Depois da gente conversar, no começo da discussão, eu não tava pensando tão assim: distribuição de agência epistêmica entre estudantes e construção de espaços de aprendizagem epistemicamente justos
| Ano de defesa: | 2025 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/81/81133/tde-18082025-181507/ |
Resumo: | Tomando a justiça social como compromisso do Ensino de Ciências, abordamos a justiça epistêmica como relevante para pensar como estudantes se posicionam e são posicionados em sala de aula. Reconhecendo que o constructo de agência epistêmica pode nos informar sobre relações de poder presentes em sala de aula, analisamos como estudantes distribuem-na em uma situação de aprendizagem com amplo espaço para tomada de decisões em relação ao objeto de conhecimento em construção. Adotando uma abordagem qualitativa e alguns recursos da etnografia na educação, analisamos as interações discursivas de um grupo de estudantes em uma disciplina de graduação e pós-graduação sobre Natureza da Ciência e Ensino por Investigação. Após o registro em áudio e vídeo, as interações foram transcritas utilizando convenções da microetnografia para análise do discurso. Identificamos que as decisões relacionadas à organização do trabalho do grupo para resolver a atividade - que são ações de agência reguladora - assim como o estabelecimento de relações de intertextualidade e intercontextualidade favoreceram a distribuição da agência epistêmica e contribuíram para o engajamento de mais estudantes do grupo. Também identificamos marcas no discurso que favoreceram uma dinâmica de poder com e de posicionamento das pessoas integrantes do grupo como sujeitos epistêmicos. Discutimos como o contexto instrucional e de sala de aula pode ter favorecido a distribuição da agência epistêmica, indicando que decisões das professoras sobre abordagem, estratégias e recursos didáticos influenciam a forma como estudantes distribuem a agência epistêmica e, consequentemente, influenciam a construção de ambientes de aprendizagem que ajudem a mitigar efeitos de injustiças epistêmicas. Consideramos que são contribuições do trabalho a incorporação de uma perspectiva etnográfica nas ações de pesquisa para compreensão da distribuição de agência entre estudantes, bem como evidências empíricas que mostram a potencialidade do estabelecimento de relações discursivas de intertextualidade e intercontextualidade para uma construção mais equitativa de relações de poder nas interações. |
| id |
USP_80af000b04727c5ff5191f46b00c30e8 |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:teses.usp.br:tde-18082025-181507 |
| network_acronym_str |
USP |
| network_name_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Depois da gente conversar, no começo da discussão, eu não tava pensando tão assim: distribuição de agência epistêmica entre estudantes e construção de espaços de aprendizagem epistemicamente justosIt was only after we talked, in the beginning of the discussion I didnt think that way\": epistemic agency distribution between students and how it contributes to build more socially just learning environments.epistemic injustice; agency distribution; epistemic agency; regulatory agency; power relationsinjustiça epistêmica; distribuição de agência; agência epistêmica; agência reguladora; relações de poderTomando a justiça social como compromisso do Ensino de Ciências, abordamos a justiça epistêmica como relevante para pensar como estudantes se posicionam e são posicionados em sala de aula. Reconhecendo que o constructo de agência epistêmica pode nos informar sobre relações de poder presentes em sala de aula, analisamos como estudantes distribuem-na em uma situação de aprendizagem com amplo espaço para tomada de decisões em relação ao objeto de conhecimento em construção. Adotando uma abordagem qualitativa e alguns recursos da etnografia na educação, analisamos as interações discursivas de um grupo de estudantes em uma disciplina de graduação e pós-graduação sobre Natureza da Ciência e Ensino por Investigação. Após o registro em áudio e vídeo, as interações foram transcritas utilizando convenções da microetnografia para análise do discurso. Identificamos que as decisões relacionadas à organização do trabalho do grupo para resolver a atividade - que são ações de agência reguladora - assim como o estabelecimento de relações de intertextualidade e intercontextualidade favoreceram a distribuição da agência epistêmica e contribuíram para o engajamento de mais estudantes do grupo. Também identificamos marcas no discurso que favoreceram uma dinâmica de poder com e de posicionamento das pessoas integrantes do grupo como sujeitos epistêmicos. Discutimos como o contexto instrucional e de sala de aula pode ter favorecido a distribuição da agência epistêmica, indicando que decisões das