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Influência da quercetina na bioacessibilidade dos constituintes bioativos majoritários de formulações de extratos secos padronizados de própolis

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Pires, Luiza Siqueira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/60/60138/tde-16062025-123318/
Resumo: A própolis é um material resinoso e tem como principal função a proteção da colmeia contra variados problemas. É considerada um produto extremamente complexo, possuindo em sua composição mais de 300 substâncias biologicamente ativas. Entre os constituintes têm-se flavonoides, terpenoides e derivados prenilados do ácido cumárico. Três dos bioativos mais prevalentes nos extratos de própolis verde são artepillina C, drupanina e bacarina. Com alto potencial farmacológico e diversas atividades biológicas comprovadas, essas substâncias têm sido amplamente estudadas. Para avaliar a estabilidade dessas substâncias pela primeira vez frente às condições do trato gastrointestinal (TGI), foram realizados estudos de bioacessibilidade com dois produtos desenvolvidos e patenteados pela empresa Apis Flora® contendo extrato padronizado de própolis com e sem quercetina (EPPV e EPPVQ), a fim de avaliar a influência do flavonol quercetina na bioacessibilidade das substâncias bioativas da própolis. Como a própolis é um produto muito complexo, a etapa de isolamento dessas substâncias foi extensa e envolveu diversos procedimentos cromatográficos. As substâncias isoladas foram utilizadas no desenvolvimento de métodos analíticos por HPLC-DAD, validados conforme os guias de validação ICH (2022) e ANVISA (2012). Experimentos para dosar as atividades das enzimas utilizadas nestes estudos foram realizados, visando verificar se as formulações estudadas ou seus excipientes interfeririam nas atividades das enzimas envolvidas no processo digestivo. Foi possível constatar a ocorrência de inibição total das enzimas pepsina e lipase pancreática e redução das atividades das enzimas α-amilase pancreática e tripsina pelo extrato de própolis com e sem quercetina. Foi feito um estudo para avaliar o efeito da variação de pH na estabilidade dos constituintes bioativos das formulações sem a presença das enzimas digestivas, o qual revelou menores teores dos constituintes bioativos neste estudo quando comparado aos estudos realizados na presença das enzimas, sugerindo que as enzimas têm um papel protetor da estabilidade química dos analitos de interesse. Nos resultados dos estudos de bioacessibilidade dos constituintes bioativos artepillina C, quercetina, bacarina, drupanina e ácido p-cumárico de formulações de extratos secos padronizados de própolis verificou-se que os teores do ácido p-cumárico permaneceram praticamente iguais após a realização dos estudos de bioacessibilidade nas duas formulações. A artepillina C teve uma taxa de degradação de 18% e de 16% em EPPV e EPPVQ, respectivamente. A drupanina teve um aumento de 37% e de 41% em EPPV e EPPVQ, respectivamente, podendo ter como explicação a conversão de bacarina em drupanina por hidrólise da ligação éster durante o processo digestivo. A bacarina não foi bioacessível. O teor de quercetina foi reduzido em 41% após a bioacessibilidade. Considerando os desvios padrões e as análises estatísticas realizadas, conclui-se que a quercetina não promoveu um aumento estatisticamente significativo na bioacessibilidade dos analitos de interesse. Contudo, é comprovado que a quercetina inibe a expressão de glicoproteína P, sugerindo que a sua adição na formulação pode aumentar a biodisponibilidade dos analitos de interesse, aumentando o seu valor comercial. Estudos adicionais precisam ser realizados para comprovar esta hipótese. As análises dos cromatogramas das soluções provenientes dos estudos de bioacessibilidade dos constituintes bioativos das formulações não indicaram a presença de produtos de degradação dos principais constituintes bioativos da própolis.
