Lembranças da pandemia e culturas infantis: um estudo com crianças do ensino fundamental de uma escola pública de São Paulo
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48137/tde-25042025-074322/ |
Resumo: | Partindo da compreensão da infância como categoria social estrutural permanente e compreendendo as crianças como sujeitos com cidadania epistemológica (Qvortrup, 1995; 2010; 2011; Sarmento, 2009) este estudo de mestrado buscou analisar as memórias da pandemia mundial de Covid-19 pelo olhar das crianças da EMEF CEU Butantã, a partir das culturas de pares que elas atualmente produzem (Corsaro, 2002, 2011), considerando a memória coletiva que constroem (Halbwachs, 2006; Camacho e Gouveia, 2023) enquanto parte de suas produções culturais. Para Corsaro (2011), as culturas de pares infantis fazem parte da estrutura infância, produzidas e vivenciadas pelas crianças em seus coletivos. Se referem às suas brincadeiras, tradições, e experiências compartilhadas. Os caminhos metodológicos para esta investigação foram a observação participante nas culturas infantis (Müller e Carvalho, 2009) e a contação de histórias à completar (Cruz, 2008, 2015). Além disso, ao decorrer do trabalho de campo nas interações e trocas com as crianças, elas trouxeram o interesse por registrarem artisticamente suas lembranças sobre a pandemia e expôr esta produção. Então, estabelecemos parceria com o Instituto Butantan que realizou a exposição das produções das crianças no Museu da Vacina (SP), e a escolha deste local, que ocorreu junto com elas, se deve em decorrência dele representar um símbolo da luta contra o coronavírus. Através de sua participação, as crianças construíram outros caminhos para a produção de dados que não haviam sido elaborados na metodologia abrindo possibilidades de análises mais significativas para que os objetivos do estudo fossem alcançados. Os resultados do estudo indicam que tanto na época da pandemia como atualmente, as crianças demonstraram consciência da crise sanitária, seus riscos e recomendações a serem seguidas. Apesar de impactante, o tema pandemia não é diretamente recorrente nas culturas infantis do grupo observado, mas alguns elementos que ganharam destaque naquele período, como a máscara, o uso do álcool em gel e o grande contato com o mundo virtual, se fazem presentes. Por fim, este estudo compreende que as crianças, agentes sociais, têm o direito de serem consideradas como sujeitos de conhecimento, e sujeitos da memória. Garantir esse direito é um movimento político de grande relevância e necessidade. |
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Lembranças da pandemia e culturas infantis: um estudo com crianças do ensino fundamental de uma escola pública de São PauloMemories of the pandemic and children\'s cultures: a study with elementary school children from a public school in São PauloChildhoodChildren's culturesCollective memoryCulturas InfantisInfânciaMemória coletivaPandemiaPandemicPartindo da compreensão da infância como categoria social estrutural permanente e compreendendo as crianças como sujeitos com cidadania epistemológica (Qvortrup, 1995; 2010; 2011; Sarmento, 2009) este estudo de mestrado buscou analisar as memórias da pandemia mundial de Covid-19 pelo olhar das crianças da EMEF CEU Butantã, a partir das culturas de pares que elas atualmente produzem (Corsaro, 2002, 2011), considerando a memória coletiva que constroem (Halbwachs, 2006; Camacho e Gouveia, 2023) enquanto parte de suas produções culturais. Para Corsaro (2011), as culturas de pares infantis fazem parte da estrutura infância, produzidas e vivenciadas pelas crianças em seus coletivos. Se referem às suas brincadeiras, tradições, e experiências compartilhadas. Os caminhos metodológicos para esta investigação foram a observação participante nas culturas infantis (Müller e Carvalho, 2009) e a contação de histórias à completar (Cruz, 2008, 2015). Além disso, ao decorrer do trabalho de campo nas interações e trocas com as crianças, elas trouxeram o interesse por registrarem artisticamente suas lembranças sobre a pandemia e expôr esta produção. Então, estabelecemos parceria com o Instituto Butantan que realizou a exposição das produções das crianças no Museu da Vacina (SP), e a escolha deste local, que ocorreu junto com elas, se deve em decorrência dele representar um símbolo da luta contra o coronavírus. Através de sua participação, as crianças construíram outros caminhos para a produção de dados que não haviam sido elaborados na metodologia abrindo possibilidades de análises mais significativas para que os objetivos do estudo fossem alcançados. Os resultados do estudo indicam que tanto na época da pandemia como atualmente, as crianças demonstraram consciência da crise sanitária, seus riscos e recomendações a serem seguidas. Apesar de impactante, o tema pandemia não é diretamente recorrente nas culturas infantis do grupo observado, mas alguns elementos que ganharam destaque naquele período, como a máscara, o uso do álcool em gel e o grande contato com o mundo virtual, se fazem presentes. Por fim, este estudo compreende que as crianças, agentes sociais, têm o direito de serem consideradas como sujeitos de conhecimento, e