Relação entre o anticorpo anti-Ro52 e o anticorpo anti-SLA/LP em pacientes portadores de hepatite autoimune
| Ano de defesa: | 2024 |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5168/tde-29012025-134148/ |
Resumo: | Introdução: A hepatite autoimune (HAI) é uma doença de etiologia desconhecida, classicamente dividida em tipo 1, associado ao antinúcleo (ANA) e antimúsculo liso (ASMA), e tipo 2, ao anticorpo antimicrossomal de fígado e rim tipo 1 (anti-LKM1) e anticitosol hepático tipo 1. O antiantígeno hepático solúvel/fígado-pâncreas (anti-SLA/LP) foi inicialmente considerado marcador de um terceiro tipo. Evidências sugerem que, embora não defina um subgrupo, sua positividade permite diagnosticar pacientes sem marcadores clássicos e identifica aqueles com maiores índices de recidiva. É descrita a relação entre o anti-SLA/LP e o anti-Ro52 (associado à Síndrome de Sjögren e ao bloqueio atrioventricular congênito). Objetivo: Estudar a associação entre o anti-Ro52 e o anti-SLA/LP em pacientes com HAI; avaliar a relação desses anticorpos com o HLA-DRB1, doenças autoimunes extra-hepáticas (DAIEH), complicações gestacionais e estabelecer características clínicas, evolutivas e de resposta terapêutica nos pacientes com esses marcadores. Pacientes e métodos: Trata-se de um estudo observacional retrospectivo unicêntrico. Foram analisados 93 pacientes com anti-SLA/LP reagente, comparados a 59 pacientes com ASMA, com título acima de 1/80 e reatividade em vasos, glomérulos e túbulos renais, ou antiactina (HAI-1) e 25 com anti-LKM1 (HAI-2). Foram excluídos pacientes com outras doenças hepáticas ou uso de substâncias hepatotóxicas. Foi pesquisado o anti-Ro52 por ELISA nos 177 pacientes do estudo e a genotipagem do HLA-DRB1 por PCR-SSP em 127. Resultados: A maioria dos pacientes era feminina (85%), com idade média ao diagnóstico de 29 anos, HAI-1 (81%) e 60% tinham cirrose ao diagnóstico. O anti-Ro52 foi reagente em 58,8%. No grupo anti-SLA/LP, 92,5% tinham anti-Ro52, versus 21,4% dos controles (OR 45,05; p<0,0001), com uma conformidade entre os testes de 86% e um coeficiente kappa de 0,715 (z=9,588, p<0,0001). No grupo anti-SLA/LP, 91,4% apresentavam HAI-1, 1,1% HAI-2 e 7,5% este marcador isolado. Analisando pacientes HAI-1/anti-SLA/LP isolado, ambos os anticorpos estiveram associados ao sexo feminino e à presença do ANA. Houve associação negativa entre o anti-Ro52 e o ASMA (p<0,001). Pacientes com anti-Ro52 tiveram mais DAIEH (p=0,015). Aqueles sem anti-SLA/LP ou anti-Ro52 tiveram graus mais avançados de atividade periportal na biópsia inicial. Pacientes com anti-SLA/LP tiveram mais recidiva após a suspensão do tratamento (OR 5,74; p=0,022) e apresentaram uma tendência a menor ocorrência de cirrose ao final do seguimento (p=0,057). Não houve diferença nos parâmetros laboratoriais ou resposta terapêutica, complicações gestacionais, ocorrência de câncer ou sobrevida. O HLA-DRB1*03 teve associação positiva, enquanto o DRB1*15 negativa com os dois anticorpos. Conclusões: O anti-Ro52 esteve fortemente associado ao anti-SLA/LP, que se mostrou um marcador adicional da HAI-1. Ambos os anticorpos foram associados ao sexo feminino, à presença do ANA e ao HLA-DRB1*03. Apesar de não haver diferenças na resposta terapêutica ou sobrevida, pacientes com anti-SLA/LP apresentaram mais recidivas após suspensão do tratamento, confirmando a concepção de que esta deve ser cautelosa na sua presença |
