Investigação da presença de parabenos em medicamentos líquidos orais de uso pediátrico e estimativa da exposição de crianças de até 6 anos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Freitas, Fernanda Nalesso Rodrigues de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/60/60134/tde-19082025-121416/
Resumo: As doenças respiratórias infantis abrangem um amplo espectro de eventos mórbidos de diferentes etiologias e de distinta gravidade, que se caracterizam por comprometer uma ou mais porções do trato respiratório da criança. Para alcançar a exatidão da dose administrada, reduzir erros de medicação, aumentar a adesão ao tratamento e melhorar os resultados terapêuticos em pediatria, é essencial a disponibilidade de medicamentos em formas farmacêuticas e formulações adequadas às necessidades das crianças. Na sua quase totalidade, as formas farmacêuticas líquidas apresentam agentes conservantes em suas fórmulas visando a proteção contra o desenvolvimento microbiano. Entretanto, pesquisas indicam que alguns conservantes dependendo da concentração administrada podem provocar reações adversas ou intoxicações. Os parabenos são uma família de ésteres sintéticos do ácido p-hidroxibenzóico e são utilizados como conservantes em alimentos, cosméticos e medicamentos tópicos e sistêmicos, sendo os mais comuns o MP (metilparabeno), EP (etilparabeno), PP (propilparabeno) e BP (butilparabeno). Estes compostos possuem vantagens como o baixo custo, amplo espectro de atividade e estabilidade térmica e química. Apesar de serem considerados de baixa toxicidade, existem evidências que alguns parabenos possuem atividade como disruptores endócrinos. Estas observações, juntamente com a ampla aplicação dos parabenos, direcionaram a regulamentação destes conservantes em produtos comerciais pelas organizações nacionais e internacionais. No Brasil, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) regulamenta o uso de parabenos em cosméticos e alimentos, porém não há legislação para o uso destes conservantes em medicamentos. Este projeto teve como objetivo investigar a presença de ácido p-hidroxibenzóico, MP, EP, PP e BP em medicamentos líquidos orais (xarope, suspensão e solução) contendo como princípio ativo acebrofilina, cloridrato de ambroxol, acetilcisteína, carbocisteína, fosfato sódico de prednisolona, ibuprofeno, dropropizina, bromexina, guaifenesina, dipirona sódica, paracetamol, fexofenadina, maleato de bronfeniramina + cloridrato de fenilefrina, maleato de dexclorfeniramina e nos xaropes fitoterápicos Hedera Helix L. e Mikania glomerata Spreng. Os valores das concentrações do MP e PP variaram entre 3,0 - 2,634 e 0,031 - 0,447 mg.mL-1, respectivamente. Os valores de estimativa de ingestão diária não ultrapassaram o valor estabelecido como seguro de 10 mg.kg pc-1.dia-1 e os HQ (Coeficiente de Perigo) foram estimados abaixo de 1 para o MP, o que também é considerado seguro. Entretanto, a MoE (Margem de Exposição) estimada para o PP foram menores que 10.000, o que é considerado preocupante do ponto de vista da saúde pública.
