Efeito da supressão de fluorescência de acridinas por monômeros vinílicos nos processos de polimerização fotoiniciada
| Ano de defesa: | 1996 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/75/75131/tde-12082025-101353/ |
Resumo: | Neste trabalho, estudou-se a supressão da fluorescência do estado excitado da acridina por monômeros vinílicos, em sistemas homogêneo e micro-heterogêneo, com atenção especial ao efeito da desativação do estado excitado do corante, considerado um importante problema na fotoiniciação da polimerização radicalar. As constantes de supressão de fluorescência foram determinadas em metanol e em micelas aquosas de SOS, sendo da ordem de 1010 M-1s-1 e 5,0 × 107 s-1, respectivamente. As constantes de supressão para o estado tripleto não são tão rápidas, apresentando valores no intervalo de 3,0 × 105 a 6,0 × 108 M-1s-1. As constantes de associação de monômeros vinílicos às micelas aquosas de SOS foram determinadas pelo método de Encinas e Lissi, estando no intervalo de 103 a 104 M-1. Nesses experimentos, observou-se que a alta afinidade tanto dos corantes catiônicos quanto desses monômeros pelas micelas aquosas de SOS, aliada à eficiente supressão da fluorescência do corante pelos monômeros, não resulta em radicais ativos, indicando baixa eficiência na fotoiniciação o mesmo ocorrendo em fase homogênea. As constantes de velocidade de supressão dos estados singlete do corante por derivados do estireno em micelas reversas de SOS são da ordem de 108 M-1s-1. Em solução de micela reversa, onde o corante (fotoiniciador) está confinado no domínio aquoso, mas o monômero permanece separado em meio apolar ou na interface micelar, o processo de supressão é substancialmente reduzido quando comparado ao processo em meio homogêneo ou em solução micelar aquosa. Assim, nesse tipo de sistema, o uso de um co-iniciador solúvel em água pode melhorar a eficiência da etapa de fotoiniciação, pela redução da supressão competitiva pelo monômero. Com o objetivo de avaliar a eficiência de fotoiniciação do sistema corantes acridínicos/benzenossulfinato de sódio (BS, co-iniciador), realizou-se um estudo da etapa de fotoiniciação por meio da determinação das constantes de supressão de fluorescência dinâmicas e estáticas do estado singlete dos corantes básicos acridina e alaranjado de acridina por BS. Para o corante acridina, a supressão de fluorescência, tanto em metanol quanto em micela reversa de SOS, ocorre predominantemente por um mecanismo estático, com formação de um complexo molecular. Na condição de supressão estática, determinaram-se as constantes de complexação (Kc) do sistema iniciador/co-iniciador a diferentes temperaturas e, a partir desses valores, calculou-se a variação de entalpia (ΔH = 2,75 kcal/mol) e a variação de entropia (S = 31 ue) de formação do complexo. Para o corante alaranjado de acridina, observou-se supressão predominantemente dinâmica, com alguma contribuição estática, tanto em metanol quanto em micela reversa. Os experimentos de fotopolimerização foram realizados utilizando o sistema alaranjado de acridina/BS em fase homogênea e em micela reversa de AOT. Resultados simulados indicaram que a fotoiniciação pode ser de 10 a 100 vezes mais eficiente em micela reversa do que em fase homogênea. O peso molecular do poliestireno, determinado por GPC, apresentou valor de 310.000 e polidispersividade de 2,1, para tempos de irradiação da ordem de 30 minutos. Também foi observada uma modificação no espectro UV-visível do corante fotoiniciador, indicando a formação de agregados induzidos pelo polímero formado. |
| id |
USP_18bf351ec30119e715ecfcfcded991a4 |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:teses.usp.br:tde-12082025-101353 |
| network_acronym_str |
USP |
