Mapeamento físico do cromossomo 2 e avaliação do papel do miniexon na virulência de Leishmania major
| Ano de defesa: | 1998 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17131/tde-18032026-171154/ |
Resumo: | Como parte de um projeto geral para construir o mapa físico do genoma do parasito Leishmania major, este projeto teve como objetivo construir o mapa físico do cromossomo dois (da linhagem clonal LV-39) que contém o gene do miniexon. Este gene é repetido em tandem no genoma de todos os Tripanossomatídeos, sendo fundamental para o processamento de todo e qualquer RNA mensageiro (mRNA), através do mecanismo de \"trans-splicing\". O mapeamento físico do cromossomo permitiu localizar os clones genômicos que carregam o tandem do referido gene. Esta região foi então utilizada para realizar alguns estudos funcionais, através de transfecção. A amplificação gênica do arranjo do miniexon ocorre em algumas linhagens de Leishmania e já foi sugerido que esta amplificação poderia estar relacionada a uma vantagem de crescimento e exacerbação da virulência da linhagem do parasito (Iovannisci & Beverley, 1989. Mol. Biochem. Parasitol., 34:177-188). Para testar esta hipótese, um clone da região mapeada contendo 40 kb de miniexon (aproximadamente 100 cópias do gene), foi inserido numa linhagem clonal avirulenta de L. major (MHMO/IR/83/LT 252), utilizando-se a técnica de transfecção. Para verificar se esta manipulação alterou o perfil de crescimento ou o padrão de virulência dos clones transfectantes obtidos, avaliou-se o crescimento e o processo de metaciclogênese in vitro, para estes clones. Foi demonstrado que o processo de transfecção não influenciou o padrão de crescimento nem a metaciclogênese dos clones. Para avaliar o padrão de virulência, três clones transfectantes foram injetados, por via subcutânea em animais susceptíveis (BALB/c), em 5 experimentos independentes. A linhagem virulenta LV-39, a linhagem a virulenta CC1 e um clone transfectante contendo somente o vetor cL-HYG foram utilizados como controles. Os estudos foram realizados sob níveis mínimo (16µg/ml) e alto (40µg/ml) de higromicina B para verificar possíveis alterações no padrão de virulência in vivo. Sob estas condições somente um dos clones transfectantes mostrou aumento significante de virulência, quando comparado a linhagem parental avirulenta. Os níveis de RNA destes transfectantes foram determinados e o aumento no nível de expressão do miniexon foi evidente sob 40µg/ml de pressão por higromicina B. Para testar se este efeito está relacionado à presença das cópias extra de miniexon foram obtidos clones \"curados\" a partir dos transfectantes originais, através de um ensaio de diluição limitante. A ausência da molécula foi confirmada por hibridação em \"Southern Blot\" contendo os clones curados. Os experimentos in vivo com estes clones sugerem que a alteração de virulência não está relacionada à presença de um maior número de cópias do miniexon. |
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Mapeamento físico do cromossomo 2 e avaliação do papel do miniexon na virulência de Leishmania majorNão informado.Não informado.Não informado.Como parte de um projeto geral para construir o mapa físico do genoma do parasito Leishmania major, este projeto teve como objetivo construir o mapa físico do cromossomo dois (da linhagem clonal LV-39) que contém o gene do miniexon. Este gene é repetido em tandem no genoma de todos os Tripanossomatídeos, sendo fundamental para o processamento de todo e qualquer RNA mensageiro (mRNA), através do mecanismo de \"trans-splicing\". O mapeamento físico do cromossomo permitiu localizar os clones genômicos que carregam o tandem do referido gene. Esta região foi então utilizada para realizar alguns estudos funcionais, através de transfecção. A amplificação gênica do arranjo do miniexon ocorre em algumas linhagens de Leishmania e já foi sugerido que esta amplificação poderia estar relacionada a uma vantagem de crescimento e exacerbação da virulência da linhagem do parasito (Iovannisci & Beverley, 1989. Mol. Biochem. Parasitol., 34:177-188). Para testar esta hipótese, um clone da região mapeada contendo 40 kb de miniexon (aproximadamente 100 cópias do gene), foi inserido numa linhagem clonal avirulenta de L. major (MHMO/IR/83/LT 