Tratamento cirúrgico das adrenais : epidemiologia brasileira e análise de métodos retroperitoneoscópicos de dissecção

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Olijnyk, José Gustavo
Orientador(a): Czepielewski, Mauro Antonio
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/279352
Resumo: A videocirurgia é considerada a técnica de acesso de eleição para o tratamento de tumores adrenais benignos com até 6 cm. Suas vantagens em relação à técnica aberta foram demonstradas desde sua introdução na década de 1990 e a aceitação deveu-se principalmente à menor morbidade, com redução nos tempos de hospitalização e recuperação. Já o uso da retroperitoneoscopia, através de uma abordagem direta das adrenais sem necessidade de mobilizar órgãos interpostos, é uma opção em relação à via anterior transperitoneal. Particularidades desse acesso, contudo, trazem dificuldades para a propagação e reprodutibilidade da técnica. O principal fator limitante é a criação do espaço de trabalho no retroperitônio para a identificação da glândula em meio ao tecido adiposo do espaço perirrenal, sem no entanto ter ainda sido demonstrada a superioridade de um dos métodos de dissecção. Objetivando avaliar o tempo necessário, a segurança e desfechos pós-operatório, um ensaio clínico randomizado foi conduzido para comparar o método telescópico (dissecção romba através do endoscópio) com a utilização de um trocarte-balão reutilizável (Bhio Supply, Esteio – RS, Brasil). Paralelamente, realizou-se o levantamento da epidemiologia das cirurgias adrenais no sistema público de saúde brasileiro (SUS) dos últimos 15 anos, buscando definir as características demográficas dos pacientes submetidos a este tipo de tratamento, a distribuição geográfica e desfechos intra-hospitalares.
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spelling Olijnyk, José GustavoCzepielewski, Mauro AntonioCavazzola, Leandro Totti2024-09-27T06:35:02Z2024http://hdl.handle.net/10183/279352001210925A videocirurgia é considerada a técnica de acesso de eleição para o tratamento de tumores adrenais benignos com até 6 cm. Suas vantagens em relação à técnica aberta foram demonstradas desde sua introdução na década de 1990 e a aceitação deveu-se principalmente à menor morbidade, com redução nos tempos de hospitalização e recuperação. Já o uso da retroperitoneoscopia, através de uma abordagem direta das adrenais sem necessidade de mobilizar órgãos interpostos, é uma opção em relação à via anterior transperitoneal. Particularidades desse acesso, contudo, trazem dificuldades para a propagação e reprodutibilidade da técnica. O principal fator limitante é a criação do espaço de trabalho no retroperitônio para a identificação da glândula em meio ao tecido adiposo do espaço perirrenal, sem no entanto ter ainda sido demonstrada a superioridade de um dos métodos de dissecção. Objetivando avaliar o tempo necessário, a segurança e desfechos pós-operatório, um ensaio clínico randomizado foi conduzido para comparar o método telescópico (dissecção romba através do endoscópio) com a utilização de um trocarte-balão reutilizável (Bhio Supply, Esteio – RS, Brasil). Paralelamente, realizou-se o levantamento da epidemiologia das cirurgias adrenais no sistema público de saúde brasileiro (SUS) dos últimos 15 anos, buscando definir as características demográficas dos pacientes submetidos a este tipo de tratamento, a distribuição geográfica e desfechos intra-hospitalares.Videosurgery is considered the access technique of choice for the treatment of benign adrenal tumors measuring up to 6 cm. Its advantages over the open technique have been demonstrated since its introduction in the 1990s and acceptance was mainly due to lower morbidity, with reduced hospitalization and recovery times. The use of retroperitoneoscopy, through a direct approach to the adrenal glands without the need to mobilize interposed organs, is an option in relation to the anterior transperitoneal route. Particularities of this access, however, pose difficulties for the propagation and reproducibility of the technique. The main limiting factor is the creation of a working space in the retroperitoneum to identify the gland amidst the adipose tissue of the perirenal space, although the superiority of one of the dissection methods has not yet been demonstrated. Aiming to evaluate the time required, safety and postoperative outcomes, a randomized clinical trial was conducted to compare the telescopic method (blunt dissection through the endoscope) with the use of a reusable balloon trocar (Bhio Supply, Esteio – RS, Brazil). Concomitantly, a survey of the epidemiology of adrenal surgeries in the Brazilian public health system (SUS) was carried out over the last 15 years, seeking to define the demographic characteristics of patients undergoing this type of treatment, their geographic distribution and in-hospital outcomes.application/pdfporAdrenalectomiaCirurgiaDissecaçãoInstrumentos cirúrgicosEspaço retroperitonealEpidemiologiaBrasilSistema Único de SaúdeAdrenalectomyDissectionSurgical instrumentsRetroperitoneal spaceTratamento cirúrgico das adrenais : epidemiologia brasileira e análise de métodos retroperitoneoscópicos de dissecçãoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de MedicinaPrograma de Pós-Graduação em Ciências Médicas: EndocrinologiaPorto Alegre, BR-RS2024doutoradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001210925.pdf.txt001210925.pdf.txtExtracted Texttext/plain142853http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/279352/2/001210925.pdf.txt68120a8160806aa4b827b4f23ba746fbMD52ORIGINAL001210925.pdfTexto parcialapplication/pdf4503440http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/279352/1/001210925.pdf17200c425e4d8b8c4fd482f1ea1f121eMD5110183/2793522026-03-29 08:06:11.219479oai:www.lume.ufrgs.br:10183/279352Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532026-03-29T11:06:11Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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