Incidência de reinfecção por SARS-CoV-2 em doadores de sangue dos estados de Amazonas e São Paulo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Oliveira, Monike Aparecida Matos de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5134/tde-09102025-152338/
Resumo: Objetivos: A presente dissertação avaliou a incidência de reinfecção por SARS-CoV-2 no período pós-vacinal em uma coorte prospectiva de doadores de sangue, provenientes dos estados de Amazonas e São Paulo, Brasil. Materiais e métodos: Os exames de anticorpos imunoglobulina anti-nucleocapsídeo (IgG anti-N) realizados pelos hemocentros no ano de 2020 foram utilizados para identificar infecção prévia por SARS-CoV-2 nos doadores de sangue e dividi-los em dois grupos, infecção prévia (n=386) e sem infecção prévia (n=111). Entre março de 2021 e janeiro de 2022, os doadores foram acompanhados por um período de seis meses, com a realização de exames de IgG anti-N e RT-PCR em tempo real a cada dois meses, para determinar a incidência de reinfecção por SARS-CoV-2. Relatos de sintomas e status vacinal também foram coletados. Resultados: A maior parte da coorte (93,6%) recebeu pelo menos uma dose da vacina contra COVID-19. A incidência de reinfecção por SARS-CoV-2 foi de 1,39 por 100 pessoas-mês (95% IC: 0,90 2,06) no grupo infecção prévia, enquanto que a incidência de infecção nova no grupo sem infecção prévia foi 2,68 por 100 pessoas-mês (95% IC: 1,28 - 4,93). O risco relativo de reinfecção em comparação com doadores sem infecção prévia não apresentou associação significativa (0,52 - 95% IC: 0,25 - 1,13). Entretanto, a infecção prévia aumentou significativamente a probabilidade de permanecer não infectado (Log-rank: p= 0,009). A maioria das reinfecções foi assintomática (84%) e aconteceu após a vacinação, durante as ondas de Delta e Omicron. A soroprevalência de IgG anti-N diminuiu para o grupo infecção prévia (35,5% na baseline para 22,5% após 6 meses, p=0,003). Conclusão: Apesar de não haver diferença significativa no risco relativo, doadores com infecção prévia apresentaram menor incidência de infecção por SARS-COV-2 e uma maior probabilidade de permanecerem não infectados. Os casos assintomáticos após a vacinação podem apresentar um risco de transmissão para indivíduos imunocomprometidos e eclosão de novos surtos. Recomenda-se a prevenção contínua, vigilância genômica e programas de reforço da vacina contra as variantes emergentes.
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Entre março de 2021 e janeiro de 2022, os doadores foram acompanhados por um período de seis meses, com a realização de exames de IgG anti-N e RT-PCR em tempo real a cada dois meses, para determinar a incidência de reinfecção por SARS-CoV-2. Relatos de sintomas e status vacinal também foram coletados. Resultados: A maior parte da coorte (93,6%) recebeu pelo menos uma dose da vacina contra COVID-19. A incidência de reinfecção por SARS-CoV-2 foi de 1,39 por 100 pessoas-mês (95% IC: 0,90 2,06) no grupo infecção prévia, enquanto que a incidência de infecção nova no grupo sem infecção prévia foi 2,68 por 100 pessoas-mês (95% IC: 1,28 - 4,93). O risco relativo de reinfecção em comparação com doadores sem infecção prévia não apresentou associação significativa (0,52 - 95% IC: 0,25 - 1,13). Entretanto, a infecção prévia aumentou significativamente a probabilidade de permanecer não infectado (Log-rank: p= 0,009). A maioria das reinfecções foi assintomática (84%) e aconteceu após a vacinação, durante as ondas de Delta e Omicron. A soroprevalência de IgG anti-N diminuiu para o grupo infecção prévia (35,5% na baseline para 22,5% após 6 meses, p=0,003). Conclusão: Apesar de não haver diferença significativa no risco relativo, doadores com infecção prévia apresentaram menor incidência de infecção por SARS-COV-2 e uma maior probabilidade de permanecerem não infectados. Os casos assintomáticos após a vacinação podem apresentar um risco de transmissão para indivíduos imunocomprometidos e eclosão de novos surtos. Recomenda-se a prevenção contínua, vigilância genômica e programas de reforço da vacina contra as variantes emergentes.Objectives: This dissertation evaluated the incidence of SARS-CoV-2 reinfection in the post-vaccination period, in a prospective cohort of blood donors from the states of Amazonas and Sao Paulo, Brazil. Materials and methods: The immunoglobulin anti-nucleocapsid (IgG anti-N) antibody tests carried out by blood centers in 2020 were used to identify previous SARS-CoV-2 infection in blood donors and divide them into two groups, prior infection (n=386) and without prior infection (n=111). Between March 2021 and January 2022, donors were followed up for a period of six months, with IgG anti-N and real-time RT-PCR tests performed every two months to determine the incidence of SARS-CoV-2 reinfection. Reports of symptoms and vaccination status were also collected. Results: Most of the cohort (93.6%) received at least one COVID-19 vaccine dose. SARS-CoV-2 reinfection incidence was 1.39 per 100 person-months (95% CI: 0.90 2.06) in the prior infection group, while new infections in those without prior infection were 2.68 per 100 person-months (95% CI: 1.28 - 4.93). The incidence risk ratio (IRR) showed no significant association (0.52 - 95% CI: 0.25 - 1.13). However, prior infection significantly increased the probability of remaining uninfected (Log-rank: p=0.009). Most reinfections were asymptomatic (84%) and occurred after vaccination, during the Delta and Omicron waves. IgG anti-N seroprevalence decreased for the prior infection group (35.5% at baseline to 22.5% after 6 months, p=0.003). Conclusion: Despite no significant IRR difference, donors with prior infection had a lower incidence of SARS-CoV-2 infection and a higher likelihood of remaining uninfected. Asymptomatic cases post-vaccination may still transmit to immunocompromised individuals, risking new outbreaks. Ongoing prevention, genomic surveillance, and booster vaccination programs against emerging variants are recommended.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSilva, Cecília Salete Alencar daOliveira, Monike Aparecida Matos de2025-05-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5134/tde-09102025-152338/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-10T11:55:02Zoai:teses.usp.br:tde-09102025-152338Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-10T11:55:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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