Juros, custos e concentração bancária no Brasil: 1967/76

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1983
Autor(a) principal: Tavares, Martus Antonio Rodrigues
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12138/tde-15042025-145128/
Resumo: O governo, a partir de 1967/68, pôs em prática algumas medidas para concentrar o sistema bancário brasileiro. Tais medidas foram ratificadas no início da década de setenta quando da criação da Comissão de Fusão e Incorporação de Empresas - COFIE, em 1971. As taxas reais de juros haviam-se tornado positivas desde 1965/66, desestimulando o processo de desenvolvimento econômico. O governo, que assumiu em 1967, diagnosticou a inflação existente nesta data como sendo de custos. Sabe-se que neste tipo de inflação a taxa de juros tem um papel importante. Desta forma, a redução dessa taxa tornou-se questão central para a meta de combate à inflação e retomada do crescimento. Mas, como a redução dos juros justifica a adoção de políticas de concentração? A rationale das políticas, adotadas, a partir de 1967/68, era de que: cor centrando o setor bancário, os bancos obteriam custos operacionais menores - suposta a existência de economias de escala na atividade bancária - e isto se traduziria em menores taxas de juros para tomadores de recursos dos bancos. Assim, iniciou-se um tabelamento dos juros ao mesmo tempo que se incentivava a concentração. Os ganhos de escala - segundo a rationale - seriam repassados aos clientes dos bancos através do tabelamento dos juros. Dentro de contexto o presente trabalho analisa as políticas de concentração do setor bancário brasileiro, implementadas pelo governo, a partir de 1967/68, focalizando nelas a questão da relação entre custos operacionais dos bancos comerciais e taxa de juros cobrada por esses bancos. Neste sentido os objetivos específicos são: i) mostrar que não se deveria esperar que ocorresse necessariamente uma redução dos juros cobrados pelos bancos comerciais, por causa de uma diminuição dos custos operacionais desses bancos; ii) medir o grau de concentração da indústria bancária brasileira e comparar com setores bancários de outros países e com outras indústrias nacionais; iii) explorar a relação entre concentração bancária e aumento da parcela dos intermediários financeiros na renda interna; iv) verificar se os objetivos da política de concentração dos bancos comerciais, de redução de juros e aumento da oferta de crédito de longo prazo pelo segmento privado do sistema financeiro foram atingidos.
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A rationale das políticas, adotadas, a partir de 1967/68, era de que: cor centrando o setor bancário, os bancos obteriam custos operacionais menores - suposta a existência de economias de escala na atividade bancária - e isto se traduziria em menores taxas de juros para tomadores de recursos dos bancos. Assim, iniciou-se um tabelamento dos juros ao mesmo tempo que se incentivava a concentração. Os ganhos de escala - segundo a rationale - seriam repassados aos clientes dos bancos através do tabelamento dos juros. Dentro de contexto o presente trabalho analisa as políticas de concentração do setor bancário brasileiro, implementadas pelo governo, a partir de 1967/68, focalizando nelas a questão da relação entre custos operacionais dos bancos comerciais e taxa de juros cobrada por esses bancos. Neste sentido os objetivos específicos são: i) mostrar que não se deveria esperar que ocorresse necessariamente uma redução dos juros cobrados pelos bancos comerciais, por causa de uma diminuição dos custos operacionais desses bancos; ii) medir o grau de concentração da indústria bancária brasileira e comparar com setores bancários de outros países e com outras indústrias nacionais; iii) explorar a relação entre concentração bancária e aumento da parcela dos intermediários financeiros na renda interna; iv) verificar se os objetivos da política de concentração dos bancos comerciais, de redução de juros e aumento da oferta de crédito de longo prazo pelo segmento privado do sistema financeiro foram atingidos.Starting in 1967/68, the government implemented a series of measures aimed at concentrating the Brazilian banking system. These measures were ratified in the early 1970s with the creation of the Commission for Mergers and Acquisitions of Companies (COFIE) in 1971. Real interest rates had become positive since 1965/66, discouraging the process of economic development. The government, which took office in 1967, diagnosed the prevailing inflation as cost-push inflation. It is known that, in this type of inflation, interest rates play an important role. Thus, reducing the interest rate became a central issue for the goals of controlling inflation and resuming economic growth. But how does interest rate reduction justify the adoption of concentration policies? The rationale behind the policies adopted from 1967/68 onwards was that by concentrating the banking sector, banks would achieve lower operating costs - assuming the existence of economies of scale in banking activity - which would translate into lower interest rates for borrowers. Therefore, interest rates were subjected to controls at the same time as concentration was encouraged. The economies of scale - according to the rationale - would be passed on to bank clients through regulated interest rates. Within this context, the present study analyzes the concentration policies of the Brazilian banking sector implemented by the government starting in 1967/68, focusing on the relationship between commercial banks\' operating costs and the interest rates charged by these banks. Specifically, the objectives are: i) to show that a reduction in interest rates charged by commercial banks should not necessarily be expected as a consequence of a reduction in their operating costs; ii) to measure the degree of concentration in the Brazilian banking industry and compare it with banking sectors in other countries and with other domestic industries; iii) to explore the relationship between banking concentration and the increasing share of financial intermediaries in domestic income; iv) to verify whether the objectives of commercial bank concentration policy - interest rate reduction and expansion of long-term credit supply by the private segment of the financial system - were achieved.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCruz, Helio Nogueira daTavares, Martus Antonio Rodrigues1983-06-08info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12138/tde-15042025-145128/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-04-15T18:16:01Zoai:teses.usp.br:tde-15042025-145128Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-04-15T18:16:01Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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