Capacitação espermática e sua relação com o perfil de microRNAs espermáticos e fertilidade em touros Nelore
| Ano de defesa: | 2024 |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10131/tde-25032025-101419/ |
Resumo: | A capacitação espermática é chave para o sucesso da fecundação e envolve eventos celulares e moleculares. Embora apresentem destacada função na regulação molecular da fertilidade em bovinos, os microRNAs espermáticos possuem papel desconhecido na regulação da capacitação espermática. Assim, esta tese busca compreender a relação entre os diferentes eventos da capacitação espermática e a fertilidade de sêmen criopreservado de touros da raça Nelore, bem como identificar microRNAs relacionados a estes eventos que possam ser biomarcadores. Para tal, foram realizados três estudos. O primeiro estudo avaliou a eficiência de técnicas para detectar eventos relacionados à capacitação espermática e diferenciar das crioinjúrias assim como, selecionar e categorizar os touros como de alta e baixa responsividade à capacitação espermática. Para isso, três ejaculados de doze touros (n=36) foram colhidos e divididos nos grupos controle (CO) e capacitado (CAP: espermatozoides frescos induzidos à capacitação in vitro, com incubação a 38,5ºC, 5% de CO2 por 1 h em meio de capacitação). Todas as amostras foram analisadas quanto à volume, concentração e cinética espermática e aos eventos da capacitação espermática (desorganização dos fosfolipídeos de membrana plasmática, susceptibilidade da membrana plasmática à peroxidação lipídica, efluxo de colesterol, translocação da fosfatidilserina, reação acrossomal e potencial de membrana mitocondrial). Após estas análises, o sêmen foi submetido a criopreservação, descongelado e novamente divido em grupos controle (CRICO) e capacitado (CRICAP: induzidos à capacitação in vitro). E, submetido às mesmas análises espermáticas. Como principais resultados, notou-se que a capacitação espermática reduziu VCL e aumentou: STR, translocação da fostatidilserina, distribuição espacial do colesterol, membrana plasmática intacta e acrossomo reagido, independentes da criopreservação. Baseados nos resultados dos eventos da capacitação espermática, os touros foram classificados como de alta (HrC) e baixa (LrC) resposta à indução da capacitação. Esta classificação mostrou o sucesso da análise da fosfatidilserina e reação acrossomal em caracterizar uma amostra capacitada e diferenciá-la das crioinjúrias. O segundo buscou compreender a relação entre a capacitação espermática e o perfil de miRNAs espermáticos em sêmen fresco e criopreservado de touros de alta e baixa responsividade à capacitação espermática. Foram utilizados três ejaculados do sêmen fresco e pós- criopreservado de oito touros classificados (no estudo 1) como de alta responsividade (HrC, n=4) e baixa responsividade (LrC, n=4) à capacitação espermática. Tanto o sêmen fresco, quanto o pós-criopreservação foram avaliados quanto aos eventos da capacitação espermática e, ao perfil de microRNAs, as diferenças entre os eventos foram calculadas e comparadas entre os grupos HrC e LrC. Sete miRNAs foram encontrados exclusivamente em amostras capacitadas do sêmen fresco (bta-miR-125b, -182, -200b, -25, -22-3p, -433 e 760-3p). Um miRNA foi exclusivo no grupo HrC (bta-miR-191) e dois exclusivos no grupo LrC (bta-miR- 106a e -18a) de sêmen criopreservado. O terceiro estudo buscou compreender a relação entre a capacitação espermática, os miRNAs e a fertilidade de sêmen comercial de touros. Neste estudo, foram utilizadas 3 partidas de sêmen de 18 touros da raça Nelore, sendo 10 de alta fertilidade (HF) e 8 de baixa fertilidade (LF). Cada partida foi avaliada quanto aos eventos da capacitação espermática e com base nos resultados, os touros foram classificados como de alta responsividade (HrC) e baixa responsividade (LrC) à capacitação espermática. Foram selecionados 5 touros de HrC e alta fertilidade (HF-HrC) e 4 touros de LrC e baixa fertilidade (LF-LrC). Em seguida, os espermatozoides dos touros