| network_name_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Efeito da supressão de fluorescência de acridinas por monômeros vinílicos nos processos de polimerização fotoiniciadaEffect of acridine fluorescence quenching by vinyl monomers on photoinitiated polymerization processesacridinasacridinefluorescence quenchingfotopolimerizaçãomonômeros vinílicosphotoinitiated polymerizationsupressão de fluorescênciavinyl monomersNeste trabalho, estudou-se a supressão da fluorescência do estado excitado da acridina por monômeros vinílicos, em sistemas homogêneo e micro-heterogêneo, com atenção especial ao efeito da desativação do estado excitado do corante, considerado um importante problema na fotoiniciação da polimerização radicalar. As constantes de supressão de fluorescência foram determinadas em metanol e em micelas aquosas de SOS, sendo da ordem de 1010 M-1s-1 e 5,0 × 107 s-1, respectivamente. As constantes de supressão para o estado tripleto não são tão rápidas, apresentando valores no intervalo de 3,0 × 105 a 6,0 × 108 M-1s-1. As constantes de associação de monômeros vinílicos às micelas aquosas de SOS foram determinadas pelo método de Encinas e Lissi, estando no intervalo de 103 a 104 M-1. Nesses experimentos, observou-se que a alta afinidade tanto dos corantes catiônicos quanto desses monômeros pelas micelas aquosas de SOS, aliada à eficiente supressão da fluorescência do corante pelos monômeros, não resulta em radicais ativos, indicando baixa eficiência na fotoiniciação o mesmo ocorrendo em fase homogênea. As constantes de velocidade de supressão dos estados singlete do corante por derivados do estireno em micelas reversas de SOS são da ordem de 108 M-1s-1. Em solução de micela reversa, onde o corante (fotoiniciador) está confinado no domínio aquoso, mas o monômero permanece separado em meio apolar ou na interface micelar, o processo de supressão é substancialmente reduzido quando comparado ao processo em meio homogêneo ou em solução micelar aquosa. Assim, nesse tipo de sistema, o uso de um co-iniciador solúvel em água pode melhorar a eficiência da etapa de fotoiniciação, pela redução da supressão competitiva pelo monômero. Com o objetivo de avaliar a eficiência de fotoiniciação do sistema corantes acridínicos/benzenossulfinato de sódio (BS, co-iniciador), realizou-se um estudo da etapa de fotoiniciação por meio da determinação das constantes de supressão de fluorescência dinâmicas e estáticas do estado singlete dos corantes básicos acridina e alaranjado de acridina por BS. Para o corante acridina, a supressão de fluorescência, tanto em metanol quanto em micela reversa de SOS, ocorre predominantemente por um mecanismo estático, com formação de um complexo molecular. Na condição de supressão estática, determinaram-se as constantes de complexação (Kc) do sistema iniciador/co-iniciador a diferentes temperaturas e, a partir desses valores, calculou-se a variação de entalpia (ΔH = 2,75 kcal/mol) e a variação de entropia (S = 31 ue) de formação do complexo. Para o corante alaranjado de acridina, observou-se supressão predominantemente dinâmica, com alguma contribuição estática, tanto em metanol quanto em micela reversa. Os experimentos de fotopolimerização foram realizados utilizando o sistema alaranjado de acridina/BS em fase homogênea e em micela reversa de AOT. Resultados simulados indicaram que a fotoiniciação pode ser de 10 a 100 vezes mais eficiente em micela reversa do que em fase homogênea. O peso molecular do poliestireno, determinado por GPC, apresentou valor de 310.000 e polidispersividade de 2,1, para tempos de irradiação da ordem de 30 minutos. Também foi observada uma modificação no espectro UV-visível do corante fotoiniciador, indicando a formação de agregados induzidos pelo polímero formado.The quenching of the singlet and triplet electronic excited states of the acridine cation by vinyl monomers was investigated in homogeneous solution (methanol), as well as in aqueous and reverse micelles of sodium dodecyl sulfate (SOS). The fluorescence quenching of the dye by styrene derivatives in methanol and in aqueous SOS micelles is very efficient, with quenching rate constants on the order of 1010 M-1s-1 and 5 × 107 s-1, respectively. However, triplet quenching rate constants in methanol are much lower than the diffusion-controlled limit (3.0 × 105 to 6.0 × 108 M-1s-1), and no dye photobleaching is observed, suggesting that the process follows a reversible photoinduced charge-transfer mechanism. Association constants of styrene derivatives to SOS aqueous micelles were determined using the EncinasLissi method, with values in the range of 103104 M-1. The strong affinities of the cationic dye and monomers to SOS aqueous micelles, combined with the very efficient fluorescence quenching without the formation of active