Preditores do remodelamento reverso mantido em pacientes com insuficiência cardíaca
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-28082025-140134/ |
Resumo: | Introdução: Pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr) que atingem o remodelamento reverso (RR) podem experimentar uma nova queda na fração de ejeção (FE), e os preditores do RR mantido não são completamente compreendidos. Objetivos: Identificar preditores de remodelamento reverso mantido (RRM) em pacientes com ICFEr e avaliar seu prognóstico. Métodos: Estudo retrospectivo e observacional de coorte da vida real que avaliou pacientes com ICFEr e, pelo menos, dois ecocardiogramas consecutivos, divididos de acordo com a trajetória da fração de ejeção (FE) como RR negativo (RRN - pacientes com as três FE <40%), RR não mantido (RRNM - 2ª FE 40% e 3ª FE <40%) e RRM (2ª e 3ª FEVE40%). Resultados: Entre 8.072 pacientes com ICFEr avaliados, 3.628 foram incluídos na análise. O tempo médio entre o 1º e o 2º eco foi de 2,5 ±0,03 anos, enquanto entre o 2º e o 3º eco foi de 2,6 ±0,03 anos. Dentre estes, 1.342 (37%) pacientes apresentaram melhora na FE. Entre aqueles que alcançaram o RR, 310 (23%) não mantiveram e 1.032 (77%) mantiveram o RR. A sobrevida média após o 2º eco foi de 10,6 (±0,2) anos. O grupo RRM teve maior sobrevida (12,2 ±0,3 anos), seguido pelo RRNM (10,6 ±0,5) e RRN (9,8 ±0,2 anos), p<0,001. O modelo de regressão logística multivariada identificou 2ª FE (OR: 1,06 IC: 1,03-1,90. P<0,001), 2ª DSVE (OR:0,93 IC:0,90-0,96 P<0,001), 2º septo (OR:1,12 IC:1,03-1,23 P=0,012), pressão arterial sistólica (OR: 1,01 IC:1,00-1,02 P=0,014), NYHA I-II (OR:1,86 IC:1,27-2,74 P=0,001) e não uso de furosemida (OR: 1,87 IC:1,27-2,74 P<0,001) como preditores independentes associados à RRM. Conclusão: Aqueles pacientes que apresentaram maior ganho da FE e maior redução da DSVE, assim como maior espessura do septo, níveis pressóricos mais elevados, menor necessidade de diuréticos e manutenção da NYHA I/II são aqueles que têm maiores chances de manter a recuperação da função ventricular, além de apresentarem melhor prognóstico |
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Preditores do remodelamento reverso mantido em pacientes com insuficiência cardíacaPredictors of sustained reverse remodeling in patients with heart failureHeart failure with reduced ejection fractionInsuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzidaRemodelamento reversoRemodelamento reverso mantidoReverse remodelingSustained reverse remodelingIntrodução: Pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr) que atingem o remodelamento reverso (RR) podem experimentar uma nova queda na fração de ejeção (FE), e os preditores do RR mantido não são completamente compreendidos. Objetivos: Identificar preditores de remodelamento reverso mantido (RRM) em pacientes com ICFEr e avaliar seu prognóstico. Métodos: Estudo retrospectivo e observacional de coorte da vida real que avaliou pacientes com ICFEr e, pelo menos, dois ecocardiogramas consecutivos, divididos de acordo com a trajetória da fração de ejeção (FE) como RR negativo (RRN - pacientes com as três FE <40%), RR não mantido (RRNM - 2ª FE 40% e 3ª FE <40%) e RRM (2ª e 3ª FEVE40%). Resultados: Entre 8.072 pacientes com ICFEr avaliados, 3.628 foram incluídos na análise. O tempo médio entre o 1º e o 2º eco foi de 2,5 ±0,03 anos, enquanto entre o 2º e o 3º eco foi de 2,6 ±0,03 anos. Dentre estes, 1.342 (37%) pacientes apresentaram melhora na FE. Entre aqueles que alcançaram o RR, 310 (23%) não mantiveram e 1.032 (77%) mantiveram o RR. A sobrevida média após o 2º eco foi de 10,6 (±0,2) anos. O grupo RRM teve maior sobrevida (12,2 ±0,3 anos), seguido pelo RRNM (10,6 ±0,5) e RRN (9,8 ±0,2 anos), p<0,001. O modelo de regressão logística multivariada identificou 2ª FE (OR: 1,06 IC: 1,03-1,90. P<0,001), 2ª DSVE (OR:0,93 IC:0,90-0,96 P<0,001), 2º septo (OR:1,12 IC:1,03-1,23 P=0,012), pressão arterial sistólica (OR: 1,01 IC:1,00-1,02 P=0,014), NYHA I-II (OR:1,86 IC:1,27-2,74 P=0,001) e não uso de furosemida (OR: 1,87 IC:1,27-2,74 P<0,001) como preditores independentes associados à RRM. Conclusão: Aqueles pacientes que apresentaram maior ganho da FE e maior redução da DSVE, assim como maior espessura do septo, níveis pressóricos mais elevados, menor necessidade de diuréticos e manutenção da NYHA I/II são aqueles que têm maiores chances de manter a recuperação da função ventricular, além de