Ensaios sobre política monetária
| Ano de defesa: | 2011 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/36404 |
Resumo: | Esta tese é composta por três ensaios. O primeiro deles construiu um conjunto de indicadores para as condições monetárias e financeiras no Brasil que levam em consideração as interações entre a política monetária e o setor financeiro: os chamados índices de condições monetárias (MCI) e financeiras (FCI). Tais índices são capazes de sintetizar os efeitos das principais variáveis monetárias e financeiras sobre a atividade econômica. Em um ambiente financeiro cada vez mais sofisticado, como é o caso do Brasil, é importante que se leve em consideração não apenas o impacto direto da política monetária, mas também o impacto da interação entre a política monetária e o setor financeiro (medida pelos MCIs e FCIs). Adicionalmente, foram realizados testes para avaliar se tais índices são capazes de prever movimentos futuros do produto real. O primeiro teste utilizado foi o da causalidade de Granger, que concluiu que os índices de condições monetárias e financeiras causam, no sentido de Granger, o PIB. Em seguida verificou-se o poder de previsão dos MCIs e FCIs fora da amostra, concluindo-se que, em geral, os índices apresentaram uma melhor performance quando comparados aos valores defasados do próprio PIB. O segundo ensaio procurou analisar os impactos da abertura econômica, em suas vertentes comercial e financeira, sobre a dinâmica inflacionária e a condução da política monetária no Brasil. Estimativas da curva de Phillips indicaram que a abertura comercial reduz o impacto do hiato doméstico sobre a inflação, enquanto que estimativas da regra de Taylor apontaram que tanto o hiato do produto americano quanto a abertura financeira foram capazes de diminuir o peso do hiato doméstico sobre a política monetária. Com o intuito de obter informações adicionais sobre as inter-relações entre inflação e juros domésticos e a abertura econômica, o presente trabalho investigou a evolução desses impactos ao longo do tempo, empregando a técnica de regressão com janela móvel e os modelos com parâmetros variando no tempo (TVP). Em ambos os casos os resultados não forneceram indícios suficientemente fortes de o setor externo tem se tornando o principal determinante da inflação e da política monetária. Apesar das estimações dos modelos TVP apontarem heterogeneidade nos impactos da abertura comercial e financeira, as trajetórias destes não apontam uma tendência clara. O terceiro ensaio investigou os impactos de distúrbios nos mercados financeiros sobre a atividade econômica real e, dessa forma, sobre a condução da política monetária. A análise dos impactos apoiou-se em duas metodologias, uma linear (via autorregressão vetorial, VAR) e outra não linear (via autorregressão vetorial com efeito limiar, TVAR). A análise linear mostrou que elevações no índice de estresse financeiro (FSI) possuem impactos estatisticamente significativos sobre o hiato, a inflação e os juros, sendo que o impacto sobre o hiato é negativo e sobre as demais variáveis é positivo. Já na análise não linear, que considerou a existência de dois regimes (um marcado pelo elevado estresse financeiro e o outro com pouco ou nenhum estresse), as funções de resposta ao impulso indicaram que em períodos caracterizados por elevado estresse a política monetária aparenta ser menos eficaz. Além disso, a autoridade monetária reage (via elevação dos juros) de forma consideravelmente mais agressiva às flutuações no hiato e na inflação em um ambiente de estresse financeiro elevado. |
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