radicals, predict a low photoinitiation quantum yield in both homogeneous and aqueous micellar phases. The fluorescence quenching of the dye by styrene derivatives in reverse SOS micelles follows a pseudo-first-order process with no micellar quenching transient. It was shown that placing the dye inside a reverse micelle substantially reduces the quenching rate by styrene derivatives. The implications of this effect on photoinitiation efficiency for the radical polymerization of styrene derivatives via the photoredox process of cationic dyes in reverse micelles are discussed. The quenching kinetics of acridine dyes by benzene sulfinate ion were studied in methanol and in reverse micellar solution, owing to its potential application as a photoinitiator system that generates active radicals for vinyl polymerization. In both media, the quenching process is characterized by the presence of dynamic and static contributions. Simulated data indicate that photoinitiation in reverse micelles occurs with much higher efficiency than the same process carried out in homogeneous solvent. This prediction was confirmed by comparative photopolymerization of styrene using the acridine orange/benzene sulfinate system. The molar mass distribution of polystyrene obtained at different irradiation periods in AOT reverse micelles was determined by GPC, with the final polymer showing a weight-average molar mass of 310,000 g/mol and a polydispersity index of 2.1.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPGehlen, Marcelo HenriqueChinelatto, Silmara França Buchviser1996-10-30info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/75/75131/tde-12082025-101353/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-08-12T13:37:02Zoai:teses.usp.br:tde-12082025-101353Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-08-12T13:37:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
| dc.title.none.fl_str_mv |
Efeito da supressão de fluorescência de acridinas por monômeros vinílicos nos processos de polimerização fotoiniciada Effect of acridine fluorescence quenching by vinyl monomers on photoinitiated polymerization processes |
| title |
Efeito da supressão de fluorescência de acridinas por monômeros vinílicos nos processos de polimerização fotoiniciada |
| spellingShingle |
Efeito da supressão de fluorescência de acridinas por monômeros vinílicos nos processos de polimerização fotoiniciada Chinelatto, Silmara França Buchviser acridinas acridine fluorescence quenching fotopolimerização monômeros vinílicos photoinitiated polymerization supressão de fluorescência vinyl monomers |
| title_short |
Efeito da supressão de fluorescência de acridinas por monômeros vinílicos nos processos de polimerização fotoiniciada |
| title_full |
Efeito da supressão de fluorescência de acridinas por monômeros vinílicos nos processos de polimerização fotoiniciada |
| title_fullStr |
Efeito da supressão de fluorescência de acridinas por monômeros vinílicos nos processos de polimerização fotoiniciada |
| title_full_unstemmed |
Efeito da supressão de fluorescência de acridinas por monômeros vinílicos nos processos de polimerização fotoiniciada |
| title_sort |
Efeito da supressão de fluorescência de acridinas por monômeros vinílicos nos processos de polimerização fotoiniciada |
| author |
Chinelatto, Silmara França Buchviser |
| author_facet |
Chinelatto, Silmara França Buchviser |
| author_role |
author |
| dc.contributor.none.fl_str_mv |
Gehlen, Marcelo Henrique |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Chinelatto, Silmara França Buchviser |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
acridinas acridine fluorescence quenching fotopolimerização monômeros vinílicos photoinitiated polymerization supressão de fluorescência vinyl monomers |
| topic |
acridinas acridine fluorescence quenching fotopolimerização monômeros vinílicos photoinitiated polymerization supressão de fluorescência vinyl monomers |
| description |