HF-HrC e LF-LrC foram analisados quanto à expressão de miRNAs (selecionados no estudo 2) nos grupos controle e capacitado. Doze miRNAs (bta-miR-18a, -25, 125b, -129-5p, -132, -191, -200b, - 320a, -335, -375, -574, - 1246) foram relacionados com eventos de capacitação espermática e, diferentemente expressos em touros de alta e baixa fertilidade. Assim, é possível concluir que as técnicas de detectação do efluxo de colesterol e da reação acrossomal, foram mais efetivas em marcar a diferença entre os eventos da capacitação e os efeitos deletérios da criopreservação. Também, conclui-se que os touros e por extensão, seus espermatozoides, respondem diferentemente à capacitação espermática, evidenciada pelos miRNAs expressos exclusivamente no sêmen criopreservado de touros de alta e baixa responsividade à capacitação espermática, sendo o miRNA bta-miR- 191 um possível biomarcador. Semelhantemente, a técnica de translocação de fosfatidilserina, foi mais eficiente no grupo HrC em touros de alta e baixa fertilidade. |
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Capacitação espermática e sua relação com o perfil de microRNAs espermáticos e fertilidade em touros NeloreSperm capacitation and its relationship with sperm microRNA profile and fertility in Nellore bullsAcrosomal reactionCholesterol effluxCriopreservaçãoCryopreservationEfluxo de colesterolEspermatozoidesMembrana plasmáticaPlasma membraneReação acrossomalSpermA capacitação espermática é chave para o sucesso da fecundação e envolve eventos celulares e moleculares. Embora apresentem destacada função na regulação molecular da fertilidade em bovinos, os microRNAs espermáticos possuem papel desconhecido na regulação da capacitação espermática. Assim, esta tese busca compreender a relação entre os diferentes eventos da capacitação espermática e a fertilidade de sêmen criopreservado de touros da raça Nelore, bem como identificar microRNAs relacionados a estes eventos que possam ser biomarcadores. Para tal, foram realizados três estudos. O primeiro estudo avaliou a eficiência de técnicas para detectar eventos relacionados à capacitação espermática e diferenciar das crioinjúrias assim como, selecionar e categorizar os touros como de alta e baixa responsividade à capacitação espermática. Para isso, três ejaculados de doze touros (n=36) foram colhidos e divididos nos grupos controle (CO) e capacitado (CAP: espermatozoides frescos induzidos à capacitação in vitro, com incubação a 38,5ºC, 5% de CO2 por 1 h em meio de capacitação). Todas as amostras foram analisadas quanto à volume, concentração e cinética espermática e aos eventos da capacitação espermática (desorganização dos fosfolipídeos de membrana plasmática, susceptibilidade da membrana plasmática à peroxidação lipídica, efluxo de colesterol, translocação da fosfatidilserina, reação acrossomal e potencial de membrana mitocondrial). Após estas análises, o sêmen foi submetido a criopreservação, descongelado e novamente divido em grupos controle (CRICO) e capacitado (CRICAP: induzidos à capacitação in vitro). E, submetido às mesmas análises espermáticas. Como principais resultados, notou-se que a capacitação espermática reduziu VCL e aumentou: STR, translocação da fostatidilserina, distribuição espacial do colesterol, membrana plasmática intacta e acrossomo reagido, independentes da criopreservação. Baseados nos resultados dos eventos da capacitação espermática, os touros foram classificados como de alta (HrC) e baixa (LrC) resposta à indução da capacitação. Esta classificação mostrou o sucesso da análise da fosfatidilserina e reação acrossomal em caracterizar uma amostra capacitada e diferenciá-la das crioinjúrias. O segundo buscou compreender a relação entre a capacitação espermática e o perfil de miRNAs espermáticos em sêmen fresco e criopreservado de touros de alta e baixa responsividade à capacitação espermática. Foram utilizados três ejaculados do sêmen fresco e pós- criopreservado de oito touros classificados (no estudo 1) como de alta responsividade (HrC, n=4) e