Aplicação intratumoral de tocilizumabe em craniofaringiomas císticos: terapia-alvo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Guimarães, Mariana Mazzuia
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5138/tde-18032026-162948/
Resumo: Introdução: o craniofaringioma, apesar de benigno, apresenta comportamento agressivo devido à capacidade de invasão às estruturas neurovasculares adjacentes. O tratamento convencional com cirurgia e radioterapia está relacionado a morbidades significativas e impacto na qualidade de vida. Descobertas recentes comprovam a o aumento da interleucina-6 (IL-6) e seu receptor (IL-6R) nesses tumores, tornando o tocilizumabe, anticorpo anti-IL-6R utilizado para doenças reumatológicas, uma possível terapia alvo. Esse estudo investigou a segurança e eficácia da aplicação intracística de tocilizumabe em crianças com craniofaringiomas císticos. Métodos: análise prospectiva longitudinal do uso de dose máxima de 3,6 mg/kg de tocilizumabe intracístico em sete indivíduos menores de 20 anos com diagnóstico confirmado de craniofaringioma adamantinomatoso cístico, acompanhados no ambulatório de neurocirurgia pediátrica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) ou no ambulatório de Neurocirurgia da Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG) Santa Casa durante o período de 2 anos. Foram avaliados volume tumoral, quantificação de IL-6, coloração do líquido tumoral, alterações endocrinológicas, visuais e qualidade de vida do paciente e cuidador principal antes e após o tratamento. Resultados: dos nove cistos tratados em sete pacientes, apenas 3 (33,3%) apresentaram controle tumoral durante o período de acompanhamento. Seis (85,7%) pacientes necessitaram de dose triplicada devido a progressão. Não houve toxicidade sistêmica ou local. A coloração do líquido tumoral correlacionou-se com os níveis de IL-6 (p = 0,05), mas não com o desfecho clínico. Não houve alteração significativa nos níveis de qualidade de vida ou funcionalidade visual/endocrinológica. A tomografia computadorizada de crânio (TC) e a ressonância nuclear magnética cerebral (RM) apresentaram forte correlação em relação à avaliação de volume tumoral (p < 0,01). Conclusão: a utilização do tocilizumabe pela via intratumoral mostrou-se segura, porém, na dosagem e frequência utilizadas, foi pouco eficaz para controle do cisto tumoral. A coloração do líquido tumoral e os níveis de IL-6 podem ter relação com o prognóstico em maiores séries. Estudos futuros devem explorar maiores doses e maior frequência de aplicação a fim de otimização terapêutica.
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Métodos: análise prospectiva longitudinal do uso de dose máxima de 3,6 mg/kg de tocilizumabe intracístico em sete indivíduos menores de 20 anos com diagnóstico confirmado de craniofaringioma adamantinomatoso cístico, acompanhados no ambulatório de neurocirurgia pediátrica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) ou no ambulatório de Neurocirurgia da Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG) Santa Casa durante o período de 2 anos. Foram avaliados volume tumoral, quantificação de IL-6, coloração do líquido tumoral, alterações endocrinológicas, visuais e qualidade de vida do paciente e cuidador principal antes e após o tratamento. Resultados: dos nove cistos tratados em sete pacientes, apenas 3 (33,3%) apresentaram controle tumoral durante o período de acompanhamento. Seis (85,7%) pacientes necessitaram de dose triplicada devido a progressão. Não houve toxicidade sistêmica ou local. A coloração do líquido tumoral correlacionou-se com os níveis de IL-6 (p = 0,05), mas não com o desfecho clínico. Não houve alteração significativa nos níveis de qualidade de vida ou funcionalidade visual/endocrinológica. A tomografia computadorizada de crânio (TC) e a ressonância nuclear magnética cerebral (RM) apresentaram forte correlação em relação à avaliação de volume tumoral (p < 0,01). Conclusão: a utilização do tocilizumabe pela via intratumoral mostrou-se segura, porém, na dosagem e frequência utilizadas, foi pouco eficaz para controle do cisto tumoral. A coloração do líquido tumoral e os níveis de IL-6 podem ter relação com o prognóstico em maiores séries. Estudos futuros devem explorar maiores doses e maior frequência de aplicação a fim de otimização terapêutica.Introduction: Although benign, craniopharyngioma presents aggressive behavior due to its ability to invade adjacent neurovascular structures. Conventional treatment with surgery and radiotherapy is associated with significant morbidity and quality of life impact. Recent findings demonstrate high levels of interleukin-6 (IL-6) and its receptor (IL-6R) in these tumors, assigning tocilizumab, an anti-IL-6R antibody used for rheumatologic diseases, a possible targeted therapy. This study investigated the safety and efficacy of intracystic application of tocilizumab in children with cystic craniopharyngiomas. Methods: Prospective longitudinal analysis of intracystic tocilizumab in a maximum dose of 3.6 mg/kg in seven individuals under 20 years of age with cystic adamantinomatous craniopharyngioma, followed at Hospital das Clínicas of the Faculty of Medicine of the University of São Paulo (HCFMUSP) or at the Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG) Santa Casa during the period of 2 years. Tumor volume, IL-6 quantification, tumor fluid color, endocrinological and visual disfunctions, and patient/main care quality of life before and after treatment were evaluated. Results: Only 3 (33.3%) of the nine cysts treated achieved tumor control during the follow-up period. Six patients (85.7%) required a triple dose due to progression. There was no systemic or local toxicity. Tumor fluid color correlated with IL-6 levels (p=0.05), but not with clinical outcome. There was no significant change in quality of life or visual/endocrinological functionality. Cranial computed tomography (CT) and brain magnetic resonance imaging (MRI) showed strong correlation in relation to tumor volume assessment (p<0.01). Conclusion: The use of intratumoral tocilizumab was safe however not effective in the frequency and dosage used. The tumor fluid color IL-6 levels may have prognosis value. Future studies should explore higher doses and frequency of tocilizumab application in order to optimize therapy.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMatushita, HamiltonGuimarães, Mariana Mazzuia2025-10-31info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5138/tde-18032026-162948/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-18T20:32:02Zoai:teses.usp.br:tde-18032026-162948Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-18T20:32:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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