professoras sobre abordagem, estratégias e recursos didáticos influenciam a forma como estudantes distribuem a agência epistêmica e, consequentemente, influenciam a construção de ambientes de aprendizagem que ajudem a mitigar efeitos de injustiças epistêmicas. Consideramos que são contribuições do trabalho a incorporação de uma perspectiva etnográfica nas ações de pesquisa para compreensão da distribuição de agência entre estudantes, bem como evidências empíricas que mostram a potencialidade do estabelecimento de relações discursivas de intertextualidade e intercontextualidade para uma construção mais equitativa de relações de poder nas interações.Since we approach social justice as a commitment to Science Education, we came to understand epistemic justice as relevant to think about how students position themselves and are positioned in the classroom. Recognizing that the construct of epistemic agency can inform us about power relations present in the classroom, we analyze how students distribute it in a learning situation with ample room for decision-making in relation to the object of knowledge under construction. Adopting a qualitative approach and particular strategies from ethnography in education, we analyzed the discursive interactions of a group of students in an undergraduate and graduate course on the Nature of Science and Science Teaching through Inquiry. After recording in audio and video, the interactions were transcribed using microethnography conventions for discourse analysis. We identified that decisions related to the organization of the group\'s work to solve the activity - which are actions of regulatory agency - as well as the establishment of relations of intertextuality and intercontextuality favored the distribution of epistemic agency and contributed to the engagement of more students in the group. We also identified features in the discourse that favored a dynamic of power with and the positioning of the group members as epistemic subjects. We discussed how the instructional and classroom context may have favored the distribution of epistemic agency, indicating that teachers decisions about approach, strategies, and teaching resources influence the way students distribute epistemic agency and, consequently, influence the construction of learning environments that help mitigate the effects of epistemic injustices. We consider the incorporation of an ethnographic perspective into research actions for understanding the distribution of agency among students, as well as empirical evidence showing the potential of establishing discursive relationships of intertextuality and intercontextuality for a more equitable construction of power relations in interactions, to be contributions of this work.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSilva, Maíra Batistoni eBarros, Carolina Moraes Martins de2025-04-25info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/81/81133/tde-18082025-181507/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-08-20T13:28:44Zoai:teses.usp.br:tde-18082025-181507Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-08-20T13:28:44Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
| dc.title.none.fl_str_mv |
Depois da gente conversar, no começo da discussão, eu não tava pensando tão assim: distribuição de agência epistêmica entre estudantes e construção de espaços de aprendizagem epistemicamente justos It was only after we talked, in the beginning of the discussion I didnt think that way\": epistemic agency distribution between students and how it contributes to build more socially just learning environments. |
| title |
Depois da gente conversar, no começo da discussão, eu não tava pensando tão assim: distribuição de agência epistêmica entre estudantes e construção de espaços de aprendizagem epistemicamente justos |
| spellingShingle |
Depois da gente conversar, no começo da discussão, eu não tava pensando tão assim: distribuição de agência epistêmica entre estudantes e construção de espaços de aprendizagem epistemicamente justos Barros, Carolina Moraes Martins de epistemic injustice; agency distribution; epistemic agency; regulatory agency; power relations injustiça epistêmica; distribuição de agência; agência epistêmica; agência reguladora; relações de poder |
| title_short |
Depois da gente conversar, no começo da discussão, eu não tava pensando tão assim: distribuição de agência epistêmica entre estudantes e construção de espaços de aprendizagem epistemicamente justos |
| title_full |
Depois da gente conversar, no começo da discussão, eu não tava pensando tão assim: distribuição de agência epistêmica entre estudantes e construção de espaços de aprendizagem epistemicamente justos |
| title_fullStr |