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Para avaliar a estabilidade dessas substâncias pela primeira vez frente às condições do trato gastrointestinal (TGI), foram realizados estudos de bioacessibilidade com dois produtos desenvolvidos e patenteados pela empresa Apis Flora® contendo extrato padronizado de própolis com e sem quercetina (EPPV e EPPVQ), a fim de avaliar a influência do flavonol quercetina na bioacessibilidade das substâncias bioativas da própolis. Como a própolis é um produto muito complexo, a etapa de isolamento dessas substâncias foi extensa e envolveu diversos procedimentos cromatográficos. As substâncias isoladas foram utilizadas no desenvolvimento de métodos analíticos por HPLC-DAD, validados conforme os guias de validação ICH (2022) e ANVISA (2012). Experimentos para dosar as atividades das enzimas utilizadas nestes estudos foram realizados, visando verificar se as formulações estudadas ou seus excipientes interfeririam nas atividades das enzimas envolvidas no processo digestivo. Foi possível constatar a ocorrência de inibição total das enzimas pepsina e lipase pancreática e redução das atividades das enzimas α-amilase pancreática e tripsina pelo extrato de própolis com e sem quercetina. Foi feito um estudo para avaliar o efeito da variação de pH na estabilidade dos constituintes bioativos das formulações sem a presença das enzimas digestivas, o qual revelou menores teores dos constituintes bioativos neste estudo quando comparado aos estudos realizados na presença das enzimas, sugerindo que as enzimas têm um papel protetor da estabilidade química dos analitos de interesse. Nos resultados dos estudos de bioacessibilidade dos constituintes bioativos artepillina C, quercetina, bacarina, drupanina e ácido p-cumárico de formulações de extratos secos padronizados de própolis verificou-se que os teores do ácido p-cumárico permaneceram praticamente iguais após a realização dos estudos de bioacessibilidade nas duas formulações. A artepillina C teve uma taxa de degradação de 18% e de 16% em EPPV e EPPVQ, respectivamente. A drupanina teve um aumento de 37% e de 41% em EPPV e EPPVQ, respectivamente, podendo ter como explicação a conversão de bacarina em drupanina por hidrólise da ligação éster durante o processo digestivo. A bacarina não foi bioacessível. O teor de quercetina foi reduzido em 41% após a bioacessibilidade. Considerando os desvios padrões e as análises estatísticas realizadas, conclui-se que a quercetina não promoveu um aumento estatisticamente significativo na bioacessibilidade dos analitos de interesse. Contudo, é comprovado que a quercetina inibe a expressão de glicoproteína P, sugerindo que a sua adição na formulação pode aumentar a biodisponibilidade dos analitos de interesse, aumentando o seu valor comercial. Estudos adicionais precisam ser realizados para comprovar esta hipótese. As análises dos cromatogramas das soluções provenientes dos estudos de bioacessibilidade dos constituintes bioativos das formulações não indicaram a presença de produtos de degradação dos principais constituintes bioativos da própolis.Propolis is a resinous material whose main function is to protect the hive against various problems. It is considered an extremely complex product, containing more than 300 biologically active substances in its composition. Among its constituents are flavonoids, terpenoids, and prenylated derivatives of coumaric acid. Three of the most prevalent bioactives in green propolis extracts are artepillin C, drupanin, and baccharin. With high pharmacological potential and various proven biological activities, these substances have been widely studied. To evaluate the stability of these molecules under the conditions of the gastrointestinal tract, bioaccessibility studies were carried out with two products already developed and patented by the company Apis Flora ® containing standardized propolis extract with and without quercetin (EPPV and EPPVQ), in order to evaluate the influence of the flavonol quercetin on the bioaccessibility of propolis bioactive compounds. As propolis is a very complex product, the isolation step was extensive and involved several chromatographic procedures. The isolated compounds were used in the development of analytical methods using HPLC-DAD, which were validated in accordance with the ICH (2022) and ANVISA (2012) validation guides. Experiments were carried out to measure the activities of the enzymes used in these studies, with the aim of verifying whether the studied formulations or their excipients would interfere with the activities of the enzymes involved in the digestive process. It was possible to observe the total inhibition of the enzymes pepsin and pancreatic lipase and a reduction in the activities of pancreatic α-amylase and trypsin enzymes by propolis extract with and without quercetin. A study was conducted to evaluate the effect of pH variation on the stability of the bioactive constituents of the formulations without the presence of digestive enzymes, which revealed lower levels of the bioactive constituents in this study compared to studies conducted in the presence of enzymes, suggesting that enzymes play a protective role in the chemical stability of the analytes of interest. In the results of the bioaccessibility studies of the bioactive constituents artepillin C, quercetin, baccharin, drupanin and p-coumaric acid from formulations of standardized dry extracts of propolis, it was found that p-coumaric acid was stable in the face of different conditions of the digestive process. Artepillin C had a degradation rate of 18% and 16% in EPPV and EPPVQ, respectively. Drupanin had an increase of 37% and 41% in EPPV and EPPVQ, respectively, possibly explained by the conversion of baccharin to drupanin through ester bond hydrolysis during the digestive process. Baccharin was not bioaccessible. Quercetin content was reduced by 41% after bioaccessibility. Considering the standard deviations and the statistical analysis performed, it is concluded that quercetin did not promote a statistically significant increase in the bioaccessibility of the analytes of interest. However, it is proven that quercetin inhibits the expression of P-glycoprotein, suggesting that its addition to the formulation may increase the bioavailability of the analytes of interest, thus increasing their commercial value. Additional studies need to be conducted to confirm this hypothesis. Chromatogram analyses of the solutions from bioaccessibility studies of the bioactive constituents of the formulations did not indicate the presence of degradation products of the main bioactive constituents of propolis.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFurtado, Niege Araçari Jacometti CardosoPires, Luiza Siqueira2024-05-23info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/60/60138/tde-16062025-123318/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-09-17T17:24:02Zoai:teses.usp.br:tde-16062025-123318Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-09-17T17:24:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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