Representações sociodiscursivas de migrantes e refugiados em contextos do Brasil e da Europa: uma abordagem semiótica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Araújo, Edna Clara Januário de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-23102025-130016/
Resumo: Esta pesquisa se volta para as representações sociodiscursivas de migrantes e refugiados em contextos do Brasil e da Europa, analisando como elas se articulam em discursos jornalísticos e narrativas de vida. Em um cenário global marcado por crises humanitárias e fluxos migratórios intensificados, o estudo busca investigar como migrantes e refugiados se representam e são representados, revelando imaginários sociais que influenciam diretamente as políticas migratórias contemporâneas. O corpus é composto por textos jornalísticos publicados entre janeiro de 2022 e dezembro de 2023 oriundos das versões digitais de três jornais de referência: Folha de S. Paulo (Brasil), Le Monde (França) e The Guardian (Reino Unido); além de dez narrativas de vida retextualizadas a partir de entrevistas semidiretivas realizadas em diferentes contextos. Os sujeitos entrevistados possuem traços diversos, como país de origem, gênero, idade e status migratório, abrangendo solicitantes de refúgio, refugiados e imigrantes. Como base teórico-metodológica, foram utilizadas categorias da semiótica discursiva e seus desdobramentos recentes, com destaque para a sociossemiótica. Como resultado da análise, observou-se, em linhas gerais, que as imagens veiculadas nos jornais a respeito do fenômeno migratório são sustentadas por imaginários, valores e estereótipos difundidos no senso comum, muitas vezes fundamentados por discursos intolerantes, como o racismo e a xenofobia, e pela lógica capitalista e nacionalista, que, até certo ponto, orienta as políticas migratórias contemporâneas. Por sua vez, as narrativas de vida foram concebidas como contrapontos importantes às representações midiáticas. Os relatos revelaram elementos que questionam as representações sociodiscursivas predominantes, elucidando como as políticas migratórias, os discursos institucionais e as dinâmicas culturais afetam os sujeitos em mobilidade. Por fim, reconheceu-se a necessidade de uma escuta atenta às experiências dos migrantes e refugiados como passo fundamental para o desenvolvimento de políticas migratórias orientadas pelos direitos fundamentais. Uma abordagem mais justa e equitativa para lidar com esses desafios requer não apenas políticas bem concebidas, mas também um esforço global para enfrentar as desigualdades sistêmicas enraizadas nos legados coloniais
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Paulo (Brasil), Le Monde (França) e The Guardian (Reino Unido); além de dez narrativas de vida retextualizadas a partir de entrevistas semidiretivas realizadas em diferentes contextos. Os sujeitos entrevistados possuem traços diversos, como país de origem, gênero, idade e status migratório, abrangendo solicitantes de refúgio, refugiados e imigrantes. Como base teórico-metodológica, foram utilizadas categorias da semiótica discursiva e seus desdobramentos recentes, com destaque para a sociossemiótica. Como resultado da análise, observou-se, em linhas gerais, que as imagens veiculadas nos jornais a respeito do fenômeno migratório são sustentadas por imaginários, valores e estereótipos difundidos no senso comum, muitas vezes fundamentados por discursos intolerantes, como o racismo e a xenofobia, e pela lógica capitalista e nacionalista, que, até certo ponto, orienta as políticas migratórias contemporâneas. Por sua vez, as narrativas de vida foram concebidas como contrapontos importantes às representações midiáticas. Os relatos revelaram elementos que questionam as representações sociodiscursivas predominantes, elucidando como as políticas migratórias, os discursos institucionais e as dinâmicas culturais afetam os sujeitos em mobilidade. Por fim, reconheceu-se a necessidade de uma escuta atenta às experiências dos migrantes e refugiados como passo fundamental para o desenvolvimento de políticas migratórias orientadas pelos direitos fundamentais. Uma abordagem mais justa e equitativa para lidar com esses desafios requer não apenas políticas bem concebidas, mas também um esforço global para enfrentar as desigualdades sistêmicas enraizadas nos legados coloniaisThis research examines the socio-discursive representations of migrants and refugees in the contexts of Brazil and Europe, analyzing how these representations are articulated in journalistic discourses and life narratives. In a global context shaped by humanitarian crises and increasing migratory flows, the study investigates how migrants and refugees represent themselves and are represented by others, uncovering social imaginaries that significantly influence contemporary migration policies. The corpus comprises journalistic texts published between January 2022 and December 2023 in the digital editions of three reference newspapers: Folha de S. Paulo (Brazil), Le Monde (France), and The Guardian (United Kingdom), alongside ten life narratives retextualized from semi-structured interviews conducted in diverse contexts. The interviewees reflect varied characteristics, such as country of origin, gender, age, and migratory status, including asylum seekers, refugees, and immigrants. The study employs discursive semiotics and its recent advancements, particularly socio-semiotics, as its theoretical-methodological framework. The analysis revealed that the images disseminated by newspapers about the migratory phenomenon are anchored in imaginaries, values, and stereotypes rooted in common sense, frequently shaped by intolerant discourses such as racism and xenophobia, as well as capitalist and nationalist ideologies that underpin contemporary migration policies. Conversely, life narratives emerged as compelling counterpoints to media representations. These accounts challenge prevailing socio-discursive constructions by highlighting how migration policies, institutional discourses, and cultural dynamics impact individuals in mobility. Finally, the study underscores the importance of attentively listening to the experiences of migrants and refugees as a fundamental step toward developing migration policies grounded in fundamental rights. A more equitable and inclusive approach to these challenges necessitates not only carefully crafted policies but also a global commitment to addressing systemic inequalities rooted in colonial historiesBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPLopes, Ivã CarlosAraújo, Edna Clara Januário de2025-04-11info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-23102025-130016/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-24T11:30:11Zoai:teses.usp.br:tde-23102025-130016Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-24T11:30:11Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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