Prevalência, incidência e anos vividos com incapacidade por transtorno do espectro autista no Brasil : resultados do Global Burden Of Disease Study
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/297891 |
Resumo: | O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento, vitalícia, caracterizada por déficits na comunicação e na interação social em diversos contextos, que se manifesta de forma atípica para a realidade cultural e sociodemográfica do indivíduo. Em razão dos prejuízos nas funções executivas, pessoas com autismo frequentemente requerem acompanhamento multidisciplinar contínuo, cuja indicação tende a variar ao longo da vida, além de demandarem adaptações nos contextos sociais, educacionais e laborais. O TEA é uma importante fonte de morbidade e de custos elevados em saúde e educação em todo o mundo. Apesar de muitos estudos estimarem a prevalência e a incidência do TEA em países desenvolvidos, países em desenvolvimento ainda carecem destas estimativas para alocarem recursos na área da saúde e da educação de forma mais assertiva para atender essa população. Portanto, o objetivo dessa dissertação é descrever a prevalência, a incidência e os anos vividos com incapacidade (YLDs) por Transtorno do Espectro Autista no Brasil, bem como a sua variação entre os anos de 1990 e 2021. Em 2021, o TEA acometeu cerca de 0,61% da população brasileira, totalizando mais de 1,3 milhões de pessoas com autismo no Brasil e acumulando mais de 247 mil anos vividos com incapacidade. O TEA foi mais prevalente em homens e em crianças menores de cinco anos, com maior incidência na região Nordeste e maior prevalência na região Norte., respectivamente. Entre 1990 e 2021, houve diminuição nas taxas de prevalência, incidência e YLDs por TEA no Brasil. A sistematização desses dados deve contribuir na gestão, especialmente para a alocação mais eficiente de recursos, especialmente para reduzir desigualdades e redundar na redução de tempo de espera para atendimento e acesso especializado a serviços de saúde e educacionais, e consequente diminuição dos impactos da demora no acesso à esses serviços, bem como o agravamento dos sintomas e da maior necessidade de suporte em longo prazo. |
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Dimer, Nathalia AvilaGoulart, Bárbara Niegia Garcia de2025-10-14T08:00:04Z2025http://hdl.handle.net/10183/297891001294362O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento, vitalícia, caracterizada por déficits na comunicação e na interação social em diversos contextos, que se manifesta de forma atípica para a realidade cultural e sociodemográfica do indivíduo. Em razão dos prejuízos nas funções executivas, pessoas com autismo frequentemente requerem acompanhamento multidisciplinar contínuo, cuja indicação tende a variar ao longo da vida, além de demandarem adaptações nos contextos sociais, educacionais e laborais. O TEA é uma importante fonte de morbidade e de custos elevados em saúde e educação em todo o mundo. Apesar de muitos estudos estimarem a prevalência e a incidência do TEA em países desenvolvidos, países em desenvolvimento ainda carecem destas estimativas para alocarem recursos na área da saúde e da educação de forma mais assertiva para atender essa população. Portanto, o objetivo dessa dissertação é descrever a prevalência, a incidência e os anos vividos com incapacidade (YLDs) por Transtorno do Espectro Autista no Brasil, bem como a sua variação entre os anos de 1990 e 2021. Em 2021, o TEA acometeu cerca de 0,61% da população brasileira, totalizando mais de 1,3 milhões de pessoas com autismo no Brasil e acumulando mais de 247 mil anos vividos com incapacidade. O TEA foi mais prevalente em homens e em crianças menores de cinco anos, com maior incidência na região Nordeste e maior prevalência na região Norte., respectivamente. Entre 1990 e 2021, houve diminuição nas taxas de prevalência, incidência e YLDs por TEA no Brasil. A sistematização desses dados deve contribuir na gestão, especialmente para a alocação mais eficiente de recursos, especialmente para reduzir desigualdades e redundar na redução de tempo de espera para atendimento e acesso especializado a serviços de saúde e educacionais, e consequente diminuição dos impactos da demora no acesso à esses serviços, bem como o agravamento dos sintomas e da maior necessidade de suporte em longo prazo.Autism Spectrum Disorder (ASD) is a lifelong neurodevelopmental condition characterized by deficits in communication and social interaction across various contexts, which manifest atypically relative to the individual’s cultural and sociodemographic background. Due to impairments in executive functions, people with autism often require ongoing multidisciplinary follow-up, which may vary throughout life, in addition to adaptations in social, educational, and occupational contexts. ASD is a major source of morbidity and high costs in health and education worldwide. Although many studies estimate ASD prevalence and incidence in high-income countries, low- and middle-income countries still lack such estimates to allocate health and education resources more effectively for this population. Therefore, the aim of this dissertation is to describe the prevalence, incidence, and years lived with disability (YLDs) due to Autism Spectrum Disorder in Brazil, as well as their variation between 1990 and 2021. In 2021, ASD affected approximately 0.61% of the Brazilian population—over 1.3 million people—and accounted for more than 247,000 years lived with disability. ASD was more prevalent in males and in children under five years of age, with the highest incidence in the Northeast region and the highest prevalence in the North region, respectively. Between 1990 and 2021, Brazil experienced decreases in ASD prevalence, incidence, and YLD rates. Systematizing these data may support management efforts, especially for more efficient resource allocation, reducing inequalities, shortening waiting times for care and specialized access to health and educational services, and consequently mitigating the impacts of delayed access, symptom worsening, and the increased need for long-term support.application/pdfporTranstorno do espectro autistaTranstornos do neurodesenvolvimentoCarga global da doençaEpidemiologiaPrevalênciaIncidênciaFatores de tempoBrasilAutism spectrum disorderGlobal burden of diseaseNeurodevelopmental disordersEpidemiologyPrevalenceIncidencePrevalência, incidência e anos vividos com incapacidade por transtorno do espectro autista no Brasil : resultados do Global Burden Of Disease Studyinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de MedicinaPrograma de Pós-Graduação em EpidemiologiaPorto Alegre, BR-RS2025mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001294362.pdf.txt001294362.pdf.txtExtracted Texttext/plain88643http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/297891/2/001294362.pdf.txt3fcc046ca1603ca5599b47142da28efbMD52ORIGINAL001294362.pdfTexto parcialapplication/pdf644934http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/297891/1/001294362.pdf861e30e997a4bc1eecb08dc5f07cee8bMD5110183/2978912025-10-15 06:57:15.013282oai:www.lume.ufrgs.br:10183/297891Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532025-10-15T09:57:15Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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