Efeitos dos vetores de força aplicados aos exercícios de solo do método Pilates clássico sobre o desempenho físico-funcional e o tempo de frenagem em taxistas idosos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Maciel, Caio Cezar de Lima
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5160/tde-27032026-161703/
Resumo: O envelhecimento populacional no Brasil tem aumentado o número de condutores idosos, especialmente taxistas. A redução das condições físicas necessárias à direção veicular eleva o risco de acidentes. Nesse contexto, estratégias acessíveis e de baixo custo, como o método Pilates, podem contribuir para a manutenção da aptidão física necessária à condução. Objetivo: analisar a influência do Pilates solo sobre o desempenho em simulador de direção veicular e sobre variáveis funcionais de taxistas idosos sedentários. Metodologia: estudo longitudinal, prospectivo, realizado com 16 taxistas idosos, sedentários, do sexo masculino, residentes na cidade de São Paulo. A intervenção consistiu em 30 sessões de Pilates solo, com frequência de uma vez por semana e duração de 50 minutos. Foram avaliadas a mobilidade, força muscular, velocidade de marcha, equilíbrio, coordenação motora e o tempo de frenagem em simulador de direção. Os dados foram analisados por medidas de tendência central e pelo teste de Wilcoxon (p < 0,05). Resultados: a média de idade foi de 64,8 anos; metade dos participantes trabalhava de 10 a 12 horas diárias e 43,8% exerciam a atividade cinco vezes por semana. A maioria (87,5%) relatava dor ou limitação física. Observou-se melhora estatisticamente significativa nos seguintes parâmetros: Timed Up and Go (6,72 ± 1,98; 5,19 ± 0,63), mobilidade cervical ativa rotação esquerda (57,40 ± 7,68; 65,42 ± 6,94), alcance anterior (31,20 ± 5,17; 37,25 ± 5,38), tempo para percorrer 4 m (2,80 ± 1,09; 2,07 ± 0,26), velocidade da marcha (0,70 ± 0,27; 0,52 ± 0,06), teste de sentar e levantar (11,90 ± 2,99; 9,05 ± 1,46), escore total do SPPB (11,00 ± 1,26; 11,83 ± 0,33) e teste de panturrilha (5,89 ± 2,19; 3,39 ± 1,02). No tempo de frenagem sem distrator (cinco paradas), observou-se tendência à redução entre os momentos 1 e 2 (0,90 ± 0,11; 0,83 ± 0,15), sem significância estatística. Conclusão: embora não tenha sido observada redução estatisticamente significativa no tempo de frenagem, verificaram-se melhoras expressivas nas variáveis físicas e funcionais. Esses resultados sugerem que a aplicação dos vetores de força nos exercícios de solo do método Pilates clássico, mesmo com uma frequência semanal reduzida de uma vez por semana, pode contribuir para o aprimiramento da funcionalidade e favorecer uma atuação mais eficiente frente às demandas exigidas no trânsito, promovendo, consequentemente, maior segurança veicular entre os motoristas idosos.
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Metodologia: estudo longitudinal, prospectivo, realizado com 16 taxistas idosos, sedentários, do sexo masculino, residentes na cidade de São Paulo. A intervenção consistiu em 30 sessões de Pilates solo, com frequência de uma vez por semana e duração de 50 minutos. Foram avaliadas a mobilidade, força muscular, velocidade de marcha, equilíbrio, coordenação motora e o tempo de frenagem em simulador de direção. Os dados foram analisados por medidas de tendência central e pelo teste de Wilcoxon (p < 0,05). Resultados: a média de idade foi de 64,8 anos; metade dos participantes trabalhava de 10 a 12 horas diárias e 43,8% exerciam a atividade cinco vezes por semana. A maioria (87,5%) relatava dor ou limitação física. Observou-se melhora estatisticamente significativa nos seguintes parâmetros: Timed Up and Go (6,72 ± 1,98; 5,19 ± 0,63), mobilidade cervical ativa rotação esquerda (57,40 ± 7,68; 65,42 ± 6,94), alcance anterior (31,20 ± 5,17; 37,25 ± 5,38), tempo para percorrer 4 m (2,80 ± 1,09; 2,07 ± 0,26), velocidade da marcha (0,70 ± 0,27; 0,52 ± 0,06), teste de sentar e levantar (11,90 ± 2,99; 9,05 ± 1,46), escore total do SPPB (11,00 ± 1,26; 11,83 ± 0,33) e teste de panturrilha (5,89 ± 2,19; 3,39 ± 1,02). No tempo de frenagem sem distrator (cinco paradas), observou-se tendência à redução entre os momentos 1 e 2 (0,90 ± 0,11; 0,83 ± 0,15), sem significância estatística. Conclusão: embora não tenha sido observada redução estatisticamente significativa no tempo de frenagem, verificaram-se melhoras expressivas nas variáveis físicas e funcionais. Esses resultados sugerem que a aplicação dos vetores de força nos exercícios de solo do método Pilates clássico, mesmo com uma frequência semanal reduzida de uma vez por semana, pode contribuir para o aprimiramento da funcionalidade e favorecer uma atuação mais eficiente frente às demandas exigidas no trânsito, promovendo, consequentemente, maior segurança veicular entre os motoristas idosos.Population aging in Brazil has increased the number of older drivers, particularly taxi drivers. The decline in physical abilities required for vehicle operation raises the risk of traffic accidents. In this context, accessible and low-cost strategies such as the Pilates method may contribute to maintaining the physical fitness necessary for safe driving.Objective: To analyze the influence of mat Pilates on driving simulator performance and functional variables in sedentary older taxi drivers. Methods: A longitudinal and prospective study was conducted with 16 sedentary male older taxi drivers living in São Paulo, Brazil. The intervention consisted of 30 mat Pilates sessions (once a week, 50 minutes each). Mobility, muscle strength, gait speed, balance, motor coordination, and braking time in a driving simulator were evaluated. Data were analyzed using measures of central tendency and the Wilcoxon test (p < 0.05). Results: The mean age was 64.8 years; half of the participants worked 10 to 12 hours per day, and 43.8% worked five days per week. Most (87.5%) reported pain or physical limitations. Statistically significant improvements were observed in the following parameters: Timed Up and Go (6.72 ± 1.98; 5.19 ± 0.63), active cervical mobility left rotation (57.40 ± 7.68; 65.42 ± 6.94), anterior reach (31.20 ± 5.17; 37.25 ± 5.38), time to walk 4 m (2.80 ± 1.09; 2.07 ± 0.26), gait speed (0.70 ± 0.27; 0.52 ± 0.06), sit-to stand test (11.90 ± 2.99; 9.05 ± 1.46), total SPPB score (11.00 ± 1.26; 11.83 ± 0.33), and calf-raise test (5.89 ± 2.19; 3.39 ± 1.02). In the braking time test (five stops without distractor), a reduction trend was observed between moments 1 and 2 (0.90 ± 0.11; 0.83 ± 0.15), although not statistically significant. Conclusion: Although no statistically significant reduction was observed in braking time, marked improvements were found in physical and functional variables. These results suggest that the application of force vectors in classical mat Pilates exercises, even with a reduced frequency of once per week, may contribute to enhancing functional performance and promote a more efficient response to the demands required in traffic, thereby improving driving safety among older drivers.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBusse, Alexandre LeopoldMaciel, Caio Cezar de Lima2025-12-11info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5160/tde-27032026-161703/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-27T19:27:02Zoai:teses.usp.br:tde-27032026-161703Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-27T19:27:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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