Associação inversa entre presença e grau de espondilose lombar radiográfica e osteoporose em idosos brasileiros da comunidade. Estudo de coorte de base populacional: São Paulo Ageing & Health Study (SPAH)
| Ano de defesa: | 2025 |
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Resumo: | Objetivo: Avaliar a relação entre espondilose lombar (EL) e densidade mineral óssea (DMO) e osteoporose (OP), bem como os fatores associados às essas duas condições em idosos da comunidade da coorte SPAH. Método: Foram analisadas radiografias da coluna lombar de 616 indivíduos, 381 mulheres e 235 homens com 65 anos ou mais, aplicando-se o escore de Kellgren-Lawrence (KL) para determinar o grau e a extensão da EL em quatro níveis vertebrais (L1-L2 a L4-L5). A presença de EL foi definida quando houve um grau KL>2 em pelo menos um nível vertebral, EL acentuada quando houve um grau KL>3 em pelo menos um nível vertebral e EL acentuada nos 4 níveis quando a soma do grau KL dos mesmos foi maior que 8 ( KL>8). A densidade mineral óssea (DMO) foi medida por absorciometria de raios-X de dupla energia (DXA) na coluna lombar, colo do fêmur e fêmur total. Fraturas vertebrais por foram identificadas pelo método semiquantitativo de Genant. Foram analisados a associação e correlação entre EL, DMO e OP ajustados para sexo, idade, índice de massa corporal (IMC), tabagismo e atividade física. Além disso, avaliou-se consumo de álcool e quedas. Foram verificados a concentração sérica de cálcio (ajustado pela concentração de albumina), fósforo (P), fosfatase alcalina (FA), vitamina D (25OHD), paratormônio intacto (iPTH), telopeptídeos carboxiterminais do colágeno tipo I (CTX) e propeptídeo amino terminal do procolágeno tipo I (P1NP). Resultados: A prevalência de EL foi maior em homens (92,3% vs 76,6%, p<0,01), bem como o grau KL>3 (36,6% vs 28,9%, p= 0,04) e KL>8 (25,1% vs 19,9%, p<0,01); enquanto a OP foi mais comum em mulheres (58% vs 30,2%, p<0,01). Verificou-se uma associação inversa entre EL e OP principalmente na coluna vertebral para ambos os sexos. As mulheres apresentaram menor prevalência de OP vertebral em quaisquer dos critérios de graduação da EL (média de T-score para KL>2 de -2,12, DP 1,52 vs -2,96 DP 1,46 p<0,01; para KL>3 de -1,75 DP 1,79 vs -2,57 DP 1,38 p<0,01 e -1,44 DP 1,84 vs -2,56 DP 1,38 p<0,01). Já os homens apresentaram associação inversa com a OP na EL acentuada (para KL>3 OR=0,33 95% IC 0,151-0,70, p<0,01 e para KL>8 OR 0,099 95% IC 0,023-0,423, p<0,01). Para OP de fêmur proximal, a associação inversa se manteve apenas em mulheres (para KL>2, OR=0,41, 95% IC 0,255-0,659, p<0,01). Não houve associação significativa entre EL e fraturas de fragilidade, nem associação entre os níveis séricos de PTH, cálcio, fósforo, vitamina D, fosfatase alcalina, CTX e P1NP e EL. Quanto aos fatores de risco, o tabagismo atual esteve associado de maneira direta e o tabagismo pregresso de maneira inversa com KL>8 nas mulheres (p=0,02). Conclusão: Verificou-se uma associação inversa entre EL e OP densitométrica, em especial na coluna vertebral, sendo menos evidente em fêmur proximal. Essa associação inversa, em mulheres foi observada com a presença de qualquer grau de espondilose, mas foi mais marcante em homens com EL mais extensa e acentuada. Não foi encontrada associação entre EL e fraturas de fragilidade, e nem com parâmetros bioquímicos. |
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Associação inversa entre presença e grau de espondilose lombar radiográfica e osteoporose em idosos brasileiros da comunidade. Estudo de coorte de base populacional: São Paulo Ageing & Health Study (SPAH)Inverse association between presence and degree of radiographic lumbar spondylosis and osteoporosis in community-dwelling elderly Brazilians. Population-based cohort study: São Paulo Ageing & Health Study (SPAH)AgedAssociaçãoAssociationColuna vertebralEspondilose lombarIdosoLumbar spondylosisOsteoporoseOsteoporosisRadiografiaRadiographySpineObjetivo: Avaliar a relação entre espondilose lombar (EL) e densidade mineral óssea (DMO) e osteoporose (OP), bem como os fatores associados às essas duas condições em idosos da comunidade da coorte SPAH. Método: Foram analisadas radiografias da coluna lombar de 616 indivíduos, 381 mulheres e 235 homens com 65 anos ou mais, aplicando-se o escore de Kellgren-Lawrence (KL) para determinar o grau e a extensão da EL em quatro níveis vertebrais (L1-L2 a L4-L5). A presença de EL foi definida quando houve um grau KL>2 em pelo menos um nível vertebral, EL