Simulando o microambiente na esclerose sistêmica: soro de pacientes transplantados e cultivo celular no estudo da inflamação e fibrose cutânea
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17147/tde-14072025-101456/ |
Resumo: | A esclerose sistêmica (ES) é uma doença autoimune caracterizada por uma tríade patológica de lesão vascular, desregulação imunológica e fibrose da pele e de órgãos internos. O TACTH é alternativa para formas graves e progressivas de ES e, embora promova remodelamento do tecido conjuntivo, efeitos na epiderme são desconhecidos. A complexa interação entre células envolvidas no eixo patológico inflamação-fibrose requer modelos experimentais que incorporem estes componentes, simulando o microambiente da doença. Neste trabalho, desenvolvido em duas fases, utilizamos abordagens in vitro com queratinócitos, (mio)fibroblastos e monócitos/macrófagos tendo como objetivo esclarecer mecanismos fisiopatológicos do envolvimento cutâneo na ES. Na primeira, focamos na desregulação de queratinócitos na epiderme e sua provável associação com desfechos clínicos em pacientes submetidos ao transplante autólogo de células-tronco hematopoéticas (TACTH) (ESTUDO 1). Assim, no ESTUDO 1, analisamos se o TACTH altera o estado inflamatório e de ativação da epiderme. Integramos análises histopatológicas em biópsias de pele, quantificação de moléculas séricas e dados clínicos de pacientes (pré e seis meses pós-TACTH), com o cultivo de uma linhagem de queratinócitos humanos (células HaCaT) exposta ao soro dos pacientes de ambos os períodos. A hipótese era de que o TACTH reduziria o estado inflamatório e de ativação dos queratinócitos nas biópsias de pele. In vitro, quando expostos ao soro dos pacientes pós-TACTH, os queratinócitos apresentariam mudanças que refletissem um microambiente de diminuição de sinais fibroinflamatórios. Nos resultados, em paralelo à melhora clínica da pele, observamos que o TACTH diminuiu significativamente a espessura da epiderme. A expressão de S100A9, IL-1α, TNF-α e Ki-67 também se alterou na pele pós-TACTH, indicando uma redução visível da inflamação e ativação/proliferação dos queratinócitos. No soro, o TACTH diminuiu os níveis do fator de crescimento epidérmico (EGF) e da interleucina (IL)-1α, e normalizou as concentrações do fator de crescimento de tecido conjuntivo (CTGF). A exposição das HaCaT ao soro dos pacientes transplantados reduziu a liberação de CCL-5, associada à via de sinalização NF-κB. Assim, constatamos que houve melhora parcial da epiderme seis meses pós-TACTH, justificando estudos futuros que avaliem vias e mecanismos específicos sobre este compartimento. Na segunda etapa (ESTUDO 2), avançamos para um modelo tridimensional (3D) de co-cultivo entre monócitos/macrófagos e fibroblastos em hidrogéis de colágeno, analisando mecanismos e vias de sinalização relacionados à ativação e contração dos (mio)fibroblastos, que refletem a rigidez e fibrose de pele na ES. A hipótese era de que os monócitos levariam à contração e ativação dos (mio)fibroblastos nos hidrogéis. Nos resultados, observamos que os monócitos promoveram forte contração dos (mio)fibroblastos (vista pela redução da área dos hidrogéis), juntamente com a regulação positiva de marcadores de ativação, como a actina-alfa de músculo liso (α-SMA) e a proteína ativadora de fibroblastos (FAP). Com fibroblastos repórteres e inibidores farmacológicos (SB-505124 e tofacitinibe), demonstramos que a comunicação fibroblastos-monócitos foi mediada pelas vias de sinalização JAK/STAT e TGF-β/Smad. Também identificamos, por citometria de fluxo, que a interação com fibroblastos levou aos monócitos à diferenciação em macrófagos com fenótipo misto de polarização M1/M2, com expressão concomitante de CD163, CD206, CD86 e HLADR. Finalmente, adicionando macrófagos M1 ou M2-like aos hidrogéis, uma robusta contração foi semelhantemente observada. Hidrogéis contendo apenas fibroblastos expostos ao sobrenadante de macrófagos M1 ou M2-like se contraíram fortemente, efeito abolido com a neutralização de TGF-β. Em conjunto, nosso trabalho contribui para elucidar vias e mecanismos associados a inflamação e fibrose cutânea na esclerose sistêmica e favorece o desenvolvimento de novas plataformas para pesquisas terapêuticas. |