sujeitos da memória. Garantir esse direito é um movimento político de grande relevância e necessidade.Starting from the understanding of childhood as a permanent structural social category and recognizing children as subjects with epistemological citizenship (Qvortrup, 1995; 2010; 2011; Sarmento, 2009), this master\'s study aimed to analyze the memories of the global Covid-19 pandemic through the perspective of the children from EMEF CEU Butantã, based on the peer cultures they currently produce (Corsaro, 2002, 2011), considering the collective memory they construct (Halbwachs, 2006; Camacho & Gouveia, 2023) as part of their cultural productions. According to Corsaro (2011), children\'s peer cultures are part of the structure of childhood, produced and experienced by children in their groups. They refer to their play, traditions, and shared experiences. The methodological approaches for this investigation included participant observation within children\'s cultures (Müller & Carvalho, 2009) and story completion narratives (Cruz, 2008, 2015). Furthermore, during fieldwork interactions with the children, they expressed interest in artistically recording their memories of the pandemic and showcasing these creations. As a result, a partnership was established with the Butantan Institute, which hosted an exhibition of the children\'s work at the Vaccine Museum (São Paulo). The choice of this venue, made together with the children, was due to its symbolism in the fight against the coronavirus. Through their participation, the children created alternative paths for data production that had not been previously outlined in the methodology, allowing for more meaningful analyses in line with the studys objectives. The studys results indicate that both during the pandemic and currently, the children showed awareness of the health crisis, its risks, and the recommended precautions. Although impactful, the theme of the pandemic is not directly recurring in the observed groups peer cultures, but some elements that gained prominence during that periodsuch as face masks, hand sanitizer, and increased interaction with the virtual worldremain present. Finally, this study understands that children, as social agents, have the right to be considered as subjects of knowledge and of memory. Ensuring this right is a politically significant and necessary movement.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPNascimento, Maria Letícia Barros PedrosoCorrea, Ana Clara Ramos2025-03-19info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48137/tde-25042025-074322/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-06-04T20:34:02Zoai:teses.usp.br:tde-25042025-074322Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-06-04T20:34:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Partindo da compreensão da infância como categoria social estrutural permanente e compreendendo as crianças como sujeitos com cidadania epistemológica (Qvortrup, 1995; 2010; 2011; Sarmento, 2009) este estudo de mestrado buscou analisar as memórias da pandemia mundial de Covid-19 pelo olhar das crianças da EMEF CEU Butantã, a partir das culturas de pares que elas atualmente produzem (Corsaro, 2002, 2011), considerando a memória coletiva que constroem (Halbwachs, 2006; Camacho e Gouveia, 2023) enquanto parte de suas produções culturais. Para Corsaro (2011), as culturas de pares infantis fazem parte da estrutura infância, produzidas e vivenciadas pelas crianças em seus coletivos. Se referem às suas brincadeiras, tradições, e experiências compartilhadas. Os caminhos metodológicos para esta investigação foram a observação participante nas culturas infantis (Müller e Carvalho, 2009) e a contação de histórias à completar (Cruz, 2008, 2015). Além disso, ao decorrer do trabalho de campo nas interações e trocas com as crianças, elas trouxeram o interesse por registrarem artisticamente suas lembranças sobre a pandemia e expôr esta produção. Então, estabelecemos parceria com o Instituto Butantan que realizou a exposição das produções das crianças no Museu da Vacina (SP), e a escolha deste local, que ocorreu junto com elas, se deve em decorrência dele representar um símbolo da luta contra o coronavírus. Através de sua participação, as crianças construíram outros caminhos para a produção de dados que não haviam sido elaborados na metodologia abrindo possibilidades de análises mais significativas para que os objetivos do estudo fossem alcançados. Os resultados do estudo indicam que tanto na época da pandemia como atualmente, as crianças demonstraram consciência da crise sanitária, seus riscos e recomendações a serem seguidas. Apesar de impactante, o tema pandemia não é diretamente recorrente nas culturas infantis do grupo observado, mas alguns elementos que ganharam destaque naquele período, como a máscara, o uso do álcool em gel e o grande contato com o mundo virtual, se fazem presentes. Por fim, este estudo compreende que as crianças, agentes sociais, têm o direito de serem consideradas como sujeitos de conhecimento, e sujeitos da memória. Garantir esse direito é um movimento político de grande relevância e necessidade. |
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