Sandbox regulatório e roboadvisors: desafios para o mercado de capitais.
| Ano de defesa: | 2025 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/107/107131/tde-28112025-151330/ |
Resumo: | O mercado de capitais ou o mercado de valores mobiliários, conforme disciplinado no Brasil, é importante ferramenta para que as sociedades empresárias tenham acesso a recursos sem intermediação financeira e permite que os investidores busquem uma alternativa à poupança tradicional. Nesse contexto, os roboadvisors surgiram como tecnologias que buscam auxiliar os seus utilizadores a encontrarem os investimentos mais adequados no mercado, com base nas suas preferências pessoais. Esses softwares possuem diferentes níveis de sofisticação (podendo apresentar apenas sugestões ou atuarem na alocação e monitoramento de carteira de investimentos) e, na medida em que possuem inúmeras vantagens, também trazem riscos aos seus utilizadores e ao mercado de capitais como um todo. Com o advento e a crescente utilização de sistemas de inteligência artificial, a capacidade dessas tecnologias aumenta significativamente, bem como os seus riscos. Dessa forma, os roboadvisors demandam uma resposta regulatória que enderece esses riscos, mas sem frustrar o desenvolvimento dessas tecnologias. Uma vez que a regulação do mercado de capitais, sob supervisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no Brasil, reconhece a utilização dessas tecnologias, mas não endereça os seus riscos, urge a necessidade de uma regulação adequada para essas tecnologias no Brasil. Os ambientes regulatórios experimentais (sandbox regulatório) criados, justamente, para lidar com a regulação de tecnologias financeiras (fintechs), a fim de fomentar seu desenvolvimento enquanto aproxima regulador e regulado, se mostram como uma alternativa para a regulação dos roboadvisors. O objetivo dessa pesquisa foi, justamente, o de verificar se a utilização do sandbox regulatório estruturado pela CVM em 2020, pode ser utilizado para a regulação dessas tecnologias no mercado de valores mobiliários brasileiro. Para isso, a presente pesquisa utilizou de extensa revisão bibliográfica nacional e internacional para compreender o funcionamento, vantagens e riscos dessas tecnologias, a fim de verificar as utilidades do sandbox regulatório para a sua regulação. Como conclusão, verificou-se que os ambientes regulatórios experimentais, na forma como estabelecidos pela CVM hoje, não permitiriam a experimentação de modelos de negócios com roboadvisors, sobretudo sob um caráter formal, uma vez que os objetivos e princípios que deram origem ao sandbox regulatório, tanto internacionalmente, quando no âmbito da CVM, aproximam-se, e muito, das razões pela qual a sua utilização para a regulação dos roboadvisors se faria proveitosa. |
| id |
USP_4026d25df6cb5d0a016bdf7a70e31efa |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:teses.usp.br:tde-28112025-151330 |
| network_acronym_str |
USP |
| network_name_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Sandbox regulatório e roboadvisors: desafios para o mercado de capitais.Regulatory Sandbox and Roboadvisors: challenges for the Brazilian securities markets.Democratic Rule of Law; Innovation; Regulation; Roboadvisors; Regulatory Sandbox.Estado Democrático de DireitoInovaçãoRegulamentaçãoRoboadvisorsSandbox RegulatórioO mercado de capitais ou o mercado de valores mobiliários, conforme disciplinado no Brasil, é importante ferramenta para que as sociedades empresárias tenham acesso a recursos sem intermediação financeira e permite que os investidores busquem uma alternativa à poupança tradicional. Nesse contexto, os roboadvisors surgiram como tecnologias que buscam auxiliar os seus utilizadores a encontrarem os investimentos mais adequados no mercado, com base nas suas preferências pessoais. Esses softwares possuem diferentes níveis de sofisticação (podendo apresentar apenas sugestões ou atuarem na alocação e monitoramento de carteira de investimentos) e, na medida em que possuem inúmeras vantagens, também trazem riscos aos seus utilizadores e ao mercado de capitais como um todo. Com o advento e a crescente utilização de sistemas de inteligência artificial, a capacidade dessas tecnologias aumenta significativamente, bem como os seus riscos. Dessa forma, os roboadvisors demandam uma resposta regulatória que enderece esses riscos, mas sem frustrar o desenvolvimento dessas tecnologias. Uma vez que a regulação do mercado de capitais, sob supervisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no Brasil, reconhece a utilização dessas tecnologias, mas não endereça os seus riscos, urge a necessidade de uma regulação adequada para essas tecnologias no Brasil. Os