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Simulando o microambiente na esclerose sistêmica: soro de pacientes transplantados e cultivo celular no estudo da inflamação e fibrose cutâneaSimulating disease microenvironment in systemic sclerosis: transplanted patient serum and cell culture to study inflammation and cutaneous fibrosisEsclerose sistêmicaFibroseFibrosisHematopoietic stem cell transplantationHidrogéisHydrogelsInflamaçãoInflammationKeratinocytesMacrófagosMacrophagesMiofibroblastosMyofibroblastsQueratinócitosSerumSoroSystemic sclerosisTransplante de células-tronco hematopoéticasA esclerose sistêmica (ES) é uma doença autoimune caracterizada por uma tríade patológica de lesão vascular, desregulação imunológica e fibrose da pele e de órgãos internos. O TACTH é alternativa para formas graves e progressivas de ES e, embora promova remodelamento do tecido conjuntivo, efeitos na epiderme são desconhecidos. A complexa interação entre células envolvidas no eixo patológico inflamação-fibrose requer modelos experimentais que incorporem estes componentes, simulando o microambiente da doença. Neste trabalho, desenvolvido em duas fases, utilizamos abordagens in vitro com queratinócitos, (mio)fibroblastos e monócitos/macrófagos tendo como objetivo esclarecer mecanismos fisiopatológicos do envolvimento cutâneo na ES. Na primeira, focamos na desregulação de queratinócitos na epiderme e sua provável associação com desfechos clínicos em pacientes submetidos ao transplante autólogo de células-tronco hematopoéticas (TACTH) (ESTUDO 1). Assim, no ESTUDO 1, analisamos se o TACTH altera o estado inflamatório e de ativação da epiderme. Integramos análises histopatológicas em biópsias de pele, quantificação de moléculas séricas e dados clínicos de pacientes (pré e seis meses pós-TACTH), com o cultivo de uma linhagem de queratinócitos humanos (células HaCaT) exposta ao soro dos pacientes de ambos os períodos. A hipótese era de que o TACTH reduziria o estado inflamatório e de ativação dos queratinócitos nas biópsias de pele. In vitro, quando expostos ao soro dos pacientes pós-TACTH, os queratinócitos apresentariam mudanças que refletissem um microambiente de diminuição de sinais fibroinflamatórios. Nos resultados, em paralelo à melhora clínica da pele, observamos que o TACTH diminuiu significativamente a espessura da epiderme. A expressão de S100A9, IL-1α, TNF-α e Ki-67 também se alterou na pele pós-TACTH, indicando uma redução visível da inflamação e ativação/proliferação dos queratinócitos. No soro, o TACTH diminuiu os níveis do fator de crescimento epidérmico (EGF) e da interleucina (IL)-1α, e normalizou as concentrações do fator de crescimento de tecido conjuntivo (CTGF). A exposição das HaCaT ao soro dos pacientes transplantados reduziu a liberação de CCL-5, associada à via de sinalização NF-κB. Assim, constatamos que houve melhora parcial da epiderme seis meses pós-TACTH, justificando estudos futuros que avaliem vias e mecanismos específicos sobre este compartimento. Na segunda etapa (ESTUDO 2), avançamos para um modelo tridimensional (3D) de co-cultivo entre monócitos/macrófagos e fibroblastos em hidrogéis de colágeno, analisando mecanismos e vias de sinalização relacionados à ativação e contração dos (mio)fibroblastos, que refletem a rigidez e fibrose de pele na ES. A hipótese era de que os monócitos levariam à contração e ativação dos (mio)fibroblastos nos hidrogéis. Nos resultados, observamos que os monócitos promoveram forte contração dos (mio)fibroblastos (vista pela redução da área dos hidrogéis), juntamente com a regulação positiva de marcadores de ativação, como a actina-alfa de músculo liso (α-SMA) e a proteína ativadora de fibroblastos (FAP). Com fibroblastos repórteres e inibidores farmacológicos (SB-505124 e tofacitinibe), demonstramos que a comunicação fibroblastos-monócitos foi mediada pelas vias de sinalização JAK/STAT e TGF-β/Smad. Também identificamos, por citometria de fluxo, que a interação com fibroblastos levou aos monócitos à diferenciação em macrófagos com fenótipo misto de polarização M1/M2, com expressão concomitante de CD163, CD206, CD86 e HLADR. Finalmente, adicionando macrófagos M1 ou M2-like aos hidrogéis, uma robusta contração foi semelhantemente observada. Hidrogéis contendo apenas fibroblastos expostos ao sobrenadante de macrófagos M1 ou M2-like se contraíram fortemente, efeito abolido com a neutralização de TGF-β. Em conjunto, nosso trabalho contribui para elucidar vias