Análise de sintaxe complexa na demência de Alzheimer
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-17032025-174209/ |
Resumo: | A literatura acerca do Alzheimer é hegemônica ao apontar que um dos principais sintomas dessa demência é o progressivo acometimento da linguagem (Alegria, 2013). Nesta pesquisa, nosso foco recai sobre o acometimento sintático, mais especificamente sobre a produção de sentenças complexas por idosos portadores dessa demência. Autores como Noguchi (1997), Alegria (2013) e Pinto e Beilke (2008) apontam que o déficit sintático é um dos últimos campos linguísticos a ser afetado na demência, sendo conservado pela maior parte do curso demencial. Emery e Olga (2000) apontam para a produção de sintaxe atípica nessa doença, com emprego de sentenças sintaticamente mais simples, isto é, com alta incidência de sentenças descritivas ou no infinitivo, uso de recursividade estrutural sintática com conteúdo incorreto ou irrelevante, atribuições de papéis temáticos incorretas e baixo uso de sentenças situacionais e não situacionais. A partir de entrevistas e coleta de dados realizadas no Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (IPQ - USP) com idosos portadores de DA e idosos saudáveis, miramos analisar a produção de sintaxe nessa população. Ademais, a fim de aprofundar a discussão, hipotetizamos também que a perda da sintaxe nessa demência decorre no padrão inverso do de aquisição de linguagem, isto é, se estruturas sintáticas mais precocemente adquiridas seriam mais tardiamente perdidas, respeitando uma determinada ordem de complexidade. Obtivemos resultados que corroboram para a preservação de sintaxe simples, isto é, os idosos com DA produzem sentenças gramaticais e sintaticamente bem formadas, porém já é possível perceber, desde estágios iniciais, a perda do domínio da sintaxe complexa. Os dados levantados apontam para uma produção de ao menos 13% menor de sentenças complexas no grupo DA, quando comparado ao controle. Ademais, a sintaxe simples também demonstra um padrão no uso de estruturas sintáticas adquiridas mais cedo na infância: a fala dos idosos com DA demonstrou-se majoritariamente composta de verbos de ligação, estruturas adquiridas a partir do 1 ano de idade (Paula e Gonçalves, 2015) |
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Análise de sintaxe complexa na demência de AlzheimerComplex syntax analysis in Alzheimer\'s diseaseAlzheimer's diseaseComplex syntaxComprometimento de linguagemDemência de AlzheimerLanguage impairmentSintaxe complexaA literatura acerca do Alzheimer é hegemônica ao apontar que um dos principais sintomas dessa demência é o progressivo acometimento da linguagem (Alegria, 2013). Nesta pesquisa, nosso foco recai sobre o acometimento sintático, mais especificamente sobre a produção de sentenças complexas por idosos portadores dessa demência. Autores como Noguchi (1997), Alegria (2013) e Pinto e Beilke (2008) apontam que o déficit sintático é um dos últimos campos linguísticos a ser afetado na demência, sendo conservado pela maior parte do curso demencial. Emery e Olga (2000) apontam para a produção de sintaxe atípica nessa doença, com emprego de sentenças sintaticamente mais simples, isto é, com alta incidência de sentenças descritivas ou no infinitivo, uso de recursividade estrutural sintática com conteúdo incorreto ou irrelevante, atribuições de papéis temáticos incorretas e baixo uso de sentenças situacionais e não situacionais. A partir de entrevistas e coleta de dados realizadas no Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (IPQ - USP) com idosos portadores de DA e idosos saudáveis, miramos analisar a produção de sintaxe nessa população. Ademais, a fim de aprofundar a discussão, hipotetizamos também que a perda da sintaxe nessa demência decorre no padrão inverso do de aquisição de linguagem, isto é, se estruturas sintáticas mais precocemente adquiridas seriam mais tardiamente perdidas, respeitando uma determinada ordem de complexidade. Obtivemos resultados que corroboram para a preservação de sintaxe simples, isto é, os idosos com DA produzem sentenças gramaticais e sintaticamente bem formadas, porém já é possível perceber, desde estágios iniciais, a perda do domínio da sintaxe complexa. Os dados levantados apontam para uma produção de ao menos 13% menor de sentenças complexas no grupo DA, quando comparado ao controle. Ademais, a sintaxe simples também demonstra um padrão no uso de estruturas sintáticas adquiridas mais cedo na infância: a fala dos idosos com DA demonstrou-se majoritariamente composta de verbos de ligação, estruturas adquiridas a partir do 1 ano de idade (Paula e Gonçalves, 2015)The literature on Alzheimer\'s