Estudo metabolômico dos compostos voláteis de lúpulo cultivado sob clima tropical

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Souza, Beatriz Costa de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/60/60138/tde-20082025-124432/
Resumo: O lúpulo (Humulus lupulus L., Cannabaceae) é uma planta conhecida no mundo todo como uma das matérias-primas para fabricação de cerveja, além de possuir um amplo uso nos setores das indústrias farmacêutica, nutracêutica, alimentícia e cosméticos. As inflorescências femininas da planta formam os cones, onde se desenvolvem as glândulas de lupulina, responsáveis pela biossíntese e armazenamento de uma variedade de metabólitos secundários. Dentre eles, os de maior relevância econômica são os ácidos amargos e os compostos presentes no óleo volátil, que contribuem para o sabor e o aroma da cerveja. Apesar da importância do setor cervejeiro na economia brasileira - com o país sendo o terceiro maior produtor mundial de cerveja e o setor representando cerca de 2,0% do PIB - quase todo o lúpulo utilizado no Brasil é importado, principalmente da Alemanha e dos Estados Unidos. O crescente interesse na expansão da produção nacional de lúpulo, especialmente impulsionado pelo mercado de cerveja artesanal, tem intensificado significativamente os estudos a respeito de sua adaptação ao clima tropical, condições de cultivo e impactos no metabolismo secundário da planta. Visando contribuir com a caracterização do perfil químico de H. lupulus cultivado em clima tropical no Brasil, o presente trabalho teve como objetivo principal o estudo quali e quantitativo dos compostos voláteis e teores de óleo volátil de diferentes amostras de lúpulo, utilizando a abordagem metabolômica, sendo elas: cones de dois cultivares de lúpulo (Cascade e Chinook) cultivados em 2020 e 2021 sob clima tropical (Ribeirão Preto, SP), amostras comerciais de diferentes cultivares de pellets de lúpulo cultivados no Brasil e pellets importados. Um método de extração de compostos voláteis por microextração em fase sólida do headspace foi desenvolvido e otimizado, utilizando a combinação de dois tipos de planejamento fatorial para triagem e otimização dos níveis das variáveis do processo, possibilitando a obtenção de um método de extração simples e reprodutível, o qual foi utilizado nas análises das diferentes amostras de lúpulo por cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massas (CG-EM). Análises estatísticas multivariadas (PCA e OPLS-DA) foram realizadas para classificar e diferenciar as amostras com base em sua composição de compostos voláteis, resultando na anotação de 78 substâncias, revelando uma dissimilaridade entre pellets comerciais e os cones de lúpulo cultivados em Ribeirão Preto, evidenciando o impacto do processo de peletização sobre o perfil metabólico. Além disso, foi observado um agrupamento dos cones de lúpulo cultivados em Ribeirão Preto de acordo com o cultivar, destacando o impacto genético sobre o metabolismo da planta. As principais classes de metabólitos identificados como marcadores entre as amostras foram os ésteres, cetonas, e alguns terpenos específicos. Este estudo oferece informações importantes para a produção de lúpulo no Brasil, destacando o potencial do país como produtor de lúpulo.