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Relação entre o anticorpo anti-Ro52 e o anticorpo anti-SLA/LP em pacientes portadores de hepatite autoimuneThe relationship between anti-Ro52 antibody and anti-SLA/LP antibody in patients with autoimmune hepatitisAnti-Ro/SS-A antibodyAnti-Ro52 antibodyAnti-SLA/LP antibodyAnticorpo anti-Ro/SS-AAnticorpo anti-Ro52Anticorpo Anti-SLA/LPAutoantibodiesAutoanticorposAutoimmune hepatitisAutoimmunityAutoimunidadeHepatite AutoimuneHLA-DRHLA-DRIntrodução: A hepatite autoimune (HAI) é uma doença de etiologia desconhecida, classicamente dividida em tipo 1, associado ao antinúcleo (ANA) e antimúsculo liso (ASMA), e tipo 2, ao anticorpo antimicrossomal de fígado e rim tipo 1 (anti-LKM1) e anticitosol hepático tipo 1. O antiantígeno hepático solúvel/fígado-pâncreas (anti-SLA/LP) foi inicialmente considerado marcador de um terceiro tipo. Evidências sugerem que, embora não defina um subgrupo, sua positividade permite diagnosticar pacientes sem marcadores clássicos e identifica aqueles com maiores índices de recidiva. É descrita a relação entre o anti-SLA/LP e o anti-Ro52 (associado à Síndrome de Sjögren e ao bloqueio atrioventricular congênito). Objetivo: Estudar a associação entre o anti-Ro52 e o anti-SLA/LP em pacientes com HAI; avaliar a relação desses anticorpos com o HLA-DRB1, doenças autoimunes extra-hepáticas (DAIEH), complicações gestacionais e estabelecer características clínicas, evolutivas e de resposta terapêutica nos pacientes com esses marcadores. Pacientes e métodos: Trata-se de um estudo observacional retrospectivo unicêntrico. Foram analisados 93 pacientes com anti-SLA/LP reagente, comparados a 59 pacientes com ASMA, com título acima de 1/80 e reatividade em vasos, glomérulos e túbulos renais, ou antiactina (HAI-1) e 25 com anti-LKM1 (HAI-2). Foram excluídos pacientes com outras doenças hepáticas ou uso de substâncias hepatotóxicas. Foi pesquisado o anti-Ro52 por ELISA nos 177 pacientes do estudo e a genotipagem do HLA-DRB1 por PCR-SSP em 127. Resultados: A maioria dos pacientes era feminina (85%), com idade média ao diagnóstico de 29 anos, HAI-1 (81%) e 60% tinham cirrose ao diagnóstico. O anti-Ro52 foi reagente em 58,8%. No grupo anti-SLA/LP, 92,5% tinham anti-Ro52, versus 21,4% dos controles (OR 45,05; p<0,0001), com uma conformidade entre os testes de 86% e um coeficiente kappa de 0,715 (z=9,588, p<0,0001). No grupo anti-SLA/LP, 91,4% apresentavam HAI-1, 1,1% HAI-2 e 7,5% este marcador isolado. Analisando pacientes HAI-1/anti-SLA/LP isolado, ambos os anticorpos estiveram associados ao sexo feminino e à presença do ANA. Houve associação negativa entre o anti-Ro52 e o ASMA (p<0,001). Pacientes com anti-Ro52 tiveram mais DAIEH (p=0,015). Aqueles sem anti-SLA/LP ou anti-Ro52 tiveram graus mais avançados de atividade periportal na biópsia inicial. Pacientes com anti-SLA/LP tiveram mais recidiva após a suspensão do tratamento (OR 5,74; p=0,022) e apresentaram uma tendência a menor ocorrência de cirrose ao final do seguimento (p=0,057). Não houve diferença nos parâmetros laboratoriais ou resposta terapêutica, complicações gestacionais, ocorrência de câncer ou sobrevida. O HLA-DRB1*03 teve associação positiva, enquanto o DRB1*15 negativa com os dois anticorpos. Conclusões: O anti-Ro52 esteve fortemente associado ao anti-SLA/LP, que se mostrou um marcador adicional da HAI-1. Ambos os anticorpos foram associados ao sexo feminino, à presença do ANA e ao HLA-DRB1*03. Apesar de não haver diferenças na resposta terapêutica ou sobrevida, pacientes com anti-SLA/LP apresentaram mais