acentuada quando houve um grau KL>3 em pelo menos um nível vertebral e EL acentuada nos 4 níveis quando a soma do grau KL dos mesmos foi maior que 8 ( KL>8). A densidade mineral óssea (DMO) foi medida por absorciometria de raios-X de dupla energia (DXA) na coluna lombar, colo do fêmur e fêmur total. Fraturas vertebrais por foram identificadas pelo método semiquantitativo de Genant. Foram analisados a associação e correlação entre EL, DMO e OP ajustados para sexo, idade, índice de massa corporal (IMC), tabagismo e atividade física. Além disso, avaliou-se consumo de álcool e quedas. Foram verificados a concentração sérica de cálcio (ajustado pela concentração de albumina), fósforo (P), fosfatase alcalina (FA), vitamina D (25OHD), paratormônio intacto (iPTH), telopeptídeos carboxiterminais do colágeno tipo I (CTX) e propeptídeo amino terminal do procolágeno tipo I (P1NP). Resultados: A prevalência de EL foi maior em homens (92,3% vs 76,6%, p<0,01), bem como o grau KL>3 (36,6% vs 28,9%, p= 0,04) e KL>8 (25,1% vs 19,9%, p<0,01); enquanto a OP foi mais comum em mulheres (58% vs 30,2%, p<0,01). Verificou-se uma associação inversa entre EL e OP principalmente na coluna vertebral para ambos os sexos. As mulheres apresentaram menor prevalência de OP vertebral em quaisquer dos critérios de graduação da EL (média de T-score para KL>2 de -2,12, DP 1,52 vs -2,96 DP 1,46 p<0,01; para KL>3 de -1,75 DP 1,79 vs -2,57 DP 1,38 p<0,01 e -1,44 DP 1,84 vs -2,56 DP 1,38 p<0,01). Já os homens apresentaram associação inversa com a OP na EL acentuada (para KL>3 OR=0,33 95% IC 0,151-0,70, p<0,01 e para KL>8 OR 0,099 95% IC 0,023-0,423, p<0,01). Para OP de fêmur proximal, a associação inversa se manteve apenas em mulheres (para KL>2, OR=0,41, 95% IC 0,255-0,659, p<0,01). Não houve associação significativa entre EL e fraturas de fragilidade, nem associação entre os níveis séricos de PTH, cálcio, fósforo, vitamina D, fosfatase alcalina, CTX e P1NP e EL. Quanto aos fatores de risco, o tabagismo atual esteve associado de maneira direta e o tabagismo pregresso de maneira inversa com KL>8 nas mulheres (p=0,02). Conclusão: Verificou-se uma associação inversa entre EL e OP densitométrica, em especial na coluna vertebral, sendo menos evidente em fêmur proximal. Essa associação inversa, em mulheres foi observada com a presença de qualquer grau de espondilose, mas foi mais marcante em homens com EL mais extensa e acentuada. Não foi encontrada associação entre EL e fraturas de fragilidade, e nem com parâmetros bioquímicos.Objective: Evaluate the relationship between lumbar spondylosis (LS) and bone mineral density (BMD) and osteoporosis (OP), as well as factors associated with these two conditions in community-dwelling elderly Brazilians from a population-based cohort study: São Paulo Ageing & Health Study (SPAH). Method: Lumbar spine radiographs from 616 individuals, 381 women and 235 men aged 65 years or older, were analyzed using the Kellgren-Lawrence (KL) score to determine the degree and extent of LS at four vertebral levels (L1-L2 to L4-L5). The presence of LS was defined as a KL grade > 2 in at least one vertebral level, accentuated LS as a KL grade > 3 in at least one vertebral level, and accentuated LS at all four levels when the KL sum was greater than eight (KL > 8). Body mineral density was measured by dual-energy X-ray absorptiometry (DXA) in the lumbar spine, femoral neck, and total femur. Vertebral fractures were identified using Genant\'s semi-quantitative method. The association and correlation between LS, BMD, and OP were analyzed and adjusted for sex, age, body mass index (BMI), smoking, and physical activity. In addition, alcohol consumption and falls were evaluated. Serum concentrations of calcium (adjusted for albumin concentration), phosphorus, alkaline phosphatase, vitamin D, intact parathyroid hormone (PTH), C-terminal telopeptides of type I collagen (CTX), and procollagen type I N-terminal propeptide (P1NP) were assessed. Results: The prevalence of LS was higher in men (92.3% vs. 76.6%, p < 0.01), as well as KL > 3 (36.6% vs. 28.9%, p = 0.04) and KL > 8 (25.1% vs. 19.9%, p < 0.01); while OP was more common in women (58% vs. 30.2%, p < 0.01). An inverse association between LS and OP was found in both sexes. Women had a lower prevalence of OP (vertebral or femoral) for any of the LS grading criteria: KL > 2 (OR: 0.498, 95% CI: 0.304-0.816, p < 0.01), KL > 3 (OR: 0.541, 95% CI: 0.346-0.847, p < 0.01), and KL > 8 (OR: 0.446, 95% CI: 0.268-0.744, p < 0.01). Men showed an