Regras distintas produzem resultados distintos: um estudo sobre as transferências intergovernamentais no Brasil
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8131/tde-22012025-093459/ |
Resumo: | Os efeitos das transferências intergovernamentais sobre as desigualdades territoriais são motivo de controvérsia nos estudos sobre o federalismo e as políticas públicas no Brasil. Este trabalho tem como objetivo investigar os efeitos das transferências intergovernamentais sobre a desigualdade de receita entre os estados e os municípios brasileiros. A partir de dados do SICONFI de 2013 a 2021, foram calculadas duas medidas de desigualdade: o coeficiente de Gini e a razão entre os extremos da distribuição, considerando a arrecadação própria, o acréscimo das transferências e a receita corrente total. Os resultados indicam que as transferências intergovernamentais reduzem a desigualdade de receita entre os estados e os municípios brasileiros em todo o período analisado. Para os estados, as transferências do Fundo de Participação dos Estados (FPE) são as maiores responsáveis pela redução da desigualdade, enquanto para os municípios, as transferências da educação apresentam um efeito mais significativo para a redução da desigualdade de receita, em comparação ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A magnitude da redução da desigualdade, no entanto, é distinta entre os dois níveis de governo: relativamente maior para os municípios do que para os estados. Argumenta-se que os resultados encontrados são devidos: i) ao estágio inicial de maior desigualdade entre os municípios; ii) à prevalência do critério populacional na repartição do FPE e do FPM, que produz distorções; iii) e à importância das regras das transferências da educação, que consideram critérios mais abrangentes sobre as necessidades e capacidades locais. Por fim, um modelo alternativo de transferências intergovernamentais é discutido a partir do exemplo adotado na Austrália, demonstrando possíveis caminhos para reformas futuras, ainda que limites claros sejam impostos |
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Regras distintas produzem resultados distintos: um estudo sobre as transferências intergovernamentais no BrasilDistinct rules produce distinct results: a study on intergovernmental grants in BrazilDesigualdadeFederalismo fiscalFiscal federalismFPEFPEFPMFPMInequalityIntergovernmental grantsRedistribuiçãoRedistributionTransferências intergovernamentaisOs efeitos das transferências intergovernamentais sobre as desigualdades territoriais são motivo de controvérsia nos estudos sobre o federalismo e as políticas públicas no Brasil. Este trabalho tem como objetivo investigar os efeitos das transferências intergovernamentais sobre a desigualdade de receita entre os estados e os municípios brasileiros. A partir de dados do SICONFI de 2013 a 2021, foram calculadas duas medidas de desigualdade: o coeficiente de Gini e a razão entre os extremos da distribuição, considerando a arrecadação própria, o acréscimo das transferências e a receita corrente total. Os resultados indicam que as transferências intergovernamentais reduzem a desigualdade de receita entre os estados e os municípios brasileiros em todo o período analisado. Para os estados, as transferências do Fundo de Participação dos Estados (FPE) são as maiores responsáveis pela redução da desigualdade, enquanto para os municípios, as transferências da educação apresentam um efeito mais significativo para a redução da desigualdade de receita, em comparação ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A magnitude da redução da desigualdade, no entanto, é distinta entre os dois níveis de governo: relativamente maior para os municípios do que para os estados. Argumenta-se que os resultados encontrados são devidos: i) ao estágio inicial de maior desigualdade entre os municípios; ii) à prevalência do critério populacional na repartição do FPE e do FPM, que produz distorções; iii) e à importância das regras das transferências da educação, que consideram critérios mais abrangentes sobre as necessidades e capacidades locais. Por fim, um modelo alternativo de transferências intergovernamentais é discutido a partir do exemplo adotado na Austrália, demonstrando possíveis caminhos para reformas futuras, ainda que limites claros sejam impostosThe effects of intergovernmental grants on territorial inequalities are a subject of controversy in studies on federalism and public policy in Brazil. This dissertation aims to investigate the effects of intergovernmental grants on revenue inequality between Brazilian states and municipalities. Using data from SICONFI from 2013 to 2021, two measures of inequality were calculated: the Gini coefficient and the ratio of the extremes of the distribution, considering own revenue, the addition of grants, and total current revenue. The results indicate that intergovernmental grants reduce revenue inequality between Brazilian states and municipalities throughout the period under analyses. In the case of states, grants from the States Participation Fund (FPE) are the main contributors to the reduction in inequality, while for municipalities, education grants have a more significant effect on reducing revenue inequality compared to the Municipal Participation Fund (FPM). However, the magnitude of the reduction in inequality is distinct between the two levels of government: relatively larger for municipalities than for states. It is argued that the observed results are due to: i) the initial stage of greater inequality among municipalities; ii) the prevalence of the population criterion in the distribution of FPE and FPM, which produces distortions; iii) and the importance of education grants rules, which consider broader criteria regarding local needs and capacities. Finally, an alternative model of intergovernmental transfers is discussed based on the example adopted in Australia, demonstrating possible paths for future reforms, although clear limits are imposedBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPArretche, Marta Teresa da SilvaAlcaraz, Gabriella Portela2024-10-04info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8131/tde-22012025-093459/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-01-22T11:42:02Zoai:teses.usp.br:tde-22012025-093459Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-01-22T11:42:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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