recidivas após suspensão do tratamento, confirmando a concepção de que esta deve ser cautelosa na sua presençaIntroduction: Autoimmune hepatitis (AIH) is a disease of unknown etiology, classically divided into type 1, associated with antinuclear antibodies (ANA) and anti-smooth muscle antibodies (ASMA), and type 2, associated with liver/kidney microsomal antibody type 1 (anti-LKM1) and liver cytosol antibody type 1. Anti-soluble liver antigen/liver-pancreas antibody (anti-SLA/LP) was initially considered a marker of a third type. Evidence suggests that, although it does not define a distinct subgroup, its positivity allows for the diagnosis of patients without classical markers and identifies those with higher relapse rates. A relationship between anti-SLA/LP and anti-Ro52 (associated with Sjögren\'s Syndrome and congenital atrioventricular block) has been described. Objective: To study the association between anti-Ro52 and anti-SLA/LP in patients with AIH; to evaluate the relationship of these antibodies with HLA-DRB1, extrahepatic autoimmune diseases (EHAID), and pregnancy complications, and to establish clinical, evolutionary, and therapeutic response characteristics in patients with these markers. Patients and Methods: This is a retrospective, single-center observational study. We analyzed 93 patients with positive anti-SLA/LP, compared to 59 patients with ASMA, with a titer above 1/80 with reactivity in vessels, glomeruli, and fibrils of tubular cells or anti-actin specificity (AIH-1), and 25 with anti-LKM1 (AIH-2). Patients with other liver diseases or the use of hepatotoxic substances were excluded. All 177 patients were tested for anti-Ro52 antibodies, and HLA-DRB1 was genotyped by PCR-SSP in 127 patients. Results: The majority were female (85%), with a mean age at diagnosis of 29 years. Most had AIH-1 (81%) and 60% had cirrhosis at the time of diagnosis. Anti-Ro52 was positive in 58,8%. In the anti-SLA/LP group, 92.5% had anti-Ro52, versus 21.4% of the controls (OR 45.05; p<0.0001), with a test concordance of 86% and a kappa coefficient of 0.715 (z=9.588, p<0.0001). In the anti-SLA/LP group, 91.4% had AIH-1, 1.1% had AIH-2, and 7.5% had this marker alone. When analyzing AIH-1/isolated anti-SLA/LP patients, both antibodies were associated with the female sex and the presence of ANA. There was a negative association between anti-Ro52 and ASMA (p<0.001). Patients with anti-Ro52 had more EHAID (p=0.015). Those without anti-SLA/LP or anti-Ro52 had more advanced periportal activity on initial biopsy. Patients with anti-SLA/LP had more relapses after treatment withdrawal (OR 5.74; p=0.022) and a trend to lower occurrence of cirrhosis at the end of follow-up (p=0.057). There was no difference in laboratory parameters, therapeutic response, pregnancy complications, cancer occurrence, or survival. HLA-DRB1*03 was positively, while DRB1*15 was negatively associated with both antibodies. Conclusions: Anti-Ro52 was strongly associated with anti-SLA/LP, which proved to be an additional marker of AIH-1. Both antibodies were associated with the female sex, the presence of ANA, and HLA-DRB1*03. Although there were no differences in therapeutic response or survival, patients with anti-SLA/LP had more relapses after treatment withdrawal, confirming that withdrawal should be cautious in its presenceBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCançado, Eduardo Luiz RachidGuedes, Ana Luiza