Depois da gente conversar, no começo da discussão, eu não tava pensando tão assim: distribuição de agência epistêmica entre estudantes e construção de espaços de aprendizagem epistemicamente justos |
| title_full_unstemmed |
Depois da gente conversar, no começo da discussão, eu não tava pensando tão assim: distribuição de agência epistêmica entre estudantes e construção de espaços de aprendizagem epistemicamente justos |
| title_sort |
Depois da gente conversar, no começo da discussão, eu não tava pensando tão assim: distribuição de agência epistêmica entre estudantes e construção de espaços de aprendizagem epistemicamente justos |
| author |
Barros, Carolina Moraes Martins de |
| author_facet |
Barros, Carolina Moraes Martins de |
| author_role |
author |
| dc.contributor.none.fl_str_mv |
Silva, Maíra Batistoni e |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Barros, Carolina Moraes Martins de |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
epistemic injustice; agency distribution; epistemic agency; regulatory agency; power relations injustiça epistêmica; distribuição de agência; agência epistêmica; agência reguladora; relações de poder |
| topic |
epistemic injustice; agency distribution; epistemic agency; regulatory agency; power relations injustiça epistêmica; distribuição de agência; agência epistêmica; agência reguladora; relações de poder |
| description |
Tomando a justiça social como compromisso do Ensino de Ciências, abordamos a justiça epistêmica como relevante para pensar como estudantes se posicionam e são posicionados em sala de aula. Reconhecendo que o constructo de agência epistêmica pode nos informar sobre relações de poder presentes em sala de aula, analisamos como estudantes distribuem-na em uma situação de aprendizagem com amplo espaço para tomada de decisões em relação ao objeto de conhecimento em construção. Adotando uma abordagem qualitativa e alguns recursos da etnografia na educação, analisamos as interações discursivas de um grupo de estudantes em uma disciplina de graduação e pós-graduação sobre Natureza da Ciência e Ensino por Investigação. Após o registro em áudio e vídeo, as interações foram transcritas utilizando convenções da microetnografia para análise do discurso. Identificamos que as decisões relacionadas à organização do trabalho do grupo para resolver a atividade - que são ações de agência reguladora - assim como o estabelecimento de relações de intertextualidade e intercontextualidade favoreceram a distribuição da agência epistêmica e contribuíram para o engajamento de mais estudantes do grupo. Também identificamos marcas no discurso que favoreceram uma dinâmica de poder com e de posicionamento das pessoas integrantes do grupo como sujeitos epistêmicos. Discutimos como o contexto instrucional e de sala de aula pode ter favorecido a distribuição da agência epistêmica, indicando que decisões das professoras sobre abordagem, estratégias e recursos didáticos influenciam a forma como estudantes distribuem a agência epistêmica e, consequentemente, influenciam a construção de ambientes de aprendizagem que ajudem a mitigar efeitos de injustiças epistêmicas. Consideramos que são contribuições do trabalho a incorporação de uma perspectiva etnográfica nas ações de pesquisa para compreensão da distribuição de agência entre estudantes, bem como evidências empíricas que mostram a potencialidade do estabelecimento de relações discursivas de intertextualidade e intercontextualidade para uma construção mais equitativa de relações de poder nas interações. |
| publishDate |
2025 |
| dc.date.none.fl_str_mv |
2025-04-25 |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/masterThesis |
| format |
masterThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/81/81133/tde-18082025-181507/ |
| url |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/81/81133/tde-18082025-181507/ |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.relation.none.fl_str_mv |
|
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
Reter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais. info:eu-repo/semantics/openAccess |
| rights_invalid_str_mv |
Reter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais. |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
application/pdf |
| dc.coverage.none.fl_str_mv |
|
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP instname:Universidade de São Paulo (USP) instacron:USP |
| instname_str |
Universidade de São Paulo (USP) |
| instacron_str |
USP |
| institution |
USP |
| reponame_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| collection |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository.name.fl_str_mv |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP) |
| repository.mail.fl_str_mv |
virginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.br |
| _version_ |
1848370478743289856 |