ambientes regulatórios experimentais (sandbox regulatório) criados, justamente, para lidar com a regulação de tecnologias financeiras (fintechs), a fim de fomentar seu desenvolvimento enquanto aproxima regulador e regulado, se mostram como uma alternativa para a regulação dos roboadvisors. O objetivo dessa pesquisa foi, justamente, o de verificar se a utilização do sandbox regulatório estruturado pela CVM em 2020, pode ser utilizado para a regulação dessas tecnologias no mercado de valores mobiliários brasileiro. Para isso, a presente pesquisa utilizou de extensa revisão bibliográfica nacional e internacional para compreender o funcionamento, vantagens e riscos dessas tecnologias, a fim de verificar as utilidades do sandbox regulatório para a sua regulação. Como conclusão, verificou-se que os ambientes regulatórios experimentais, na forma como estabelecidos pela CVM hoje, não permitiriam a experimentação de modelos de negócios com roboadvisors, sobretudo sob um caráter formal, uma vez que os objetivos e princípios que deram origem ao sandbox regulatório, tanto internacionalmente, quando no âmbito da CVM, aproximam-se, e muito, das razões pela qual a sua utilização para a regulação dos roboadvisors se faria proveitosa.The securities markets enable companies to access resources without financial intermediation and allow investors to seek alternatives to traditional savings. In this context, robo-advisors have emerged as technologies that assist users in finding the most suitable investments based on their personal preferences. These technologies vary in sophisticationsome may only offer suggestions, while others manage the allocation and monitoring of investment portfolios. Although they have numerous advantages, they also pose risks to users and the securities markets. With the advent and increasing use of artificial intelligence systems, the capabilities of these technologies expand significantly, along with their associated risks. Therefore, robo- advisors require a regulatory response that addresses these risks without hindering innovation. Since securities markets regulation under the supervision of the Brazilian Securities and Exchange Commission (CVM) recognizes the use of these technologies but does not address their risks, there is an urgent need for proper regulation in Brazil. Experimental regulatory environments, known as regulatory sandboxes, created specifically to manage fintech regulation, foster development while connecting regulators and industry players, are proving to be effective for regulating robo-advisors. This research aimed to determine whether the regulatory sandbox established by the CVM in 2020 can be used to regulate these technologies within the Brazilian securities market. An extensive review of both national and international literature was conducted to understand how these technologies work, their benefits, and associated risks, to assess the usefulness of the regulatory sandbox for their regulation. In conclusion, it was found that the experimental regulatory environments set up by the CVM would not accommodate the formal experimentation of business models involving robo- advisors. However, this research also concluded that the objectives and principles that led to the creation of the regulatory sandbox, both internationally and within the CVM, are very similar to the reasons why its use for regulating robo-advisors would be beneficial.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPOliveira, Cristina Godoy Bernardo deMuniz, José Matheus2025-09-09info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/107/107131/tde-28112025-151330/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-12-18T13:40:02Zoai:teses.usp.br:tde-28112025-151330Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-12-18T13:40:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
| dc.title.none.fl_str_mv |
Sandbox regulatório e roboadvisors: desafios para o mercado de capitais. Regulatory Sandbox and Roboadvisors: challenges for the Brazilian securities markets. |
| title |
Sandbox regulatório e roboadvisors: desafios para o mercado de capitais. |
| spellingShingle |
Sandbox regulatório e roboadvisors: desafios para o mercado de capitais. Muniz, José Matheus Democratic Rule of Law; Innovation; Regulation; Roboadvisors; Regulatory Sandbox. Estado Democrático de Direito Inovação Regulamentação Roboadvisors Sandbox Regulatório |
| title_short |
Sandbox regulatório e roboadvisors: desafios para o mercado de capitais. |
| title_full |
Sandbox regulatório e roboadvisors: desafios para o mercado de capitais. |
| title_fullStr |
Sandbox regulatório e roboadvisors: desafios para o mercado de capitais. |
| title_full_unstemmed |
