Luto antecipatório e o comportamento familiar frente aos cuidados de fim de vida

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Cardoso, Aline Aparecida
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100141/tde-03122024-223247/
Resumo: A família diante de doença ameaçadora de vida em estágio avançado, enfrenta diversos dilemas ao se deparar com os cuidados e a proximidade da morte. Os cuidadores familiares podem vivenciar situações emocionais complexas, em virtude de reações e sentimentos de luto pré e pós-óbito, podendo também apresentar sintomas de ansiedade e depressão. Apesar da preparação para a morte estar associada a melhores resultados de enfrentamento à perda, o contexto envolve diversos comportamentos e componentes influenciadores, como a comunicação entre equipe, paciente e família, aspectos culturais, morais e sociais, de modelos de aprendizagem e repertório, constituindo recursos de enfrentamento estressores ou protetores. Este estudo teve como objetivo principal compreender a vivência do processo de luto antecipatório e os recursos de enfrentamento de familiares de pacientes em cuidados de fim de vida, por meio de pesquisa qualitativa, por meio de entrevistas individuais semi-estruturadas, com quatro participantes de instituição pública que oferta assistência em cuidados paliativos. Após a coleta de dados, foi utilizado o método de Análise de Conteúdo proposto por Laurence Bardin, com as seguintes categorias temáticas a) Compreensão acerca do adoecimento e morte; b) Vivência e demandas oriundas do cuidado: sentimentos e emoções; c) Luto antecipatório e a revivência de perdas anteriores; d) Estratégias de gerenciamento comportamental diante do contexto; e e) Comunicação e suporte assistencial frente à finitude, inferidas a partir da frequência e/ou ausência de respostas, com embasamento teórico da Análise do Comportamento. A pesquisa destacou o impacto emocional significativo desse período, marcado por tristeza, pesar e, ocasionalmente, esperança. Os cuidadores enfrentam constantes adaptações para equilibrar as demandas do cuidado com suas próprias necessidades, enquanto lidam com o reconhecimento da proximidade da morte. Estratégias como a manutenção de rotinas, a prática de atividades ocupacionais e suporte de animais de estimação, foram apontadas como formas eficazes de enfrentamento, assim como a presença do suporte social e espiritualidade. A comunicação aberta, tanto com o ente adoecido quanto com os profissionais de saúde, revelou-se essencial para preservar a autonomia do paciente e facilitar o processo de luto. O envolvimento do paciente nas decisões se mostraram fundamentais. O estudo também evidenciou os desafios enfrentados no acesso ao sistema de saúde, incluindo a burocracia e a demora em serviços essenciais, que intensificam o desgaste emocional das famílias. Apontou-se a necessidade de intervenções mais empáticas e personalizadas por parte dos profissionais, com espaço para acolher e apoiar as emoções dos familiares durante os cuidados de fim de vida
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Apesar da preparação para a morte estar associada a melhores resultados de enfrentamento à perda, o contexto envolve diversos comportamentos e componentes influenciadores, como a comunicação entre equipe, paciente e família, aspectos culturais, morais e sociais, de modelos de aprendizagem e repertório, constituindo recursos de enfrentamento estressores ou protetores. Este estudo teve como objetivo principal compreender a vivência do processo de luto antecipatório e os recursos de enfrentamento de familiares de pacientes em cuidados de fim de vida, por meio de pesquisa qualitativa, por meio de entrevistas individuais semi-estruturadas, com quatro participantes de instituição pública que oferta assistência em cuidados paliativos. 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Informal caregivers may experience complex emotional situations due to pre- and post-death grief reactions and feelings, potentially exhibiting symptoms of anxiety and depression. Although \"preparation for death\" is associated with better coping outcomes, the context involves various influencing behaviors and components such as communication among the healthcare team, patient, and family, as well as cultural, moral, and social aspects, learning models, and repertoire, which constitute stressor or protective coping resources. This study aimed to understand the experience of anticipatory grief and the coping resources of family members of patients in end-of-life care through qualitative research using semi-structured individual interviews with four participants from a public institution offering palliative care. Data were analyzed using Laurence Bardin\'s Content Analysis method, with the following thematic categories: a) Understanding of illness and death; b) Experience and demands of caregiving: feelings and emotions; c) Anticipatory grief and the reliving of previous losses; d) Behavioral management strategies in context; and e) Communication and support in the face of finitude, inferred from the frequency and/or absence of responses, based on Behavioral Analysis theory. The research highlighted the significant emotional impact of this period, marked by sadness, grief, and occasionally, hope. Caregivers face constant adjustments to balance the demands of caregiving with their own needs while coping with the awareness of the proximity of death. Strategies such as maintaining routines, engaging in occupational activities, and support from pets were identified as effective coping mechanisms, along with the presence of social support and spirituality. Open communication, both with the ill loved one and healthcare professionals, proved essential for preserving the patients autonomy and facilitating the grieving process. The involvement of the patient in decision-making was found to be fundamental. The study also underscored the challenges faced in accessing the healthcare system, including bureaucracy and delays in essential services, which exacerbate the emotional strain on families. It emphasized the need for more empathetic and personalized interventions by professionals, providing space to support and accommodate the emotions of family members during end-of-life careBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPGutierrez, Beatriz Aparecida OzelloCardoso, Aline Aparecida2024-10-03info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100141/tde-03122024-223247/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-03-21T11:36:02Zoai:teses.usp.br:tde-03122024-223247Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-03-21T11:36:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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