Análise da associação entre função pulmonar e o equilíbrio postural em indivíduos com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica moderada a muito grave

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Verri, Barbara Aparecida Teodoro Alcantara
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5170/tde-24022025-153601/
Resumo: Introdução: Indivíduos com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) apresentam pior equilíbrio postural e maior risco de quedas que tem sido associado à hipoxemia. Entretanto, a associação entre alterações do equilíbrio postural e quedas com variáveis da função pulmonar ainda é pouco conhecida. Objetivos: 1) Investigar a associação entre função pulmonar e o equilíbrio postural em indivíduos com DPOC; 2) Avaliar a ocorrência de quedas no período de seis meses de follow-up dos indivíduos com DPOC. Métodos: Trata-se de estudo transversal prospectivo com indivíduos com DPOC de moderado a muito grave e seguimento de quedas no período de seis meses. As avaliações ocorreram em dois dias não consecutivos, sendo que no primeiro dia de avaliação foi realizada a prova de função pulmonar completa e dados antropométricos. No segundo dia, foram aplicados os questionários iniciais, comorbidades, dispneia (mMRC), qualidade de vida (CAT), ansiedade e depressão (HADS). A força de contração muscular máxima do membro inferior foi avaliada por um dinamômetro portátil. O equilíbrio postural clínico e laboratorial foi avaliado pelo questionário Mini-BESTest e plataforma de força, respectivamente. A posturografia dos indivíduos foi feita nas posições base aberta e semi tandem em diferentes perturbações: basal, basal com espuma, pós esforço e pós esforço com espuma. Ao final do segundo dia, os indivíduos foram orientados quanto a definição adequada de quedas e receberam um diário que continha os dias e meses do ano, no qual deveriam escrever caso apresentassem algum evento de queda. O auto relato ocorreu por meio de ligações mensais com perguntas padronizadas a fim de compreender o evento. Os indivíduos que relataram uma ou mais quedas foram classificados como caidores. Análise estatística: A comparação entre os grupos foi realizada através do teste t de Student ou Mann-Whitney. Para comparar a proporção das variáveis descritas em valor percentual foi feito teste Qui-quadrado ou Fisher. Para as análises de correlação através da análise de correlação de Pearson ou Spearman. Resultados: Foram avaliados 61 indivíduos (42,3% sexo masculino), com idade (67±7 anos), IMC (25,8±4,75 Kg.m-2) e obstrução grave VEF1 (45,6±15,1 % do predito). Os caidores representaram 42,6% dos indivíduos. Não houve diferença quanto à idade, IMC, dispneia, qualidade de vida, sintomas de ansiedade e depressão, Mini-BESTest e função pulmonar entre caidores e não caidores. Quanto ao equilíbrio postural laboratorial observamos que os caidores apresentaram maior deslocamento do COP-ML e COP-AP em base aberta basal com espuma (2,22±1,02 cm versus 1,70±0,83 cm; p=0,01) e (3,00±0,90 cm vs 2,48±0,79; p=0,01), respectivamente. No pós esforço, os caidores apresentaram maior deslocamento do DOT (44,0±14,4 cm vs 36,3±9,14, p=0,02) e também maior deslocamento no eixo anteroposterior COP-AP (2,85±1,27 vs 2,19±0,56; p=0,01). Na condição pós esforço com espuma observamos diferença no deslocamento ML (2,35±0,87 cm vs 1,91±0,83 cm, p=0,01). Na postura semi tandem os caidores apresentaram maior deslocamento do COP-ML, no basal com espuma encontramos maior deslocamento DOT e velocidade. Ao realizar esforço físico, houve aumento do DOT, no deslocamento do COP-ML, COP-AP e também na velocidade da oscilação. No pós esforço com espuma os caidores também apresentaram maior DOT, deslocamento COP-ML e velocidade. Além disso, no grupo dos caidores foram observadas associações forte e positiva, em base aberta, no basal com DLCO % do predito e o COP-AP. Na posição basal com espuma, o COP-AP associou-se de forma moderada e positiva com DLCO %predito. No pós esforço, o COP-AP apresentou associação moderada e positiva com DLCO %predito e também com VR %predito e no pós esforço com espuma o COP-AP obteve associação moderada e positiva com VR %predito e o VEF1 %predito. Com os indivíduos não caidores não foram observadas associações da função pulmonar com o equilíbrio postural. Prevalência de quedas foi de 42,6%, sendo que 48% ocorreram enquanto os indivíduos andavam, 42% foi reportado como causa principal tropeços/escorregão 27% dos indivíduos relataram mais fraqueza nas pernas no momento da queda e 11% apresentaram hematomas, sendo que um teve que ir para hospital para realizar exame de imagens. Conclusão: Nossos estudos mostram que os indivíduos com DPOC moderada a muito grave caidores apresentaram alteração do equilíbrio postural quando submetidos a diferentes condições. Além disso, os indivíduos caidores apresentaram também associações com a função pulmonar no que tange a hipoxemia, volume residual e a gravidade da doença