baixa responsividade (LrC, n=4) à capacitação espermática. Tanto o sêmen fresco, quanto o pós-criopreservação foram avaliados quanto aos eventos da capacitação espermática e, ao perfil de microRNAs, as diferenças entre os eventos foram calculadas e comparadas entre os grupos HrC e LrC. Sete miRNAs foram encontrados exclusivamente em amostras capacitadas do sêmen fresco (bta-miR-125b, -182, -200b, -25, -22-3p, -433 e 760-3p). Um miRNA foi exclusivo no grupo HrC (bta-miR-191) e dois exclusivos no grupo LrC (bta-miR- 106a e -18a) de sêmen criopreservado. O terceiro estudo buscou compreender a relação entre a capacitação espermática, os miRNAs e a fertilidade de sêmen comercial de touros. Neste estudo, foram utilizadas 3 partidas de sêmen de 18 touros da raça Nelore, sendo 10 de alta fertilidade (HF) e 8 de baixa fertilidade (LF). Cada partida foi avaliada quanto aos eventos da capacitação espermática e com base nos resultados, os touros foram classificados como de alta responsividade (HrC) e baixa responsividade (LrC) à capacitação espermática. Foram selecionados 5 touros de HrC e alta fertilidade (HF-HrC) e 4 touros de LrC e baixa fertilidade (LF-LrC). Em seguida, os espermatozoides dos touros HF-HrC e LF-LrC foram analisados quanto à expressão de miRNAs (selecionados no estudo 2) nos grupos controle e capacitado. Doze miRNAs (bta-miR-18a, -25, 125b, -129-5p, -132, -191, -200b, - 320a, -335, -375, -574, - 1246) foram relacionados com eventos de capacitação espermática e, diferentemente expressos em touros de alta e baixa fertilidade. Assim, é possível concluir que as técnicas de detectação do efluxo de colesterol e da reação acrossomal, foram mais efetivas em marcar a diferença entre os eventos da capacitação e os efeitos deletérios da criopreservação. Também, conclui-se que os touros e por extensão, seus espermatozoides, respondem diferentemente à capacitação espermática, evidenciada pelos miRNAs expressos exclusivamente no sêmen criopreservado de touros de alta e baixa responsividade à capacitação espermática, sendo o miRNA bta-miR- 191 um possível biomarcador. Semelhantemente, a técnica de translocação de fosfatidilserina, foi mais eficiente no grupo HrC em touros de alta e baixa fertilidade.Sperm capacitation is key to successful fertilization and involves cellular and molecular events. Although sperm microRNAs play a prominent role in the molecular regulation of fertility in cattle, they have an unknown role in the regulation of sperm capacitation. Thus, this thesis aims to understand the relationship between the different events of sperm capacitation and the fertility of cryopreserved semen from Nelore bulls and identify microRNAs related to these events that may be biomarkers. To this end, three studies were conducted. The first study evaluated the efficiency of techniques to detect events related to sperm capacitation and differentiate them from cryoinjuries, as well as to select and categorize bulls as highly and poorly responsive to sperm capacitation. For this purpose, three ejaculates from twelve bulls (n = 36) were collected and divided into control (CO) and capacitated groups (CAP: fresh sperm induced to in vitro capacitation, with incubation at 38.5ºC, 5% CO2 for 1 h in capacitation medium). All samples were analyzed for sperm volume, concentration and kinetics, and sperm capacitation events (plasma membrane phospholipid disorganization, plasma membrane susceptibility to lipid peroxidation, cholesterol efflux, phosphatidylserine translocation, acrosomal reaction, and mitochondrial membrane potential). After these analyses, the semen was subjected to cryopreservation, thawed, and again divided into control (CRICO) and capacitated (CRICAP: induced to in vitro capacitation) groups. And, subjected to the same sperm analyses. As the main results, it was observed that sperm capacitation reduced VCL and increased: STR, phosphatidylserine translocation, spatial distribution of cholesterol, intact plasma membrane, and reacted acrosome, independent of