Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1997
Autor(a) principal: Gomes, Edvânia Torres Aguiar
Orientador(a): Heidemann, Heinz Dieter
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USP
Universidade de São Paulo
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-12052026-105640/
Resumo: Historicamente o sítio e a situação constituem substratos sobre os quais dá-se a gênese da cidade. Valores culturais atribuídos a esses fatores definem apropriações de seus espaços, determinando formas de uso e ocupação. Ao longo desse processo, os elementos naturais são subordinandos ao ideário do urbano, como projeto de espaços gerenciados/dominados pelas engenharias técnicas e econômicas. Sobre essa base são construídas as representações das cidades, que se reproduzem através de práticas cotidianas, nos diversos segmentos sociais. Essas representações revelam relações estabelecidas culturalmente com os elementos da natureza presentes nos espaços da cidade. Os debates contemporâneos sobre meio ambiente e as denúncias sobre as variantes da inospitalidade urbana, oportunizam revisitações acerca dos entendimentos suscitados pela idéia de natureza da e na cidade, a partir dos seus usuários. É nesse contexto que se situa a questão central deste trabalho, que idéia de natureza reside na representação de paisagens do Recife, na perspectiva dos seus usuários? Partindo dessa questão, foram pesquisados três eixos urbanos, distintos pela origem de formação e funcionalidade na cidade, enfatizado-se os aspectos sócio-ambientais do sítio e revelados valores culturais a eles atribuídos. Usuários de perfis sócio-econômicos e etários diferenciados convergiram para a negação da natureza próxima vivenciada, reencontrando-se em bases culturais comuns, onde sequer como útil a natureza foi digna de reconhecimento. A decalagem entre o discurso e a prática em defesa dos elementos naturais manifestou-se inclusive e principalmente através de intervenções do Estado. Os resultados alcançados na pesquisa inspiram preocupações, afinal, não se identificou avanço cultural na idéia de natureza, refletida em práticas de 400 anos atrás, quando do surgimento dos primeiros núcleos de povoamento do Recife, através de conquista às águas e alagados. Os elementos naturais da cidade enquanto cenário nas representações de paisagens pelos poetas, artistas, intelectuais e viajantes, são recorrentes e apropriados no quadro das conveniências dos diferentes interesses. Por outro lado, as práticas rejeitam-os e alienam-os sob discursos ideologizados e culturalmente arraigados de medidas urbanizadoras dos espaços da cidade. Recuperando o itinerário histórico da confecção dessas paisagens culturais, através de textos e mapas, este trabalho exibe falas de usuários sobre as suas impressões obtidas mediante questionários, tendo sido os resultados expressos sob a forma de gráficos. O trabalho encontra-se também ilustrado por fotografias e poemas que permitem reencontros dos eixos investigados, segundo diferentes momentos da história, desvelando as transformações aludidas nas representações das paisagens. Longe de apresentar conclusões definitivas, este trabalho reflete um convite ao deslocamento do olhar convencional sob o qual assenta-se a discussão atual sobre a questão ambiental na cidade
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Os debates contemporâneos sobre meio ambiente e as denúncias sobre as variantes da inospitalidade urbana, oportunizam revisitações acerca dos entendimentos suscitados pela idéia de natureza da e na cidade, a partir dos seus usuários. É nesse contexto que se situa a questão central deste trabalho, que idéia de natureza reside na representação de paisagens do Recife, na perspectiva dos seus usuários? Partindo dessa questão, foram pesquisados três eixos urbanos, distintos pela origem de formação e funcionalidade na cidade, enfatizado-se os aspectos sócio-ambientais do sítio e revelados valores culturais a eles atribuídos. Usuários de perfis sócio-econômicos e etários diferenciados convergiram para a negação da natureza próxima vivenciada, reencontrando-se em bases culturais comuns, onde sequer como útil a natureza foi digna de reconhecimento. A decalagem entre o discurso e a prática em defesa dos elementos naturais manifestou-se inclusive e principalmente através de intervenções do Estado. Os resultados alcançados na pesquisa inspiram preocupações, afinal, não se identificou avanço cultural na idéia de natureza, refletida em práticas de 400 anos atrás, quando do surgimento dos primeiros núcleos de povoamento do Recife, através de conquista às águas e alagados. Os elementos naturais da cidade enquanto cenário nas representações de paisagens pelos poetas, artistas, intelectuais e viajantes, são recorrentes e apropriados no quadro das conveniências dos diferentes interesses. Por outro lado, as práticas rejeitam-os e alienam-os sob discursos ideologizados e culturalmente arraigados de medidas urbanizadoras dos espaços da cidade. Recuperando o itinerário histórico da confecção dessas paisagens culturais, através de textos e mapas, este trabalho exibe falas de usuários sobre as suas impressões obtidas mediante questionários, tendo sido os resultados expressos sob a forma de gráficos. O trabalho encontra-se também ilustrado por fotografias e poemas que permitem reencontros dos eixos investigados, segundo diferentes momentos da história, desvelando as transformações aludidas nas representações das paisagens. Longe de apresentar conclusões definitivas, este trabalho reflete um convite ao deslocamento do olhar convencional sob o qual assenta-se a discussão atual sobre a questão ambiental na cidadeHistorically, site and situation constitute a substratum for the city\'s genesis. Cultural values, attributed to theses factors, define appropriations of its space, and thus determine forms of use and occupation. During this process, natural elements are subordinate to a set of ideas on what is urban, conceived as a project on how space is managed and dominated by technical and economical engeneering. Representations of the city are built on this base, and they reproduce themselves through daily practices, among various social strata. These representations reveal culturally defined relationships with natural elements existing in urban space. Contemporary discussions on environment and warnings on varied aspects of urban inhospitable surroundings, incite to reconsider current undestandings of the idea of nature of and in the city, according to its users. In such a context, emerges the question central to this study: whether and how does the idea of nature appear in the representation of landscapes of Recife, from its users\' point of view? Starting from this question, research was focused on three urban axes, with different origins and functions within the city, emphasizing social and environmental aspects, and revealing whatever cultural values were given to them. Users from different socio-economic backgrounds and of various ages, agreed to deny nature familiar to them, revealing common cultural bases that don\'t even recognize nature as useful. Discrepancies between what is said and what is done to defend natural elements, occur mainly in State sponsored interventions. This study\'s results inspire preoccupation since no cultural advances on the idea of nature appeared as compared to what it was 400 years ago, when the first settlement of Recife Recife emerged on ground conquered from water and swamps. City\'s natural elements, such as scenery in landscape representations by poets, artists, intellectuals and travellers, are recurrent and become prey to various insterests\' conveniences. On the other hand, they are rejectedl in practice and aJienated under ideologically loaded and culturally rooted speeches on \"urbanizing measures\" applied to the city\'s space. Drawing on the historically determined making of these cultural landscapes, as shown in texts and maps, this study presents what users say about their impressions, answering a series of questions; results appears on charts. This study also uses pictures and poems which alJow reencounters with corresponding axes under scrutiny, at different periods of their history, revealing transformations as shown in the landscapes\' representations. Far from reaching definitive conclusions, this study invites to shift away from the conventional point of view on which present discussions on environmental matters in the city are basedBiblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USPUniversidade de São PauloFaculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas2026-05-122026-05-14T12:01:52Z1997-09-26info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-12052026-105640/10.11606/T.8.1997.tde-12052026-105640tde-12052026-105640Liberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPDoutoradodoctoralUniversidade de São PauloBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-05-14T12:01:52Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)falseoai:teses.usp.br:tde-12052026-105640
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