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Métodos: Trata-se de estudo transversal prospectivo com indivíduos com DPOC de moderado a muito grave e seguimento de quedas no período de seis meses. As avaliações ocorreram em dois dias não consecutivos, sendo que no primeiro dia de avaliação foi realizada a prova de função pulmonar completa e dados antropométricos. No segundo dia, foram aplicados os questionários iniciais, comorbidades, dispneia (mMRC), qualidade de vida (CAT), ansiedade e depressão (HADS). A força de contração muscular máxima do membro inferior foi avaliada por um dinamômetro portátil. O equilíbrio postural clínico e laboratorial foi avaliado pelo questionário Mini-BESTest e plataforma de força, respectivamente. A posturografia dos indivíduos foi feita nas posições base aberta e semi tandem em diferentes perturbações: basal, basal com espuma, pós esforço e pós esforço com espuma. Ao final do segundo dia, os indivíduos foram orientados quanto a definição adequada de quedas e receberam um diário que continha os dias e meses do ano, no qual deveriam escrever caso apresentassem algum evento de queda. O auto relato ocorreu por meio de ligações mensais com perguntas padronizadas a fim de compreender o evento. Os indivíduos que relataram uma ou mais quedas foram classificados como caidores. Análise estatística: A comparação entre os grupos foi realizada através do teste t de Student ou Mann-Whitney. Para comparar a proporção das variáveis descritas em valor percentual foi feito teste Qui-quadrado ou Fisher. Para as análises de correlação através da análise de correlação de Pearson ou Spearman. Resultados: Foram avaliados 61 indivíduos (42,3% sexo masculino), com idade (67±7 anos), IMC (25,8±4,75 Kg.m-2) e obstrução grave VEF1 (45,6±15,1 % do predito). Os caidores representaram 42,6% dos indivíduos. Não houve diferença quanto à idade, IMC, dispneia, qualidade de vida, sintomas de ansiedade e depressão, Mini-BESTest e função pulmonar entre caidores e não caidores. Quanto ao equilíbrio postural laboratorial observamos que os caidores apresentaram maior deslocamento do COP-ML e COP-AP em base aberta basal com espuma (2,22±1,02 cm versus 1,70±0,83 cm; p=0,01) e (3,00±0,90 cm vs 2,48±0,79; p=0,01), respectivamente. No pós esforço, os caidores apresentaram maior deslocamento do DOT (44,0±14,4 cm vs 36,3±9,14, p=0,02) e também maior deslocamento no eixo anteroposterior COP-AP (2,85±1,27 vs 2,19±0,56; p=0,01). Na condição pós esforço com espuma observamos diferença no deslocamento ML (2,35±0,87 cm vs 1,91±0,83 cm, p=0,01). Na postura semi tandem os caidores apresentaram maior deslocamento do COP-ML, no basal com espuma encontramos maior deslocamento DOT e velocidade. Ao realizar esforço físico, houve aumento do DOT, no deslocamento do COP-ML, COP-AP e também na velocidade da oscilação. No pós esforço com espuma os caidores também apresentaram maior DOT, deslocamento COP-ML e velocidade. Além disso, no grupo dos caidores foram observadas associações forte e positiva, em base aberta, no basal com DLCO % do predito e o COP-AP. Na posição basal com espuma, o COP-AP associou-se de forma moderada e positiva com DLCO %predito. No pós esforço, o COP-AP apresentou associação moderada e positiva com DLCO %predito e também com VR %predito e no pós esforço com espuma o COP-AP obteve associação moderada e positiva com VR %predito e o VEF1 %predito. Com os indivíduos não caidores não foram observadas associações da função pulmonar com o equilíbrio postural. Prevalência de quedas foi de 42,6%, sendo que 48% ocorreram enquanto os indivíduos andavam, 42% foi reportado como causa principal tropeços/escorregão 27% dos indivíduos relataram mais fraqueza nas pernas no momento da queda e 11% apresentaram hematomas, sendo que um teve que ir para hospital para realizar exame de imagens. Conclusão: Nossos estudos mostram que os indivíduos com DPOC moderada a muito grave caidores apresentaram alteração do equilíbrio postural quando submetidos a diferentes condições. Além disso, os indivíduos caidores apresentaram também associações com a função pulmonar no que tange a hipoxemia, volume residual e a gravidade da doençaIntroduction: Individuals with chronic obstructive pulmonary disease (COPD) have worse postural balance and a greater risk of falls, which has been associated with hypoxemia. However, the association between changes in postural balance and falls with lung function variables is still poorly understood. Objectives: 1) Investigate the