrutados 28 indivíduos: controles, n=6; MASH, n=6; cirrose, n=7; e carcinoma hepatocelular (CHC), n=5. As amostras de fezes foram colhidas e armazenadas num congelador a -80°C para extração de DNA e sequenciamento com amplificação da região 18S. As variantes de sequência única obtidas foram comparadas com a base de dados SILVA. Resultados: 77,9% eram mulheres, IMC médio de 31,4 kg/m2 (obesidade grau I), consumo diário de álcool (<30 g em homens ou <20 g em mulheres) em 17,4%, antibióticos nos últimos 6 meses em 30,4%. Os indivíduos com MASH apresentavam uma maior diversidade de GMyco alfa (p<0,05 - MASH vs controle). O grupo controle apresentou uma maior abundância do filo Ascomycota, e os indivíduos com MASH uma maior abundância de Basidiomycota. Em termos de taxonomia familiar, os controles apresentaram maior abundância de Aspergillaceae, enquanto os cirróticos apresentaram maior abundância de Malasseziaceae e Sporidiobolaceae, e os indivíduos com CHC apresentaram maior abundância de Saccharomycetacea. Na análise da abundância relativa entre os grupos, apenas uma variante de sequência única (ASV), gênero Naganishia, estava homogeneamente distribuída nos indivíduos MASH e ausente nos controles. Conclusão: O perfil do GMyco varia nos diferentes estratos da MASLD. Os basidiomicetos, que eram mais elevados na MASH, foram previamente descritos em indivíduos obesos. Os resultados sugerem que os fungos podem ser um potencial marcador biológico no espetro da MASLD.
publishDate 2025
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2025-09-16T07:58:43Z
dc.date.issued.fl_str_mv 2025
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
format doctoralThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv http://hdl.handle.net/10183/296781
dc.identifier.nrb.pt_BR.fl_str_mv 001293394
url http://hdl.handle.net/10183/296781
identifier_str_mv 001293394
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv application/pdf
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
instname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
instacron:UFRGS
instname_str Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
instacron_str UFRGS
institution UFRGS
reponame_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
collection Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
bitstream.url.fl_str_mv http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/296781/2/001293394.pdf.txt
http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/296781/1/001293394.pdf
bitstream.checksum.fl_str_mv de2ec966528b164f1f99aea13b976fa2
f497d2357e3ba4def56a29b3e49ef247
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
repository.mail.fl_str_mv lume@ufrgs.br || lume@ufrgs.br
_version_ 1846255908153196544