Cidades inteligentes e as políticas públicas de adaptação às mudanças climáticas: uma análise de quatro cidades latino-americanas em perspectiva comparada
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/101/101131/tde-04072024-180210/ |
Resumo: | As cidades são as unidades mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas e extremamente expostas aos eventos extremos, como ondas de calor e frio, secas e chuvas intensas, que geram deslizamentos de terra, enchentes e alagamentos. Assim, as políticas de adaptação tornam-se um imperativo para construção de comunidades mais resilientes e menos vulneráveis a essas consequências, principalmente nas cidades do Sul Global. Nesse panorama, nos últimos anos, um novo modelo de gestão urbana, as Cidades Inteligentes, propõe ser uma alternativa para as cidades que buscam lidar com os desafios do planejamento urbano, melhorar a qualidade de vida de seus habitantes, ao mesmo tempo em que se preparam para as consequências das mudanças climáticas, buscando soluções mais sustentáveis. No entanto, ainda não está claro se uma Cidade Inteligente é, necessariamente, mais planejada para enfrentar as mudanças climáticas. O trabalho, assim, procurou investigar a formulação de políticas de adaptação em Smart Cities e se existe alguma relação entre o nível de inteligência de uma cidade e a forma em que essas políticas são elaboradas, por meio de seus Planos de Ação Climática (PAC). Inicia-se com uma discussão sobre as políticas de adaptação na governança global climática e o papel das políticas públicas urbanas nessa área, em especial, as relacionadas às políticas de adaptação. Segue com uma revisão bibliográfica sobre o conceito de Cidades Inteligentes, explorando suas principais características, perspectivas e debates, e seu desenvolvimento na América Latina. Logo após, por meio de estudos de caso, é realizada uma análise comparativa da formulação e do conteúdo de políticas de adaptação, através dos PACs de quatro Cidades Inteligentes latino-americanas: Santiago, Buenos Aires, Medellín e Belo Horizonte. Com o desenvolvimento de um quadro analítico composto por 200 critérios, verificou-se que, ao menos no nível de formulação de políticas públicas, não existe uma relação direta entre nível de inteligência e um melhor planejamento para a adaptação às mudanças climáticas. Conclui-se também que por possuírem um PACs, as cidades latino-americanas já estão dando seus primeiros passos na construção de resiliência em suas comunidades, conhecem os riscos e vulnerabilidades, possuem uma estrutura de governança local, uma legislação que dá suporte ao plano, envolveram a comunidade e os principais atores na elaboração do plano, possuem propostas de adaptação em diversas frentes e incluíram as TICs, ainda que falhem em dar detalhes mais robustos sobre a implementação do programa e as fontes de financiamento. |
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Cidades inteligentes e as políticas públicas de adaptação às mudanças climáticas: uma análise de quatro cidades latino-americanas em perspectiva comparadaSmart cities and public policies for climate change adaptation: an analysis of four Latin American cities in comparative perspectiveAdaptação climáticaAmérica LatinaCidades inteligentesClimate action planningClimate adaptationLatin AmericaPlanos de ação climáticaPolíticas públicasPublic policySmart citiesAs cidades são as unidades mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas e extremamente expostas aos eventos extremos, como ondas de calor e frio, secas e chuvas intensas, que geram deslizamentos de terra, enchentes e alagamentos. Assim, as políticas de adaptação tornam-se um imperativo para construção de comunidades mais resilientes e menos vulneráveis a essas consequências, principalmente nas cidades do Sul Global. Nesse panorama, nos últimos anos, um novo modelo de gestão urbana, as Cidades Inteligentes, propõe ser uma alternativa para as cidades que buscam lidar com os desafios do planejamento urbano, melhorar a qualidade de vida de seus habitantes, ao mesmo tempo em que se preparam para as consequências das mudanças climáticas, buscando soluções mais sustentáveis. No entanto, ainda não está claro se uma Cidade Inteligente é, necessariamente, mais planejada para enfrentar as mudanças climáticas. O trabalho, assim, procurou investigar a formulação de políticas de adaptação em Smart Cities e se existe alguma relação entre o nível de inteligência de uma cidade e a forma em que essas políticas são elaboradas, por meio de seus Planos de Ação Climática (PAC). Inicia-se com uma discussão sobre as políticas de adaptação na governança global climática e o papel das políticas públicas urbanas nessa área, em especial, as relacionadas às políticas de adaptação. Segue com uma revisão bibliográfica sobre o conceito de Cidades Inteligentes, explorando suas principais características, perspectivas e debates, e seu desenvolvimento na América Latina. Logo após, por meio de estudos de caso, é realizada uma análise comparativa da formulação e do conteúdo de políticas de adaptação, através dos PACs de quatro Cidades Inteligentes latino-americanas: Santiago, Buenos Aires, Medellín e Belo Horizonte. Com o desenvolvimento de um quadro analítico composto por 200 critérios, verificou-se que, ao menos no nível de formulação de políticas públicas, não existe uma relação direta entre nível de inteligência e um melhor planejamento para a adaptação às mudanças climáticas. Conclui-se também que por possuírem um PACs, as cidades latino-americanas já estão dando seus primeiros passos na construção de resiliência em suas comunidades, conhecem os riscos e vulnerabilidades, possuem uma estrutura de governança local, uma legislação que dá suporte ao plano, envolveram a comunidade e os principais atores na elaboração do plano, possuem