Estratégias e efeitos da gestão de cortes orçamentários em municípios do estado de São Paulo
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/96/96133/tde-25112025-100241/ |
Resumo: | A recorrência de crises fiscais, provocadas por fatores internos e externos, tem levado os governos à adoção de estratégias de contenção de despesas (cutback management) que preservem a capacidade de enfrentar choques futuros. Nesse contexto, a resiliência emerge como uma perspectiva orientadora para equilibrar o ajuste fiscal e a sustentabilidade social. Embora o artigo 9º da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) institua o contingenciamento como instrumento de controle de gastos, ainda são escassos os estudos sobre sua aplicação nos governos municipais brasileiros. Este estudo teve por objetivo investigar a dinâmica e os efeitos do processo de cutback management nos municípios paulistas, com foco na normatização e operacionalização do referido comando legal. A pesquisa adotou uma abordagem mixed methods, combinando análise documental das Leis de Diretrizes Orçamentárias e dos decretos de contingenciamento de Prefeituras Municipais com uma survey aplicada a profissionais das áreas de planejamento e orçamento municipal. Os resultados evidenciam que o artigo 9º da LRF não orienta de forma efetiva o processo de contenção de despesas, revelando o decoupling entre norma e prática decorrente do conflito entre a lógica de controle fiscal, introduzida pela legislação de austeridade, e a lógica incremental pró-gasto que domina o campo orçamentário e atenua as disputas políticas por recursos em governos de coalizão. Como consequência, emergem práticas informais de ajuste que expõem disfunções no federalismo fiscal e apontam para a necessidade de auditorias que avaliem a qualidade e coerência das informações contidas nos instrumentos orçamentários, para além da mera conformidade formal. Conclui-se que o processo de cutback management nos municípios paulistas é predominantemente reativo, pouco transparente e sustentado por práticas discursivas, o que limita sua contribuição à resiliência fiscal nacional e aumenta a vulnerabilidade do país a crises futuras. |
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Estratégias e efeitos da gestão de cortes orçamentários em municípios do estado de São PauloStrategies and effects of cutback management in municipalities of the State of São PauloCutback managementBudget cutsContingenciamentoContingency measuresCortes orçamentáriosCutback managementOrçamento públicoPublic budgetingResilienceResiliênciaA recorrência de crises fiscais, provocadas por fatores internos e externos, tem levado os governos à adoção de estratégias de contenção de despesas (cutback management) que preservem a capacidade de enfrentar choques futuros. Nesse contexto, a resiliência emerge como uma perspectiva orientadora para equilibrar o ajuste fiscal e a sustentabilidade social. Embora o artigo 9º da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) institua o contingenciamento como instrumento de controle de gastos, ainda são escassos os estudos sobre sua aplicação nos governos municipais brasileiros. Este estudo teve por objetivo investigar a dinâmica e os efeitos do processo de cutback management nos municípios paulistas, com foco na normatização e operacionalização do referido comando legal. A pesquisa adotou uma abordagem mixed methods, combinando análise documental das Leis de Diretrizes Orçamentárias e dos decretos de contingenciamento de Prefeituras Municipais com uma survey aplicada a profissionais das áreas de planejamento e orçamento municipal. Os resultados evidenciam que o artigo 9º da LRF não orienta de forma efetiva o processo de contenção de despesas, revelando o decoupling entre norma e prática decorrente do conflito entre a lógica de controle fiscal, introduzida pela legislação de austeridade, e a lógica incremental pró-gasto que domina o campo orçamentário e atenua as disputas políticas por recursos em governos de coalizão. Como consequência, emergem práticas informais de ajuste que expõem disfunções no federalismo fiscal e apontam para a necessidade de auditorias que avaliem a qualidade e coerência das informações contidas nos instrumentos orçamentários, para além da mera conformidade formal. Conclui-se que o processo de cutback management nos municípios paulistas é predominantemente reativo, pouco transparente e sustentado por práticas discursivas, o que limita sua contribuição à resiliência fiscal nacional e aumenta a vulnerabilidade do país a crises futuras.The recurrence of fiscal crises, triggered by both internal and external factors, has led governments to adopt cutback management strategies aimed at preserving their capacity to withstand future shocks. In this context, resilience emerges as a guiding perspective to balance fiscal adjustment and social sustainability. Although the Fiscal Responsibility Law (FRL - Article 9) establishes expenditure contingency as an instrument of fiscal control, studies addressing its implementation in Brazilian municipal governments remain scarce. This study aimed to investigate the dynamics and effects of the cutback management process in municipalities of the State of São Paulo, focusing on the regulation and operationalization of that legal obligation. The research adopted a mixed-methods approach, combining documentary analysis of the Budget Guidelines Laws and contingency decrees with a survey conducted among professionals working in municipal planning and budgeting. The results show that FRL does not effectively guide the expenditure containment process, revealing a decoupling between norm and practice, arising from the conflict between the fiscal control logic introduced by austerity legislation and the incremental pro-spending logic that dominates the budgetary field, mitigating political disputes over resources within coalition governments. As a consequence, informal adjustment practices emerge, exposing dysfunctions in Brazil\'s fiscal federalism and highlighting the need for audits that assess the quality and coherence of information contained in budgetary instruments, beyond mere formal compliance. The study concludes that the cutback management process in São Paulo municipalities is predominantly reactive, non-transparent, and sustained by discursive practices, which limit its contribution to national fiscal resilience and increase the country\'s vulnerability to future crises.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPAzevedo, Ricardo Rocha deKoussa, Leticia Peixoto2025-09-25info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/96/96133/tde-25112025-100241/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-10T17:26:02Zoai:teses.usp.br:tde-25112025-100241Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-10T17:26:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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