Estratégias de transição e implementação institucional com o ingresso de bebês em instituições de educação infantil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Castro, Cíntia Regina Czysz de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59141/tde-07022025-145426/
Resumo: Ao se pensar em estratégias de transição e implementação institucional como uma questão de gestão (pública) e política (educacional), este trabalho se inicia traçando um panorama histórico sobre a infância e sua institucionalização. A Constituição de 1988 e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) de 1996 são demarcatórias de uma nova fase no que diz respeito aos direitos da criança e adolescentes e, por conseguinte, consagra a educação infantil como responsável e promotora do desenvolvimento integral da criança, considerando suas especificidades, individualidades e direitos. Com o aumento da demanda por creches, estudiosos das áreas, principalmente da educação e da psicologia, debruçaram-se sobre a temática do atendimento de bebês e crianças pequenas, em instituições de educação infantil, no intuito de se entender quais seriam as implicações emocionais/psicológicas ligadas à separação dos bebês de seus entes de vínculo, quando começam a frequentar um espaço totalmente estranho a elas. Pensando nisso, interrogou-se como é que as instituições de educação infantil têm se organizado para receberem estes bebês e se existem estratégias especiais que auxiliem neste processo. Sob a hipótese de que existam estratégias específicas para tal processo, o objetivo deste trabalho foi investigar se as instituições de educação infantil brasileiras têm implementado as estratégias de transição inicial orientadas pelos principais documentos norteadores oficiais. Para isso, também foi realizado uma revisão sistemática da literatura sobre a temática, bem como a condução de três estudos de caso em instituições de educação infantil do Estado de São Paulo. Optou-se por uma estratégia metodológica qualitativa ancorada na perspectiva teórico-metodológica da Rede de Significações, de embasamento histórico-cultural, para analisar os Projetos Políticos Pedagógicos (PPPs) e entrevistas das professoras principais das instituições, referente ao banco de dados coletados pelo grupo de estudos do Centro de Investigações sobre Desenvolvimento Humano e Educação Infantil (CINDEDI) em 2017. Conclui-se que os documentos norteadores nacionais mencionam algumas estratégias para a transição inicial de bebês de casa para a creche, mas que o fazem de maneira superficial. Os documentos institucionais (PPPs) mencionaram algumas estratégias de transição inicial, trazendo elementos dos documentos norteadores, bem como dos artigos. Mediante análise desses documentos, triangulados com as entrevistas de cada instituição caso desta pesquisa, foi possível inferir que as instituições tem se organizado para o processo de transição inicial de bebês e tem implementado estratégias de transição, ainda que nem todas as estratégias sejam mencionadas em seus documentos, ao passo que, o oposto também é verdadeiro, ou seja, nem todas as estratégias que estão nos PPPs são postas em prática. É possível que um documento normativo mais diretivo, como um instrumento focado no processo de transição inicial, auxilie as instituições, tanto, no que diz respeito ao incentivo de políticas públicas voltadas para o processo, quanto na organização institucional. Espera-se que este trabalho possa contribuir para a área da educação, no sentido de conduzir em direção à produção desse instrumento.
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Com o aumento da demanda por creches, estudiosos das áreas, principalmente da educação e da psicologia, debruçaram-se sobre a temática do atendimento de bebês e crianças pequenas, em instituições de educação infantil, no intuito de se entender quais seriam as implicações emocionais/psicológicas ligadas à separação dos bebês de seus entes de vínculo, quando começam a frequentar um espaço totalmente estranho a elas. Pensando nisso, interrogou-se como é que as instituições de educação infantil têm se organizado para receberem estes bebês e se existem estratégias especiais que auxiliem neste processo. Sob a hipótese de que existam estratégias específicas para tal processo, o objetivo deste trabalho foi investigar se as instituições de educação infantil brasileiras têm implementado as estratégias de transição inicial orientadas pelos principais documentos norteadores oficiais. Para isso, também foi realizado uma revisão sistemática da literatura sobre a temática, bem como a condução de três estudos de caso em instituições de educação infantil do Estado de São Paulo. Optou-se por uma estratégia metodológica qualitativa ancorada na perspectiva teórico-metodológica da Rede de Significações, de embasamento histórico-cultural, para analisar os Projetos Políticos Pedagógicos (PPPs) e entrevistas das professoras principais das instituições, referente ao banco de dados coletados pelo grupo de estudos do Centro de Investigações sobre Desenvolvimento Humano e Educação Infantil (CINDEDI) em 2017. Conclui-se que os documentos norteadores nacionais mencionam algumas estratégias para a transição inicial de bebês de casa para a creche, mas que o fazem de maneira superficial. Os documentos institucionais (PPPs) mencionaram algumas estratégias de transição inicial, trazendo elementos dos documentos norteadores, bem como dos artigos. 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Espera-se que este trabalho possa contribuir para a área da educação, no sentido de conduzir em direção à produção desse instrumento.When considering institutional transition and implementation strategies as a matter of (public) management and (educational) policy, this work begins by outlining a historical overview of childhood and its institutionalization. The 1988 Constitution and the 1996 Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) mark a new phase concerning the rights of children and adolescents, thereby establishing early childhood education as responsible for and promoting the integral development of children, considering their specificities, individualities, and rights. With the increasing demand for daycare centers, scholars, mainly in education and psychology, have focused on the theme of serving babies and young children in early childhood education institutions, aiming to understand the emotional/psychological implications associated with separating babies from their attachment figures when they begin to attend a completely unfamiliar space. Consequently, questions arise about how early childhood education institutions have organized themselves to receive these babies and whether there are special strategies to aid in this process. Under the hypothesis that specific strategies exist for this process, the objective of this study was to investigate whether Brazilian early childhood education institutions have implemented initial transition strategies guided by the main official guiding documents. To this end, a systematic literature review was conducted on the topic, as well as three case studies in early childhood education institutions in the State of São Paulo. A qualitative methodological strategy anchored in the theoretical-methodological perspective of the Network of Meanings, based on historical-cultural foundations, was chosen to analyze the Political-Pedagogical Projects (PPPs) and interviews with the main teachers of the institutions, referring to the database collected by the study group from the Center for Research on Human Development and Early Childhood Education (CINDEDI) in 2017. It is concluded that the national guiding documents mention some strategies for the initial transition of babies from home to daycare but do so in a superficial manner. The institutional documents (PPPs) mentioned some initial transition strategies, bringing elements from the guiding documents, as well as articles. Through the analysis of these documents, triangulated with the interviews from each case institution in this research, it was possible to infer that the institutions have organized themselves for the initial transition process of babies and have implemented transition strategies, even though not all strategies are mentioned in their documents. Conversely, not all strategies mentioned in the PPPs are put into practice. It is possible that a more directive normative document, such as an instrument focused on the initial transition process, could assist institutions both in terms of encouraging public policies aimed at the process and in institutional organization. It is hoped that this work can contribute to the field of education, moving towards the production of such an instrument.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPAmorim, Katia de SouzaCastro, Cíntia Regina Czysz de2024-12-09info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59141/tde-07022025-145426/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-03-17T17:17:37Zoai:teses.usp.br:tde-07022025-145426Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-03-17T17:17:37Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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