disease is predominantly clear in indicating that one of the main symptoms of this dementia is the progressive impairment of language (Alegria, 2013). In this research, our focus is on syntactic impairment, specifically on the production of complex sentences by elderly individuals with this dementia. Authors such as Noguchi (1997), Alegria (2013), and Pinto and Beilke (2008) point out that syntactic deficits are among the last linguistic domains to be affected in dementia, being preserved throughout most of the course of the disease. Emery and Olga (2000) highlight the production of atypical syntax in this disease, with the use of syntactically simpler sentences, that is, with a high incidence of descriptive or infinitive sentences, the use of structural syntactic recursion with incorrect or irrelevant content, incorrect attribution of thematic roles, and low use of situational and non-situational sentences. Through interviews and data collection conducted at the Institute of Psychiatry of the University of São Paulo (IPQ - USP) with elderly individuals with AD and healthy elderly individuals, we aimed to analyze syntax production in this population. Moreover, to deepen the discussion, we also hypothesized that the loss of syntax in this dementia follows the inverse pattern of language acquisition, meaning that syntactic structures acquired earlier would be lost later, respecting a certain order of complexity. Our results support the preservation of simple syntax, that is, elderly individuals with AD produce grammatically and syntactically well-formed sentences, but it is already possible to observe, even in the early stages, the loss of complex syntax. The data collected indicate a production of at least 13% fewer complex sentences in the AD group compared to the control. Furthermore, simple syntax also shows a pattern in the use of syntactic structures acquired earlier in childhood: the speech of elderly individuals with AD was predominantly composed of linking verbs and verbs in the infinitive, structures acquired from the age of 1 year (Paula and Gonçalves, 2015)Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBarbosa, Felipe VenâncioTerribile, Stela G2024-12-05info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-17032025-174209/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-06-13T20:08:57Zoai:teses.usp.br:tde-17032025-174209Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-06-13T20:08:57Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A literatura acerca do Alzheimer é hegemônica ao apontar que um dos principais sintomas dessa demência é o progressivo acometimento da linguagem (Alegria, 2013). Nesta pesquisa, nosso foco recai sobre o acometimento sintático, mais especificamente sobre a produção de sentenças complexas por idosos portadores dessa demência. Autores como Noguchi (1997), Alegria (2013) e Pinto e Beilke (2008) apontam que o déficit sintático é um dos últimos campos linguísticos a ser afetado na demência, sendo conservado pela maior parte do curso demencial. Emery e Olga (2000) apontam para a produção de sintaxe atípica nessa doença, com emprego de sentenças sintaticamente mais simples, isto é, com alta incidência de sentenças descritivas ou no infinitivo, uso de recursividade estrutural sintática com conteúdo incorreto ou irrelevante, atribuições de papéis temáticos incorretas e baixo uso de sentenças situacionais e não situacionais. A partir de entrevistas e coleta de dados realizadas no Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (IPQ - USP) com idosos portadores de DA e idosos saudáveis, miramos analisar a produção de sintaxe nessa população. Ademais, a fim de aprofundar a discussão, hipotetizamos também que a perda da sintaxe nessa demência decorre no padrão inverso do de aquisição de linguagem, isto é, se estruturas sintáticas mais precocemente adquiridas seriam mais tardiamente perdidas, respeitando uma determinada ordem de complexidade. Obtivemos resultados que corroboram para a preservação de sintaxe simples, isto é, os idosos com DA produzem sentenças gramaticais e sintaticamente bem formadas, porém já é possível perceber, desde estágios iniciais, a perda do domínio da sintaxe complexa. Os dados levantados apontam para uma produção de ao menos 13% menor de sentenças complexas no grupo DA, quando comparado ao controle. Ademais, a sintaxe simples também demonstra um padrão no uso de estruturas sintáticas adquiridas mais cedo na infância: a fala dos idosos com DA demonstrou-se majoritariamente composta de verbos de ligação, estruturas adquiridas a partir do 1 ano de idade (Paula e Gonçalves, 2015) |
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