Neste trabalho, estudou-se a supressão da fluorescência do estado excitado da acridina por monômeros vinílicos, em sistemas homogêneo e micro-heterogêneo, com atenção especial ao efeito da desativação do estado excitado do corante, considerado um importante problema na fotoiniciação da polimerização radicalar. As constantes de supressão de fluorescência foram determinadas em metanol e em micelas aquosas de SOS, sendo da ordem de 1010 M-1s-1 e 5,0 × 107 s-1, respectivamente. As constantes de supressão para o estado tripleto não são tão rápidas, apresentando valores no intervalo de 3,0 × 105 a 6,0 × 108 M-1s-1. As constantes de associação de monômeros vinílicos às micelas aquosas de SOS foram determinadas pelo método de Encinas e Lissi, estando no intervalo de 103 a 104 M-1. Nesses experimentos, observou-se que a alta afinidade tanto dos corantes catiônicos quanto desses monômeros pelas micelas aquosas de SOS, aliada à eficiente supressão da fluorescência do corante pelos monômeros, não resulta em radicais ativos, indicando baixa eficiência na fotoiniciação o mesmo ocorrendo em fase homogênea. As constantes de velocidade de supressão dos estados singlete do corante por derivados do estireno em micelas reversas de SOS são da ordem de 108 M-1s-1. Em solução de micela reversa, onde o corante (fotoiniciador) está confinado no domínio aquoso, mas o monômero permanece separado em meio apolar ou na interface micelar, o processo de supressão é substancialmente reduzido quando comparado ao processo em meio homogêneo ou em solução micelar aquosa. Assim, nesse tipo de sistema, o uso de um co-iniciador solúvel em água pode melhorar a eficiência da etapa de fotoiniciação, pela redução da supressão competitiva pelo monômero. Com o objetivo de avaliar a eficiência de fotoiniciação do sistema corantes acridínicos/benzenossulfinato de sódio (BS, co-iniciador), realizou-se um estudo da etapa de fotoiniciação por meio da determinação das constantes de supressão de fluorescência dinâmicas e estáticas do estado singlete dos corantes básicos acridina e alaranjado de acridina por BS. Para o corante acridina, a supressão de fluorescência, tanto em metanol quanto em micela reversa de SOS, ocorre predominantemente por um mecanismo estático, com formação de um complexo molecular. Na condição de supressão estática, determinaram-se as constantes de complexação (Kc) do sistema iniciador/co-iniciador a diferentes temperaturas e, a partir desses valores, calculou-se a variação de entalpia (ΔH = 2,75 kcal/mol) e a variação de entropia (S = 31 ue) de formação do complexo. Para o corante alaranjado de acridina, observou-se supressão predominantemente dinâmica, com alguma contribuição estática, tanto em metanol quanto em micela reversa. Os experimentos de fotopolimerização foram realizados utilizando o sistema alaranjado de acridina/BS em fase homogênea e em micela reversa de AOT. Resultados simulados indicaram que a fotoiniciação pode ser de 10 a 100 vezes mais eficiente em micela reversa do que em fase homogênea. O peso molecular do poliestireno, determinado por GPC, apresentou valor de 310.000 e polidispersividade de 2,1, para tempos de irradiação da ordem de 30 minutos. Também foi observada uma modificação no espectro UV-visível do corante fotoiniciador, indicando a formação de agregados induzidos pelo polímero formado. |
| publishDate |
1996 |
| dc.date.none.fl_str_mv |
1996-10-30 |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/doctoralThesis |
| format |
doctoralThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/75/75131/tde-12082025-101353/ |
| url |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/75/75131/tde-12082025-101353/ |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.relation.none.fl_str_mv |
|
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
Liberar o conteúdo para acesso público. info:eu-repo/semantics/openAccess |
| rights_invalid_str_mv |
Liberar o conteúdo para acesso público. |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
application/pdf |
| dc.coverage.none.fl_str_mv |
|
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP instname:Universidade de São Paulo (USP) instacron:USP |
| instname_str |
Universidade de São Paulo (USP) |
| instacron_str |
USP |
| institution |
USP |
| reponame_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| collection |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository.name.fl_str_mv |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP) |
| repository.mail.fl_str_mv |
virginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.br |
| _version_ |
1865492326204309504 |