Dor e desconforto induzidos por tarefas de mordida padronizadas e pareadas por tipo, intensidade, tempo e esforço mastigatório: ensaio experimental randomizado, controlado e cego simples em mulheres com e sem dor miofascial dos músculos mastigatórios
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25146/tde-25032026-105626/ |
Resumo: | Tarefas de carga muscular mastigatória representam um fenômeno central na investigação dos mecanismos de dor orofacial, sendo fundamental compreender como diferentes padrões de contração mandibular contribuem para o desconforto e a dor em condições clínicas como a Disfunção temporomandibular (DTM). O presente estudo teve como objetivo investigar o desconforto e a dor induzidos por tarefas de mordida padronizadas e pareadas por tipo, intensidade, tempo e esforço mastigatório em mulheres com e sem dor miofascial dos músculos mastigatórios. Trata-se de um ensaio experimental randomizado, controlado e cego simples, conduzido em duas visitas. Foram incluídas 56 voluntárias (27 controles e 29 com DTM), diagnosticadas segundo os critérios de dor miofascial do DC/TMD. O protocolo experimental consistiu em seis tarefas de mordida (tônicas e fásicas) em intensidades de 15%, 30% e 45% da máxima força de mordida voluntária (MFMV), com duração de 120 segundos cada. O esforço mastigatório foi padronizado entre tarefas pela área abaixo da curva (AUC, sigla em inglês) de cada tipo, permitindo comparações diretas entre condições. As variáveis de desfecho foram o desconforto e a dor autorrelatados pela Escala Visual Analógica (EAV) adaptada em desconforto e dor. Variáveis psicofísicas e psicossociais (GCPS, JFLS-20, OBC, PCS, GAD-7 e CPM) foram analisadas como preditoras do desfecho dor. As análises estatísticas incluíram os testes de Friedman, DurbinConover e MannWhitney, com nível de significância de 5%, além de modelo linear generalizado (GLM) binomial para identificação de preditores. O grupo DTM apresentou maiores valores de EAV inicial (p<0.001) e final (p=0.001) em comparação ao grupo controle, mas ambos os grupos tiveram um aumento de EAV (p<0.001). As tarefas tônicas de 30% e 45% geraram maiores níveis de desconforto, especialmente aos 120 segundos (p<0.001). Quando pareadas por esforço, as diferenças entre tipos de tarefa deixaram de ser significativas, evidenciando que o esforço mastigatório efetivo foi o principal determinante da resposta dolorosa. A frequência autorrelatada de bruxismo da vigília (BV) foi o único preditor significativo do desfecho dor (EAV>50), associando-se negativamente à ocorrência de dor (p=0.008), sugerindo efeito protetor relacionado à adaptação motora. Nenhuma variável psicossocial ou psicofísica apresentou associação significativa. O modelo proposto permitiu controlar o esforço fisiológico entre tarefas de diferentes tipos contráteis, representando um avanço metodológico na investigação experimental da sobrecarga mandibular. Em conclusão, a percepção de desconforto e dor é modulada pela intensidade, tempo e tipo de contração, mas o esforço mastigatório efetivo é o fator determinante da resposta dolorosa. Mulheres com DTM exibem maior sensibilidade ao desconforto mesmo sob carga equivalente, e o bruxismo da vigília pode exercer efeito protetor frente à progressão do desconforto para dor. Esses achados contribuem para a compreensão dos mecanismos periféricos e adaptativos da dor mastigatória, aproximando modelos experimentais das condições clínicas observadas em comportamentos repetitivos como o bruxismo. |
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Dor e desconforto induzidos por tarefas de mordida padronizadas e pareadas por tipo, intensidade, tempo e esforço mastigatório: ensaio experimental randomizado, controlado e cego simples em mulheres com e sem dor miofascial dos músculos mastigatóriosDiscomfort and Pain induced by standardized bite tasks matched for type, intensity, duration, and masticatory effort: a randomized, controlled, singleblind experimental trial in women with and without myofascial pain of the masticatory musclesBruxismBruxismoDisfunção temporomandibularDor orofacialEsforço físicoEstudos experimentaisExperimental studiesMasticatory musclesMúsculos mastigatóriosOrofacial painPhysical exertionTemporomandibular joint disordersTarefas de carga muscular mastigatória representam um fenômeno central na investigação dos mecanismos de dor orofacial, sendo fundamental compreender como diferentes padrões de contração mandibular contribuem para o desconforto e a dor em condições clínicas como a Disfunção temporomandibular (DTM). O presente estudo teve como objetivo investigar o desconforto e a dor induzidos por tarefas de mordida padronizadas e pareadas por tipo, intensidade, tempo e esforço mastigatório em mulheres com e sem dor miofascial dos músculos mastigatórios. Trata-se de um ensaio experimental randomizado, controlado e cego simples, conduzido em duas visitas. Foram incluídas 56 voluntárias (27 controles e 29 com DTM), diagnosticadas segundo os critérios de dor miofascial do DC/TMD. O protocolo experimental consistiu em seis tarefas de mordida (tônicas e fásicas) em intensidades de 15%, 30% e 45% da máxima força de mordida voluntária (MFMV), com duração de 120 segundos cada. O esforço mastigatório foi padronizado entre tarefas pela área abaixo da curva (AUC, sigla em inglês) de cada tipo, permitindo comparações diretas entre condições. As variáveis de desfecho foram o desconforto e a dor autorrelatados pela Escala Visual Analógica (EAV) adaptada em desconforto