Prematuridade e neurocomportamento: associação entre transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, transtorno do desenvolvimento da coordenação e funções cognitivas
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17140/tde-08092025-112943/ |
Resumo: | Foram avaliadas 45 crianças prematuras, das quais 80% (36) preencheram critérios para TDAH. Entre elas, 55,5% (20) apresentavam TDAH e TDC, sendo o sexo masculino mais prevalente em nosso estudo. A análise motora evidenciou que crianças com TDAH, em comparação às sem TDAH, tiveram mais alterações em todos os domínios avaliados pelo MABC-2. Ao avaliar as crianças com diagnóstico duplo (TDAH e TDC), observou-se maior impacto motor, com risco aumentado em destreza manual (OR = 3), mirar e pegar (OR = 10) e equilíbrio (OR = 2,5), destacando a gravidade da comorbidade. Na avaliação cognitiva, ao comparar crianças com e sem TDAH, aquelas com TDAH apresentaram déficits em memória operacional (p = 0,01), flexibilidade cognitiva (p = 0,05) e atenção geral (p = 0,02). Porém, ao avaliarmos o impacto do TDC no desempenho cognitivo de crianças com TDAH, os resultados não apresentaram significância estatística. Consequentemente, a presença do TDC não amplificou as dificuldades cognitivas dos pacientes com TDAH. Quanto aos fatores de risco perinatais e neonatais, foi identificada uma associação entre tempo de intubação neonatal e TDAH (p = 0,05). Em relação à sepse neonatal, observou-se que, entre os 21 pacientes com esse diagnóstico, 17 evoluíram com TDAH. Embora essa associação não tenha sido estatisticamente significativa, merece destaque, pois apresentou significância em crianças com TDC (p = 0,05) e tendência estatística no grupo TDAH com TDC (p = 0,09). Apesar desse achado sugerir uma base etiológica comum para esses transtornos, os resultados indicam que a sepse teve maior influência na performance motora. A pequena amostra de crianças prematuras avaliadas foi uma limitação, assim como a ausência de um grupo controle de crianças nascidas a termo, o que impediu a generalização dos dados. Os achados reforçam a necessidade de monitoramento precoce e intervenções específicas para crianças prematuras com TDAH, com atenção especial à avaliação motora e ao risco de TDC, visando estratégias terapêuticas mais eficazes para minimizar impactos funcionais e acadêmicos. |
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Prematuridade e neurocomportamento: associação entre transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, transtorno do desenvolvimento da coordenação e funções cognitivasPrematurity and neurobehavior: association between attention deficit hyperactivity disorder, developmental coordination disorder, and cognitive functionsAttention deficit hyperactivity disorderDevelopmental coordination disorderExecutive functionsFunções executivasNeurodesenvolvimentoNeurodevelopmentPrematuridadePrematurityTranstorno de déficit de atenção e hiperatividadeTranstorno do desenvolvimento da coordenaçãoForam avaliadas 45 crianças prematuras, das quais 80% (36) preencheram critérios para TDAH. Entre elas, 55,5% (20) apresentavam TDAH e TDC, sendo o sexo masculino mais prevalente em nosso estudo. A análise motora evidenciou que crianças com TDAH, em comparação às sem TDAH, tiveram mais alterações em todos os domínios avaliados pelo MABC-2. Ao avaliar as crianças com diagnóstico duplo (TDAH e TDC), observou-se maior impacto motor, com risco aumentado em destreza manual (OR = 3), mirar e pegar (OR = 10) e equilíbrio (OR = 2,5), destacando a gravidade da comorbidade. Na avaliação cognitiva, ao comparar crianças com e sem TDAH, aquelas com TDAH apresentaram déficits em memória operacional (p = 0,01), flexibilidade cognitiva (p = 0,05) e atenção geral (p = 0,02). Porém, ao avaliarmos o impacto do TDC no desempenho cognitivo de crianças com TDAH, os resultados não apresentaram significância estatística. Consequentemente, a presença do TDC não amplificou as dificuldades cognitivas dos pacientes com TDAH. Quanto aos fatores de risco perinatais e neonatais, foi identificada uma associação entre tempo de intubação neonatal e TDAH (p = 0,05). Em relação à sepse neonatal, observou-se que, entre os 21 pacientes com esse diagnóstico, 17 evoluíram com TDAH. Embora essa associação não tenha sido estatisticamente significativa, merece destaque, pois apresentou significância em crianças com TDC (p = 0,05) e tendência estatística no grupo TDAH com TDC (p = 0,09). Apesar desse achado sugerir uma base etiológica comum para esses transtornos, os resultados indicam que a sepse teve maior influência na performance motora. A pequena amostra de crianças prematuras avaliadas foi uma limitação, assim como a ausência de um grupo controle de crianças nascidas a termo, o que impediu a generalização dos dados. Os achados reforçam a