e mecanismos associados a inflamação e fibrose cutânea na esclerose sistêmica e favorece o desenvolvimento de novas plataformas para pesquisas terapêuticas.Systemic sclerosis (SSc) is an autoimmune disease characterized by three pathological axes of vascular damage, immunological dysregulation, and fibrosis of skin and internal organs. Auto-HSCT is an alternative for severe and progressive SSc forms, and despite promoting connective tissue remodeling, its effects on the epidermis remain unexplored. The complex interaction between cells involved in the inflammation-fibrosis axis requires experimental models incorporating these components, mimicking the disease microenvironment. In this two-phase study, we employed in vitro approaches using keratinocytes, (myo)fibroblasts, and monocytes/macrophages to elucidate the pathophysiological mechanisms in SSc. In the first phase, we focused on keratinocyte dysregulation in the epidermis and its potential association with clinical outcomes in patients undergoing autologous hematopoietic stem cell transplantation (auto-HSCT) (STUDY 1). Thus, in STUDY 1, we analyzed whether auto-HSCT alters the inflammatory and activation state in the epidermis. We integrated histopathological analyses of skin biopsies, quantification of serum molecules, and clinical data from patients (pre- and six months after auto-HSCT) with a keratinocyte lineage (HaCaT) exposed to patient serum from both time points. We hypothesized that auto-HSCT would reduce the inflammation and activation of keratinocytes in patients\' biopsies. In vitro, when exposed to post-transplant patient serum, we expected keratinocytes to show changes that reflect a microenvironment with reduced fibroinflammatory signals. Our results showed that, coupled with substantial improvement in clinical skin fibrosis, auto-HSCT significantly decreased epidermal thickness. The expression of S100A9, IL-1α, TNF-α, and Ki-67 was also changed in the skin post-auto-HSCT, indicating a visible decrease of inflammation and keratinocytes\' activation/proliferation. In SSc serum, auto-HSCT decreased epidermal growth factor (EGF) and interleukin (IL)-1α levels and normalized connective tissue growth factor (CTGF) concentrations. Exposure of HaCaT cells to post-transplant patient serum reduced CCL-5 release, which is associated with the NF-κB signaling pathway. Thus, we found that there was a partial improvement in the epidermal layer six months after auto-HSCT, justifying the development of new studies on this compartment in the future, to highlight more specific pathways and mechanisms. In the second phase (STUDY 2), we went further to a 3D co-culture model of monocytes/macrophages and fibroblasts in collagen hydrogels, analyzing mechanisms and signaling pathways involved in (myo)fibroblast activation and contraction, which reflect skin stiffness and fibrosis in SSc. The hypothesis was that monocytes would induce (mio)fibroblasts activation and contraction in the hydrogels. In the results, we identified that monocytes strongly promoted (myo)fibroblast contraction in the hydrogels (seen by decreased hydrogels\' area), coupled with an upregulation of activation-associated markers, such as alpha-smooth muscle actin (α-SMA) and fibroblast activation protein (FAP). Using reporter fibroblast constructs and pharmacological inhibitors (SB-505124 and tofacitinib), we demonstrated that monocyte-fibroblast communication was mediated by JAK/STAT and TGF-β/Smad signaling pathways. Flow cytometry analyses also revealed that fibroblast interaction led monocytes to differentiate into macrophages with a mixed M1/M2 polarization phenotype, expressing concomitantly CD163, CD206, CD86, and HLA-DR. Finally, adding M1- or M2-like macrophages to the plugs similarly resulted in (myo)fibroblast contraction. Hydrogels containing only fibroblasts exposed to M1- or M2-like cell supernatants strongly contracted, an effect abolished by TGF-β neutralization. Together, our work contributes to elucidating pathways and mechanisms associated with skin inflammation and fibrosis in systemic sclerosis and paves the way for developing new platforms for targeted therapy testing.