e dor. Variáveis psicofísicas e psicossociais (GCPS, JFLS-20, OBC, PCS, GAD-7 e CPM) foram analisadas como preditoras do desfecho dor. As análises estatísticas incluíram os testes de Friedman, DurbinConover e MannWhitney, com nível de significância de 5%, além de modelo linear generalizado (GLM) binomial para identificação de preditores. O grupo DTM apresentou maiores valores de EAV inicial (p<0.001) e final (p=0.001) em comparação ao grupo controle, mas ambos os grupos tiveram um aumento de EAV (p<0.001). As tarefas tônicas de 30% e 45% geraram maiores níveis de desconforto, especialmente aos 120 segundos (p<0.001). Quando pareadas por esforço, as diferenças entre tipos de tarefa deixaram de ser significativas, evidenciando que o esforço mastigatório efetivo foi o principal determinante da resposta dolorosa. A frequência autorrelatada de bruxismo da vigília (BV) foi o único preditor significativo do desfecho dor (EAV>50), associando-se negativamente à ocorrência de dor (p=0.008), sugerindo efeito protetor relacionado à adaptação motora. Nenhuma variável psicossocial ou psicofísica apresentou associação significativa. O modelo proposto permitiu controlar o esforço fisiológico entre tarefas de diferentes tipos contráteis, representando um avanço metodológico na investigação experimental da sobrecarga mandibular. Em conclusão, a percepção de desconforto e dor é modulada pela intensidade, tempo e tipo de contração, mas o esforço mastigatório efetivo é o fator determinante da resposta dolorosa. Mulheres com DTM exibem maior sensibilidade ao desconforto mesmo sob carga equivalente, e o bruxismo da vigília pode exercer efeito protetor frente à progressão do desconforto para dor. Esses achados contribuem para a compreensão dos mecanismos periféricos e adaptativos da dor mastigatória, aproximando modelos experimentais das condições clínicas observadas em comportamentos repetitivos como o bruxismo.Masticatory muscle loading tasks represents a central phenomenon in the investigation of orofacial pain mechanisms, and understanding how different mandibular contraction patterns contribute to discomfort and pain in clinical conditions such as temporomandibular disorders (TMD) is essential. This study aimed to investigate discomfort and pain induced by standardized bite tasks matched for type, intensity, duration, and masticatory effort in women with and without myofascial pain of the masticatory muscles. This was a randomized, controlled, single-blind experimental trial conducted across two sessions. Fifty-six female participants were included (27 controls and 29 with TMD), diagnosed according to the DC/TMD criteria. The experimental protocol consisted of six bite tasks (tonic and phasic) performed at 15%, 30%, and 45% of maximal voluntary bite force (MVBF), each lasting 120 seconds. Masticatory effort was standardized across tasks using the area under the curve (AUC) for each type, allowing direct comparisons among conditions. The main outcomes were selfreported discomfort and pain assessed using an adapted Visual Analog Scale (VAS) distinguishing between discomfort and pain. Psychophysical and psychosocial variables (GCPS, JFLS-20, OBC, PCS, GAD-7, and CPM) were analyzed as predictors of the pain outcome. Statistical analyses included the Friedman, DurbinConover, and MannWhitney tests with a 5% significance level, as well as a generalized linear model (GLM) with binomial distribution to identify predictors. The TMD group showed higher initial (p<0.001) and final (p=0.001) VAS scores compared to controls, although both groups exhibited significant increases in VAS ratings over time (p<0.001). Tonic tasks at 30% and 45% intensities produced the greatest discomfort levels, particularly at 120 seconds (p<0.001). When matched for effort, differences between task types were no longer significant, indicating that effective masticatory effort was the main determinant of the pain response. Self-reported frequency of awake bruxism was the only significant predictor of pain (VAS>50), showing a negative association with pain occurrence (p=0.008), suggesting a protective effect related to motor adaptation. No psychophysical or psychosocial variables were significantly associated with pain. The proposed model enabled control of physiological workload across different contraction types, representing a methodological advance in experimental studies of mandibular loading tasks. In conclusion, the perception of discomfort and pain is modulated by contraction intensity, duration, and type; however, effective masticatory effort is the key determinant of the pain response. Women with TMD exhibit greater sensitivity to discomfort even under equivalent load conditions, and awake bruxism may exert a protective effect against the transition from discomfort to pain. These findings contribute to understanding the peripheral and adaptive mechanisms of masticatory muscle pain and bring experimental models closer to clinical conditions observed in repetitive motor behaviors such as bruxism.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPConti, Paulo Cesar RodriguesCunha, Carolina OrtigosaFonte, Tatiana Prosini da2025-12-16info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25146/tde-25032026-105626/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-25T20:01:02Zoai:teses.usp.br:tde-25032026-105626Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-25T20:01:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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