Densidade de incidência de infecções relacionadas à assistência à saúde em pacientes críticos na pandemia da COVID-19
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-03022025-102607/ |
Resumo: | Introdução: a Doença do Coronavírus 2019 (COVID-19), tornou-se importante problema de saúde em todo o mundo levando a um aumento do número de internações em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). O paciente crítico tem um risco aumentado de adquirir Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS). Objetivo: avaliar a ocorrência de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde e fatores associados durante a pandemia em pacientes com COVID-19 internados na Unidade de Terapia Intensiva de um hospital universitário do interior paulista. Método: estudo descritivo realizado em uma UTI de um hospital universitário terciário. Foram incluídos pacientes com idade acima de 18 anos, com COVID-19 e com exame de transcrição reversa seguida de reação em cadeia da polimerase (RT-PCR) positivo de 2020 à 2022. Foram coletados dados referentes as condições clínicas e avaliação laboratorial na admissão e os pacientes foram avaliados por meio do prontuário retrospectivamente até o desfecho (alta/óbito) para avaliação da ocorrência ou não de IRAS. No caso de ocorrência de IRAS, foi descrito o tipo de IRAS, o microrganismo e o perfil de sensibilidade. Resultados: Durante o período de estudo, foram identificados 458 pacientes que preencheram os critérios de inclusão. Destes, 226 desenvolveram um ou mais tipos de infecção durante sua internação na UTI. A análise temporal revelou uma ocorrência mais significativa de casos em 2021, sendo que dos 161 pacientes, 142 (88,2%) desenvolveram algum tipo de IRAS. Nesta pesquisa, no ano de 2020, a maioria das infecções secundárias foram respiratórias, já nos anos de 2021 e 2022 as IRAS mais comuns foram as de corrente sanguínea relacionada ao cateter venoso central. Quanto aos agentes isolados o Acinetobacter baumannii foi o principal agente causador, observado tanto em 2020 quanto em 2021, seguido por Klebsiella pneumoniae, com estes agentes alternados no ano de 2022. Apenas no ano de 2022 registrou-se uma taxa de mortalidade superior dos pacientes com IRAS comparado àqueles que não desenvolveram este evento, com significância estatística. Identificamos que no ano de 2020 e de 2022 o número de dias de uso de sonda vesical de demora e no ano de 2021 o número de dias de uso de cateter venoso central foram fatores que aumentaram a chance de ocorrência de algum tipo de IRAS durante a internação na UTI. Conclusão: O estudo aponta uma elevada taxa de IRAS principalmente no ano de 2021, em pacientes com COVID-19 extremamente graves. As IRAS mais incidentes foram a infecção de corrente sanguínea relacionada ao cateter venoso central e a pneumonia associada à ventilação mecânica, nos diferentes anos da pandemia. Em relação a etiologia dos agentes causadores das IRAS, teve maior prevalência Acinetobacter baumanni e Klebsiella pneumoniae, com alternância destes dois agentes nos diferentes anos. Conclui-se ainda que o tempo de uso de dispositivos invasivos, como o cateter venoso central e a sonda vesical de demora foram os únicos fatores independentes associados à ocorrência de IRAS. |
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Densidade de incidência de infecções relacionadas à assistência à saúde em pacientes críticos na pandemia da COVID-19Incidence density of healthcare-associated infections in critically ill patients during the COVID-19 pandemicCOVID-19COVID-19Critically ill patientHAIsHealthcare-associated infectionsICUInfecções relacionadas à assistência à saúdeIRASPaciente críticoSARS-CoV-2SARS-CoV-2UTIIntrodução: a Doença do Coronavírus 2019 (COVID-19), tornou-se importante problema de saúde em todo o mundo levando a um aumento do número de internações em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). O paciente crítico tem um risco aumentado de adquirir Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS). Objetivo: avaliar a ocorrência de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde e fatores associados durante a pandemia em pacientes com COVID-19 internados na Unidade de Terapia Intensiva de um hospital universitário do interior paulista. Método: estudo descritivo realizado em uma UTI de um hospital universitário terciário. Foram incluídos pacientes com idade acima de 18 anos, com COVID-19 e com exame de transcrição reversa seguida de reação em cadeia da polimerase (RT-PCR) positivo de 2020 à 2022. Foram coletados dados referentes as condições clínicas e avaliação laboratorial na admissão e os pacientes foram avaliados por meio do prontuário retrospectivamente até o desfecho (alta/óbito) para avaliação da ocorrência ou não de IRAS. No caso de ocorrência de IRAS, foi descrito o tipo de IRAS, o microrganismo e o perfil de sensibilidade. Resultados: Durante o período de estudo, foram identificados 458 pacientes que preencheram os critérios de inclusão. Destes, 