association between lung function and postural balance in individuals with COPD; 2) To assess occurrence of falls during six months period in individuals with COPD. Methods: This is a cross-sectional study with individuals with moderate to very severe COPD and follow-up of falls over a six-month period. The assessments were realized on two non-consecutive days, and on the first day of assessment, a complete lung function test and anthropometric data were performed. On the second day, the initial questionnaires, comorbidities, dyspnea (mMRC), quality of life (CAT), anxiety and depression (HADS) were assessment. The maximum muscle contraction strength of the lower limb was assessed using a portable dynamometer. Clinical and laboratory postural balance was assessed using the Mini-BESTest questionnaire and force platform, respectively. The posturography was performed in the open base and semi tandem positions in different conditions: baseline, baseline with foam, post-effort and post-effort with foam. At the end of the second day, the individuals were instructed on the appropriate definition of falls and received a diary that contained the days and months of the year, in which they should write if they experienced any fall event. Self-reporting occurred through monthly calls with standardized questions in order to understand the event. Individuals who reported one or more falls were classified as fallers. Statistical analysis: Comparison between groups was performed using the test t of Student or Mann-Whitney test. To compare the proportion of variables described in percentage value, the Chi-square or Fisher test was performed. For correlation analyzes using the Pearson or Spearman correlation analysis. Results: 61 individuals (42,3% male) were evaluated, with age (67±7,23 years), BMI (25,8±4,75 Kg.m-2) and severe obstruction FEV1 (45,6±15,1 % of predicted). Fallers represented 42,6% of individuals. There was no difference in age, BMI, dyspnea, quality of life, symptoms of anxiety and depression, Mini-BESTest and lung function between fallers and non-fallers. Regarding laboratory postural balance, we observed that fallers showed greater displacement of the COP-ML and COP-AP on a basal open base with foam (2,22±1,02 cm versus 1,70±0,83 cm, p=0,01) and (3,00±0,90 cm vs 2,48±0,79, p=0,01), respectively. In the post-exertion situation, fallers showed greater displacement of the DOT (44,0±14,4 cm vs 36,3±9,14, p=0,02) and also greater displacement in the anteroposterior COP-AP axis (2,85±1,27 vs 2,19±0,56, p=0,01). In the post-effort condition with foam, we observed a difference in ML displacement (2,35±0,87 cm vs 1,91±0,83 cm, p=0,01). In the semi tandem posture, fallers showed greater COP-ML displacement, in the basal with foam we found greater DOT and speed displacement. When performing physical effort, there was an increase in DOT, in the displacement of COP-ML, COP-AP and also in the speed of the oscillation. After exertion with foam, fallers also showed greater DOT, COP-ML displacement and speed. Furthermore, in the fallers group, strong and positive associations were observed, on an open basis, at baseline with DLCO % of predicted and COP-AP. In the baseline position with foam, COP-AP was moderately and positively associated with DLCO %of predicted. Post-exertion, COP-AP showed a moderate and positive association with DLCO % of predicted and also with VR % of predicted and in post-effort with foam, COP-AP had a moderate and positive association with VR % of predicted and FEV1 %of predicted. With non-fallers no associations between lung function and postural balance were observed. Prevalence of falls was of 42,6%, 48% of which occurred while the individuals were walking, 42% reported tripping/slipping as the main cause, 27% of the individuals reported more weakness in their legs at the time of the fall and 11% had bruises, with one having to go to hospital to perform imaging tests. Conclusion: Our studies show that individuals with moderate to very severe COPD fallers have changes in postural balance when submitted to different conditions. Furthermore, fallers individuals showed associations with lung function in terms of hypoxemia, residual volume and severity of the diseaseBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCarvalho, Celso Ricardo Fernandes deVerri, Barbara Aparecida Teodoro Alcantara2024-10-17info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5170/tde-24022025-153601/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-03-06T17:54:02Zoai:teses.usp.br:tde-24022025-153601Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-03-06T17:54:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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