Modulação Autonômica de pessoas com ataxia durante tarefa em ambientes real e virtual

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Martinez, Juliana Perez
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100139/tde-28082024-153245/
Resumo: Introdução: Ataxias são doenças neurodegenerativas que afetam o controle motor e a coordenação. As ataxias espinocerebelares (AEC) e a ataxia de Friedreich (FDR) são subtipos hereditários que resultam em disfunções motoras e autonômicas. O estudo da variabilidade da frequência cardíaca (VFC) é uma ferramenta útil para avaliar a função autonômica em pacientes com ataxia. Objetivos: Este estudo visa analisar a resposta autonômica, através da VFC, de indivíduos com AEC e FDR enquanto realizam tarefas em ambientes reais e virtuais e comparar com indivíduos do grupo controle (GC). Métodos: Foi conduzido um ensaio clínico transversal com 32 participantes divididos em três grupos: AEC (n=12), FDR (n=4) e controle (n=16). Os participantes realizaram tarefas em ambientes real e virtual, e a VFC foi medida usando monitores cardíacos. Os índices de VFC analisados incluíram parâmetros de domínio do tempo (Mean HR, Mean RR, SDNN, RMSSD, PNN50) e domínio da frequência (LF, HF, LF/HF). Resultados: Os resultados mostraram que o grupo FDR apresentou um índice LF/HF significativamente mais elevado durante tarefas virtuais em comparação com os momentos de repouso (M=2.8, p=0.005) e tarefas reais (M=2.8, p=0.004), indicando maior atividade simpática. Para o GAEC, a diferença entre os ambientes real e virtual não foi tão pronunciada. O GAEC exibiu um maior índice de estresse (M=22.0) em comparação aos grupos controle (M=14.4, p=0.025) e FDR (M=12.0, p=0.048). Estes resultados refletem a disfunção autonômica comum nas ataxias espinocerebelares. Conclusão: Este estudo destaca a importância de abordagens personalizadas na reabilitação de pacientes com ataxia, especialmente com o uso de realidade virtual (RV). A maior resposta simpática observada no grupo FDR durante tarefas virtuais sugere a necessidade de intervenções específicas para gerenciar a carga autonômica. Embora a RV seja promissora, a monitorização cuidadosa é crucial para evitar sobrecargas autonômicas. A pesquisa futura deve explorar intervenções que melhorem tanto a função motora quanto o equilíbrio autonômico, visando uma melhor qualidade de vida para os pacientes com ataxia.
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Métodos: Foi conduzido um ensaio clínico transversal com 32 participantes divididos em três grupos: AEC (n=12), FDR (n=4) e controle (n=16). Os participantes realizaram tarefas em ambientes real e virtual, e a VFC foi medida usando monitores cardíacos. Os índices de VFC analisados incluíram parâmetros de domínio do tempo (Mean HR, Mean RR, SDNN, RMSSD, PNN50) e domínio da frequência (LF, HF, LF/HF). Resultados: Os resultados mostraram que o grupo FDR apresentou um índice LF/HF significativamente mais elevado durante tarefas virtuais em comparação com os momentos de repouso (M=2.8, p=0.005) e tarefas reais (M=2.8, p=0.004), indicando maior atividade simpática. Para o GAEC, a diferença entre os ambientes real e virtual não foi tão pronunciada. O GAEC exibiu um maior índice de estresse (M=22.0) em comparação aos grupos controle (M=14.4, p=0.025) e FDR (M=12.0, p=0.048). Estes resultados refletem a disfunção autonômica comum nas ataxias espinocerebelares. Conclusão: Este estudo destaca a importância de abordagens personalizadas na reabilitação de pacientes com ataxia, especialmente com o uso de realidade virtual (RV). A maior resposta simpática observada no grupo FDR durante tarefas virtuais sugere a necessidade de intervenções específicas para gerenciar a carga autonômica. Embora a RV seja promissora, a monitorização cuidadosa é crucial para evitar sobrecargas autonômicas. A pesquisa futura deve explorar intervenções que melhorem tanto a função motora quanto o equilíbrio autonômico, visando uma melhor qualidade de vida para os pacientes com ataxia.Introduction: Ataxias are neurodegenerative diseases that affect motor control and coordination. Spinocerebellar ataxias (SCA) and Friedreich\'s ataxia (FRDA) are hereditary subtypes resulting in both motor and autonomic dysfunctions. The study of heart rate variability (HRV) is a useful tool to evaluate autonomic function in patients with ataxia. Objectives: This study aims to analyse the autonomic response, through HRV, of individuals with SCA and FRDA while performing tasks in real and virtual environments and compare them with a control group (CG). Methods: A cross-sectional clinical trial was conducted with 32 participants divided into three groups: SCA (n=12), FRDA (n=4), and control (n=16). Participants performed tasks in real and virtual environments, and HRV was measured using heart rate monitors. HRV indices analysed included time-domain parameters (Mean HR, Mean RR, SDNN, RMSSD, PNN50) and frequency-domain parameters (LF, HF, LF/HF). Results: The results showed that the FRDA group had a significantly higher LF/HF ratio during virtual tasks compared to rest (M=2.8, p=0.005) and real tasks (M=2.8, p=0.004), indicating higher sympathetic activity. For the SCA group, the difference between real and virtual environments was not as pronounced. The SCA group exhibited a higher stress index (M=22.0) compared to the control group (M=14.4, p=0.025) and the FRDA group (M=12.0, p=0.048). These results reflect the common autonomic dysfunction in spinocerebellar ataxias. Conclusion: This study highlights the importance of personalized approaches in the rehabilitation of ataxia patients, especially with the use of virtual reality (VR). The higher sympathetic response observed in the FRDA group during virtual tasks suggests the need for specific interventions to manage autonomic load. While VR is promising, careful monitoring is crucial to avoid autonomic overload. Future research should explore interventions that improve both motor function and autonomic balance, aiming for better quality of life for ataxia patients.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMagalhães, Fernando HenriqueMartinez, Juliana Perez2024-06-20info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100139/tde-28082024-153245/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-08-18T15:57:02Zoai:teses.usp.br:tde-28082024-153245Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-08-18T15:57:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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