Cinética das reações da etapa de deslignificação principal de polpação sulfato de eucalipto.
| Ano de defesa: | 1985 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3137/tde-19092025-143831/ |
Resumo: | Para determinar a variação dos constituintes da madeira de eucalipto, quando submetida à polpação sulfato, procedeu-se a duas séries de experimentos: na primeira, variaram-se o tempo (0, 25, 50, 75 e 100 minutos) e a temperatura (80, 140, 150, 160, 165 e 170°C) do cozimento, mantendo constantes a velocidade de aquecimento (2°C/min), o álcali ativo do licor (14 em Na20), a sulfidez (25%) e a relação entre licor e madeira (4:1); na segunda série de experimentos variaram-se, além do tempo e da temperatura, também a velocidade de aquecimento. Os resultados obtidos permitiram concluir que em cozimentos a 160, 165 e 170°C, obtêm-se, após 120 minutos, pastas celulósicas num rendimento de 48 a 50%. Em comparação aos cozimentos a 170°C, os realizados a 165°C fornecem pastas com o mesmo teor de lignina remanescente, porém, num rendimento ligeiramente superior, devido a maior preservação de carboidratos. A velocidade de aquecimento afeta o rendimento e a quantidade de lignina remanescente. A 170°C, uma maior velocidade de aquecimento conduz a pastas com rendimento mais elevado e mesmo teor de lignina total. Pode-se distinguir os três estágios de deslignificação. No estágio inicial, são dissolvidos 13% de lignina e 17% de carboidratos, enquanto que no estágio principal, que se inicia ao nível de 140°C, 83% de lignina, são dissolvidos, ao lado de, somente, 16% de carboidratos; no estágio final, acentua-se a decomposição de carboidratos. A lignina total é diretamente proporcional ao rendimento, e à concentração de álcali efetivo no licor. As reações, que caracterizam a deslignificação principal, podem ser consideradas homogêneas, de primeira ordem em relação à lignina total, de ordem 0,5 em relação ao álcali efetivo e 2,5, em relação ao íon sulfeto. O modelo cinético que se ajusta aosdados experimentais admite duas reações simultâneas, das quais uma depende somente da concentração de lignina e a outra, ainda das concentrações do álcali efeito e do sulfeto. As duas constantes de velocidade destas reações apresentam um máximo relativo a 160°C. Acima desta temperatura devem ocorrer outras reações que afetam a velocidade global. |
| id |
USP_303577ecb6fa736259b1b1f2bd6bc35e |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:teses.usp.br:tde-19092025-143831 |
| network_acronym_str |
USP |
| network_name_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Cinética das reações da etapa de deslignificação principal de polpação sulfato de eucalipto.Untitled in englishChemical kineticsCinética químicaEucaliptoEucalyptusPara determinar a variação dos constituintes da madeira de eucalipto, quando submetida à polpação sulfato, procedeu-se a duas séries de experimentos: na primeira, variaram-se o tempo (0, 25, 50, 75 e 100 minutos) e a temperatura (80, 140, 150, 160, 165 e 170°C) do cozimento, mantendo constantes a velocidade de aquecimento (2°C/min), o álcali ativo do licor (14 em Na20), a sulfidez (25%) e a relação entre licor e madeira (4:1); na segunda série de experimentos variaram-se, além do tempo e da temperatura, também a velocidade de aquecimento. Os resultados obtidos permitiram concluir que em cozimentos a 160, 165 e 170°C, obtêm-se, após 120 minutos, pastas celulósicas num rendimento de 48 a 50%. Em comparação aos cozimentos a 170°C, os realizados a 165°C fornecem pastas com o mesmo teor de lignina remanescente, porém, num rendimento ligeiramente superior, devido a maior preservação de carboidratos. A velocidade de aquecimento afeta o rendimento e a quantidade de lignina remanescente. A 170°C, uma maior velocidade de aquecimento conduz a pastas com rendimento mais elevado e mesmo teor de lignina total. Pode-se distinguir os três estágios de deslignificação. No estágio inicial, são dissolvidos 13% de lignina e 17% de carboidratos, enquanto que no estágio principal, que se inicia ao nível de 140°C, 83% de lignina, são dissolvidos, ao lado de, somente, 16% de carboidratos; no estágio final, acentua-se a decomposição de carboidratos. A lignina total é diretamente proporcional ao rendimento, e à concentração de álcali efetivo no licor. As reações, que caracterizam a deslignificação principal, podem ser consideradas homogêneas, de primeira ordem em relação à lignina total, de ordem 0,5 em relação ao álcali efetivo e 2,5, em relação ao íon sulfeto. O modelo cinético que se ajusta aosdados experimentais admite duas reações simultâneas, das quais uma depende somente da concentração de lignina e a outra, ainda das concentrações do álcali efeito e do sulfeto. As duas constantes de velocidade destas reações apresentam um máximo relativo a 160°C. Acima desta temperatura devem ocorrer outras reações que afetam a velocidade global.In order to determine how Eucalyptus Wood components vary during sulfate pulping, two set of experiments were carried: in the first were varied the cooking time (o, 25, 50, 75, 100 minutes) and the temperature (80,140, 150, 155, 160, 165, 170°C), being kept Constant the heating rate (2°C/min), the active alkali (14% as Na20) and sulfidity (25%) in the liquor as well as the liquor to Wood ratio (4:1); in the second set, cooking time and temperature and, also, the heating rate were varied. The results allow to conclude that it is possible to obtain a 48 to 50% yield by pulping at 160, 165 or 170°C during not less than 120 minutes. In comparison to pulps obtained at 170°C, those at 165°C, show the same residual lignin content and a slightly higher yield owing to a better preservation of carbohydrates. The heating rate affects the yield and the pulp residual lignin content. At 170°C, higher rate of heating leads to pulps with higher yield, but the same total residual lignin content. The three delignification phases were distinguished; in the initial one, 13% of the lignin and 17% of the carbohydrates are dissolved; in the bulk phase, that begins at 140°C, 83% of the lignin are dossilved and only 16% of carbohydrates; carbohydrate degradation is enhanced in the residual phase. Total lignin is directly proportional to the yield and the active alkali concentration. The bulk phase delignification reactions can be considered homogeneous ando f the first order with respect to toal lignin ando f the order of 0,5 with respect to effective alkali and 2,5 with respect to sulfite íon. The kinetic model that fits well to the experimental data assumes two simultaneous reactions, of which one depends only on the lignin concentration and the other, also on that of which one depends only on the lignin concentration and the other, also on that of effective alkali and sulfide. The rate constants of the wood reactions present relative máxima at 160°C. At higher temperature other reactions are likely to occur which lower the total reaction rate.