Rimar o território: o Slam interescolar de poesias de São Paulo como prática pedagógica decolonial
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48140/tde-29102025-155125/ |
Resumo: | Diante dos impactos do atual contexto neoliberal sobre a educação marcado pela intensificação dos processos de padronização, pelo esvaziamento das práticas pedagógicas e pela desconsideração dos saberes territoriais , esta pesquisa investiga o Slam Interescolar de Poesias de São Paulo como uma prática pedagógica insurgente, decolonial e contra-hegemônica. Situado na intersecção entre cultura, educação e território, o estudo analisa como o slam tensiona as lógicas tradicionais da escola, operando como um espaço formativo no qual juventudes negras e periféricas constroem saberes, subjetividades e narrativas de resistência. Trata-se de uma pesquisa orgânica, na qual a pesquisadora atua tanto como professora da rede pública quanto como participante ativa dos processos analisados. O estudo centra-se no evento Slam Interescolar, a partir da análise de entrevistas realizadas com estudantes, professores e organizadores, bem como dos poemas produzidos compreendidos aqui como expressões de resistência, afirmação identitária e epistemologias periféricas. Metodologicamente, a pesquisa adota uma abordagem qualitativa, combinando observação participante, entrevistas semiestruturadas, análise documental e registros de campo, com foco na participação da EMEF Marlene Rondelli na 10ª edição do evento, em 2024. O referencial teórico fundamenta-se nas contribuições de Antonio Gramsci (2010), Frantz Fanon (2008), bell hooks (20172021), Milton Santos (2014) e Rogério Haesbaert (2014), mobilizando conceitos como hegemonia, território, subjetividade, insurgência epistêmica e descolonização do saber. Os resultados demonstram que o slam rompe com as lógicas curriculares eurocêntricas e neoliberais, promovendo uma pedagogia baseada na oralidade, no pertencimento, na autoestima e na valorização dos saberes periféricos. O evento se apresenta como uma materialização concreta dos princípios da Lei 10.639/2003, funcionando como uma prática educativa antirracista, decolonial e territorializada. Por fim, a pesquisa reafirma a urgência de que as universidades públicas reconheçam, valorizem e se envolvam com esse movimento, entendendo-o como um campo legítimo de produção de conhecimento, de formação e de transformação social. |
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Rimar o território: o Slam interescolar de poesias de São Paulo como prática pedagógica decolonialRhyming the Territory: The São Paulo Inter-School Poetry Slam as a Decolonial Pedagogical PracticeDecolonial pedagogyJuventudes periféricasPedagogia decolonialPeripheral youthPoetry slamSlamTerritórioTerritoryDiante dos impactos do atual contexto neoliberal sobre a educação marcado pela intensificação dos processos de padronização, pelo esvaziamento das práticas pedagógicas e pela desconsideração dos saberes territoriais , esta pesquisa investiga o Slam Interescolar de Poesias de São Paulo como uma prática pedagógica insurgente, decolonial e contra-hegemônica. Situado na intersecção entre cultura, educação e território, o estudo analisa como o slam tensiona as lógicas tradicionais da escola, operando como um espaço formativo no qual juventudes negras e periféricas constroem saberes, subjetividades e narrativas de resistência. Trata-se de uma pesquisa orgânica, na qual a pesquisadora atua tanto como professora da rede pública quanto como participante ativa dos processos analisados. O estudo centra-se no evento Slam Interescolar, a partir da análise de entrevistas realizadas com estudantes, professores e organizadores, bem como dos poemas produzidos compreendidos aqui como expressões de resistência, afirmação identitária e epistemologias periféricas. Metodologicamente, a pesquisa adota uma abordagem qualitativa, combinando observação participante, entrevistas semiestruturadas, análise documental e registros de campo, com foco na participação da EMEF Marlene Rondelli na 10ª edição do evento, em 2024. O referencial teórico fundamenta-se nas contribuições de Antonio Gramsci (2010), Frantz Fanon (2008), bell hooks (20172021), Milton Santos (2014) e Rogério Haesbaert (2014), mobilizando conceitos como hegemonia, território, subjetividade, insurgência epistêmica e descolonização do saber. Os resultados demonstram que o slam rompe com as lógicas curriculares eurocêntricas e neoliberais, promovendo uma pedagogia baseada na oralidade, no pertencimento, na autoestima e na valorização dos saberes periféricos. O evento se apresenta como uma materialização concreta dos princípios da Lei 10.639/2003, funcionando como uma prática educativa antirracista, decolonial e territorializada. Por fim, a pesquisa reafirma a urgência de que as universidades públicas reconheçam, valorizem e se envolvam com esse movimento, entendendo-o como um campo legítimo de produção de conhecimento, de formação e de transformação social.Amidst the impacts of the current neoliberal context on education, characterized by the intensification of standardization processes, the emptying of pedagogical practices, and the disregard for territorial knowledge, this research aims to investigate the Slam Interescolar de Poesias de São Paulo as an insurgent, decolonial, and counter-hegemonic pedagogical practice. Situated at the intersection of culture, education, and territory, the study examines how slam challenges traditional school logic, operating as a formative space where Black and marginalized youth construct knowledge, subjectivities, and narratives of resistance. This is an organic research in which the researcher acts as a public school teacher and an active participant in the processes analyzed. Our study examines the Slam Interescolar event, as well as interviews conducted with students, teachers, and organizers, and the poems produced, understanding these materials as expressions of resistance, identity affirmation, and peripheral epistemologies. The qualitative approach employs participant observation, semi-structured interviews, documentary analysis, and field notes, with a focus on the participation of EMEF Marlene Rondelli in the 10th edition of the event in 2024. The theoretical framework draws on the contributions of Antonio Gramsci (2010), Frantz Fanon (2008), bell hooks (20172021), Milton Santos (2014), and Rogério Haesbaert (2014), mobilizing concepts such as hegemony, territory, subjectivity, epistemic insurgency, and decolonization of knowledge. The results indicate that slam breaks with eurocentric and neoliberal curricular logic, promoting a pedagogy based on orality, belonging, self-esteem, and the valorization of peripheral knowledge. The event reveals itself as a concrete materialization of the principles from the 10.639/2003 Brazilian Law, functioning as an antiracist, decolonial, and territorialized educational practice. Lastly, the research reaffirms the urgency for public universities to recognize, value, and engage with this movement, understanding it as a legitimate field of knowledge production, education, and social transformation.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCacete, Nuria HangleiMartins, Daiane Santana2025-08-26info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48140/tde-29102025-155125/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-12-02T19:20:02Zoai:teses.usp.br:tde-29102025-155125Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-12-02T19:20:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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