necessidade de monitoramento precoce e intervenções específicas para crianças prematuras com TDAH, com atenção especial à avaliação motora e ao risco de TDC, visando estratégias terapêuticas mais eficazes para minimizar impactos funcionais e acadêmicos.A total of 45 preterm children were evaluated, of whom 80% (36) met the criteria for ADHD. Among them, 55.5% (20) had both ADHD and DCD, with a higher prevalence of males in our study. Motor analysis showed that children with ADHD, compared to those without ADHD, had more impairments in all domains assessed by the MABC-2. When evaluating children with dual diagnoses (ADHD and DCD), a greater motor impact was observed, with an increased risk in manual dexterity (OR = 3), aiming and catching (OR = 10), and balance (OR = 2.5), highlighting the severity of the comorbidity. In cognitive assessment, when comparing children with and without ADHD, those with ADHD exhibited deficits in working memory (p = 0.01), cognitive flexibility (p = 0.05), and general attention (p = 0.02). However, when evaluating the impact of DCD on the cognitive performance of children with ADHD, the results did not reach statistical significance. Consequently, the presence of DCD did not amplify the cognitive difficulties in ADHD patients. Regarding perinatal and neonatal risk factors, an association was identified between neonatal intubation duration and ADHD (p = 0.05). Concerning neonatal sepsis, among the 21 patients diagnosed, 17 developed ADHD. Although this association was not statistically significant, it is noteworthy as it was significant in children with DCD (p = 0.05) and showed a statistical trend in the ADHD with DCD group (p = 0.09). Despite this finding suggesting a common etiological basis for these disorders, the results indicate that sepsis had a greater influence on motor performance. The small sample size of preterm children evaluated was a limitation, as well as the absence of a control group of term-born children, which prevented data generalization. The findings reinforce the need for early monitoring and specific interventions for preterm children with ADHD, with special attention to motor assessment and the risk of DCD, aiming for more effective therapeutic strategies to minimize functional and academic impacts.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPHamad, Ana Paula AndradeNunes, Marina Estima Neiva2025-06-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17140/tde-08092025-112943/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-12-08T18:25:06Zoai:teses.usp.br:tde-08092025-112943Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-12-08T18:25:06Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Foram avaliadas 45 crianças prematuras, das quais 80% (36) preencheram critérios para TDAH. Entre elas, 55,5% (20) apresentavam TDAH e TDC, sendo o sexo masculino mais prevalente em nosso estudo. A análise motora evidenciou que crianças com TDAH, em comparação às sem TDAH, tiveram mais alterações em todos os domínios avaliados pelo MABC-2. Ao avaliar as crianças com diagnóstico duplo (TDAH e TDC), observou-se maior impacto motor, com risco aumentado em destreza manual (OR = 3), mirar e pegar (OR = 10) e equilíbrio (OR = 2,5), destacando a gravidade da comorbidade. Na avaliação cognitiva, ao comparar crianças com e sem TDAH, aquelas com TDAH apresentaram déficits em memória operacional (p = 0,01), flexibilidade cognitiva (p = 0,05) e atenção geral (p = 0,02). Porém, ao avaliarmos o impacto do TDC no desempenho cognitivo de crianças com TDAH, os resultados não apresentaram significância estatística. Consequentemente, a presença do TDC não amplificou as dificuldades cognitivas dos pacientes com TDAH. Quanto aos fatores de risco perinatais e neonatais, foi identificada uma associação entre tempo de intubação neonatal e TDAH (p = 0,05). Em relação à sepse neonatal, observou-se que, entre os 21 pacientes com esse diagnóstico, 17 evoluíram com TDAH. Embora essa associação não tenha sido estatisticamente significativa, merece destaque, pois apresentou significância em crianças com TDC (p = 0,05) e tendência estatística no grupo TDAH com TDC (p = 0,09). Apesar desse achado sugerir uma base etiológica comum para esses transtornos, os resultados indicam que a sepse teve maior influência na performance motora. A pequena amostra de crianças prematuras avaliadas foi uma limitação, assim como a ausência de um grupo controle de crianças nascidas a termo, o que impediu a generalização dos dados. Os achados reforçam a necessidade de monitoramento precoce e intervenções específicas para crianças prematuras com TDAH, com atenção especial à avaliação motora e ao risco de TDC, visando estratégias terapêuticas mais eficazes para minimizar impactos funcionais e acadêmicos. |
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