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPAssumpcao, Rosely Maria ViegasBugajer, Silvia1985-05-29info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3137/tde-19092025-143831/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-09-19T17:45:02Zoai:teses.usp.br:tde-19092025-143831Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-09-19T17:45:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
| dc.title.none.fl_str_mv |
Cinética das reações da etapa de deslignificação principal de polpação sulfato de eucalipto. Untitled in english |
| title |
Cinética das reações da etapa de deslignificação principal de polpação sulfato de eucalipto. |
| spellingShingle |
Cinética das reações da etapa de deslignificação principal de polpação sulfato de eucalipto. Bugajer, Silvia Chemical kinetics Cinética química Eucalipto Eucalyptus |
| title_short |
Cinética das reações da etapa de deslignificação principal de polpação sulfato de eucalipto. |
| title_full |
Cinética das reações da etapa de deslignificação principal de polpação sulfato de eucalipto. |
| title_fullStr |
Cinética das reações da etapa de deslignificação principal de polpação sulfato de eucalipto. |
| title_full_unstemmed |
Cinética das reações da etapa de deslignificação principal de polpação sulfato de eucalipto. |
| title_sort |
Cinética das reações da etapa de deslignificação principal de polpação sulfato de eucalipto. |
| author |
Bugajer, Silvia |
| author_facet |
Bugajer, Silvia |
| author_role |
author |
| dc.contributor.none.fl_str_mv |
Assumpcao, Rosely Maria Viegas |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Bugajer, Silvia |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Chemical kinetics Cinética química Eucalipto Eucalyptus |
| topic |
Chemical kinetics Cinética química Eucalipto Eucalyptus |
| description |
Para determinar a variação dos constituintes da madeira de eucalipto, quando submetida à polpação sulfato, procedeu-se a duas séries de experimentos: na primeira, variaram-se o tempo (0, 25, 50, 75 e 100 minutos) e a temperatura (80, 140, 150, 160, 165 e 170°C) do cozimento, mantendo constantes a velocidade de aquecimento (2°C/min), o álcali ativo do licor (14 em Na20), a sulfidez (25%) e a relação entre licor e madeira (4:1); na segunda série de experimentos variaram-se, além do tempo e da temperatura, também a velocidade de aquecimento. Os resultados obtidos permitiram concluir que em cozimentos a 160, 165 e 170°C, obtêm-se, após 120 minutos, pastas celulósicas num rendimento de 48 a 50%. Em comparação aos cozimentos a 170°C, os realizados a 165°C fornecem pastas com o mesmo teor de lignina remanescente, porém, num rendimento ligeiramente superior, devido a maior preservação de carboidratos. A velocidade de aquecimento afeta o rendimento e a quantidade de lignina remanescente. A 170°C, uma maior velocidade de aquecimento conduz a pastas com rendimento mais elevado e mesmo teor de lignina total. Pode-se distinguir os três estágios de deslignificação. No estágio inicial, são dissolvidos 13% de lignina e 17% de carboidratos, enquanto que no estágio principal, que se inicia ao nível de 140°C, 83% de lignina, são dissolvidos, ao lado de, somente, 16% de carboidratos; no estágio final, acentua-se a decomposição de carboidratos. A lignina total é diretamente proporcional ao rendimento, e à concentração de álcali efetivo no licor. As reações, que caracterizam a deslignificação principal, podem ser consideradas homogêneas, de primeira ordem em relação à lignina total, de ordem 0,5 em relação ao álcali efetivo e 2,5, em relação ao íon sulfeto. O modelo cinético que se ajusta aosdados experimentais admite duas reações simultâneas, das quais uma depende somente da concentração de lignina e a outra, ainda das concentrações do álcali efeito e do sulfeto. As duas constantes de velocidade destas reações apresentam um máximo relativo a 160°C. Acima desta temperatura devem ocorrer outras reações que afetam a velocidade global. |
| publishDate |
1985 |
| dc.date.none.fl_str_mv |
1985-05-29 |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/doctoralThesis |
| format |
doctoralThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3137/tde-19092025-143831/ |
| url |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3137/tde-19092025-143831/ |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.relation.none.fl_str_mv |
|
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
Liberar o conteúdo para acesso público. info:eu-repo/semantics/openAccess |
| rights_invalid_str_mv |
Liberar o conteúdo para acesso público. |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
application/pdf |
| dc.coverage.none.fl_str_mv |
|
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP instname:Universidade de São Paulo (USP) instacron:USP |
| instname_str |
Universidade de São Paulo (USP) |
| instacron_str |
USP |
| institution |
USP |
| reponame_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| collection |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository.name.fl_str_mv |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP) |
| repository.mail.fl_str_mv |
virginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.br |
| _version_ |
1865492333303169024 |