As oportunidades para agência e práticas epistêmicas em sequências didáticas baseadas no ensino de ciências por investigação
| Ano de defesa: | 2022 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/81/81133/tde-07042025-111033/ |
Resumo: | Nesta pesquisa, o objetivo é analisar como se dá a distribuição da Agência Epistêmica em sequências didáticas baseadas no Ensino de Ciências por Investigação e relacioná-la com as oportunidades de engajamento em Práticas Epistêmicas, tomando como objeto de análise as Sequências Didáticas (SD) do 6º, 7º, 8º e 9º anos do Ensino Fundamental II dos Cadernos da Cidade da disciplina de Ciências Naturais da Secretaria Municipal de Educação do Município de São Paulo (2018). A pesquisa realizada é de natureza qualitativa, na qual o percurso metodológico adotado para a análise foi a Análise Textual Discursiva (ATD). As Unidades de Sentido (US) são as atividades que constituem cada Sequência Didática (SD) do 6º, 7º, 8º e 9º anos. Após identificarmos a inexistência de ferramentas que pudessem orientar esta análise, foram desenvolvidas três ferramentas para possibilitar o estudo desses dados. A primeira, para verificar como as Oportunidades de Agência foram mobilizadas em cada Unidade de Sentido, organizada em duas categorias, baseadas em Sharma (2007) e Ko & Krist (2019). A segunda identifica os Domínios do Conhecimento Científico mobilizados em cada Unidade de Sentido, através de uma rubrica com as ações específicas dos estudantes em cada domínio apoiada nas definições propostas por Duschl (2008). A terceira, desenvolvida para localizar as Oportunidades de Práticas Epistêmicas com base na ocorrência do Domínio Epistêmico articulado ao Domínio Social, ampara-se em Franco e Munford (2020). Quando analisamos as Oportunidades para Práticas Epistêmicas (OPE) nas fases do Ciclo Investigativo, notamos que a maioria das US que oportunizam PE estão na fase de investigação, mas não somente nela. Essa distribuição se repete quando examinamos as Oportunidades de Agência. Notamos também que, o Domínio Conceitual aparece em todas as US analisadas, o Domínio Epistêmico aparece em 24 das US, e o Domínio Social aparece em somente 13 US. Levantamos que todas as Unidades de Sentido que oportunizam Práticas Epistêmicas oportunizam Agência, mas, quando olhamos de forma inversa, temos que mais da metade das US que oportunizam Agência não oportunizam PE. É interessante destacar que, das Unidades de Sentido analisadas, sempre que ocorreu DS também ocorreram Oportunidades para as Práticas Epistêmicas. Ao evidenciar o âmbito interacional das Práticas Epistêmicas, dá-se relevância ao Domínio Social, assumindo que são situadas em práticas sociais. Julgamos importante tanto para a construção dos objetivos de aprendizagem nos currículos, quanto para a elaboração de materiais didáticos para o ensino de Ciências que as Oportunidades de Agência e de Práticas Epistêmicas sejam levadas em consideração. Essa reflexão pode possibilitar que os estudantes entrem em contato com formas coletivas de construção do conhecimento, priorizando momentos de diálogo, engajamento em movimentos sociais, ocupando espaços de luta por uma Ciência mais ética, responsável, e reconheçam as ciências como área de conhecimento da humanidade, estando, por isso, imersa em contextos social, cultural e histórico. |
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As oportunidades para agência e práticas epistêmicas em sequências didáticas baseadas no ensino de ciências por investigaçãoOpportunities for Agency and Epistemic Practices in Didactic Sequences supported on inquiry-based learningAgência EpistêmicaDidactic MaterialDomains of Scientific KnowledgeDomínios do Conhecimento CientíficoEnsino por InvestigaçãoEpistemic AgencyEpistemic PracticesInquiry-based learningMaterial DidáticoPráticas EpistêmicasNesta pesquisa, o objetivo é analisar como se dá a distribuição da Agência Epistêmica em sequências didáticas baseadas no Ensino de Ciências por Investigação e relacioná-la com as oportunidades de engajamento em Práticas Epistêmicas, tomando como objeto de análise as Sequências Didáticas (SD) do 6º, 7º, 8º e 9º anos do Ensino Fundamental II dos Cadernos da Cidade da disciplina de Ciências Naturais da Secretaria Municipal de Educação do Município de São Paulo (2018). A pesquisa realizada é de natureza qualitativa, na qual o percurso metodológico adotado para a análise foi a Análise Textual Discursiva (ATD). As Unidades de Sentido (US) são as atividades que constituem