Influência das variantes do SARS-CoV-2 nos desfechos maternos de gestantes e puérperas vacinadas para COVID-19

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Tintori, Janaina Aparecida
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17145/tde-20022025-102650/
Resumo: Objetivo: Comparar os efeitos das variantes da COVID-19 e seus desfechos na população obstétrica vacinada. Métodos: Trata-se de um estudo de coorte retrospectivo de casos notificados no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe que registra todos os casos de internação e óbito por infecção respiratória aguda grave em hospitais públicos e particulares do Brasil. No período de fevereiro de 2020 a março de 2022. O estudo analisou dados de mulheres grávidas e puérperas que foram hospitalizadas com diagnóstico confirmado de COVID-19 e registro de situação vacinal e evolução da doença completos. Resultados: Foram identificadas 22.049 mulheres hospitalizadas devido agravamento do quadro de COVID-19 no ciclo gravídico-puerperal, destas, 81,3% estavam grávidas e o terceiro trimestre foi o período gestacional de maior complexidade. A VOC de maior hospitalização para a população obstétrica no período analisado foi a Gama com 46,0% das mulheres contaminadas, e também a mais letal, totalizando 54,3% das mortes maternas. Durante a circulação das variantes de preocupação (VOC) Gama e Delta o grupo não vacinadas (OR 1,76 - OR 2,06) e vacinadas (OR 1,21 - OR 1,26) respectivamente, mostrou que independentemente da vacinação houve aumento de chances de admissão em UTI. As mulheres dessa população que estavam vacinadas na VOC Gama e Delta ficaram protegidas para o desfecho óbito (OR 0,88 - OR 0,36). Conclusão: Esses resultados sugerem que as vacinas efetivamente reduzem os danos adversos de morbimortalidade na população obstétrica, especialmente nas VOC de maior potencial de risco, incluindo internação em UTI, necessidade de intubação orotraqueal e óbito.
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