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFarias, Kelen Cristina Ribeiro Malmegrim deRodrigues, Maria Carolina de OliveiraSilva, Djúlio César Zanin da2025-04-15info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17147/tde-14072025-101456/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-08-08T13:10:02Zoai:teses.usp.br:tde-14072025-101456Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-08-08T13:10:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A esclerose sistêmica (ES) é uma doença autoimune caracterizada por uma tríade patológica de lesão vascular, desregulação imunológica e fibrose da pele e de órgãos internos. O TACTH é alternativa para formas graves e progressivas de ES e, embora promova remodelamento do tecido conjuntivo, efeitos na epiderme são desconhecidos. A complexa interação entre células envolvidas no eixo patológico inflamação-fibrose requer modelos experimentais que incorporem estes componentes, simulando o microambiente da doença. Neste trabalho, desenvolvido em duas fases, utilizamos abordagens in vitro com queratinócitos, (mio)fibroblastos e monócitos/macrófagos tendo como objetivo esclarecer mecanismos fisiopatológicos do envolvimento cutâneo na ES. Na primeira, focamos na desregulação de queratinócitos na epiderme e sua provável associação com desfechos clínicos em pacientes submetidos ao transplante autólogo de células-tronco hematopoéticas (TACTH) (ESTUDO 1). Assim, no ESTUDO 1, analisamos se o TACTH altera o estado inflamatório e de ativação da epiderme. Integramos análises histopatológicas em biópsias de pele, quantificação de moléculas séricas e dados clínicos de pacientes (pré e seis meses pós-TACTH), com o cultivo de uma linhagem de queratinócitos humanos (células HaCaT) exposta ao soro dos pacientes de ambos os períodos. A hipótese era de que o TACTH reduziria o estado inflamatório e de ativação dos queratinócitos nas biópsias de pele. In vitro, quando expostos ao soro dos pacientes pós-TACTH, os queratinócitos apresentariam mudanças que refletissem um microambiente de diminuição de sinais fibroinflamatórios. Nos resultados, em paralelo à melhora clínica da pele, observamos que o TACTH diminuiu significativamente a espessura da epiderme. A expressão de S100A9, IL-1α, TNF-α e Ki-67 também se alterou na pele pós-TACTH, indicando uma redução visível da inflamação e ativação/proliferação dos queratinócitos. No soro, o TACTH diminuiu os níveis do fator de crescimento epidérmico (EGF) e da interleucina (IL)-1α, e normalizou as concentrações do fator de crescimento de tecido conjuntivo (CTGF). A exposição das HaCaT ao soro dos pacientes transplantados reduziu a liberação de CCL-5, associada à via de sinalização NF-κB. Assim, constatamos que houve melhora parcial da epiderme seis meses pós-TACTH, justificando estudos futuros que avaliem vias e mecanismos específicos sobre este compartimento. Na segunda etapa (ESTUDO 2), avançamos para um modelo tridimensional (3D) de co-cultivo entre monócitos/macrófagos e fibroblastos em hidrogéis de colágeno, analisando mecanismos e vias de sinalização relacionados à ativação e contração dos (mio)fibroblastos, que refletem a rigidez e fibrose de pele na ES. A hipótese era de que os monócitos levariam à contração e ativação dos (mio)fibroblastos nos hidrogéis. Nos resultados, observamos que os monócitos promoveram forte contração dos (mio)fibroblastos (vista pela redução da área dos hidrogéis), juntamente com a regulação positiva de marcadores de ativação, como a actina-alfa de músculo liso (α-SMA) e a proteína ativadora de fibroblastos (FAP). Com fibroblastos repórteres e inibidores farmacológicos (SB-505124 e tofacitinibe), demonstramos que a comunicação fibroblastos-monócitos foi mediada pelas vias de sinalização JAK/STAT e TGF-β/Smad. Também identificamos, por citometria de fluxo, que a interação com fibroblastos levou aos monócitos à diferenciação em macrófagos com fenótipo misto de polarização M1/M2, com expressão concomitante de CD163, CD206, CD86 e HLADR. Finalmente, adicionando macrófagos M1 ou M2-like aos hidrogéis, uma robusta contração foi semelhantemente observada. Hidrogéis contendo apenas fibroblastos expostos ao sobrenadante de macrófagos M1 ou M2-like se contraíram fortemente, efeito abolido com a neutralização de TGF-β. Em conjunto, nosso trabalho contribui para elucidar vias e mecanismos associados a inflamação e fibrose cutânea na esclerose sistêmica e favorece o desenvolvimento de novas plataformas para pesquisas terapêuticas. |
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