cada Sequência Didática (SD) do 6º, 7º, 8º e 9º anos. Após identificarmos a inexistência de ferramentas que pudessem orientar esta análise, foram desenvolvidas três ferramentas para possibilitar o estudo desses dados. A primeira, para verificar como as Oportunidades de Agência foram mobilizadas em cada Unidade de Sentido, organizada em duas categorias, baseadas em Sharma (2007) e Ko & Krist (2019). A segunda identifica os Domínios do Conhecimento Científico mobilizados em cada Unidade de Sentido, através de uma rubrica com as ações específicas dos estudantes em cada domínio apoiada nas definições propostas por Duschl (2008). A terceira, desenvolvida para localizar as Oportunidades de Práticas Epistêmicas com base na ocorrência do Domínio Epistêmico articulado ao Domínio Social, ampara-se em Franco e Munford (2020). Quando analisamos as Oportunidades para Práticas Epistêmicas (OPE) nas fases do Ciclo Investigativo, notamos que a maioria das US que oportunizam PE estão na fase de investigação, mas não somente nela. Essa distribuição se repete quando examinamos as Oportunidades de Agência. Notamos também que, o Domínio Conceitual aparece em todas as US analisadas, o Domínio Epistêmico aparece em 24 das US, e o Domínio Social aparece em somente 13 US. Levantamos que todas as Unidades de Sentido que oportunizam Práticas Epistêmicas oportunizam Agência, mas, quando olhamos de forma inversa, temos que mais da metade das US que oportunizam Agência não oportunizam PE. É interessante destacar que, das Unidades de Sentido analisadas, sempre que ocorreu DS também ocorreram Oportunidades para as Práticas Epistêmicas. Ao evidenciar o âmbito interacional das Práticas Epistêmicas, dá-se relevância ao Domínio Social, assumindo que são situadas em práticas sociais. Julgamos importante tanto para a construção dos objetivos de aprendizagem nos currículos, quanto para a elaboração de materiais didáticos para o ensino de Ciências que as Oportunidades de Agência e de Práticas Epistêmicas sejam levadas em consideração. Essa reflexão pode possibilitar que os estudantes entrem em contato com formas coletivas de construção do conhecimento, priorizando momentos de diálogo, engajamento em movimentos sociais, ocupando espaços de luta por uma Ciência mais ética, responsável, e reconheçam as ciências como área de conhecimento da humanidade, estando, por isso, imersa em contextos social, cultural e histórico.In this research, the objective is to analyze how the distribution of the Epistemic Agency occurs in didactic sequences supported on Inquiry-based learning and to relate it to the opportunities for engagement in Epistemic Practices, taking as an object of analysis the Didactic Sequences (SD) of the 6th, 7th , 8th and 9th grades of Elementary School II of the Cadernos da Cidade of the Natural Sciences subject of the Municipal Department of Education of the Municipality of São Paulo (2018). The research carried about a qualitative nature, in which the methodological approach adopted for the analysis was the Discursive Textual Analysis (DTA). The Meaning Units (US) are the activities that constitute each SD of the 6th, 7th, 8th and 9th grades. After identifying the lack of tools that could guide this analysis, three tools were developed to enable the study of these data. The first to verify how Agency Opportunities were mobilized in each Meaning Units, organized into two categories, based on Sharma (2007) and Ko & Krist (2019). The second identifies the Domains of Scientific Knowledge mobilized in each Meaning Units, through a rubric with the specific actions of students in each domain supported by the definitions proposed by Duschl (2008). The third, developed to locate Opportunities for Epistemic Practices based on the occurrence of the Epistemic Domain articulated to the Social Domain Franco and Munford (2020). When we analyze the Opportunities for Epistemic Practices in the phases of the Investigative Cycle, we notice that most of the US that provide PE opportunities are in the investigation phase, but not only in it. This distribution is repeated when we look at Agency Opportunities. We also noticed that the Conceptual Domain appears in all the US analyzed, the Epistemic Domain appears in 24 of the US, and the Social Domain appears in only 13 US. We found that all Meaning Units that provide opportunities for Epistemic Practices provide opportunities for Agency, but when we look at it inversely, we have that more than half of the US that provide opportunities