propostas de adaptação em diversas frentes e incluíram as TICs, ainda que falhem em dar detalhes mais robustos sobre a implementação do programa e as fontes de financiamento.Cities are the most vulnerable units to the effects of climate change and extremely exposed to extreme events such as heatwaves and cold spells, droughts, and heavy rainfall, leading to landslides, storms, droughts, and floods. Thus, adaptation policies become imperative for the construction of more resilient and less vulnerable communities to these consequences, especially in cities from the Global South. In this context, in recent years, a new model of urban management, Smart Cities, proposes to be an alternative for cities seeking to address the challenges of urban planning, improve the quality of life for their residents, while also preparing for the consequences of climate change, seeking more sustainable solutions. However, it is still unclear whether a Smart City is better planned for the impacts of climate change. Therefore, this study sought to investigate the formulation of adaptation policies in Smart Cities and whether there is any relationship between the level of intelligence of a city and how these policies are being developed, by analyzing Climate Action Plans (CAPs). It begins with a discussion of adaptation policies in global climate governance and the role of urban public policies in the climate arena, particularly those related to adaptation policies. It continues with a literature review on the concept of Smart Cities, exploring their key features, perspectives, and debates, as well as their development in Latin America. Subsequently, through case studies, a comparative analysis of the formulation stage of adaptation policies is carried out, using the CAPs of four Latin American Smart Cities: Santiago, Buenos Aires, Medellín and Belo Horizonte. With the development of an analytical framework consisting of 200 criteria, it was found that, at least at the level of public policy formulation, there is no direct relationship between the level of intelligence and greater adaptation and preparedness for climate change. It is also concluded that Latin American cities are already taking their first steps towards building resilience in their communities through the development of Climate Action Plans. They are aware of the risks and vulnerabilities, have a local governance structure, legislation that supports the plan, have involved the community and key stakeholders in plan development, have adaptation proposals on various fronts, and include ICTs, even though they may lack detailed information about program implementation and sources of funding.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPVeiga, João Paulo CandiaDias, Sabrina Melchiades2024-05-21info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/101/101131/tde-04072024-180210/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-08-19T20:21:02Zoai:teses.usp.br:tde-04072024-180210Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-08-19T20:21:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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As cidades são as unidades mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas e extremamente expostas aos eventos extremos, como ondas de calor e frio, secas e chuvas intensas, que geram deslizamentos de terra, enchentes e alagamentos. Assim, as políticas de adaptação tornam-se um imperativo para construção de comunidades mais resilientes e menos vulneráveis a essas consequências, principalmente nas cidades do Sul Global. Nesse panorama, nos últimos anos, um novo modelo de gestão urbana, as Cidades Inteligentes, propõe ser uma alternativa para as cidades que buscam lidar com os desafios do planejamento urbano, melhorar a qualidade de vida de seus habitantes, ao mesmo tempo em que se preparam para as consequências das mudanças climáticas, buscando soluções mais sustentáveis. No entanto, ainda não está claro se uma Cidade Inteligente é, necessariamente, mais planejada para enfrentar as mudanças climáticas. O trabalho, assim, procurou investigar a formulação de políticas de adaptação em Smart Cities e se existe alguma relação entre o nível de inteligência de uma cidade e a forma em que essas políticas são elaboradas, por meio de seus Planos de Ação Climática (PAC). Inicia-se com uma discussão sobre as políticas de adaptação na governança global climática e o papel das políticas públicas urbanas nessa área, em especial, as relacionadas às políticas de adaptação. Segue com uma revisão bibliográfica sobre o conceito de Cidades Inteligentes, explorando suas principais características, perspectivas e debates, e seu desenvolvimento na América Latina. Logo após, por meio de estudos de caso, é realizada uma análise comparativa da formulação e do conteúdo de políticas de adaptação, através dos PACs de quatro Cidades Inteligentes latino-americanas: Santiago, Buenos Aires, Medellín e Belo Horizonte. Com o desenvolvimento de um quadro analítico composto por 200 critérios, verificou-se que, ao menos no nível de formulação de políticas públicas, não existe uma relação direta entre nível de inteligência e um melhor planejamento para a adaptação às mudanças climáticas. Conclui-se também que por possuírem um PACs, as cidades latino-americanas já estão dando seus primeiros passos na construção de resiliência em suas comunidades, conhecem os riscos e vulnerabilidades, possuem uma estrutura de governança local, uma legislação que dá suporte ao plano, envolveram a comunidade e os principais atores na elaboração do plano, possuem propostas de adaptação em diversas frentes e incluíram as TICs, ainda que falhem em dar detalhes mais robustos sobre a implementação do programa e as fontes de financiamento. |
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