As lutas silenciosas nos romances de Eliana Alves Cruz
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/302649 |
Resumo: | A presente dissertação analisa as resistências cotidianas nos romances O crime do Cais do Valongo e Nada digo de ti, que em ti não veja, de Eliana Alvez Cruz. Esta análise é feita a partir de um detalhamento das personagens negras escravizadas e mestiças e de suas narrações em primeira pessoa sobre si e sobre o outro. À luz de Grada Kilomba, Cuti, Zila Bernd e Proença Filho, discorre a respeito do dizer-se negro das personagens e dos seus processos de autorreconhecimento e identificação, além de romper com estereótipos que vem sendo perpetuados no texto literário ao longo do tempo. Apoia-se em Kabengele Munanga para discutir o papel do personagem mestiço em seu processo de identificação. Na pesquisa historiográfica, brevemente comenta a história do Cais do Valongo, local onde se passa o primeiro romance, e tem como fonte a pesquisa de João José Reis para analisar como as personagens escravizadas cotidianamente resistem aos contextos violentos em que são inseridos. Além disso, o conceito de Amefricanidade de Lélia Gonzalez, em conjunto com os estudos da memória de Soares, Alves e Rodrigues denotam a importância da descrição presente nos romances acerca do nascimento e do resgate de culturas e memórias coletivas apagadas pelo colonialismo. |
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Costa, Beatriz OliveiraTutikian, Jane Fraga2026-03-26T07:58:17Z2025http://hdl.handle.net/10183/302649001303780A presente dissertação analisa as resistências cotidianas nos romances O crime do Cais do Valongo e Nada digo de ti, que em ti não veja, de Eliana Alvez Cruz. Esta análise é feita a partir de um detalhamento das personagens negras escravizadas e mestiças e de suas narrações em primeira pessoa sobre si e sobre o outro. À luz de Grada Kilomba, Cuti, Zila Bernd e Proença Filho, discorre a respeito do dizer-se negro das personagens e dos seus processos de autorreconhecimento e identificação, além de romper com estereótipos que vem sendo perpetuados no texto literário ao longo do tempo. Apoia-se em Kabengele Munanga para discutir o papel do personagem mestiço em seu processo de identificação. Na pesquisa historiográfica, brevemente comenta a história do Cais do Valongo, local onde se passa o primeiro romance, e tem como fonte a pesquisa de João José Reis para analisar como as personagens escravizadas cotidianamente resistem aos contextos violentos em que são inseridos. Além disso, o conceito de Amefricanidade de Lélia Gonzalez, em conjunto com os estudos da memória de Soares, Alves e Rodrigues denotam a importância da descrição presente nos romances acerca do nascimento e do resgate de culturas e memórias coletivas apagadas pelo colonialismo.This dissertation analyzes everyday resistance in the novels "O crime do Cais do Valongo" and "Nada dig de ti, que em ti não veja," by Eliana Alvez Cruz. This analysis is based on a detailed examination of the enslaved Black and mixed-race characters and their first-person narratives about themselves and others. In light of Grada Kilomba, Cuti, Zila Bernd, and Proença Filho, it discusses the characters' self-identification as Black and their processes of self-recognition and identification, in addition to breaking down stereotypes that have been perpetuated in literary texts over time. It draws on Kabengele Munanga to discuss the role of the mixed-race character in their process of identification. In its historiographical research, it briefly comments on the history of Cais do Valongo, the setting of the first novel, and uses João José Reis's research as a source to analyze how enslaved characters resist the violent contexts in which they are inserted. Furthermore, Lélia Gonzalez's concept of Amefricanity, together with the memory studies of Soares, Alves and Rodrigues, denote the importance of the description present in the novels about the birth and rescue of cultures and collective memories erased by colonialism.application/pdfporCruz, Eliana AlvesResistênciaLiteraturaMemória literáriaMemória coletivaEliana Alves CruzEveryday resistanceValongo WharfSilent strugglesAs lutas silenciosas nos romances de Eliana Alves Cruzinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de LetrasPrograma de Pós-Graduação em LetrasPorto Alegre, BR-RS2025mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001303780.pdf.txt001303780.pdf.txtExtracted Texttext/plain234472http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/302649/2/001303780.pdf.txtc412eb7e46f8bfe5b2c761439e1671b5MD52ORIGINAL001303780.pdfTexto completoapplication/pdf967362http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/302649/1/001303780.pdfccae155d43bf2a58d01a270f579c46abMD5110183/3026492026-03-27 08:03:26.602106oai:www.lume.ufrgs.br:10183/302649Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532026-03-27T11:03:26Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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A presente dissertação analisa as resistências cotidianas nos romances O crime do Cais do Valongo e Nada digo de ti, que em ti não veja, de Eliana Alvez Cruz. Esta análise é feita a partir de um detalhamento das personagens negras escravizadas e mestiças e de suas narrações em primeira pessoa sobre si e sobre o outro. À luz de Grada Kilomba, Cuti, Zila Bernd e Proença Filho, discorre a respeito do dizer-se negro das personagens e dos seus processos de autorreconhecimento e identificação, além de romper com estereótipos que vem sendo perpetuados no texto literário ao longo do tempo. Apoia-se em Kabengele Munanga para discutir o papel do personagem mestiço em seu processo de identificação. Na pesquisa historiográfica, brevemente comenta a história do Cais do Valongo, local onde se passa o primeiro romance, e tem como fonte a pesquisa de João José Reis para analisar como as personagens escravizadas cotidianamente resistem aos contextos violentos em que são inseridos. Além disso, o conceito de Amefricanidade de Lélia Gonzalez, em conjunto com os estudos da memória de Soares, Alves e Rodrigues denotam a importância da descrição presente nos romances acerca do nascimento e do resgate de culturas e memórias coletivas apagadas pelo colonialismo. |
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