Perfil epidemiológico, imunológico e de resposta terapêutica de pacientes com Nefrite Lúpica em uma coorte brasileira

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Nunes, Mariana Sousa Teixeira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5148/tde-15122023-172349/
Resumo: INTRODUÇÃO: O Brasil tem uma população caracteristicamente miscigenada e é o país americano com o maior número de afrodescendentes. A nefrite lúpica (NL) é uma patologia na qual se observa diferenças na incidência e até mesmo na sua gravidade de acordo com a população estudada. Esse estudo tem como objetivo descrever o perfil clínico e epidemiológico da NL no Brasil e avaliar quais características podem ser fatores de risco para um pior prognóstico renal. MÉTODOS: Trata-se de um estudo observacional, retrospectivo, descritivo dos pacientes diagnosticados com NL, submetidos a biópsia renal no Serviço de Nefrologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. A coleta de dados foi feita através do prontuário eletrônico da instituição. RESULTADOS: A amostra foi de 398 pacientes, o anticorpo antinuclear (FAN) foi positivo em 94,1% e o anti-DNA em 77,7%, enquanto que o padrão full-house ocorreu em 33,7%. O tempo do início dos sintomas da NL até a realização da biópsia renal foi <6 meses em 47,5% (grupo precoce) e 6 meses em 52,5% (grupo tardio). O índice de cronicidade foi menor no grupo precoce, com índice de atividade maior nesse mesmo grupo. Na análise multivariada, o índice de cronicidade elevado foi fator independente para a progressão para terapia renal substitutiva. CONCLUSÃO: Este estudo mostrou que a maioria dos pacientes brasileiros com NL são mulheres jovens que apresentam-se com alteração da função renal, hipertensão e hematúria, com biópsia renal mostrando NL classe IV, associada ou não a classe membranosa, sendo a minoria com padrão full-house. A biópsia tardia se associou com desfechos renais negativos na análise univariada, entretanto, na análise multivariada, apenas o índice de cronicidade da biópsia renal ao diagnóstico foi estatisticamente significativo
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