cryopreservation. Based on the results of sperm capacitation events, bulls were classified as high (HrC) and low (LrC) responders to capacitation induction. This classification showed the success of the phosphatidylserine and acrosome reaction analysis in characterizing a capacitated sample and differentiating it from cryoinjuries. The second sought to understand the relationship between sperm capacitation and the sperm miRNA profile in fresh and cryopreserved semen of bulls with high and low responsiveness to sperm capacitation. Three ejaculates of fresh and post-cryopreserved semen from eight bulls classified (in study 1) as high responsiveness (HrC, n=4) and low responsiveness (LrC, n=4) to sperm capacitation were used. Both fresh and post-cryopreserved semen were evaluated for sperm capacitation events and, based on the microRNA profile, the differences between events were calculated and compared between the HrC and LrC groups. Seven miRNAs were found exclusively in capacitated samples of fresh semen (bta-miR-125b, -182, -200b, -25, -22-3p, -433 and 760-3p). One miRNA was exclusive to the HrC group (bta- miR-191) and two were exclusive to the LrC group (bta-miR-106a and -18a) of cryopreserved semen. The third study sought to understand the relationship between sperm capacitation, miRNAs, and fertility of commercial bull semen. In this study, 3 semen batches from 18 Nellore bulls were used, 10 of which were highly fertile (HF) and 8 were low fertile (LF). Each batch was evaluated for sperm capacitation events and, based on the results, the bulls were classified as highly responsive (HrC) and low responsive (LrC) to sperm capacitation. Five HrC and highly fertile (HF-HrC) bulls and 4 LrC and low fertile (LF-LrC) bulls were selected. Then, the sperm of the HF-HrC and LF-LrC bulls were analyzed for the expression of miRNAs (selected in study 2) in the control and capacitated groups. Twelve miRNAs (bta-miR-18a, -25, 125b, - 129-5p, -132, -191, -200b, - 320a, -335, -375, -574, -1246) were related to sperm capacitation events and were differently expressed in high and low fertility bulls. Thus, it is possible to conclude that the cholesterol efflux and acrosomal reaction detection techniques were more effective in marking the difference between capacitation events and the deleterious effects of cryopreservation. Also, it is concluded that bulls and, by extension, their sperm, respond differently to sperm capacitation, evidenced by the miRNAs expressed exclusively in the cryopreserved semen of high and low-responsive bulls to sperm capacitation, with the miRNA bta-miR-191 being a possible biomarker. Similarly, the phosphatidylserine translocation technique was more efficient in the HrC group in high and low-fertility bulls.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCeleghini, Eneiva Carla CarvalhoOliveros, Laura Nataly Garcia2024-11-01info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10131/tde-25032025-101419/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-07-17T13:22:02Zoai:teses.usp.br:tde-25032025-101419Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-07-17T13:22:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A capacitação espermática é chave para o sucesso da fecundação e envolve eventos celulares e moleculares. Embora apresentem destacada função na regulação molecular da fertilidade em bovinos, os microRNAs espermáticos possuem papel desconhecido na regulação da capacitação espermática. Assim, esta tese busca compreender a relação entre os diferentes eventos da capacitação espermática e a fertilidade de sêmen criopreservado de touros da raça Nelore, bem como identificar microRNAs relacionados a estes eventos que possam ser biomarcadores. Para tal, foram realizados três estudos. O primeiro estudo avaliou a eficiência de técnicas para detectar eventos relacionados à capacitação espermática e diferenciar das crioinjúrias assim como, selecionar e categorizar os touros como de alta e baixa responsividade à capacitação espermática. Para isso, três