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Apesar da importância do setor cervejeiro na economia brasileira - com o país sendo o terceiro maior produtor mundial de cerveja e o setor representando cerca de 2,0% do PIB - quase todo o lúpulo utilizado no Brasil é importado, principalmente da Alemanha e dos Estados Unidos. O crescente interesse na expansão da produção nacional de lúpulo, especialmente impulsionado pelo mercado de cerveja artesanal, tem intensificado significativamente os estudos a respeito de sua adaptação ao clima tropical, condições de cultivo e impactos no metabolismo secundário da planta. Visando contribuir com a caracterização do perfil químico de H. lupulus cultivado em clima tropical no Brasil, o presente trabalho teve como objetivo principal o estudo quali e quantitativo dos compostos voláteis e teores de óleo volátil de diferentes amostras de lúpulo, utilizando a abordagem metabolômica, sendo elas: cones de dois cultivares de lúpulo (Cascade e Chinook) cultivados em 2020 e 2021 sob clima tropical (Ribeirão Preto, SP), amostras comerciais de diferentes cultivares de pellets de lúpulo cultivados no Brasil e pellets importados. Um método de extração de compostos voláteis por microextração em fase sólida do headspace foi desenvolvido e otimizado, utilizando a combinação de dois tipos de planejamento fatorial para triagem e otimização dos níveis das variáveis do processo, possibilitando a obtenção de um método de extração simples e reprodutível, o qual foi utilizado nas análises das diferentes amostras de lúpulo por cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massas (CG-EM). Análises estatísticas multivariadas (PCA e OPLS-DA) foram realizadas para classificar e diferenciar as amostras com base em sua composição de compostos voláteis, resultando na anotação de 78 substâncias, revelando uma dissimilaridade entre pellets comerciais e os cones de lúpulo cultivados em Ribeirão Preto, evidenciando o impacto do processo de peletização sobre o perfil metabólico. Além disso, foi observado um agrupamento dos cones de lúpulo cultivados em Ribeirão Preto de acordo com o cultivar, destacando o impacto genético sobre o metabolismo da planta. As principais classes de metabólitos identificados como marcadores entre as amostras foram os ésteres, cetonas, e alguns terpenos específicos. Este estudo oferece informações importantes para a produção de lúpulo no Brasil, destacando o potencial do país como produtor de lúpulo.Hop (Humulus lupulus L., Cannabaceae) is a plant known worldwide as one of the raw materials for beer production, in addition to having widespread use in the pharmaceutical, nutraceutical, food, and cosmetics industries. The female inflorescences of the plant form the cones, where lupulin glands develop, responsible for the biosynthesis and storage of a variety of secondary metabolites. Among these, the most economically relevant are the bitter acids and the compounds present in the volatile oil, which contribute to the flavor and aroma of beer. Despite the importance of the brewing sector in the Brazilian economy - being the third-largest beer producer in the world, with the sector representing about 2.0% of the GDP - almost all the hops used in Brazil are imported, mainly from Germany and the United States. The growing interest in expanding national hop production, especially driven by the craft beer market, has significantly intensified studies on its adaptation to the tropical climate, cultivation conditions, and impacts on the plant\'s secondary metabolism. Aiming to contribute to the characterization of the chemical profile of H. lupulus grown in a tropical climate in Brazil, the main objective of this study was the qualitative and quantitative investigation of volatile compounds and volatile oil content in different hop samples, using a metabolomics approach. The samples studied included cones from two hop cultivars (Cascade and Chinook) grown in 2020 and 2021 under tropical conditions (Ribeirão Preto, SP), commercial samples of different hop pellet cultivars grown in Brazil, and imported pellets. A method for extracting volatile compounds using headspace-solid-phase microextraction was developed and optimized, using a combination of two types of factorial designs for screening and optimizing process variable levels. This allowed for the development of a simple and reproducible extraction method, which was used in the analysis by gas chromatography coupled with mass spectrometry (GC-MS) from different samples. Multivariate statistical analyses (PCA and OPLS-DA) were performed to classify and differentiate the samples based on their volatile compound composition, resulting in the annotation of 78 substances and revealing a dissimilarity between commercial pellets and the hop cones grown in Ribeirão Preto, highlighting the impact of the pelletization process on the metabolic profile. Furthermore, a grouping of the hop cones grown in Ribeirão Preto was observed according to the cultivar, underscoring the genetic impact on the plant\'s metabolism. The main classes of metabolites identified as markers between the samples were esters, ketones, and some specific terpenes. This study provides important information for hop production in Brazil, emphasizing the country\'s potential as a hop producer.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCosta, Fernando Batista daSouza, Beatriz Costa de2024-11-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/60/60138/tde-20082025-124432/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-09-18T13:29:04Zoai:teses.usp.br:tde-20082025-124432Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-09-18T13:29:04Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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