Análise dos fatores de risco de pacientes submetidos a transplante cardíaco e sua influência em desfechos clínicos após transplante

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Aulicino, Gabriel Barros
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-31012025-151658/
Resumo: Introdução e objetivos: O transplante cardíaco (TC) é o tratamento padrão ouro para pacientes com insuficiência cardíaca em fase terminal conferindo aumento significativo de sobrevida e melhora da qualidade de vida. No entanto, a disponibilidade de dadores limita o número de transplantes cardíacos que podem ser realizados. O objetivo deste estudo é avaliar os fatores de risco do doador e do receptor associados à redução de sobrevida em um ano após o transplante cardíaco, em centro de referência na América Latina, e derivar um índice de risco de mortalidade para pacientes com transplante cardíaco em lista de espera. Métodos: Um estudo de coorte retrospectivo, unicêntrico, onde avaliamos 310 pacientes adultos que foram submetidos a transplante no Instituto do Coração (Incor HC-FMUSP) entre janeiro de 2013 e dezembro de 2019. Análises de regressão de Cox uni variada e multivariada foram utilizadas para identificar preditores independentes de sobrevida em um ano entre características clínicas prognósticas bem estabelecidas e descritas na literatura. Os pacientes foram acompanhados até o óbito ou até a última observação em 12 de outubro de 2022. A análise das variáveis clínicas dos pacientes transplantados cardíacos com registos médicos completos, resultou num modelo final que mostrou significância estatística. Foi criado um Índice de Risco Simples baseado no hazard ratio de cada fator prognóstico. Resultados: Foram analisados 299 pacientes submetidos a transplante cardíaco. O estudo constatou que 65% eram do sexo masculino, com idade média de 47,8 (2,7) anos. A causa mais comum de cardiomiopatia foi a doença de Chagas. Quatro variáveis observadas durante a última avaliação clínica na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) foram estatisticamente significantes na predição da sobrevida em um ano após o transplante cardíaco: escore SOFA máximo (=5), clearance de creatinina (ml/min/1. 73 m2) em 3 categorias de quartis (>= 84, entre 42 e 84 e <= 42), proteína C reativa (PCR) (mg/dL) em 3 categorias quartis (<= 6, entre 6 e 33 e >=33) e contagem de glóbulos brancos (leucócitos /mm3) em 3 categorias (<=5590, entre 5590 e 9237 e >=9237). O modelo demonstrou uma boa discriminação (C-Index=0,74) e calibração. O grupo de alto risco (>20 pontos) apresentou taxas de mortalidade a 30 dias e a 1 ano significativamente superiores ao grupo de baixo risco (<=20 pontos), com taxas de 27,6% e 44%, versus 7,9% e 14,6%, respectivamente (p<0,001). Conclusões: O presente estudo derivou um escore de predição de risco para pacientes em lista de espera para transplante cardíaco na América Latina. A análise identificou quatro preditores de sobrevida um ano após o transplante cardíaco (TC): escore SOFA máximo maior que 5, clearance de creatinina menor que 42 ml/min/1,73 m², nível de PCR maior que 33 mg/L e contagem absoluta de leucócitos maior que 9200/mm³. Esses fatores foram analisados 24 horas antes do TC e foram preditores independentes de redução da sobrevida um ano após o TC
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O objetivo deste estudo é avaliar os fatores de risco do doador e do receptor associados à redução de sobrevida em um ano após o transplante cardíaco, em centro de referência na América Latina, e derivar um índice de risco de mortalidade para pacientes com transplante cardíaco em lista de espera. Métodos: Um estudo de coorte retrospectivo, unicêntrico, onde avaliamos 310 pacientes adultos que foram submetidos a transplante no Instituto do Coração (Incor HC-FMUSP) entre janeiro de 2013 e dezembro de 2019. Análises de regressão de Cox uni variada e multivariada foram utilizadas para identificar preditores independentes de sobrevida em um ano entre características clínicas prognósticas bem estabelecidas e descritas na literatura. Os pacientes foram acompanhados até o óbito ou até a última observação em 12 de outubro de 2022. A análise das variáveis clínicas dos pacientes transplantados cardíacos com registos médicos completos, resultou num modelo final que mostrou significância estatística. Foi criado um Índice de Risco Simples baseado no hazard ratio de cada fator prognóstico. Resultados: Foram analisados 299 pacientes submetidos a transplante cardíaco. O estudo constatou que 65% eram do sexo masculino, com idade média de 47,8 (2,7) anos. A causa mais comum de cardiomiopatia foi a doença de Chagas. Quatro variáveis observadas durante a última avaliação clínica na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) foram estatisticamente significantes na predição da sobrevida em um ano após o transplante cardíaco: escore SOFA máximo (=5), clearance de creatinina (ml/min/1. 