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Na sua quase totalidade, as formas farmacêuticas líquidas apresentam agentes conservantes em suas fórmulas visando a proteção contra o desenvolvimento microbiano. Entretanto, pesquisas indicam que alguns conservantes dependendo da concentração administrada podem provocar reações adversas ou intoxicações. Os parabenos são uma família de ésteres sintéticos do ácido p-hidroxibenzóico e são utilizados como conservantes em alimentos, cosméticos e medicamentos tópicos e sistêmicos, sendo os mais comuns o MP (metilparabeno), EP (etilparabeno), PP (propilparabeno) e BP (butilparabeno). Estes compostos possuem vantagens como o baixo custo, amplo espectro de atividade e estabilidade térmica e química. Apesar de serem considerados de baixa toxicidade, existem evidências que alguns parabenos possuem atividade como disruptores endócrinos. Estas observações, juntamente com a ampla aplicação dos parabenos, direcionaram a regulamentação destes conservantes em produtos comerciais pelas organizações nacionais e internacionais. No Brasil, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) regulamenta o uso de parabenos em cosméticos e alimentos, porém não há legislação para o uso destes conservantes em medicamentos. Este projeto teve como objetivo investigar a presença de ácido p-hidroxibenzóico, MP, EP, PP e BP em medicamentos líquidos orais (xarope, suspensão e solução) contendo como princípio ativo acebrofilina, cloridrato de ambroxol, acetilcisteína, carbocisteína, fosfato sódico de prednisolona, ibuprofeno, dropropizina, bromexina, guaifenesina, dipirona sódica, paracetamol, fexofenadina, maleato de bronfeniramina + cloridrato de fenilefrina, maleato de dexclorfeniramina e nos xaropes fitoterápicos Hedera Helix L. e Mikania glomerata Spreng. Os valores das concentrações do MP e PP variaram entre 3,0 - 2,634 e 0,031 - 0,447 mg.mL-1, respectivamente. Os valores de estimativa de ingestão diária não ultrapassaram o valor estabelecido como seguro de 10 mg.kg pc-1.dia-1 e os HQ (Coeficiente de Perigo) foram estimados abaixo de 1 para o MP, o que também é considerado seguro. Entretanto, a MoE (Margem de Exposição) estimada para o PP foram menores que 10.000, o que é considerado preocupante do ponto de vista da saúde pública.Children\'s respiratory diseases cover a wide spectrum of morbid events of different etiologies and different severity, which are characterized by compromising one or more portions of the child\'s respiratory tract. To achieve the accuracy of the administered dose, reduce medication errors, increase treatment adherence and improve therapeutic results in pediatrics, the availability of medicines in pharmaceutical forms and formulations appropriate to children\'s needs is essential. Almost all of liquid pharmaceutical forms contain preservative agents in their formulas to protect against microbial development. However, research indicates that some preservatives, depending on the concentration administered, can cause adverse reactions or poisoning. Parabens are a family of synthetic esters of p-hydroxybenzoic acid and are used as preservatives in foods, cosmetics and topical and systemic medications, the most common being MP (methylparaben), EP (ethylparaben), PP (propylparaben) and BP (butylparaben). These compounds have advantages such as low cost, broad spectrum of activity and thermal and chemical stability. Despite being considered low toxicity, there is evidence that some parabens have activity as endocrine disruptors. These observations, together with the wide application of parabens, led to the regulation of these preservatives in commercial products by national and international organizations. In Brazil, ANVISA (National Health Surveillance Agency) regulates the use of parabens in cosmetics and foods, but there is no legislation for the use of these preservatives in medicines. This project aimed to investigate the presence of phydroxybenzoic acid, MP, EP, PP and BP in oral liquid medicines (syrup, suspension and solution) containing as active ingredients acebrophylline, ambroxol hydrochloride, acetylcysteine, carbocysteine, prednisolone sodium phosphate , ibuprofen, dropropizine, bromhexine, guaifenesin, sodium dipyrone, paracetamol, fexofenadine, brompheniramine maleate + phenylephrine hydrochloride, dexchlorpheniramine maleate and in the herbal syrups Hedera Helix L. and Mikania glomerata Spreng. MP and PP concentration values varied between 3.0 - 2.634 and 0.031 - 0.447 mg.mL-1, respectively. The estimated daily intake values did not exceed the established safe value of 10 mg.kg bw-1.day-1 and the HQ (Hazard Coefficient) were estimated below 1 for MP, which is also considered safe. However, the MoE (Margin of Exposure) estimated for the PP was less than 10,000, which is considered of concern from a public health point of view.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPJager, Alessandra VincenziFreitas, Fernanda Nalesso Rodrigues de2024-06-14info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/60/60134/tde-19082025-121416/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-09-15T19:10:02Zoai:teses.usp.br:tde-19082025-121416Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-09-15T19:10:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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