ejaculados de doze touros (n=36) foram colhidos e divididos nos grupos controle (CO) e capacitado (CAP: espermatozoides frescos induzidos à capacitação in vitro, com incubação a 38,5ºC, 5% de CO2 por 1 h em meio de capacitação). Todas as amostras foram analisadas quanto à volume, concentração e cinética espermática e aos eventos da capacitação espermática (desorganização dos fosfolipídeos de membrana plasmática, susceptibilidade da membrana plasmática à peroxidação lipídica, efluxo de colesterol, translocação da fosfatidilserina, reação acrossomal e potencial de membrana mitocondrial). Após estas análises, o sêmen foi submetido a criopreservação, descongelado e novamente divido em grupos controle (CRICO) e capacitado (CRICAP: induzidos à capacitação in vitro). E, submetido às mesmas análises espermáticas. Como principais resultados, notou-se que a capacitação espermática reduziu VCL e aumentou: STR, translocação da fostatidilserina, distribuição espacial do colesterol, membrana plasmática intacta e acrossomo reagido, independentes da criopreservação. Baseados nos resultados dos eventos da capacitação espermática, os touros foram classificados como de alta (HrC) e baixa (LrC) resposta à indução da capacitação. Esta classificação mostrou o sucesso da análise da fosfatidilserina e reação acrossomal em caracterizar uma amostra capacitada e diferenciá-la das crioinjúrias. O segundo buscou compreender a relação entre a capacitação espermática e o perfil de miRNAs espermáticos em sêmen fresco e criopreservado de touros de alta e baixa responsividade à capacitação espermática. Foram utilizados três ejaculados do sêmen fresco e pós- criopreservado de oito touros classificados (no estudo 1) como de alta responsividade (HrC, n=4) e baixa responsividade (LrC, n=4) à capacitação espermática. Tanto o sêmen fresco, quanto o pós-criopreservação foram avaliados quanto aos eventos da capacitação espermática e, ao perfil de microRNAs, as diferenças entre os eventos foram calculadas e comparadas entre os grupos HrC e LrC. Sete miRNAs foram encontrados exclusivamente em amostras capacitadas do sêmen fresco (bta-miR-125b, -182, -200b, -25, -22-3p, -433 e 760-3p). Um miRNA foi exclusivo no grupo HrC (bta-miR-191) e dois exclusivos no grupo LrC (bta-miR- 106a e -18a) de sêmen criopreservado. O terceiro estudo buscou compreender a relação entre a capacitação espermática, os miRNAs e a fertilidade de sêmen comercial de touros. Neste estudo, foram utilizadas 3 partidas de sêmen de 18 touros da raça Nelore, sendo 10 de alta fertilidade (HF) e 8 de baixa fertilidade (LF). Cada partida foi avaliada quanto aos eventos da capacitação espermática e com base nos resultados, os touros foram classificados como de alta responsividade (HrC) e baixa responsividade (LrC) à capacitação espermática. Foram selecionados 5 touros de HrC e alta fertilidade (HF-HrC) e 4 touros de LrC e baixa fertilidade (LF-LrC). Em seguida, os espermatozoides dos touros HF-HrC e LF-LrC foram analisados quanto à expressão de miRNAs (selecionados no estudo 2) nos grupos controle e capacitado. Doze miRNAs (bta-miR-18a, -25, 125b, -129-5p, -132, -191, -200b, - 320a, -335, -375, -574, - 1246) foram relacionados com eventos de capacitação espermática e, diferentemente expressos em touros de alta e baixa fertilidade. Assim, é possível concluir que as técnicas de detectação do efluxo de colesterol e da reação acrossomal, foram mais efetivas em marcar a diferença entre os eventos da capacitação e os efeitos deletérios da criopreservação. Também, conclui-se que os touros e por extensão, seus espermatozoides, respondem diferentemente à capacitação espermática, evidenciada pelos miRNAs expressos exclusivamente no sêmen criopreservado de touros de alta e baixa responsividade à capacitação espermática, sendo o miRNA bta-miR- 191 um possível biomarcador. Semelhantemente, a técnica de translocação de fosfatidilserina, foi mais eficiente no grupo HrC em touros de alta e baixa fertilidade. |
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