apresentarem melhor prognósticoBackground: Patients with heart failure with reduced ejection fraction (HFrEF) who achieve reverse remodeling (RR) can experience a new drop on ejection fraction (EF), and predictors for sustained RR are not completely understood. Objectives: This study aimed to identify predictors of sustained reverse remodeling (SRR) in patients with HFrEF, after an increase in EF, and to evaluate its prognosis. Methods: Retrospective, observational study of real-life cohort which evaluated patients with HFrEF and, at least, two consecutive echocardiograms, divided according to left ventricle ejection fraction (LVEF) trajectory as negative RR (NRR - patients with all three LVEF <40%), non-sustained RR (NSRR - 2nd LVEF 40% and 3rd LVEF <40%), and SSR (2nd and 3rd LVEF40%). Results: Among 8072 HFrEF patients assessed, 3628 were included on the analysis. The average time between the 1st and 2nd echo was 2.5 ±0.03 years, while between the 2nd and 3rd echo was 2.6 ±0.03 years. A total of 1342 (37%) patients had an improve in EF. Among those who achieved RR, 310 (23%) did not sustain and 1032 (77%) sustained the RR. The mean survival after 2nd echo was 10.6 (±0.2) years. The SRR group had the longer survival (12.2 ±0.3 years), followed by NSRR (10.6 ±0.5) and NRR (9.8 ±0.2 years), with p<0.001. The logistic multivariate regression model identified 2nd LVEF (OR: 1.06 IC: 1.03-1.90. P<0.001), 2nd LVESD (OR:0.93 IC:0.90-0.96 P<0.001), 2nd IV septum thickness (OR:1.12 IC:1.03-1.23 P=0.012), systolic blood pressure (OR: 1.01 IC:1.00-1.02 P=0.014), NYHA I-II (OR:1.86 IC:1.27-2.74 P=0.001) and non-use of furosemide (OR:1.87 IC:1.27-2.74 P<0.001) as independent predictors associated with SRR. Conclusion: Those patients who showed a greater gain in LVEF and greater reduction in LVESD, besides septum thickness, higher blood pressure levels, less need for diuretics and maintaining NYHA I/II are those who have a best chance of maintaining recovery of ventricular function, in addition to presenting a better prognosisBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFerreira, Silvia Moreira AyubFurquim, Silas Ramos2025-02-05info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-28082025-140134/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-08-29T15:16:02Zoai:teses.usp.br:tde-28082025-140134Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-08-29T15:16:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução: Pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr) que atingem o remodelamento reverso (RR) podem experimentar uma nova queda na fração de ejeção (FE), e os preditores do RR mantido não são completamente compreendidos. Objetivos: Identificar preditores de remodelamento reverso mantido (RRM) em pacientes com ICFEr e avaliar seu prognóstico. Métodos: Estudo retrospectivo e observacional de coorte da vida real que avaliou pacientes com ICFEr e, pelo menos, dois ecocardiogramas consecutivos, divididos de acordo com a trajetória da fração de ejeção (FE) como RR negativo (RRN - pacientes com as três FE <40%), RR não mantido (RRNM - 2ª FE 40% e 3ª FE <40%) e RRM (2ª e 3ª FEVE40%). Resultados: Entre 8.072 pacientes com ICFEr avaliados, 3.628 foram incluídos na análise. O tempo médio entre o 1º e o 2º eco foi de 2,5 ±0,03 anos, enquanto entre o 2º e o 3º eco foi de 2,6 ±0,03 anos. Dentre estes, 1.342 (37%) pacientes apresentaram melhora na FE. Entre aqueles que alcançaram o RR, 310 (23%) não mantiveram e 1.032 (77%) mantiveram o RR. A sobrevida média após o 2º eco foi de 10,6 (±0,2) anos. O grupo RRM teve maior sobrevida (12,2 ±0,3 anos), seguido pelo RRNM (10,6 ±0,5) e RRN (9,8 ±0,2 anos), p<0,001. O modelo de regressão logística multivariada identificou 2ª FE (OR: 1,06 IC: 1,03-1,90. P<0,001), 2ª DSVE (OR:0,93 IC:0,90-0,96 P<0,001), 2º septo (OR:1,12 IC:1,03-1,23 P=0,012), pressão arterial sistólica (OR: 1,01 IC:1,00-1,02 P=0,014), NYHA I-II (OR:1,86 IC:1,27-2,74 P=0,001) e não uso de furosemida (OR: 1,87 IC:1,27-2,74 P<0,001) como preditores independentes associados à RRM. Conclusão: Aqueles pacientes que apresentaram maior ganho da FE e maior redução da DSVE, assim como maior espessura do septo, níveis pressóricos mais elevados, menor necessidade de diuréticos e manutenção da NYHA I/II são aqueles que têm maiores chances de manter a recuperação da função ventricular, além de apresentarem melhor prognóstico |
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