252), utilizando-se a técnica de transfecção. Para verificar se esta manipulação alterou o perfil de crescimento ou o padrão de virulência dos clones transfectantes obtidos, avaliou-se o crescimento e o processo de metaciclogênese in vitro, para estes clones. Foi demonstrado que o processo de transfecção não influenciou o padrão de crescimento nem a metaciclogênese dos clones. Para avaliar o padrão de virulência, três clones transfectantes foram injetados, por via subcutânea em animais susceptíveis (BALB/c), em 5 experimentos independentes. A linhagem virulenta LV-39, a linhagem a virulenta CC1 e um clone transfectante contendo somente o vetor cL-HYG foram utilizados como controles. Os estudos foram realizados sob níveis mínimo (16µg/ml) e alto (40µg/ml) de higromicina B para verificar possíveis alterações no padrão de virulência in vivo. Sob estas condições somente um dos clones transfectantes mostrou aumento significante de virulência, quando comparado a linhagem parental avirulenta. Os níveis de RNA destes transfectantes foram determinados e o aumento no nível de expressão do miniexon foi evidente sob 40µg/ml de pressão por higromicina B. Para testar se este efeito está relacionado à presença das cópias extra de miniexon foram obtidos clones \"curados\" a partir dos transfectantes originais, através de um ensaio de diluição limitante. A ausência da molécula foi confirmada por hibridação em \"Southern Blot\" contendo os clones curados. Os experimentos in vivo com estes clones sugerem que a alteração de virulência não está relacionada à presença de um maior número de cópias do miniexon.A physical map for L. major-LV39 chromosome 2, which contains the miniexon array, was constructed using a combination of techniques. It was possible to start some functional studies with the long tandem repeats of the miniexon gene. Gene amplification within the miniexon array is, at least partially responsible for increasing the chromosome size (350 Kb chromosome) and it is suggested that this might be related to Leishmania virulence (Iovannisci and Beverley, 1989. Mol. Biochem. Parasitol., 34:177-188). To test this assumption, one clone from this mapped region bearing 40 Kb of miniexon repeats, was transfected into an avirulent clonal line of L. major (MHMO/IR/83/LT 252). ln order to verify whether this manipulation alters the virulence of transfected clones, we have evaluated the growth rate and metacyclogenesis in vitro. It was shown that miniexon overexpression did not affect the growth rate neither the metacyclogenesis of any of the transfectants. To evaluate the pattern of virulence, three transfectants were injected subcutaneously on susceptible animals (BALB/c). LV-39 virulent line, CC1 avirulent line and a transfectant containing only the cLHYG vector were inoculated as control lines. They were studied underminimal (16µg/ml) and high (40µg/ml) levels of hygromicin B to verify possible alterations in the pattern of virulence in vivo. Under these conditions only one transfectant showed significant increase of virulence as compared to parental avirulent line. RNA levels were studied and an increased expression of the miniexon was evident under 40µg/ml hygromicin B pressure. To test whether this effect is retated to the presence of miniexon extra copies, transfectants were cured. The clones were maintained in culture under no drug pressure and the \"cured\" clones were selected by a dilution assay. The absence of the extrachromosomal molecule was confirmed by Southern blot hybridization of the \"cured\" transfectants. ln vivo experiments with these transfectants have shown that the virulence observed in the clone D2 is not related to the increase of the copy number of the miniexon gene. It is possible that the change of virulence observed had been induced by transfection, as a source of stress.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCruz, Angela KayselAntoniazi, Simone Aparecida1998-06-22info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17131/tde-18032026-171154/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-19T12:20:02Zoai:teses.usp.br:tde-18032026-171154Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-19T12:20:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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