inverse association with OP for accentuated LS: KL > 3 (OR: 0.529, 95% CI: 0.287-0.974, p = 0.04) and KL > 8 (OR: 0.281, 95% CI: 0.126-0.630, p < 0.01). This inverse association remained when considering only vertebral OP. For femoral OP, the inverse association remained only in women for KL > 2 grading (OR: 0.410, 95% CI: 0.255-659, p < 0.01). There was no significant association between LS and fragility fractures, nor between serum levels of PTH, calcium, phosphorus, vitamin D, alkaline phosphatase, CTX, P1NP, and LS. There was a weak correlation between spine T-score with accentuated LS (KL > 8) for men and women. Conclusion: An inverse association between LS and densitometric OP was found, especially in the spine, being less evident in the proximal femur. This inverse association in women was observed with any degree of LS but was more pronounced in men with more extensive and accentuated LS. No association was found between LS and fragility fractures or biochemical parametersBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFuller, RicardoPassalini, Thaysa Simões Paixão2025-04-30info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-07102025-152547/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-07T18:44:02Zoai:teses.usp.br:tde-07102025-152547Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-07T18:44:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Objetivo: Avaliar a relação entre espondilose lombar (EL) e densidade mineral óssea (DMO) e osteoporose (OP), bem como os fatores associados às essas duas condições em idosos da comunidade da coorte SPAH. Método: Foram analisadas radiografias da coluna lombar de 616 indivíduos, 381 mulheres e 235 homens com 65 anos ou mais, aplicando-se o escore de Kellgren-Lawrence (KL) para determinar o grau e a extensão da EL em quatro níveis vertebrais (L1-L2 a L4-L5). A presença de EL foi definida quando houve um grau KL>2 em pelo menos um nível vertebral, EL acentuada quando houve um grau KL>3 em pelo menos um nível vertebral e EL acentuada nos 4 níveis quando a soma do grau KL dos mesmos foi maior que 8 ( KL>8). A densidade mineral óssea (DMO) foi medida por absorciometria de raios-X de dupla energia (DXA) na coluna lombar, colo do fêmur e fêmur total. Fraturas vertebrais por foram identificadas pelo método semiquantitativo de Genant. Foram analisados a associação e correlação entre EL, DMO e OP ajustados para sexo, idade, índice de massa corporal (IMC), tabagismo e atividade física. Além disso, avaliou-se consumo de álcool e quedas. Foram verificados a concentração sérica de cálcio (ajustado pela concentração de albumina), fósforo (P), fosfatase alcalina (FA), vitamina D (25OHD), paratormônio intacto (iPTH), telopeptídeos carboxiterminais do colágeno tipo I (CTX) e propeptídeo amino terminal do procolágeno tipo I (P1NP). Resultados: A prevalência de EL foi maior em homens (92,3% vs 76,6%, p<0,01), bem como o grau KL>3 (36,6% vs 28,9%, p= 0,04) e KL>8 (25,1% vs 19,9%, p<0,01); enquanto a OP foi mais comum em mulheres (58% vs 30,2%, p<0,01). Verificou-se uma associação inversa entre EL e OP principalmente na coluna vertebral para ambos os sexos. As mulheres apresentaram menor prevalência de OP vertebral em quaisquer dos critérios de graduação da EL (média de T-score para KL>2 de -2,12, DP 1,52 vs -2,96 DP 1,46 p<0,01; para KL>3 de -1,75 DP 1,79 vs -2,57 DP 1,38 p<0,01 e -1,44 DP 1,84 vs -2,56 DP 1,38 p<0,01). Já os homens apresentaram associação inversa com a OP na EL acentuada (para KL>3 OR=0,33 95% IC 0,151-0,70, p<0,01 e para KL>8 OR 0,099 95% IC 0,023-0,423, p<0,01). Para OP de fêmur proximal, a associação inversa se manteve apenas em mulheres (para KL>2, OR=0,41, 95% IC 0,255-0,659, p<0,01). Não houve associação significativa entre EL e fraturas de fragilidade, nem associação entre os níveis séricos de PTH, cálcio, fósforo, vitamina D, fosfatase alcalina, CTX e P1NP e EL. Quanto aos fatores de risco, o tabagismo atual esteve associado de maneira direta e o tabagismo pregresso de maneira inversa com KL>8 nas mulheres (p=0,02). Conclusão: Verificou-se uma associação inversa entre EL e OP densitométrica, em especial na coluna vertebral, sendo menos evidente em fêmur proximal. Essa associação inversa, em mulheres foi observada com a presença de qualquer grau de espondilose, mas foi mais marcante em homens com EL mais extensa e acentuada. Não foi encontrada associação entre EL e fraturas de fragilidade, e nem com parâmetros bioquímicos. |
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