226 desenvolveram um ou mais tipos de infecção durante sua internação na UTI. A análise temporal revelou uma ocorrência mais significativa de casos em 2021, sendo que dos 161 pacientes, 142 (88,2%) desenvolveram algum tipo de IRAS. Nesta pesquisa, no ano de 2020, a maioria das infecções secundárias foram respiratórias, já nos anos de 2021 e 2022 as IRAS mais comuns foram as de corrente sanguínea relacionada ao cateter venoso central. Quanto aos agentes isolados o Acinetobacter baumannii foi o principal agente causador, observado tanto em 2020 quanto em 2021, seguido por Klebsiella pneumoniae, com estes agentes alternados no ano de 2022. Apenas no ano de 2022 registrou-se uma taxa de mortalidade superior dos pacientes com IRAS comparado àqueles que não desenvolveram este evento, com significância estatística. Identificamos que no ano de 2020 e de 2022 o número de dias de uso de sonda vesical de demora e no ano de 2021 o número de dias de uso de cateter venoso central foram fatores que aumentaram a chance de ocorrência de algum tipo de IRAS durante a internação na UTI. Conclusão: O estudo aponta uma elevada taxa de IRAS principalmente no ano de 2021, em pacientes com COVID-19 extremamente graves. As IRAS mais incidentes foram a infecção de corrente sanguínea relacionada ao cateter venoso central e a pneumonia associada à ventilação mecânica, nos diferentes anos da pandemia. Em relação a etiologia dos agentes causadores das IRAS, teve maior prevalência Acinetobacter baumanni e Klebsiella pneumoniae, com alternância destes dois agentes nos diferentes anos. Conclui-se ainda que o tempo de uso de dispositivos invasivos, como o cateter venoso central e a sonda vesical de demora foram os únicos fatores independentes associados à ocorrência de IRAS.Introduction: Coronavirus Disease 2019 (COVID-19) has become a major health problem worldwide, leading to an increase in the number of hospitalizations in Intensive Care Units (ICU). Critically ill patients have an increased risk of Healthcare-Associated Infections (HAI). Objective: to evaluate the occurrence of HAI and associated factors during the pandemic in patients with COVID-19 admitted to the ICU of a university hospital in the interior of São Paulo. Method: descriptive study carried out in an ICU of a tertiary university hospital. Patients aged 18 years or older with COVID-19 and positive reverse transcription-polymerase chain reaction (RT-PCR) tests from 2020 to 2022 were included. Data on clinical conditions and laboratory evaluations were collected upon admission, and patients were retrospectively evaluated through their medical records until the outcome (discharge/death) to assess whether or not HAI had occurred. In the event of HAI, the type of HAI, the microorganism, and the sensitivity profile were described. Results: During the study period, 458 patients who met the inclusion criteria were identified. Of these, 226 developed one or more types of infection during their ICU stay. The temporal analysis revealed a more significant occurrence of cases in 2021, with 142 (88.2%) of the 161 patients developing some type of HAI. In this study, in 2020, most secondary infections were respiratory, while in 2021 and 2022, the most common HAI were bloodstream infections related to central venous catheters. As for the isolated agents, Acinetobacter baumannii was the main causative agent, observed in both 2020 and 2021, followed by Klebsiella pneumoniae, with these agents alternating in 2022. Only in 2022 was a higher mortality rate recorded for patients with HAI compared to those who did not develop this event, with statistical significance. We identified that in 2020 and 2022, the number of days of indwelling urinary catheter use and in 2021, the number of days of central venous catheter use were factors that increased the chance of some type of HAI occurring during ICU admission. Conclusion: The study indicates a high rate of HAI, especially in 2021, in patients with extremely severe COVID-19. The most common HAI were central venous catheter-related bloodstream infection and ventilator-associated pneumonia in the different years of the pandemic. Regarding the etiology of the causative agents of HAI, Acinetobacter baumanni and Klebsiella pneumoniae were the most prevalent, with these two agents alternating in the different years. It is also concluded that the time of use of invasive devices, such as central venous catheters and indwelling urinary catheters, were the only independent factors associated with the occurrence of HAI.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMenegueti, Mayra GonçalvesCorrêa, Tchaila de Almeida2024-09-11info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-03022025-102607/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-02-19T17:07:02Zoai:teses.usp.br:tde-03022025-102607Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-02-19T17:07:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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