for Agency do not provide PE. It is interesting to note that, of the Units of Meaning analyzed, whenever SD occurred, Opportunities for Epistemic Practices also occurred. By highlighting the interactional scope of Epistemic Practices, relevance is given to the Social Domain, assuming that they are situated in social practices. We believe it is important both for the construction of learning objectives in the curricula and for the elaboration of didactic materials for the teaching of Science, that the Opportunities of Agency and Epistemic Practices are taken into account. This reflection can enable students to get in touch with collective forms of knowledge construction, prioritizing moments of dialogue, engagement in social movements, occupying spaces of struggle for a more ethical, responsible Science, and recognizing science as an area of knowledge of humanity being, therefore, immersed in social, cultural and historical contexts.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSilva, Maíra Batistoni eCarlos, Débora Claudino2022-12-20info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/81/81133/tde-07042025-111033/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-04-08T10:03:02Zoai:teses.usp.br:tde-07042025-111033Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-04-08T10:03:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Nesta pesquisa, o objetivo é analisar como se dá a distribuição da Agência Epistêmica em sequências didáticas baseadas no Ensino de Ciências por Investigação e relacioná-la com as oportunidades de engajamento em Práticas Epistêmicas, tomando como objeto de análise as Sequências Didáticas (SD) do 6º, 7º, 8º e 9º anos do Ensino Fundamental II dos Cadernos da Cidade da disciplina de Ciências Naturais da Secretaria Municipal de Educação do Município de São Paulo (2018). A pesquisa realizada é de natureza qualitativa, na qual o percurso metodológico adotado para a análise foi a Análise Textual Discursiva (ATD). As Unidades de Sentido (US) são as atividades que constituem cada Sequência Didática (SD) do 6º, 7º, 8º e 9º anos. Após identificarmos a inexistência de ferramentas que pudessem orientar esta análise, foram desenvolvidas três ferramentas para possibilitar o estudo desses dados. A primeira, para verificar como as Oportunidades de Agência foram mobilizadas em cada Unidade de Sentido, organizada em duas categorias, baseadas em Sharma (2007) e Ko & Krist (2019). A segunda identifica os Domínios do Conhecimento Científico mobilizados em cada Unidade de Sentido, através de uma rubrica com as ações específicas dos estudantes em cada domínio apoiada nas definições propostas por Duschl (2008). A terceira, desenvolvida para localizar as Oportunidades de Práticas Epistêmicas com base na ocorrência do Domínio Epistêmico articulado ao Domínio Social, ampara-se em Franco e Munford (2020). Quando analisamos as Oportunidades para Práticas Epistêmicas (OPE) nas fases do Ciclo Investigativo, notamos que a maioria das US que oportunizam PE estão na fase de investigação, mas não somente nela. Essa distribuição se repete quando examinamos as Oportunidades de Agência. Notamos também que, o Domínio Conceitual aparece em todas as US analisadas, o Domínio Epistêmico aparece em 24 das US, e o Domínio Social aparece em somente 13 US. Levantamos que todas as Unidades de Sentido que oportunizam Práticas Epistêmicas oportunizam Agência, mas, quando olhamos de forma inversa, temos que mais da metade das US que oportunizam Agência não oportunizam PE. É interessante destacar que, das Unidades de Sentido analisadas, sempre que ocorreu DS também ocorreram Oportunidades para as Práticas Epistêmicas. Ao evidenciar o âmbito interacional das Práticas Epistêmicas, dá-se relevância ao Domínio Social, assumindo que são situadas em práticas sociais. Julgamos importante tanto para a construção dos objetivos de aprendizagem nos currículos, quanto para a elaboração de materiais didáticos para o ensino de Ciências que as Oportunidades de Agência e de Práticas Epistêmicas sejam levadas em consideração. Essa reflexão pode possibilitar que os estudantes entrem em contato com formas coletivas de construção do conhecimento, priorizando momentos de diálogo, engajamento em movimentos sociais, ocupando espaços de luta por uma Ciência mais ética, responsável, e reconheçam as ciências como área de conhecimento da humanidade, estando, por isso, imersa em contextos social, cultural e histórico. |
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