Sandbox regulatório e roboadvisors: desafios para o mercado de capitais. |
| title_sort |
Sandbox regulatório e roboadvisors: desafios para o mercado de capitais. |
| author |
Muniz, José Matheus |
| author_facet |
Muniz, José Matheus |
| author_role |
author |
| dc.contributor.none.fl_str_mv |
Oliveira, Cristina Godoy Bernardo de |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Muniz, José Matheus |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Democratic Rule of Law; Innovation; Regulation; Roboadvisors; Regulatory Sandbox. Estado Democrático de Direito Inovação Regulamentação Roboadvisors Sandbox Regulatório |
| topic |
Democratic Rule of Law; Innovation; Regulation; Roboadvisors; Regulatory Sandbox. Estado Democrático de Direito Inovação Regulamentação Roboadvisors Sandbox Regulatório |
| description |
O mercado de capitais ou o mercado de valores mobiliários, conforme disciplinado no Brasil, é importante ferramenta para que as sociedades empresárias tenham acesso a recursos sem intermediação financeira e permite que os investidores busquem uma alternativa à poupança tradicional. Nesse contexto, os roboadvisors surgiram como tecnologias que buscam auxiliar os seus utilizadores a encontrarem os investimentos mais adequados no mercado, com base nas suas preferências pessoais. Esses softwares possuem diferentes níveis de sofisticação (podendo apresentar apenas sugestões ou atuarem na alocação e monitoramento de carteira de investimentos) e, na medida em que possuem inúmeras vantagens, também trazem riscos aos seus utilizadores e ao mercado de capitais como um todo. Com o advento e a crescente utilização de sistemas de inteligência artificial, a capacidade dessas tecnologias aumenta significativamente, bem como os seus riscos. Dessa forma, os roboadvisors demandam uma resposta regulatória que enderece esses riscos, mas sem frustrar o desenvolvimento dessas tecnologias. Uma vez que a regulação do mercado de capitais, sob supervisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no Brasil, reconhece a utilização dessas tecnologias, mas não endereça os seus riscos, urge a necessidade de uma regulação adequada para essas tecnologias no Brasil. Os ambientes regulatórios experimentais (sandbox regulatório) criados, justamente, para lidar com a regulação de tecnologias financeiras (fintechs), a fim de fomentar seu desenvolvimento enquanto aproxima regulador e regulado, se mostram como uma alternativa para a regulação dos roboadvisors. O objetivo dessa pesquisa foi, justamente, o de verificar se a utilização do sandbox regulatório estruturado pela CVM em 2020, pode ser utilizado para a regulação dessas tecnologias no mercado de valores mobiliários brasileiro. Para isso, a presente pesquisa utilizou de extensa revisão bibliográfica nacional e internacional para compreender o funcionamento, vantagens e riscos dessas tecnologias, a fim de verificar as utilidades do sandbox regulatório para a sua regulação. Como conclusão, verificou-se que os ambientes regulatórios experimentais, na forma como estabelecidos pela CVM hoje, não permitiriam a experimentação de modelos de negócios com roboadvisors, sobretudo sob um caráter formal, uma vez que os objetivos e princípios que deram origem ao sandbox regulatório, tanto internacionalmente, quando no âmbito da CVM, aproximam-se, e muito, das razões pela qual a sua utilização para a regulação dos roboadvisors se faria proveitosa. |
| publishDate |
2025 |
| dc.date.none.fl_str_mv |
2025-09-09 |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/masterThesis |
| format |
masterThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/107/107131/tde-28112025-151330/ |
| url |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/107/107131/tde-28112025-151330/ |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.relation.none.fl_str_mv |
|
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
Liberar o conteúdo para acesso público. info:eu-repo/semantics/openAccess |
| rights_invalid_str_mv |
Liberar o conteúdo para acesso público. |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
application/pdf |
| dc.coverage.none.fl_str_mv |
|
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP instname:Universidade de São Paulo (USP) instacron:USP |
| instname_str |
Universidade de São Paulo (USP) |
| instacron_str |
USP |
| institution |
USP |
| reponame_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| collection |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository.name.fl_str_mv |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP) |
| repository.mail.fl_str_mv |
virginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.br |
| _version_ |
1857669984348536832 |