A aldeia dos mortos no sertão paulista

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Bairrão, Juliana Tiveron
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USP
Universidade de São Paulo
Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59142/tde-20022026-175328/
Resumo: No início do século 20, ocorreu um etnocídio da população Kaingang residente no Oeste do Estado de São Paulo, motivado por empreendimentos econômicos fomentados, sobretudo, pelo avanço da produção cafeeira e da construção da Estrada de Ferro Noroeste e da Estrada de Ferro Paulista. Com o objetivo de proceder a uma escuta das modalidades e estratégias de reafirmação étnica Kaingang no Oeste Paulista mediante uma etnografia do negativo fundamentada numa abordagem psicanalítica amparada em técnicas etnográficas, realizou-se uma pesquisa de campo no Território Indígena Icatu e no Território Indígena Vanuíre e foram registradas conversas informais com colonos estabelecidos na região. Esse método tem sido efetivo para dar ouvidos ao morto. Este enunciou-se em memórias dos nativos remanescentes, mas também em acontecimentos do dia a dia, fenômenos da natureza, arte cerâmica, sensações corporais, sonhos. Para escutá-lo, foi necessário analisar os lugares em que a pesquisadora foi situada em campo. Embora tradicionalmente haja uma concepção nativa a respeito do morto, percebeu-se que ela, além de ser a conservadora da identidade Kaingang, tem sido reformulada para salientar a presença dos antepassados nos seus descendentes. Apesar de tal transformação, as marcas do morto ainda inscrevem os nativos em sua cultura e restituem memórias traumáticas excluídas.
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