73 m2) em 3 categorias de quartis (>= 84, entre 42 e 84 e <= 42), proteína C reativa (PCR) (mg/dL) em 3 categorias quartis (<= 6, entre 6 e 33 e >=33) e contagem de glóbulos brancos (leucócitos /mm3) em 3 categorias (<=5590, entre 5590 e 9237 e >=9237). O modelo demonstrou uma boa discriminação (C-Index=0,74) e calibração. O grupo de alto risco (>20 pontos) apresentou taxas de mortalidade a 30 dias e a 1 ano significativamente superiores ao grupo de baixo risco (<=20 pontos), com taxas de 27,6% e 44%, versus 7,9% e 14,6%, respectivamente (p<0,001). Conclusões: O presente estudo derivou um escore de predição de risco para pacientes em lista de espera para transplante cardíaco na América Latina. A análise identificou quatro preditores de sobrevida um ano após o transplante cardíaco (TC): escore SOFA máximo maior que 5, clearance de creatinina menor que 42 ml/min/1,73 m², nível de PCR maior que 33 mg/L e contagem absoluta de leucócitos maior que 9200/mm³. Esses fatores foram analisados 24 horas antes do TC e foram preditores independentes de redução da sobrevida um ano após o TCIntroduction and objectives: Heart transplantation (HT) is the gold standard treatment for patients with end-stage heart failure. It significantly reduces mortality and improves quality of life. However, the availability of donors limits the number of heart transplants. The aim of this study is to evaluate donor and recipient risk factors associated with survival within one year of heart transplantation in a reference center in Latin America and to derive a mortality risk index for heart transplant patients on the waiting list. Methods: A single-center retrospective cohort study evaluated 310 adult patients who underwent transplantation at the Heart Institute (Incor HC-FMUSP) between January 2013 and December 2019. Univariate and multivariate Cox regression analyses were conducted to identify independent predictors of 1-year survival among well-established prognostic clinical characteristics described in the literature. Patients were followed until death or the last observation on October 12, 2022. The analysis of clinical variables from heart transplant patients with complete medical records resulted in a final model that showed statistical significance. A Simple Risk Index was created based on the hazard ratio of each factor. Results: A total of 299 heart transplant recipients were analyzed. The study found that 65% of the recipients were male with a median age of 47.8 (2.7) years. The most common cause of cardiomyopathy was Chagas disease. Four variables observed during the last clinical assessment in the Intensive Care Unit (ICU) within 24 hours before surgery were statistically significant in predicting one-year survival after heart transplantation: maximum SOFA score (=5), creatinine clearance (ml/min/1.73 m2) in 3 quartile categories (>= 84, between 42 and 84 and <= 42), C-reactive protein (CRP) (mg/dL) in 3 categories (<= 6, between 6 and 33 and >=33) and white blood cell count (WBC) (leukocytes /mm3) in 3 categories (<=5590, between 5590 and 9237 and >=9237). The model demonstrated good discrimination (C-Index=0.74) and calibration. The group at high risk (>20 points) exhibited significantly higher mortality rates at 30 days and 1 year compared to the low-risk group (<=20 points), with rates of 27.6% and 44%, respectively, versus 7.9% and 14.6%, respectively (p<0.001). Conclusions: The present study introduces a risk prediction score for patients on the waiting list for heart transplantation in Latin America. The analysis identified four independent predictors of survival one year after heart transplantation (HT): a maximum SOFA score greater than 5, creatinine clearance less than 42 ml/min/1.73 m², CRP level higher than 33 mg/L, and absolute leukocyte count greater than 9200/mm³. These factors were analyzed 24 hours before HT and were independent predictors of reduced survival one year after HTBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBacal, FernandoAulicino, Gabriel Barros2024-09-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-31012025-151658/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-02-14T19:02:02Zoai:teses.usp.br:tde-31012025-151658Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-02-14T19:02:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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