Vilar2024-09-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5168/tde-29012025-134148/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-02-03T15:42:02Zoai:teses.usp.br:tde-29012025-134148Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-02-03T15:42:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução: A hepatite autoimune (HAI) é uma doença de etiologia desconhecida, classicamente dividida em tipo 1, associado ao antinúcleo (ANA) e antimúsculo liso (ASMA), e tipo 2, ao anticorpo antimicrossomal de fígado e rim tipo 1 (anti-LKM1) e anticitosol hepático tipo 1. O antiantígeno hepático solúvel/fígado-pâncreas (anti-SLA/LP) foi inicialmente considerado marcador de um terceiro tipo. Evidências sugerem que, embora não defina um subgrupo, sua positividade permite diagnosticar pacientes sem marcadores clássicos e identifica aqueles com maiores índices de recidiva. É descrita a relação entre o anti-SLA/LP e o anti-Ro52 (associado à Síndrome de Sjögren e ao bloqueio atrioventricular congênito). Objetivo: Estudar a associação entre o anti-Ro52 e o anti-SLA/LP em pacientes com HAI; avaliar a relação desses anticorpos com o HLA-DRB1, doenças autoimunes extra-hepáticas (DAIEH), complicações gestacionais e estabelecer características clínicas, evolutivas e de resposta terapêutica nos pacientes com esses marcadores. Pacientes e métodos: Trata-se de um estudo observacional retrospectivo unicêntrico. Foram analisados 93 pacientes com anti-SLA/LP reagente, comparados a 59 pacientes com ASMA, com título acima de 1/80 e reatividade em vasos, glomérulos e túbulos renais, ou antiactina (HAI-1) e 25 com anti-LKM1 (HAI-2). Foram excluídos pacientes com outras doenças hepáticas ou uso de substâncias hepatotóxicas. Foi pesquisado o anti-Ro52 por ELISA nos 177 pacientes do estudo e a genotipagem do HLA-DRB1 por PCR-SSP em 127. Resultados: A maioria dos pacientes era feminina (85%), com idade média ao diagnóstico de 29 anos, HAI-1 (81%) e 60% tinham cirrose ao diagnóstico. O anti-Ro52 foi reagente em 58,8%. No grupo anti-SLA/LP, 92,5% tinham anti-Ro52, versus 21,4% dos controles (OR 45,05; p<0,0001), com uma conformidade entre os testes de 86% e um coeficiente kappa de 0,715 (z=9,588, p<0,0001). No grupo anti-SLA/LP, 91,4% apresentavam HAI-1, 1,1% HAI-2 e 7,5% este marcador isolado. Analisando pacientes HAI-1/anti-SLA/LP isolado, ambos os anticorpos estiveram associados ao sexo feminino e à presença do ANA. Houve associação negativa entre o anti-Ro52 e o ASMA (p<0,001). Pacientes com anti-Ro52 tiveram mais DAIEH (p=0,015). Aqueles sem anti-SLA/LP ou anti-Ro52 tiveram graus mais avançados de atividade periportal na biópsia inicial. Pacientes com anti-SLA/LP tiveram mais recidiva após a suspensão do tratamento (OR 5,74; p=0,022) e apresentaram uma tendência a menor ocorrência de cirrose ao final do seguimento (p=0,057). Não houve diferença nos parâmetros laboratoriais ou resposta terapêutica, complicações gestacionais, ocorrência de câncer ou sobrevida. O HLA-DRB1*03 teve associação positiva, enquanto o DRB1*15 negativa com os dois anticorpos. Conclusões: O anti-Ro52 esteve fortemente associado ao anti-SLA/LP, que se mostrou um marcador adicional da HAI-1. Ambos os anticorpos foram associados ao sexo feminino, à presença do ANA e ao HLA-DRB1*03. Apesar de não haver diferenças na resposta terapêutica ou sobrevida, pacientes com anti-SLA/LP apresentaram mais recidivas após suspensão do tratamento, confirmando a concepção de que esta deve ser cautelosa na sua presença |
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